Alforria / Carta de Liberdade

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            Testamento de Marianna Rita de Jesus
            BR SC TJSC TRRJ-75330 · Processo · 1858-1859
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Testamento realizado na cidade de São José, na época sob a comarca de São José da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Marianna Rita de Jesus (testadora);
            Constancio Jose da Silva Pessoa (primeiro testamenteiro).

            Resumo:
            Marianna Rita de Jesus declarou seus últimos desejos em vida durante seu testamento. Foi revelado que a testadora estava separada de Francisco Jose da Costa, e que não deixou filhos — chamados de “herdeiros forçados”.

            A testadora determinou os detalhes de seu funeral; além disso, requereu a alforria de Roza (descrita como crioula), filha de Cyprianna, que estava liberta. Foi revelado que Roza nasceu após da alforria de sua mãe — ex-escravizada por Marianna, e designada como “preta” —, porém seus padrinhos a batizaram como escravizada. Após se separar de Francisco, Cypriana continuou a viver em sua casa. A testadora declarou ter vendido alguns de seus bens para poder se suprir, e separou os bens restantes (sua cara e terra) para Cypriana “por gratidão e remuneração”.

            Nesta ação, a comarca foi erroneamente designada como “segunda comarca", já que a partir de 1856 o nome foi mudado para “comarca de São José”. Por fim, Constancio José da Silva Pessoa foi chamado para assinar o “termo de aceite” para atuar como primeiro testamenteiro da finada.

            Atuaram no processo:
            juiz municipal primeiro suplente Negociante Luis Pereira do Nascimento Mello;
            signatário Manoel de Freitas Sampaio;
            tabelião e escrivão David do Amaral e Silva.

            Localidades relevantes:
            cidade de São José;
            comarca de São José;
            Costeira da Ponta;
            praia do mar.

            Compõem o processo:
            termo de abertura;
            termo de aceite.

            Testamento de Genoveva Ignacia de Jesus Caldeira
            BR SC TJSC TRRJ-75818 · Processo · 1848-1853
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Testamento realizado na vila de São Jose, na época sob a segunda comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Genoveva Ignacia de Jesus Caldeira (testadora);
            Eufrazia Xavier Caldeira (testamenteira);
            Manoel Joaquim Teixeira (testamenteiro);
            Domingos Antônio Guimarães (testamenteiro).

            Herdeiros:
            Anna;
            Ignacia;
            Eufrazia Xavier Caldeira;

            Resumo:
            Este processo, iniciando-se em 1848, é parte da Comarca do Sul da Província de Santa Catarina, porém encerrando-se em 1853, torna-se parte da Segunda Comarca.
            Testamento realizado por Genoveva Ignacia de Jesus Caldeira, deixando uma quantia em dinheiro que ficara para cada um de seus filhos. Ainda no testamento, declara três escravizados libertos, de nomes: Polucenia e Crispim descritos como pardos e Florianna descrita como crioula. É mencionado uma quantia em dinheiro deixada à ex escravizada Polucenia.

            Atuaram no processo:
            escrivão David do Amaral e Silva;
            escrivão e tabelião Joaquim Francisco de Assis Passos
            juiz Municipal Joao Francisco de Souza;

            Localidades relevantes:
            Vila de São José ( atual cidade de São José, Santa Catarina).

            Testamento de Anna Genoveva de Jesus
            BR SC TJSC TRRJ-83264 · Processo · 1853 - 1854
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Testamento realizado na vila de São José, na época sob a segunda comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Anna Genoveva de Jesus (testadora);
            Manoel Joaquim da Silva (testamenteiro e herdeiro).

            Resumo:
            Este processo é composto pelo testamento da falecida Anna Genoveva de Jesus, em que deixou por escrito suas últimas vontades. No documento, é revelado que a finada foi casada com Manoel Joaquim da Silva, nomeado para ser seu testamenteiro; é citado que esse matrimônio seria sua “segunda núpcias”, pois seu primeiro marido havia falecido.

            Além disso, a testadora declara a alforria de duas mulheres escravizadas, de nome Joaquina, descrita como crioula, e Ofrazia, descrita como parda. Por não ter filhos, seu marido se tornou o único herdeiro. O processo foi concluído com a assinatura de um termo por parte de Manoel Joaquim, que aceitou o encargo da testamentaria e se responsabilizou por prestar as contas da ação.

            Atuaram no processo:
            escrivão David do Amaral e Silva;
            juiz municipal João Francisco de Souza;
            signatário Florencio Gomes de Castro Campos;
            signatário João Luis de Andrade.

            Localidades relevantes:
            Poço Fundo;
            segunda comarca;
            Santo Antônio;
            vila de São José (atual município de São José, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            contas;
            correição;
            termo de aceite.