Sumário Crime realizado na vila de Lages, na época sob a segunda comarca da província de Santa Catarina.
Partes do processo:
Mathias Alves dos Santos (réu);
A Justiça (autora).
Resumo:
Mathias Alves dos Santos, designado como pardo, foi preso na Cadeia Pública da vila de Lages por ameaçar Maria Borges e seu irmão de morte, com o objetivo de “desinquietar” uma mulher escravizada por Maria.
Testemunhas foram chamadas para depôr, onde foi alegado que o réu costumava ameaçar Maria durante a noite enquanto rodeava sua casa, invadindo o seu quintal com “intenções criminosas”.
O delegado de polícia, considerando os depoimentos, condenou o réu a dois meses de prisão simples e a pagar uma multa correspondente às custas da ação. Por esse motivo, foi nomeado um árbitro para realizar a liquidação da multa.
O processo foi visto em correição, requerendo que a sentença fosse realizada pelo juiz municipal, contando com a presença de um promotor público. O pedido foi atendido, e a sentença foi apelada pelo promotor, com o argumento que o “crime inteiramente particular” não cobriu a denúncia de Maria, de forma com que se julgue nesta ação seu crime a partir de outro artigo da Lei.
O juiz julgou a apelação, determinando que não iria produzir efeito algum a anulação da ação após o réu ter cumprido a sentença. Após isso, ele requereu o pagamento das custas.
Atuaram no processo:
árbitro Generoso Pereira dos Anjos;
delegado de polícia Guilherme Ricken;
escrivão Generoso Pereira dos Anjos Junior;
juiz de direito Joaquim José Henriques;
juiz municipal José Nicolau Pereira dos Santos;
promotor público Antonio Ricken de Amorim;
signatário Antonio Rodrigues Lima;
signatário Carlos Rodrigues Lima;
signatário major Antonio Saturnino de Sousa e Oliveira.
Localidades relevantes:
fazenda do Cajurú;
segunda comarca;
vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina).
Compõem o processo:
contas;
correição;
petição;
qualificação;
sentença;
termo de apelação;
termo de juramento.