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            113 Descrição arquivística resultados para Bens

            Tutoria de João
            BR SC TJSC TRRJ-22020 · Processo · 1864
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Tutoria realizada na cidade do Desterro, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            José Raulino Nunes (tutor);
            João (tutelado).

            Resumo:
            Este processo se iniciou após o falecimento de Severina Correia, mãe de João. O órfão é descrito como surdo, “mudo” e “mentecapto”, sendo necessária a nomeação de um tutor. Primeiramente, é chamado Serafim Coelho da Costa, que possuía moradia perto do tutelado mas não respondeu à intimação; com isso, é chamado como substituto José Raulino Nunes.

            Durante o processo, ocorre a declaração e curadoria dos bens deixados pela mãe do órfão. São eles: terras, casas, mobília, um oratório com imagem de Santa Luzia, utensílios de cozinha e objetos de cobre. Ainda no arrolamento, consta uma mulher chamada Maria, escravizada e descrita como crioula. O processo termina sem sentença, apenas com o juramento do tutor e curador José Raulino.

            Atuaram no processo:
            curador José Raulino Nunes;
            escrivão de órfãos Vidal Pedro Moraes;
            juiz Joaquim Augusto do Livramento;
            signatário Leonardo Jorge de Campos;
            signatário Francisco José Gouveia.

            Localidades relevantes:
            cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            freguesia de São Francisco de Paula de Canasvieiras (atual bairro de Canasvieiras, Florianópolis).

            Compõem o processo:
            petições;
            relação de bens;
            termo de juramento.

            Testamento de Pedro da Silva Ribeiro
            BR SC TJSC TRRJ-29368 · Processo · 1832-1835
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Testamento realizado na vila de Lages, na época sob a comarca da Ilha de Santa Catarina da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Diogo da Silva Ribeiro (testamenteiro);
            Pedro da Silva Ribeiro (testador).

            Legatários:
            Aguida Maria de Jesus;
            Anna;
            Antonio Lorenço;
            Antonio Pais;
            Barnabe;
            Belizaria da Silva Munis;
            Eufrasia;
            Eugenio da Silva Ribeiro;
            Felicidade;
            Felipe José da Silva;
            Felisbina Maria de Saldanha;
            Francisco da Silva Ribeiro;
            Francisco Machado;
            João Borges do Rego;
            João da Silva Ribeiro;
            Joaquim;
            Joaquina;
            Laurinda;
            Luciano Gonsalves Paxeco;
            Manoel Bernardes Ribeiro;
            Maria Caetana Machado;
            Pedro;
            Silvana Maria de Saldanha.

            Resumo:
            O testamento de Pedro da Silva Ribeiro foi escrito em 1832 e teve como testamenteiro Diogo da Silva Ribeiro, seu irmão. No documento, as suas últimas vontades são descritas, como a de ser sepultado próximo ao altar de Nossa Senhora dos Prazeres e a nomeação de pessoas para o envio de esmolas.

            Além disso, o testador deixou bens como terras, uma casa e animais. Na propriedade, havia um porão onde ficavam os animais. A fazenda ficava na Costa da Serra, chamada “Fazenda da Mangueira", e também havia terras além do Rio Pelotas. São citados dois homens escravizados, descritos como crioulos, de nomes Floriano e Francisco.

            Entre os legatários previstos no documento, são citados Joaquim, homem descrito como mulato, e Barnabé, homem indígena. Após o testamento e o codicilo serem anexados, é revelado que o falecido havia deixado algumas dívidas, relacionadas no processo e sendo pagas com o valor dos bens arrolados. Além disso, é realizada a partilha dos legados citados no testamento.

            O processo é concluído com um pedido do testamenteiro ao escrivão, para lhe passar certidão dos bens constantes do testamento e de um inventário que estava sendo realizado no juízo, para analisar quais partes do patrimônio foram adjudicadas.

            Atuaram no processo:
            colector Anacleto José Gonçalves;
            escrivão de órfãos e tabelião Generoso Pereira dos Anjos;
            escrivão Manoel Gomes de Souza;
            juiz de órfãos Bento Ribeiro de Córdova;
            juiz de órfãos João Thomas e Silva;
            juiz ordinário José Caitano de Carvalho e Souza;
            procurador Antonio Caetano Machado.

            Localidades relevantes:
            comarca da Ilha de Santa Catarina;
            fazenda da Mangueira;
            rio Pelotas;
            vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            certidões;
            codicilo;
            petições;
            recibos;
            testamento;
            termo de desistência.

            Variação de nome:
            Francisco Machado;
            Pedro José Ribeiro.

            Testamento de José Coelho Vieira
            BR SC TJSC TRRJ-77271 · Processo · 1851-1864
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Testamento realizado na vila de São José, na época sob a segunda comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            José Coelho Vieira (testador);
            Marcelino José da Silveira (testamenteiro);
            Vicente Coelho (testamenteiro);
            Joaquim Coelho (testamenteiro).

            Herdeira:
            Albina.

            Resumo:
            Neste testamento, o testador José Coelho Vieira, filho de Francisco Cardoso Vieira e Maria da Encarnação, dispôs suas últimas vontades. Nomeou Marcellino José da Silveira e, também, aos seus sobrinhos Vicente Coelho e Joaquim Coelho, para que atuassem como seus testamenteiros.

            Em seguida, o José declarou seus bens: uma porção de terras; uma casa; um engenho de farinha; um oratório; utensílios; e 2 homens escravizados, de nomes Germano e José, ambos designados como “crioulos”.

            Além disso, José atestou dar, na forma de esmola, o escravizado Germano ao casal Felisberto Garcia e Alexandra Roza de Jesus, os quais cuidaram do testador durante suas enfermidades; e instituiu, como única herdeira, sua afilhada Albina, filha do primeiro testamenteiro Marcellino José da Silveira..

            Ao final do processo, o juiz responsável notificou Marcelino para assinar o termo de testamentaria; o testamenteiro aceitou e se tornou responsável pelo encargo do cumprimento das contas e demais disposições da lei.

            Atuaram no processo:
            escrivão e tabelião David do Amaral e Silva;
            juiz municipal de capelas e residência João Francisco de Souza.

            Localidades mencionadas:
            distrito do Aririú (atual bairro no município de Palhoça, Santa Catarina);
            vila de São José (atual município de São José, Santa Catarina);
            segunda comarca.

            Compõem o processo:
            contas;
            correição;
            provação;
            termo de abertura;
            termo de aceite de testamentaria.

            Variação de nome:
            testamenteiro Marcelino José da Silveira.

            Testamento de Antonia Maria
            BR SC TJSC TRRJ-76969 · Processo · 1845
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Testamento realizado na vila de São José, na época sob a segunda comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Antônia Maria (testadora);
            Florêncio Rosa Silva (testamenteiro);
            Florêncio Gomes de Castro Campos (testamenteiro).

            Herdeiro:
            Manoel da Rosa.

            Resumo:
            A testadora Antonia Maria, filha de Antonio Silveira e Joana de Jesus, viúva de José da Rosa da Silva, possui um filho de nome Manoel da Rosa, a quem designa ser seu herdeiro. A testadora também nomeou como testamenteiros os seus netos Florencio Rosa Silva e Florencio Gomes de Castro Campos para executar suas vontades.

            Os bens do testamento, que eram uma quantia em dinheiro em doblas (antiga moeda portuguesa), foram distribuídos a sua neta Josefina, ao seu bisneto José da Cunha, ao primeiro testamenteiro (que também recebeu parte dos seus bens de inventário), e também aos escravizados Joaquim e Maria (irmãos entre si, ambos designados como pardos e forros).

            O processo foi aceito pelo juiz responsável e, ao final, o testamenteiro Florencio Rosa Silva aceitou e se tornou responsável pelo encargo do cumprimento das contas e demais disposições da lei.

            Atuaram no processo:
            escrivão Damião do Amaral Silva;
            escrivão, tabelião e signatário Joaquim Francisco de Assis e Passos;
            juiz municipal de capelas e resíduos João Francisco de Sousa;
            signatário Miguel dos Santos Sousa.

            Localidade relevante:
            vila de São José (atual município de São José, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            contas;
            termo de abertura;
            termo de aceite.