Bens

Área de elementos

Taxonomia

Código

Nota(s) de âmbito

    Nota(s) de fonte(s)

      Nota(s) de exibição

        Termos equivalentes

        Bens

          Termos associados

          Bens

            713 Descrição arquivística resultados para Bens

            113 resultados diretamente relacionados Excluir termos específicos
            Inventário de Camillo José de Souza
            BR SC TJSC TRRJ-84002 · Processo · 1852 - 1857
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Autos de inventário realizados na vila de São José, na época sob a segunda comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Camillo José de Souza (falecido);
            Joaquina Caetana (inventariante).

            Herdeiros:
            Anna Caetana de Souza;
            Anna (neta);
            Antonio José de Souza;
            Caetana Joaquina de Souza;
            Caetana (neta);
            Candida Carlota de Souza;
            Claudino Vieira da Rosa (co-herdeiro);
            Firmiano Vieira da Rosa (co-herdeiro);
            Hiomar Silveira de Souza (co-herdeiro);
            Joaquim Camillo de Souza;
            José Camillo de Souza;
            Josefina Rosa de Souza;
            Justino Camillo de Souza;
            Maria Joaquina de Souza;
            Maria (neta);
            Thomaz Camillo de Souza.

            Resumo:
            Joaquina Caetana abre um processo de inventário após o falecimento de seu marido, Camillo José de Souza. Como o finado deixou herdeiros menores de idade, a ação contou com a nomeação de um curador e passou pelo juízo dos órfãos. Os bens inventariados foram ferramentas, utensílios de cozinha, um forno de cobre, um alambique, uma espingarda, mobílias, caixas, um meio de transporte descrito como carro, pedras de atafona, equipamentos de montaria, roças, animais, terrenos, casas, engenhos de farinha e cana, uma olaria e telhas.

            Constam no inventário sete pessoas escravizadas: Felisbino, descrito como pardo; Manoel, Adão, João e Vicente, designados como crioulos; Domingos, de nação Moçambique; e Joanna, descrita como de nação (africana). Além disso, é citado na ação um homem chamado Mathias, descrito como preto forro e vizinho de uma das terras inventariadas. São anexadas dívidas ativas e passivas deixadas pelo falecido. Com isso, alguns herdeiros e co-herdeiros foram citados para confirmar ou se opor à existência dessas pendências, por meio de termos de declaração.

            Após avaliados, os bens passaram por um processo de partilha, em que parte do patrimônio foi separada para a quitação das dívidas. Alguns herdeiros receberam reposição em dinheiro, para equilibrar a divisão. Ao decorrer da ação, é anexada uma petição em que a inventariante afirma ter capacidade suficiente para ser tutora de seus filhos menores, administrando seus respectivos bens. Para tal função ser conquistada, a inventariante assina um termo de renúncia ao Benefício Veleano, que impedia a tutela de mulheres viúvas aos seus filhos. O processo foi julgado por sentença, e o juiz requereu o pagamento das custas por parte dos interessados.

            Mais tarde, o processo passou por correição, em que o juiz corregedor aponta irregularidades na fiscalização dos bens partilhados. É afirmado que o juiz da ação negligenciou a cobrança de dívidas pertencentes aos órfãos. Após isso, uma segunda sentença é anexada, condenando a inventariante ao pagamento das custas e concluindo que a herdeira Candida só receberia seus bens quando completasse a maioridade, ou acompanhada de marido.

            Atuaram no processo:
            avaliador Laurindo Antonio de Medeiros;
            avaliador Zefirino Antonio de Castro;
            curador Manoel da Silva Mafra;
            curador Manoel de Freitas Sampaio;
            escrivão David do Amaral e Silva;
            escrivão dos órfãos Francisco Xavier d’Oliveira Camara;
            juiz de órfãos Francisco Honorato Cidade;
            juiz de órfãos João Francisco de Souza;
            juiz de órfãos primeiro suplente tenente coronel Luis Ferreira do Nascimento e Mello;
            partidor Duarte Vieira da Cunha;
            partidor Joaquim Lourenço de Souza Medeiros;
            signatário Francisco da Silva Coelho;
            signatário João Marcos da Costa Cardozo;
            signatário Joaquim Francisco d’Assis e Passos;
            signatário José Ventura da Silva;
            tesoureiro Laurentino Eloz de Medeiros.

            Localidades relevantes:
            estrada do Catinga;
            freguesia de São Pedro d’Alcântara (atual município de São Pedro de Alcântara, Santa Catarina);
            rio Maruim;
            rua do Passeio (atual rua Esteves Júnior, Florianópolis);
            segunda comarca;
            Sertão;
            Sertão do Maruim;
            vila de São José (atual município de São José, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            auto de tomada de contas;
            contas;
            correições;
            descrição e avaliação dos bens;
            notificações;
            petições;
            recibos;
            sentenças;
            termo de avaliação;
            termo de renúncia;
            termos de declaração;
            termos de juramento.

            Inventário de Caetana Coelho da Conceição
            BR SC TJSC TRRJ-22382 · Processo · 1852 - 1858
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade do Desterro, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Caetana Coelho da Conceição (falecida);
            Estanislão Antonio da Conceição (inventariante).

            Herdeiros:
            Basilissa Anacleta da Conceição;
            Caetana Maximiana da Conceição;
            Etanistão Vallerio da Conceição;
            Jacintho Feliciano da Conceição;
            Maria José do Patrocinio da Conceição;
            Maria Theodora da Conceição.

            Resumo:
            Estanislão Antonio da Conceição abre um processo de inventário após o falecimento de sua esposa, Caetana Coelho da Conceição. Como a falecida deixou filhos menores, a ação contou com a nomeação de um curador. Os bens inventariados foram um oratório, um piano, mobília, decoração, utensílios de cozinha, selas, animais, casas, terrenos, acessórios, caixas, prataria e remédios. São citadas dívidas ativas e passivas deixadas pela falecida. Constam no processo dez pessoas escravizadas: Gonçalves, João, Manoel, Juliana e Maria, descritos como de nação (africanos); Pio, Joaquina, Christina e Cezaria, designados como crioulos; e Diomida, sem descrição.

            Após avaliados, os bens passaram por um processo de partilha, em que parte do patrimônio foi separado para pagamento das pendências. O processo foi julgado por sentença, em que o juiz requereu por parte do inventariante o pagamento das custas e da décima urbana, imposto proveniente das casas inventariadas. Mais tarde, Estanislão transfere uma de suas construções para a herdeira Maria José do Patrocinio da Conceição, ao afirmar que a casa recebida anteriormente por ela estava em mau estado de conservação.

            Atuaram no processo:
            avaliador Alexandre Ignacio da Silveira;
            avaliador Amaro José Pereira;
            avaliador Domingos Vellozo d’Oliveira;
            avaliador Francisco da Costa Freire;
            avaliador Joaquim Caetano da Silva;
            avaliador Pedro Antonio Paixão;
            curador Candido Gonçalves d’Oliveira;
            curador Marcellino Antonio Dutra;
            escrivão de órfãos José Honorio de Souza Medeiros;
            juiz municipal Sergio Lopes Falcão;
            partidor João Narcizo da Silveira;
            partidor José da Costa de Oliveira.

            Localidades relevantes:
            caminho do morro;
            cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            primeira comarca;
            rua Augusta (atual rua João Pinto, Florianópolis);
            rua da Bragança (atual rua 7 de Setembro, Florianópolis);
            rua de Praia de Fora;
            rua do Senado (atual rua Felipe Schmidt, Florianópolis);
            rua do Vigário (atual rua Fernando Machado, Florianópolis).

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            contas;
            correição
            petição;
            sentença;
            termo de louvação;
            termo de responsabilidade;
            termo de transferência;
            termos de juramento.

            Inventário de Brisida Maria
            BR SC TJSC TRRJ-10333981 · Processo · 1818
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na Comarca de Lages.

            Foram partes do processo: José Joaquim Leme do Prado (inventariado); Brisida Maria (inventariante).

            Descrição: o inventário foi realizado por Brisida Maria, esposa do falecido José Joaquim Leme do Prado. O processo continha herdeiros e bens tais como: terras, animais e quantia em dinheiro. Há dívidas que o inventariado fez enquanto vivo. No final é realizada a partilha e pagamento das dívidas. Foram mencionadas as seguintes localidades: Vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lages, Curitiba e Paranaguá.

            Agentes no processo: escrivão Joaquim Antonio de Morais; juiz Bento Ribeiro de Cordova; curador Cruz de Manoel; escrivão Camillo Justiano Ruas; curador Manoel Cavalheiro Leitão; procurador Generoso Pereira dos Anjos; avaliador Joaquim Ignácio; avaliador Manoel Joaquim.

            Variação de nome: Vila de Senhora dos Prazeres de Lages.

            Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
            Inventário de Brandina dos Prazeres e Silva
            BR SC TJSC TRRJ-19974 · Processo · 1847-1861
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Brandina dos Prazeres e Silva (falecida);
            Manoel Ribeiro da Silva (inventariante e herdeiro).

            Herdeira:
            Maria.

            Resumo:
            Manoel Ribeiro da Silva abriu um inventário dos bens de sua finada esposa, Brandina dos Prazeres e Silva. A finada havia deixado uma herdeira menor de idade e, com isso, a ação passou pelo juízo de órfãos e pela nomeação de um curador.

            Os bens avaliados foram casas, animais, jóias, utensílios de cozinha, estribos de prata, um chapeado, um peitoral, itens de montaria, armas de fogo, ferramentas, ferro de plaina, um compasso, um forno de cobre, caixas, móveis, cangalhas, uma quantia de dinheiro, uma receita de fazendas e terras no local denominado “fazenda do escurinho”.

            Foram mencionadas 10 pessoas escravizadas na avaliação, de nomes: Domingos, Custodio, Sebastião, Luis, Agostinho, Joaquina, que faziam parte da herança paterna da finada; e Manoel Lucas, José, Eva e Lionor, descritos como “crioulos de casa”. Também foram citadas dívidas ativas e passivas, incluindo a Evaristo, homem escravizado.

            Mais tarde, o inventariante nomeou um procurador para representá-lo no decorrer da ação. Manoel, por via de petição, informou que estaria se deslocando à “província do sul”, por um período de seis meses, e requereu o direito à assinatura do termo de tutoria para sua filha menor. A partilha foi feita em igualdade e o processo foi julgado por sentença, em que o juiz requer o pagamento das custas por parte do inventariante.

            Atuaram no processo:
            avaliador e procurador alferes Henrique Ribeiro de Cordova;
            avaliador capitão José da Silva Ribeiro;
            coletor tenente Luis Gonsaga de Almeida;
            curador geral Antonio do Amaral Grugel;
            escrivão de órfãos Generoso Pereira dos Anjos;
            juiz de órfãos Antonio Caetano Machado Junior;
            juiz de órfãos Guilherme Ricken;
            partidor Generoso Pereira dos Anjos Junior;
            partidor Lionel Cetano Machado;
            procurador Jose Joaquim da Cunha Passos;
            procurador Luiz Gonzaga de Almeida;
            tabelião Mathias Gomes da Silva.

            Localidades relevantes:
            capão da Taquara;
            comarca do norte;
            fazenda do Escurinho;
            Pelotinhas;
            província do sul;
            vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            avaliação e partilha dos bens;
            contas;
            correição;
            petições;
            procuração;
            sentença;
            termo de declaração;
            termo de louvação;
            termos de juramento.

            Variação de nome:
            Brandina dos Praseres e Silva.

            Inventário de Bernardina Maria Rosa
            BR SC TJSC TRRJ-83865 · Processo · 1869-1874
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de São José, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Justino José Leite (falecido).
            Bernardina Maria Rosa (inventariante).

            Herdeiros:
            Caetano Justino Leite;
            Camillo Justino Leite;
            Francisco Justino Leite;
            João Justino Leite;
            José Justino Leite;
            Julia Bernardina;
            Manoel Justino Leite;
            Maria Bernardina.

            Resumo:
            Bernardina Maria Rosa abriu um processo de inventário pelos bens de seu finado marido, Justino José Leite. Como o finado deixou filhos menores de idade, a ação passou pelo juízo de órfãos e a nomeação do curador. Para Bernardina ser nomeada tutora de seus filhos, ela precisou renunciar ao chamado benefício da Lei de Veleano, que impedia a tutela de mulheres viúvas.

            O curador nomeado não pôde comparecer à ação, já que estava de licença no Rio de Janeiro, e Manoel Joaquim Teixeira foi louvado como o novo curador dos órfãos. Foi feita uma petição pela inventariante, declarando não conseguir acudir às despesas tanto do processo de inventário quanto às domésticas; com isso, ela requereu a venda de Rita, mulher escravizada designada como crioula.

            Através de um traslado de relação e avaliação, o patrimônio arrolado foi um forno de cobre, utensílios de cozinha, mobília, itens de armazenamento (caixas e baús), casas, um automóvel chamado de “carro”, terras, animais e engenhos de fazer farinha. A inventariante declarou que o casal possuía dívidas ativas e passivas. Nesta ação, além de Rita, citada na petição de Bernardina, foram mencionadas outras pessoas escravizadas: Sabino, Belmiro (de 2 anos de idade, em que foi dito estar “doente de uma perna”), Liandra, Mariana e Luisa, descritos como crioulos; e Joaquina e Rodolpho, designados como pardos.

            Bernardina realizou o pagamento das custas do funeral de Justino. Por meio de seu procurador, foram requeridos os bens e pessoas escravizadas para constituírem a meação da inventariante. Além disso, também foi pedido que Belmiro e Sabino fossem arrematados e recolhidos no cofre dos menores João e Manoel, sendo entregue o valor como herança assim que chegassem à maioridade.

            Os bens foram repartidos com igualdade entre os herdeiros, e parte do patrimônio foi separado para o pagamento das dívidas. A ação foi julgada por sentença; o juiz requereu o pagamento das custas do processo e a assinatura de um “termo de obrigação e responsabilidade” pela tutora.

            Atuaram no processo:
            avaliador Basilio Albino Ramos;
            avaliador Miguel Vieira da Cunha;
            curador Manoel Joaquim Teixeira;
            curador geral dos órfãos João Climaco Zuzarte;
            escrivão Amancio Antonio Silva;
            escrivão ajudante Joaquim Xavier de Oliveira Camera;
            escrivão dos órfãos Francisco Xavier d’Oliveira Camera;
            juiz de órfãos primeiro suplente tenente coronel Francisco da Silva Ramos;
            juiz de órfãos suplente tenente coronel Luis Ferreira do Nascimento Mello;
            oficial de justiça Joaquim Affonso Pereira;
            partidor Constancio José da Silva Pessoa Junior;
            partidor José Lourenço da Silva Ramos;
            procurador e signatário Manoel Joaquim da Rosa;
            signatário João Justino Leite.

            Localidades relevantes:
            cidade de São José;
            cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            comarca da capital;
            distrito de Picadas do Sul (atual bairro de Picadas do Sul, São José);
            estrada pública;
            estrada real;
            Forquilhas;
            Passavinte;
            Passos;
            Praia comprida;
            Ribeirão;
            Rio de Janeiro;
            rio Imaruhy;
            rua da Valla.

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            avaliação dos bens;
            contas;
            petições;
            procuração;
            recibos;
            selo;
            sentença;
            termo de louvação;
            termo de renúncia;
            termos de declaração;
            termos de juramento;
            traslado de relação e avaliação dos bens.

            Variação de nome:
            Bermiro;
            Bernardina Maria Risa;
            comarca de São José;
            estrada da Forquilha;
            Lei de Veleiano;
            Lei de Vellano;
            Rodolfo.

            Inventário de Bento Ribeiro de Cordova
            BR SC TJSC TRRJ-29031 · Processo · 1840 - 1864
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Bento Ribeiro de Cordova (inventariado);
            Henriques Ribeiro de Cordova (inventariante, testamenteiro e herdeiro).

            Herdeiros:
            Alexandrina;
            Anna (menor);
            Antonio da Roza Madruga (co-herdeiro);
            Candida dos Prazeres de Cordova;
            João Baptista de Sousa (co-herdeiro);
            Joaquim da Roza Madruga (co-herdeiro);
            Joaquina (descrita como bastarda);
            Jose Ribeiro de Cordova;
            Maria de Cordova;
            Vidal Ribeiro de Cordova.

            Resumo:
            O inventário de Bento Ribeiro de Cordova foi conduzido por seu filho e testamenteiro, Henriques Ribeiro de Cordova. No início do processo, é mencionado que a ação havia sido interrompida pela incidência de rebeldes que tomaram a vila de Lages, ocasionando a destruição dos autos originais. Considerando a data e local, é possível afirmar que os rebeldes mencionados são aqueles envolvidos na Guerra dos Farrapos.

            Na titulação de herdeiros, menciona-se a existência de uma herdeira bastarda, Joaquina, que o falecido teve “no estado de solteiro”. Responde-se que, para ser considerada herdeira legítima, ela precisaria realizar habilitação e provar que não seria uma “filha adulterina”. O finado deixou um testamento, em que cita o fato dos herdeiros e genro deverem uma quantia em dinheiro; além disso, é revelado que o falecido deixaria liberto Vitto, homem escravizado, com a condição de "servir" a sua filha Anna.

            Entre os bens inventariados, destacavam-se casas, uma fazenda no lugar denominado “Tres Morrinhos”, uma fazenda de criar no lugar denominado “Pelotinhas”, objetos de prata, mobília, peças de vestuário, um serigote, uma âncora, ferramentas, utensílios domésticos, um forno de cobre, animais e terras. Além do homem escravizado citado no testamento, constam no processo 6 pessoas escravizadas: Isabel, Adão, Matheus, Alexandrina, Claudianno e Sipriano — que, ao decorrer do processo, conquistou sua carta de liberdade.

            Há uma interrupção no processo de partilha, com um pedido para credores e devedores se apresentarem para reconhecer suas dívidas. Também pede-se que se faça a avaliação de pessoas escravizadas que não foram incluídas na primeira avaliação. Durante a ação, há um protesto entre co-herdeiros para que reconhecessem a herdeira “bastarda” Joaquina; pede-se que se siga a partilha, desconsiderando a “herdeira ausente”, por não ter feito a habilitação dentro do prazo estipulado.

            A meação é dividida em três partes, sendo as primeiras duas terças repassadas neste momento inicial, e em 1843 o inventariante requer a continuidade da partilha para o repasse da última terça. Ao final, é feita uma partilha amigável das terras da fazendo de Três Morrinhos entre “Vidal Ribeiro de Córdova e outros”, os herdeiros e co-herdeiros de Bento Ribeiro de Córdova, como suplicantes, e os demais ocupantes da fazenda como suplicados. O processo é julgado por sentença, em que o juiz requer a anexação dessa partilha amigável nos autos de inventário e demanda aos interessados o pagamento das custas.

            Atuaram no processo:
            avaliador Felipe Borges do Amaral e Castro;
            avaliador capitão Miguel Rodrigues de Araújo;
            coletor Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
            curador Adelitão Maximiano Antonio Pereira de Souza;
            curador geral e coletor sargento-mor Joaquim Fernandes da Fonceca;
            escrivão do juizo de paz Manoel Jose Pereira Cordeiro;
            escrivão Generoso Pereira dos Anjos;
            escrivão José Luis Pereira;
            juiz de órfãos João Thomas Silva;
            juiz de órfãos Jose Jacinto de Oliveira;
            juiz de órfãos suplente Henrique Ribeiro de Cordova;
            juiz municipal e de órfãos Antonio Caetano Machado;
            juiz municipal Ignacio Bernardes dos Santos;
            partidor José Joaquim da Cunha Passos;
            partidor Luis Gonzaga de Almeida;
            tabelião João Rodrigues de Andrade;
            tabelião Mathias Gomes da Silva.

            Localidades relevantes:
            Boa Vista;
            Capão da Tapera;
            Capão Grande;
            freguesia de Cotia (atual município de Cotia, São Paulo);
            Morrinhos;
            Morro Agudo;
            Pelotinhas;
            província de São Paulo (atuais estados de São Paulo e Paraná);
            rincão do Teobaldo;
            Três Morrinhos;
            vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
            vila de Santos (atual município de Santos, São Paulo).

            Compõem o processo:
            autos de partilha;
            avaliação de bens;
            correição;
            petições;
            sentença;
            termo de obrigação;
            termo de protesto;
            termo de tutoria;
            termos de juramento;
            traslado de testamento.

            Variação de nome:
            Candida Maria dos Prazeres;
            Cipriano;
            Isabel;
            juiz José Jacinto de Oliveira;
            Jose Lins de Cordova;
            Nito;
            vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lages.

            Inventário de Augusto Cesar de Jesus
            BR SC TJSC TRRJ-22598 · Processo · 1853
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário de Augusto Cesar de Jesus, realizado na cidade do Desterro, na época sob a Primeira Comarca

            Partes do processo:
            Padre João Antonio de Carvalho (inventariado);
            Augusto Cesar de Jesus (inventariante);

            Herdeiros:
            Anna Maria Joaquina de Jesus (casada com o inventariante);

            Resumo:
            Pedido da Anna Maria para ser reconhecida como inventariante, por ser a única herdeira e primeira testamenteira do falecido padre. Domingos José de Carvalho pede para ser o inventariante e que o processo de inventário fique em Desterro, sendo que o testamento foi registrado e aberto nesta cidade, e o mesmo é morador no local.

            Apresenta-se o testamento deixado pelo falecido. Nele, o padre João afirma ser natural de Portugal, da Freguesia de Santa Marta do Pinho. Institui como herdeira universal a crioula livre Anna Joaquina, de todos seus bens, por “efeito da amizade que lhe tenho, em razão de a haver criado”. Determina como primeiro tutor Domingos José e o segundo Thomas dos Santos, caso ele falecesse antes da herdeira completar os vinte e cinco anos. Fica também a escravizada Anna, crioula, cativa da herdeira, na condição que a herdeira não a venda, sendo que após o falecimento da mesma a escravizada ficará forra e livre, servindo este auto como título de liberdade.

            Há uma ação precatória em que o Juizo Municipal e de Órfãos da cidade do Desterro comunica ao Juizo Municipal e de Órfãos do Termo de Porto Bello, informa a intenção de Domingos José de Carvalho atuar como inventariante do inventário do falecido padre, mantendo o processo na cidade do Desterro. Após resolvido o assunto da precatória, é feita a arrecadação dos bens, sendo nomeado o cidadão Jozé Antonio da Silva como depositário. Demonstra-se a relação dos bens arrecadados, sendo estes: Vestimenta; Móveis; Livros; Utensílios; Ferramentas; Louça;

            Após traslados demonstrando o processo de arrecadação e consequente depósito dos bens, é enviado um requerimento por Antonio Cesar pedindo licença para se casar com a herdeira Anna Maria Joaquina, permitindo que o inventário passe para sua responsabilidade. Os bens são avaliados, sendo os mesmos já declarados na arrecadação de bens, com adição de uma dívida requerida por Thomas dos Santos. O Fabriqueiro João Mariano dos Prazeres envia um requerimento pedindo que fossem pagas as custas do funeral do padre. A última pendência no inventário foi uma quantia de aproximadamente 581 mil réis em moeda corrente entre outros bens que estavam em Porto Alegre na mão de José Pinto Gomes, sendo o valor recebido em Desterro em 1855.

            Agiram no processo:
            juiz municipal e de órfãos Sergio Lopes Falcão;
            escrivão de órfãos José Honorio de Souza Medeiros;
            escrivão João Antonio Lopes Goudim;
            procurador Policarpo Antonio e Silva;
            escrivão de órfãos Antonio Ramos Martins;
            delegado do procurador fiscal Luiz Francisco de Souza e Conceição;
            procurador fiscal Eleuterio Francisco de Souza;
            juiz de órfãos quarto suplente Major João Correia Rebello;
            avaliador Tristão José Moreira;
            avaliador Manoel Antonio Caminha;
            procurador Antonio Mancio da Costa;
            procurador Polidor do Amaral e Silva;
            juiz primeiro suplente Augusto Frederico Benjamin Etur;

            Localidades relevantes:
            Freguesia de São Sebastião da Foz das Tijucas Grandes, hoje parte de Tijucas;
            Vila de Porto Bello;
            Portugal;
            Freguesia de Santa Martha do Pinho, hoje a localidade de Santa Marta do Pinhal;
            Vila de São Miguel;
            Porto Alegre;

            Compõem o processo:
            testamento;
            ação precatória;
            termo de abertura;
            traslado de arrecadação de bens;

            Variação de nome:
            Freguesia das Tijucas Grandes;