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            Ação de força nova de José Silveira de Sousa e outros
            BR SC TJSC TRRJ-18271 · Processo · 1844
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Ação de força nova realizada na vila de São Miguel, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Anna Francisca dos Santos (autora);
            Jacintho José Pacheco dos Santos (autor);
            José de Sousa (autor);
            Maria Nunes da Trindade (autora);
            Eugênia Rosa da Conceição (ré);
            Victorino da Rocha Linhares (réu).

            Resumo:
            Neste processo, são suplicantes Anna Francisca dos Santos, Jacintho José Pacheco dos Santos, José de Sousa e Maria Nunes da Trindade, os quais alegaram possuir e estar em posse pacífica de algumas terras devolutas, localizadas no lugar denominado como "Inferninho", que fazia divisa com um rio de mesmo nome. O réu Victorino da Rocha Linhares e sua mulher, Eugênia Rosa da Conceição, também moradores da região, invadiram, esbulharam e usurparam as terras.

            Diante disso, os autores pediram para que os acusados fossem citados para responderem judicialmente. Entretanto, o primeiro juiz Thomé da Rocha Linhares, e o juiz suplente Claudio Pereira Xavier, foram acusados de suspeição de parentesco com o réu. Em seguida, foi chamado o terceiro juiz, Antonio de Sousa Cunha, que alegou estar doente e, por isso, impossibilitado de julgar o processo. Em seguida, recorreram ao 4º juiz, Henriques Costa, cuja suspeição foi contestada por ser casado com a prima de 2º grau do réu. Por fim, solicita-se ao segundo substituo do juiz municipal que dê procedência ao caso.

            O final do processo é inconclusivo, sem a tomada de uma decisão definitiva.

            Localidades relevantes:
            rio do Inferninho;
            Inferninho;
            Tijuquinhas do Sul.

            Compõem o processo:
            contas;
            procurações;
            termo de audiência;
            termos de despachos e requerimentos.

            Atuaram no processo:
            escrivão José Manoel Araújo;
            escrivão de capelas, de resíduos e tabelião Amancio Jose Ferreira;
            escrivão do juízo de paz Antonio Carlos de Carvalho;
            oficial de justiça Antonio Silveira de Sousa;
            pregoeiro dos auditores Hilario José da Silva;
            juiz municipal Thomé da Rocha Linhares;
            juiz municipal Antonio de Sousa Cunha;
            juiz municipal Henriques Costa;
            juiz municipal suplente e escrivão Manoel Joaquim Henrique da Costa;
            juiz de paz Alexandre José Varella;
            suplente Claudio Pereira Xavier;
            2º vereador e 2º substituto do juiz municipal Jacob Pereira dos Santos.

            Variação de nome:
            escrivão José Manoel de Araujo.

            Ação de Obrigação de José Antônio dos Santos
            BR SC TJSC TRRJ-80884 · Processo · 1851
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Autos de exibição de sua obrigação realizado na Vila de São Miguel, na época sob a Primeira Comarca.

            Partes do processo:
            José Antonio dos Santos (autor);
            Antonio Ramalho da Silva Xavier (réu).

            Resumo: O autor José Antônio dos Santos menciona que possuía uma dívida com Joaquim Silveira, o qual deixou encarregado de resolver dita cobrança o réu Antonio Ramalho da Silva Xavier. Como pagamento da dívida, foram dados animais, prata e carne. O autor, em um ato de conciliação com o réu, exige que o mesmo apresente o comprovante da dívida que foi paga, além de uma devolução em dinheiro por um valor a mais cobrado de um animal. Ao final do processo, Antonio Ramalho da Silva Xavier alega que devolverá o valor solicitado somente se o autor apresentar o documento de avaliação feito por José Caetano Costa e José Teixeira. Desta forma, o réu não aceitou a conciliação, e José Antônio dos Santos solicitou ao juiz que o caso fosse levado a um processo judicial, o que foi aceito.

            Atuaram no processo:
            escrivão interino e tabelião Antônio Francisco de Medeiros;
            escrivão do juízo de paz Alexandre Gonçalves da Luz;
            pregoeiro dos auditores Hylario Joze da Silva;
            procurador Joze Antonio dos Santos;
            procurador e signatário Luiz Antonio Gomes;
            oficial de justiça Jozé Thomé dos Santos;
            juiz municipal terceiro suplente Luiz Coelho Machado;
            juiz Jose Francisco Mafra.

            Localidades relevantes:
            Villa de São Miguel (atual Biguaçu);
            Tijuquinhas.

            Compõem o processo:
            Procuração.

            Variação de nome:
            Antonio Ramalho da Silva;
            Antonio Ramalho da Silva Chavier.

            Autos de tomada de contas de Jesuino da Silva Ribeiro
            BR SC TJSC TRRJ-29353 · Processo · 1835-1840
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Auto de tomada de contas realizado na vila de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Jesuino da Silva Ribeiro (prestador, herdeiro e testamenteiro);
            Pedro da Silva Ribeiro (falecido, testador).

            Herdeiros:
            alferes Francisco José de Santa Anna e Souza;
            Francisco da Silva Ribeiro;
            Jesuino da Silva Ribeiro.

            Resumo:
            Jezuino da Silva Ribeiro moveu um processo de prestação de contas do finado Pedro da Silva Ribeiro, seu falecido pai, após as duas primeiras opções de testamenteiro terem morrido.

            Consta anexo no processo o testamento em que o falecido Pedro da Silva Ribeiro designou suas últimas vontades. Pedro era filho de Manoel da Silva Ribeiro e Maria Bernardes; nasceu na Capela Grande de Nossa Senhora da Conceição, onde foi batizado. Casou-se com Anna Maria Saldanha, já falecida, com quem teve 14 filhos. Pedro requereu ser sepultado na Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, na paróquia de Lages. Seus três testamenteiros eram Pedro José Ribeiro, o alferes Francisco José de Santa Anna e Souza, e Jesuino da Silva Ribeiro.

            O testador declarou possuir bens, dentre os quais constavam: uma fazenda denominada Mangueira; animais “vacunos e cavalares” (gado e cavalos); casas, com telhados de capim, situadas na vila de Lages; e diversas dívidas. Além disso, declarou que todos os seus escravizados estariam libertos através da carta, e que seu genro era devedor de uma determinada quantia. Algumas dívidas eram devidas às irmandades do Divino Espírito Santo e da Virgem Senhora dos Prazeres. Pedro designou uma mula de pelagem malacara, dois potros e um mocho (banquinho) para serem doados à irmandade de Nossa Senhora Aparecida. Além das dívidas que eram pendentes, Pedro possuía dívidas em crédito: dentre elas, constava que seu genro Joaquim José Machado lhe devia 4.000 réis (4$000) e, também, uma garota menor de idade e escravizada (designada como “crioulinha”).

            O processo também contou com a assinatura de testemunhas e a execução do formal de partilha entre os herdeiros do falecido. Foi alegado por um dos promotores, nas páginas finais do processo, que variadas disposições previstas pelo testamento não haviam sido aplicadas (como a entrega de dois animais e a execução de uma missa), tampouco possuíam documentos que comprovassem seu cumprimento; desse modo, por essa e por outras irregularidades, foi atestado por tal promotor que não competia a Jezuino a obrigação de prestar as contas. Ao final do processo, o testamenteiro ficou sentenciado a cumprir a obrigação de quitar as verbas.

            Atuaram no processo:
            coletor sargento-mor Joaquim Fernandes da Fonceca;
            escrivão João Rodrigues de Andrade;
            escrivão José Manoel de Araujo Roslindo;
            escrivão de órfãos, escrivão de resíduos e tabelião Generoso Pereira dos Anjos;
            juiz de direito Antonio Joaquim de Siqueira;
            juiz municipal Claudianno de Oliveira Roza;
            juiz municipal João Baptista de Barros;
            juiz municipal Jose de Sousa Araujo Guimaraens;
            juiz municipal capitão Antonio da Costa Varella;
            procurador Paulo José Pereira;
            promotor Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
            promotor Rafael Mendes de Carvalho;
            tabelião Joaquim Ribeiro do Amaral.

            Localidades relevantes:
            Capela Grande de Nossa Senhora da Conceição;
            Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres;
            vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
            vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina);
            comarca do norte.

            Compõem o processo:
            pagamentos;
            petições;
            recibos;
            sentença;
            testamento;
            testemunhos.

            Variações de nome:
            Jezuino da Silva Ribeiro (prestador e testador);
            juiz de direito Antonio Joaquim de Sequeira;
            juiz municipal João Baptista de Bairros.

            Carta precatória de Antônio dos Santos Fraga
            BR SC TJSC TRRJ-16660 · Processo · 1838
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Traslado de uma carta precatória realizado na vila de São Miguel, na época sob a época comarca do norte na província de Santa Catarina.

            Nome das partes:
            Antonio dos Santos Fraga (suplicante);
            Felipe Marques de Figueiredo (suplicado).

            Resumo:
            Nesta carta precatória, é deprecante o juízo de órfãos da vila de São José, da comarca do sul da província de Santa Catarina, e é deprecado o juízo de órfãos da vila de São Miguel, da comarca do norte da mesma província.

            O processo trasladado é uma petição em que o autor, Antônio dos Santos Fraga, é designado como depositório do falecido Felipe Marques de Figueiredo, e solicita realizar uma apreensão e avaliação das terras pertencentes a herança do falecido. As terras faziam divisa com o Rio Biguassú. O juiz de órfãos interino apresenta dois avaliadores, e as terras são avaliadas.

            Localidades relevantes:
            rio Biguassú;
            vila de São José (atual município de São José, Santa Catarina);
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina).

            Compõe o processo:
            citação;
            conta;
            notificação;
            termo de avaliação.

            Atuaram no processo:
            avaliador Celço Coelho Lemos;
            avaliador Vicente Franscico Pereira;
            escrivão Amancio José Ferreira;
            escrivão Francisco Xavier de Oliveira;
            juiz de órfãos José Joaquim Dias;
            juiz de órfãos capitão Luis Ferreira do Nascimento e Mello.

            Variação de nome:
            rio Biguaçu.

            Embargos de Adriano Joze d’Oliveira e Luiza Maria
            BR SC TJSC TRRJ-10729 · Processo · 1849-1855
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Autos de embargo realizados na vila de São Miguel, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Adriano Joze d’Oliveira (embargante);
            Luiza Maria (embargante);
            Maximo Antonio Martins (embargado);
            Bernarda Maria (embargada).

            Hereus:
            Jacintho Jose dos Prazeres;
            Thomas Jorge.

            Resumo:
            Adriano Joze d’Oliveira e Luiza Maria abriram este processo para requerer embargo a um trabalho que estava sendo feito por Maximo Antonio Martins e Bernarda Maria. Os embargantes pretendiam parar uma demarcação que estava ocorrendo em parte dos terrenos, as quais eles haviam comprado dos herdeiros de Maria Jorge e Raimundo Martins.

            Maximo Antonio era um dos herdeiros de Raimundo Martins. Seus irmãos haviam desistido de demarcar o terreno por questão contenciosa; mas o embargado, achando-se em direito por ser inventariante, continuou a demarcação e inventário. Assim, os herdeiros de Maria Jorge compareceram a juízo para confirmar a venda dos terrenos para Adriano Joze d’Oliveira. Além disso, os autos de inventário continham, na sentença, o comprovante de que o embargante havia de fato comprado as terras.

            O embargado rebateu as acusações; representado pelo seu procurador, afirmou que foi prejudicado pelo adoecimento do demarcador da terra, motivo pelo qual não conseguiu apresentar certidão de demarcação e aviventação requeridas. Além disso, o procurador anexou documentos que mencionam uma “dechação” (deixação) das ditas terras, por parte dos herdeiros de Raimundo Martins e para Maximo Antonio Martins. Constava, ainda, que caso o embargado ganhasse o processo, ele receberia todos os direitos sobre a terra; mas que se perdesse, ele seria responsável pelo pagamento das custas.

            O processo termina com um agente da justiça requerendo que as partes se dirigissem ao cartório para dar continuidade à ação, e para que todas as custas fossem somadas.

            Atuaram no processo:
            demarcador Miguel de Basto e Silva;
            escrivão Antonio Francisco de Medeiros;
            escrivão de órfãos Amancio José Ferreira;
            escrivão José Manoel de Araujo Roslindo;
            juiz de paz e oficial de justiça José Thomé dos Santos;
            juiz municipal segundo suplente Candido Machado Severino;
            juiz municipal suplente Joaquim Jose Dias de Siqueira;
            juiz municipal terceiro suplente Luiz Coelho Machado;
            pregoeiro Hilario José da Silva;
            procurador Antonio José da Prociuncula;
            procurador Jacintho Jose Pacheco;
            procurador João Pinto de Mello;
            procurador e signatário Antonio Carlos de Carvalho;
            signatário Bernardino Antonio da Costa;
            signatário Ignacio Diniz Pereira;
            signatário Jacinto Joze Montheiro;
            signatário José Joaquim Dias;
            signatário José Maria dos Santos;

            Localidades relevantes:
            Ganchos;
            morro do Calheiro;
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina);
            comarca do norte.

            Compõem o processo:
            auto de embargo;
            comprovante de pagamento;
            contas;
            petição;
            procuração;
            requerimentos;
            termo de obrigação;
            traslado de escritura de venda fixa;
            traslado de inventário.

            Variação de nome:
            Maçimo Antonio Martiz;
            Maximiano Antonio Martins.;
            procurador Antonio José da Porciuncula;
            Ganxos.

            Execução de sentença de Francisca d’Oliveira Soares
            BR SC TJSC TRRJ-17683 · Processo · 1841
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Processo realizado na Vila de São Miguel, na época sob a Comarca do Norte na província de Santa Catarina.

            Nome das partes:
            João da Silva Ramalho Pereira (exequente);
            Francisca d’Oliveira Soares (executada);
            Manoel Jorge Chaves do Nascimento (falecido).

            Herdeiros (netos):
            Ricardo José Soares;
            Maria Luiza do Espírito Santo (coerdeira);
            Caetana Bernardina de Jesus;
            João Soares da Costa;
            Antônio da Silva Barros (coerdeiro);
            Vicência Rosa (herdeira);
            Manoel da Costa Soares.

            Resumo:
            Execução de sentença referente à partilha da herança deixada por Manoel Jorge Chaves do Nascimento. A inventariante Francisca d’Oliveira foi condenada a entregar os bens ao exequente, João da Silva Ramalho Pereira, que adquiriu os direitos, passando a ter plenos poderes sobre a posse e o domínio dos referidos bens. A transação foi formalizada pelos netos e herdeiros do também falecido Alexandre José Soares, os quais cederam integralmente os direitos hereditários que lhes cabiam, conferindo ao exequente total legitimidade sobre a herança.

            Foi solicitada a adjudicação dos bens, sendo mencionadas duas pessoas escravizadas: João e Rosa (descritos como crioulos). Contudo, consta nos autos que a escravizada Rosa se encontrava ausente, tendo se deslocado para Desterro em companhia da executada Francisca d’Oliveira Soares, o que impossibilitou sua apreensão.

            É mencionado a autuação de uma carta precatória, remetida do Juízo de órfãos da Vila de São Miguel ao juízo de órfãos da cidade de Desterro. É solicitado um mandado de busca da dita escravizada e o encaminhamento desta à cadeia do Juízo de Desterro, para posterior execução de penhora.

            O oficial de justiça seguindo o mandado solicitado, compareceu na casa de Anastácio Ramos Cardoso e sua esposa, a herdeira Inocência Rosa. Neste local estaria situada a mulher escravizada, e relatou que o acesso ao local e a apreensão da escravizada teriam sido impedidos por aqueles que ali se encontravam.
            Mais tarde é citado outro mandado de busca e apreensão, sendo executada a captura da mulher escravizada e a condução desta até a Vila de São Miguel.
            No final do processo o juiz passa mandado de levantamento dos bens e condena a executada a pagar às custas do processo.

            Atuaram no processo:
            carcereiro Jeronimo Lopes e Carvalho;
            curador de órfãos Jacintho José Pacheco dos Santos;
            curador Jacinto José Pacheco dos Santos;
            depositário de escravizados Thomé da Rocha Linhares;
            escrivão Amâncio José Ferreira;
            escrivão de órfãos José Honório de Souza Medeiros;
            escrivão João de Araújo Boeno;
            juiz de órfãos José Joaquim Dias;
            juiz de órfãos major Estevão Brocardo de Mattos;
            juiz de paz suplente João Lopes Falcão;
            meirinho Francisco Antônio Pacheco;
            oficial de justiça Antônio Silveira de Souza;
            oficial de justiça Antônio José Pacheco;
            partidor Mathias Gomes da Silva;
            partidor Anacleto dos Reis Coutinho;
            pregoeiro das auditorias Mario José da Silva;
            signatário Jacinto José dos Prazeres;
            tabelião José Manoel d’Araujo Roslindo.

            Localidades relevantes:
            Vila de São Miguel (atual cidade de Biguaçu);
            Ganchos;
            Desterro (atual cidade de Florianópolis);
            Comarca do Norte;
            Rua do Mato Grosso.

            Compõem o processo:
            Procurações;
            Carta de Sentença Cível;
            Traslado do processo;
            Partilha;
            Termo de testemunhas;
            Carta de sentença Cível;
            Pagamento de selos;
            Carta precatória de diligência;
            Auto de apreensão;
            Sentença;
            Contas do Processo;
            Termo de Remessa e Recebimento relacionados à apreensão da escravizada;
            Termo de deposito;
            Recibos.

            Variação de nome:
            Vicência Bernardina de Jesus;
            Ricardo José Soares da Costa;
            Francisca de Olliveira;
            Inocência de Tal;
            Inocência Rosa.

            Inventário de Andreza Maria d'Amorim
            BR SC TJSC TRRJ-75964 · Processo · 1849
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de São José, na época sob a segunda comarca da província de Santa Catarina.

            Partes:
            Andreza Maria d’Amorim (inventariada);
            Antonio Pereira de Carvalho (inventariante e testamenteiro).

            Herdeiros:
            João Pereira de Carvalho (testamenteiro);
            Maximiano Pereira Carvalho (testamenteiro);
            Maria Pereira do Sacramento;
            Emerenciana.

            Resumo:
            Este processo compreende o inventário de Andreza Maria d’Amorim que foi conduzido por seu filho, Antonio Pereira Carvalho.

            A finada deixou um testamento, onde cita que deixou esmola para as seguintes entidades: Santíssimo Sacramento, São José e Senhor Bom Jesus. Além disso, deixou ao seu filho Maximiano um escravizado descrito como "pardo", de nome Thomé; e outro escravizado descrito como "crioulo" e menor de idade, chamado Rafael.

            Foram citados também 7 outras pessoas escravizadas; sendo um africano, de nação Mina, de nome Francisco, enquanto que os outros 6 escravizados foram descritos como "crioulos", de nomes: Felipe, Marcos, André, Vicente, Laurentino e Maria. Maria deu à luz uma criança de nome Euzébio, por sua vez também descrito como "crioulo".

            A finada deixou terras no lugar denominado "Quebra-Cabaços" para suas filhas Maria e Emerenciana. Os bens foram repartidos de forma amigável entre os herdeiros. Entre os bens inventariados está um forno de cobre, mobília, um tacho de cobre, objetos religiosos, animais, mais terras no lugar denominado "Serraria" e ao rio Quebra-Cabaços, casas, um engenho de fazer farinha, e um rancho de canoas.

            Consta no processo uma carta precatória, deprecada ao juiz de órfãos da vila de São Miguel, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina; além de embargos e um auto de segunda partilha que, ao final do processo, foi julgado pelo juiz como inválido e insubsistente.

            Atuaram no processo:
            avaliador Constancio José da Silva Pessoa;
            avaliador Florencio Gomes de Castro Campos;
            curador de órfãos Manoel de Freitas Sampaio;
            escrivão Francisco Xavier d’Oliveira Camara;
            escrivão José Joaquim Valente;
            juiz de órfãos Manoel Joaquim Teixeira;
            juiz municipal e de órfãos João Francisco de Souza;
            oficial de justiça Paulino Jozé de Mello;
            partidor Duarte Vieira da Cunha;
            partidor Joaquim Lourenço de Souza Medeiros;
            signatário Silvestre José dos Passos;
            tabelião e signatário Joaquim Francisco de Assis e Passos;
            testamenteiro Luis Corrêa de Vargas.

            Localidades relevantes:
            Serraria (atual bairro em São José, Santa Catarina);
            Três Riachos (localidade situada na vila de São Miguel);
            rio Quebra-Cabaço;
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina);
            vila de São José (atual município em Santa Catarina);
            primeira comarca da província de Santa Catarina;
            segunda comarca da província de Santa Catarina.

            Compõem o processo:
            avaliação dos bens;
            carta precatória;
            embargos;
            juramento ao curador;
            juramento aos avaliadores;
            juramento aos partidores;
            partilha de bens;
            segunda partilha de bens;
            sentença;
            termo de obrigação;
            título de herdeiros;
            traslado de testamento.

            Variação de nome:
            rio Cubra-Cabaços.

            Inventário de Anna de Espindola
            BR SC TJSC TRRJ-16661 · Processo · 1851 - 1852
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Autos de inventário e partilhas amigáveis realizados na vila de São Miguel, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Anna de Espindola (inventariada);
            Feliciano Jozé d'Espindola (inventariante e herdeiro).

            Herdeiros:
            Florentina Roza (neta);
            Francisco Antonio Pacheco;
            Francisco Guilherme Sousa;
            Joaquina Maria da Conceição (neta);
            João Joze de Espíndola (neto);
            Vencesláo Francisco Mafra.

            Resumo:
            Inventário realizado por Feliciano Joze Espindola, filho e herdeiro da falecida inventariada Anna de Espindola.

            Logo nas primeiras páginas do documento, o inventariante descreve que todos os herdeiros eram maiores de 25 anos, e que entraram em acordo por partilha amigável. Assim, ele peticiona que, para poder prestar as contas da testamentaria de sua falecida mãe, o juiz primeiramente precisaria julgar por sentença a partilha amigável.

            Dentre os bens, constaram utensílios, mobília, casas, terras na localidade de "Fundos", e animais. Foram também descritos dois homens escravizados, de nomes Felizardo (designado como pardo) e João (africano, descrito como de nação Benguela). O inventário apresenta apenas partilhas de bens feitas a Florentina, Joaquina e Felizardo.

            Ao final do processo o juiz municipal da capital julga por sentença e ordena o inventariante prestar contas da testamentária e pagar os interessados. O pagamento do processo foi feito através de selos.

            Localidades relevantes:
            Fundos;
            cidade de Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            contas;
            descrição de bens;
            partilha de bens;
            sentença.

            Atuaram no processo:
            avaliador João Machado Santiago;
            avaliador e partidor Joze Francisco Mafra;
            contador Coelho Machado;
            escrivão Antônio Francisco de Medeiros;
            juiz municipal Sergio Lopes Falcão;
            juiz municipal terceiro suplente em exercício Luiz Coelho Machado;
            signatário José Manoel Araújo Roslindo;
            signatário Jose de Souza da Silveira.

            Variação de nome:
            Anna d'Espindola;
            Anna d'Espindula;
            Feliciano Jozé d'Espindula;
            Feliciano Jozé de Espindola.

            Inventário de Augusto Cesar de Jesus
            BR SC TJSC TRRJ-22598 · Processo · 1853
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário de Augusto Cesar de Jesus, realizado na cidade do Desterro, na época sob a Primeira Comarca

            Partes do processo:
            Padre João Antonio de Carvalho (inventariado);
            Augusto Cesar de Jesus (inventariante);

            Herdeiros:
            Anna Maria Joaquina de Jesus (casada com o inventariante);

            Resumo:
            Pedido da Anna Maria para ser reconhecida como inventariante, por ser a única herdeira e primeira testamenteira do falecido padre. Domingos José de Carvalho pede para ser o inventariante e que o processo de inventário fique em Desterro, sendo que o testamento foi registrado e aberto nesta cidade, e o mesmo é morador no local.

            Apresenta-se o testamento deixado pelo falecido. Nele, o padre João afirma ser natural de Portugal, da Freguesia de Santa Marta do Pinho. Institui como herdeira universal a crioula livre Anna Joaquina, de todos seus bens, por “efeito da amizade que lhe tenho, em razão de a haver criado”. Determina como primeiro tutor Domingos José e o segundo Thomas dos Santos, caso ele falecesse antes da herdeira completar os vinte e cinco anos. Fica também a escravizada Anna, crioula, cativa da herdeira, na condição que a herdeira não a venda, sendo que após o falecimento da mesma a escravizada ficará forra e livre, servindo este auto como título de liberdade.

            Há uma ação precatória em que o Juizo Municipal e de Órfãos da cidade do Desterro comunica ao Juizo Municipal e de Órfãos do Termo de Porto Bello, informa a intenção de Domingos José de Carvalho atuar como inventariante do inventário do falecido padre, mantendo o processo na cidade do Desterro. Após resolvido o assunto da precatória, é feita a arrecadação dos bens, sendo nomeado o cidadão Jozé Antonio da Silva como depositário. Demonstra-se a relação dos bens arrecadados, sendo estes: Vestimenta; Móveis; Livros; Utensílios; Ferramentas; Louça;

            Após traslados demonstrando o processo de arrecadação e consequente depósito dos bens, é enviado um requerimento por Antonio Cesar pedindo licença para se casar com a herdeira Anna Maria Joaquina, permitindo que o inventário passe para sua responsabilidade. Os bens são avaliados, sendo os mesmos já declarados na arrecadação de bens, com adição de uma dívida requerida por Thomas dos Santos. O Fabriqueiro João Mariano dos Prazeres envia um requerimento pedindo que fossem pagas as custas do funeral do padre. A última pendência no inventário foi uma quantia de aproximadamente 581 mil réis em moeda corrente entre outros bens que estavam em Porto Alegre na mão de José Pinto Gomes, sendo o valor recebido em Desterro em 1855.

            Agiram no processo:
            juiz municipal e de órfãos Sergio Lopes Falcão;
            escrivão de órfãos José Honorio de Souza Medeiros;
            escrivão João Antonio Lopes Goudim;
            procurador Policarpo Antonio e Silva;
            escrivão de órfãos Antonio Ramos Martins;
            delegado do procurador fiscal Luiz Francisco de Souza e Conceição;
            procurador fiscal Eleuterio Francisco de Souza;
            juiz de órfãos quarto suplente Major João Correia Rebello;
            avaliador Tristão José Moreira;
            avaliador Manoel Antonio Caminha;
            procurador Antonio Mancio da Costa;
            procurador Polidor do Amaral e Silva;
            juiz primeiro suplente Augusto Frederico Benjamin Etur;

            Localidades relevantes:
            Freguesia de São Sebastião da Foz das Tijucas Grandes, hoje parte de Tijucas;
            Vila de Porto Bello;
            Portugal;
            Freguesia de Santa Martha do Pinho, hoje a localidade de Santa Marta do Pinhal;
            Vila de São Miguel;
            Porto Alegre;

            Compõem o processo:
            testamento;
            ação precatória;
            termo de abertura;
            traslado de arrecadação de bens;

            Variação de nome:
            Freguesia das Tijucas Grandes;

            Inventário de Francisco Corrêa da Silva
            BR SC TJSC TRRJ-16718 · Processo · 1827
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de Desterro, na época sob a comarca da Ilha de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Francisco Corrêa da Silva (falecido);
            Alexandrina Roza (inventariante).

            Herdeiros:
            Anna Francisca;
            Anna Maria da Conceição;
            Anna Maria de Jezus;
            Maria Rosa da Conceição;
            alferes José Marcelino Pereira Xavier;
            capitão Claudio Pereira Xavier (co-herdeiro);
            Emerenciana Francisca Rangel (falecida);
            José Pedro da Silva Maiato (falecido).

            Resumo:
            Neste processo, foram inventariados os bens do falecido Francisco Corrêa da Silva por sua viúva e cabeça de casal, Alexandrina Roza.

            Dentre os bens do processo, foram elencadas 275 moedas “oitavas” de prata, somando 27.500 réis (27$500); vestimentas; mobília; uma canoa; duas casas e dois terrenos. Havia também dívidas.

            Após feita a descrição e avaliação dos bens, um documento menciona que a inventariante não procurou dar continuidade ao processo, tampouco os avaliadores que apreciaram os bens do inventariante foram atrás de assinar a avaliação. Desse modo, o escrivão levantou a possibilidade de que a inventariante poderia ter arranjado uma partilha amigável com os herdeiros, lesando assim a autuação do inventário.

            Em seguida, o juiz ordenou que fosse avaliado o valor em que deveria ser paga a décima (tributo de 10% sobre as propriedades, pago à Fazenda Pública). A cobrança poderia sequestrar bens do inventário para quitar a dívida, caso fosse necessário. Após uma audiência, foi expedido um mandado para sequestro de bens para esse fim; uma das casas foi sequestrada.

            Depois disso, alguns herdeiros compareceram em juízo e protestaram contra a avaliação, afirmando que sofreram prejuízos por conta de bens que não foram declarados. Dentre tais bens, constavam uma soma em prata, jóias, prataria, ouro, mobília e outros demais itens.

            Procedeu-se então às partilhas, mas o processo termina incompleto antes de ser feita a repartição da herança.

            Atuaram no processo:
            avaliador José Francisco da Silva Serpa;
            avaliador Vicente Francisco P.;
            corregedor e ouvidor geral Agostinho de Souza Loureiro;
            escrivão Polidoro do Amaral e Silva;
            escrivão de paz José Joaquim da Costa;
            meirinho geral Silverio de Jezus Maria;
            juiz de fora marechal Floriano Eloi de Medeiros;
            juiz de paz capitão Thome da Rocha Linhares.

            Localidades relevantes:
            freguesia das Garoupas (atual Enseada das Garoupas, Porto Belo, Santa Catarina);
            freguesia de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina);
            cidade de Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            comarca da Ilha de Santa Catarina.

            Compõem o processo:
            audiência de oferecimento de sequestro;
            contas;
            descrição e avaliação dos bens;
            mandados;
            relação dos bens;
            termo de juramento;
            título de herdeiros.