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            Inventário de José Ferreira Cabral
            BR SC TJSC TRRJ-81166 · Processo · 1836
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventario na vila de São Miguel, à época comarca do Norte da província de Santa Catarina.

            Partes do processo: José Ferreira Cabral (falecido); Joanna Antônia Mafra (inventariante).

            Herdeiros: Adriano Francisco Cabral; Anna Francisca; José Francisco Mafra; Francisca da Silva Mafra; Jacinto Francisco Mafra; Maria Antônia Mafra; Cândida da Silva Mafra (menor); Manoel (menor).

            Resumo: Joanna Antônia Mafra fez o inventário dos bens de seu marido falecido, José Ferreira Cabral, que morava em Tijucas, na vila de São Miguel. Ele deixou filhos e netos como herdeiros. Entre os bens deixados estão casas, terras, animais, um engenho de farinha, utensílios, dívidas e pessoas escravizadas: Pedro e Anastácia (da nação Banguilla), Joaquim, Feliciano, Antônia, Germana, Eleutério e Graciano (todos crioulos). Esses bens foram divididos entre os filhos e netos, com o acordo de todos.

            Atuaram no processo: avaliador Antônio José de Oliveira; avaliador Antônio Silveira de Souza; avaliador Vicente Francisco Pereira; curador José Gervásio Umbelino Oliveira; curador João Luis da Silveira Porto; escrivão Amâncio José Ferreira; juiz Joao da Silva Ramalho Pereira; juiz José Fernandes Jorge; partidor Celço Coelho de Lima; partidor Silvestre Moreira.

            Localidades: Tijucas; vila de São Miguel.

            Compõem o processo: juramento de curador; juramento de avaliador; juramento de partidor; autos de avaliação; autos de partição; custas de selo.

            Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
            Inventário de José de Souza da Silva
            BR SC TJSC TRRJ-18113 · Processo · 1858-1860
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de São Miguel, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            José de Souza da Silva (falecido);
            Anna Joaquina Roza (inventariante).

            Herdeiros:
            Eusébio José de São Carlos;
            Guilherme de tal (co-herdeiro);
            Joaquim de Souza da Silva;
            Joaquina Rosa;
            João de Souza da Silva;
            João Guilherme (neto);
            José Guilherme (neto);
            Maria Joaquina (neta);
            Manoel Guilherme (neto).

            Resumo:
            Anna Joaquina Roza abriu um processo de inventário após o falecimento de seu marido, José de Souza da Silva, como cabeça de casal. O finado deixou netos menores de idade, filhos de uma herdeira também já falecida com Guilherme de tal; por isso, a ação passou pelo juízo de órfãos e contou com a nomeação de um curador.

            Há carta precatória da vila de São Miguel para a vila de Porto Belo, a fim de citar o herdeiro João de Souza, que não havia comparecido ao juízo e residia onde o finado deixou os seguintes bens: terrenos ao norte do rio Tijucas, roças, redes de pescaria e uma casa no arraial de São Sebastião da Foz do Rio Tijucas.

            Em petição anexada, foi revelado que a inventariante é madrasta dos filhos do falecido, sendo esse o 2º casamento dos dois (chamado de “segundas núpcias”). Os bens avaliados, além dos constantes na carta precatória, foram um forno de cobre, ferramentas, utensílios de cozinha, uma arma de fogo, caixas, mobília, roupa de cama, engenhos e terrenos num local denominado “Pedras”. A inventariante declara as dívidas deixadas pelo finado. No arrolamento, foram citadas duas pessoas escravizadas: Felippe, de nação Congo, e Roza, sem etnia especificada e descrita como “muito idosa”.

            Ao decorrer da ação, o procurador dos herdeiros afirma que a inventariante Anna Joaquina “em tempo algum” teria se casado com o falecido, a designando como parte “incompetente” no processo. Com isso, o representante também requer que seja instituído um novo inventário, em que seja inventariante o filho mais velho do finado. São requeridos a certidão de batismo de Anna e o seu termo de casamento com o inventariado; enquanto o primeiro é anexado, o segundo documento não foi encontrado pelo arcipreste da província.

            Já o procurador da viúva afirma que o casal foi casado de acordo com os costumes do Império, e que alguns sacerdotes seriam “descuidados”. Além disso, o representante também duvida das intenções dos herdeiros maiores ao abrirem essa parte da ação, adicionando ao argumento “quem pois nos há de negar a qualidade de meeira e inventariante?” (p. virtual 61). É requerido por ele que a ação siga de forma regular, contendo meação e partilha em igualdade.

            O juiz entra em conformidade com a petição da viúva, declarando que “despreza” o pedido dos herdeiros. Com isso, a partilha e meação seguem de acordo com sua forma original, separando bens para a quitação das dívidas. Ao decorrer da ação, é revelado que Roza, mulher escravizada inserida no arrolamento, havia falecido; é requerido que ela seja “diluída” no monte da herança.

            A inventariante declara a existência de uma chácara nos fundos de Biguaçu e alguns terrenos que não foram inseridos no arrolamento; com isso, uma nova avaliação é realizada e o auto de partilha é iniciado. O juiz julga a ação por sentença, requerendo o pagamento de maneira pro rata e a tutoria dos órfãos.

            Após a sentença, alguns herdeiros abrem petição para pedir a remissão de alguns bens que foram adjudicados para o pagamento das dívidas, o que é atendido. O processo é concluído com um auto de protesto anexado, em que os herdeiros do falecido são protestantes e a viúva Anna Joaquina é protestada.

            Atuaram no processo:
            advogado Caetano de Araujo de Mendonça Furtado;
            avaliador Augusto Cândido Varella;
            avaliador Joaquim Silveira Machado;
            avaliador José Romualdo de Caldas;
            avaliador Manoel Teixeira Brazil;
            curador dos órfãos Salvador Cavalheiro;
            escrivão ajudante do auditório eclesiástico e arcipreste João Luis do Livramento;
            escrivão Antonio Ramos Martins;
            escrivão de órfãos João Francisco Régis;
            escrivão João Maximiano dos Prazeres;
            juiz de órfãos e municipal primeiro suplente Augusto Frederico Benjamim Etur;
            juiz de órfãos primeiro suplente Antonio Gonçalves Franco;
            oficial de justiça Antonio Silveira de Souza;
            partidor José Antônio Pereira Tinoco;
            partidor Manoel Joaquim da Costa Siqueira;
            pregoeiro dos auditórios Manoel Luiz Cordeiro;
            procurador Alexandre Eloy de Azevedo Coutinho;
            procurador Antônio Carlos de Carvalho;
            procurador Jacintho Gonçalves da Luz;
            vigário Jose Gneus.

            Localidades relevantes:
            cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            comarca da capital;
            comarca de Nossa Senhora da Graça;
            distrito de São João Baptista (atual município de São João Batista, Santa Catarina);
            estabelecimento de João Doce (localidade, à época, acima das pedras de São João Baptista);
            freguesia de São Sebastião da Foz do Rio Tijucas (atual município de Tijucas, Santa Catarina);
            Pedras (localidade, à época, ao sul do rio Tijucas Grande);
            rio Tijucas Grande;
            vila de Porto Belo (atual município de Porto Belo, Santa Catarina);
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            autos de protesto;
            carta precatória citatória;
            certidão de batismo;
            contas;
            petições;
            procurações;
            réplica;
            sentenças;
            termo de avaliação;
            termo de contraprotesto;
            termo de obrigação e responsabilidade;
            termos de declaração;
            termos de juramento;
            termos de louvação;
            termos de remissão.

            Variação de nome:
            Biguassú;
            cidade de Nossa Senhora da Graça.

            Inventário de José de Simas e Silva
            BR SC TJSC TRRJ-8852 · Processo · 1857-1863
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de São Miguel, Comarca da Capital.

            Partes do processo:
            José de Simas e Silva (inventariado);
            Anna Maria de Simas (inventariante).

            Herdeiros:
            José de Simas e Silva;
            Candido José de Simas;
            Miguel José de Simas;
            João José de Simas;
            Manoel José de Simas;
            Maria Victoria de Simas;
            Francisca de Simas;
            Anna Roza de Simas.

            Resumo: Inventario requerido pela esposa do falecido, sem a presença de um testamento. É feita a avaliação e a partilha dos bens, entre os quais são citados: utensílios, cobre, casa, engenho de farinha, terras e dívidas; além disso é mencionada uma pessoa escravizada de nome Antonio, descrita como crioula. Posteriormente é feito um auto de praça e arrematação de terras do falecido, de forma a pagar as custas de dívidas que o falecido deixara, além de repartir os valores entre os herdeiros.

            Atuaram no processo:
            escrivão dos órfãos João Francisco Regis;
            tabelião Alfred Macy;
            tabelião Joaquim do Amaral e Silva Ferrão;
            curador Francisco Gonçalves da Luz;
            curador José de Simas e Silva;
            signatário João José de Simas;
            avaliador Manoel de Assis;
            avaliador Policarpo Francisco Regis;
            partidor Manoel Joaquim da Costa Siqueira;
            partidor Salvador Cavalheiro;
            perito José Gonçalves dos Santos Silva;
            perito Guilherme Welligton;
            pregoeiro Manoel Luiz Cordeiro;
            juiz de órfãos e ausentes primeiro suplente Alexandre Eloy d'Azevedo Coutinho;
            juiz municipal Raymundo Borges Leal Castello Branco;
            juiz municipal doutor Sergio Lopes Falcão;
            juiz de órfãos Antonio Gonçalves Franco.

            Localidades relevantes:
            Sítio de Baixo;
            cidade de Desterro (atualmente cidade de Florianópolis, Capital de Santa Catarina);
            vila de São Miguel (atualmente cidade de Biguaçu);
            Estados Unidos da América;
            Estreito;
            São José.

            Compõe o processo:
            Petição inicial;
            Relação de herdeiros;
            Juramento ao curador;
            Louvação aos avaliadores;
            Juramento aos avaliadores;
            Avaliação de bens;
            Louvação aos partidores;
            Juramento aos partidores;
            Partilha de bens;
            Pagamentos;
            Traslado de edital de praça;
            Arrematação de terras;
            Recibo;
            Partilha de divisão do dinheiro;
            Contas;
            Declaração;
            Juramento aos peritos;
            Tradução de documentação.

            Variação de nome:
            avaliador Manoel Alves.

            Inventário de José da Cunha
            BR SC TJSC TRRJ-17687 · Processo · 1842-1853
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de São Miguel, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            José da Cunha (falecido);
            Silvana Rosa (inventariante).

            Herdeiros:
            Alexandre (neto);
            Anna Maria (neta);
            Anna Roza;
            Cypriano da Cunha;
            Claudina Rosa;
            Francisco da Cunha (neto);
            Francisco José da Cunha;
            João da Cunha;
            João Raymundo (co-herdeiro);
            João do Amaral (co-herdeiro);
            Joaquim da Cunha;
            José da Cunha (neto);
            Laurentina Maria (neta);
            Maria Rosa;
            Vicente (neto).

            Resumo:
            Silvana Rosa abriu um processo de inventário dos bens de seu falecido marido, José da Cunha. O finado deixou herdeiros menores de idade e, com isso, a ação passou pelo juízo de órfãos e contou com a nomeação de um curador.

            Os bens avaliados foram um forno de cobre, um engenho de farinha, casas e terras. Foram mencionadas 7 pessoas escravizadas, de nomes: José, de nação Cabinda; Germano, Domingos e Maria, designados como crioulos; Luiza e Joana, descritas como mulatas; e Joaquina, criança com um ano de idade.

            O patrimônio foi dividido com igualdade entre os herdeiros. A ação foi julgada por sentença, em que o juiz determinou o pagamento das custas de maneira pro rata, além de requerer a assinatura de um termo de tutoria pelo avô dos herdeiros menores, José Antonio Vieira.

            Ao decorrer do processo, o filho do tutor informou que José Antonio havia falecido, e o novo tutor jurado foi o tio dos herdeiros, Francisco José da Cunha. Mais tarde, foi feito um auto de tomada de contas para Francisco, em que ele prestou atualizações sobre o recebimento dos bens pelos herdeiros. Nesta ação, a comarca da cidade já era denominada como “primeira comarca”, e não mais “comarca do norte” — nome modificado a partir de 1849.

            Atuaram no processo:
            avaliador Antonio Francisco de Souza;
            avaliador Nicolao Correa de Mello;
            curador dos órfãos Jacintho José Pacheco dos Santos;
            escrivão Amancio José Ferreira da Silva;
            juiz dos órfãos João da Silva Ramalho Pereira;
            juiz dos órfãos terceiro suplente Luis Coelho Machado;
            juiz dos órfãos Thomé da Rocha Linhares;
            oficial de justiça Jose Christiano Garção Stockler;
            partidor Francisco José Pereira Duarte;
            partidor José Manoel d’Araujo Roslindo;
            signatário Alexandre Gonçalves da Luz;
            signatário Mathias Gomes da Silva;
            signatário Salvador Cavalheiro;
            tutor e curador Francisco José da Cunha;
            tutor José Antonio Vieira.

            Localidades relevantes:
            comarca do norte;
            estrada pública;
            fundos de Biguassú;
            morro Viveiros;
            primeira comarca;
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            auto de tomada de contas;
            auto de alimpação da partilha;
            contas;
            correições;
            partilha;
            petições;
            sentença;
            termo de louvação;
            termos de juramento.

            Variação de nome:
            Cipriano da Cunha;
            Francisco Joze Pereira;
            João Raimundo;
            Joze Manoel de Araujo Roslindo;
            nação Cambinda;
            nação Cambudá.

            Inventário de José Custodio
            BR SC TJSC TRRJ-68307 · Processo · 1852-1853
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado em São Miguel, Primeira Comarca.

            Partes do processo:
            José Custodio (inventariado);
            Francisco Felix (suplicante);
            Vicente da Costa Furtado (suplicante);
            Marcelino da Rocha (suplicante).

            Herdeiros:
            Mauricia Joaquina (casada com Francisco Felix);
            Florencia Roza (casada com Vicente da Costa).

            Resumo: O inventário foi requerido pelos cunhados do falecido, que morreu sem deixar herdeiros. Entre os bens, constavam dívidas e dois escravizados: Joana, identificada como sendo da nação Benguela, e Manoel, da nação Congo. O avô do falecido, Marcelino da Rocha, moveu uma ação contra os cunhados Vicente da Costa Furtado e Francisco Felix, reivindicando a herança para si e solicitando a exclusão das irmãs do inventariado da lista de herdeiros. Com o pedido deferido, procedeu-se à partilha da herança. No entanto, a justiça apresentou um protesto em relação aos escravizados, e Marcelino da Rocha solicitou que eles permanecessem sob a guarda dos cunhados.

            Atuaram no processo:
            avaliador Celço Coelho de Lemos;
            avaliador Joze Marcelino de Sá;
            curador e partidor Luis Antonio Gomes;
            escrivão Amancio Jose Ferreira;
            escrivão João José Vieira Nunes;
            juiz Joaquim da Rocha Linhares;
            oficial de justiça João dos Santos Moraes;
            oficial de justiça Paulino Jozé de Mello;
            partidor Manoel Lopes do Silveira;
            procurador Antonio Carlos de Carvalho;
            procurador Domingos Luiz Simões.

            Localidades relevantes:
            Cidade de Desterro.

            Compõe o processo:
            Auto de apreensão e arrecadação;
            Auto de habilitação;
            Edital;
            Escritura de compra e venda;
            Procuração;
            Termo de contrato e composição;
            Termo de desistência.

            Inventário de José Caetano de Souza Silveira
            BR SC TJSC TRPOA-9494 · Processo · 1879
            Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

            Inventário realizado na vila de São Miguel, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            José Caetano de Souza Silveira (falecido);
            Felicidade Rosa da Silveira (inventariante).

            Herdeiros:
            Anna Rosa da Silveira;
            Belmira Rosa da Silveira;
            Caetano José de Andrade (co-herdeiro);
            Cândido da Rosa Silveira;
            Elias Silveira de Souza;
            Francisca;
            Francisco da Rosa Silveira;
            Guilhermina;
            João Machado Mendes Júnior (co-herdeiro);
            João Patrício de Mello (co-herdeiro);
            José de Amorim Pereira (co-herdeiro);
            Luiza;
            Maria.

            Resumo:
            Felicidade Rosa da Silveira abriu um processo de inventário para os bens de José Caetano de Souza Silveira, seu falecido marido. Como o finado deixou herdeiros menores de idade, a ação passou pelo juízo dos órfãos e contou com a nomeação de um curador.

            Os bens arrolados foram casas, engenhos, terrenos, uma roça, animais, utensílios de cozinha, mobília, uma canoa, uma chácara e um carro. Ainda na avaliação, foi citada uma mulher escravizada de nome Lucrecia.

            Ao decorrer do processo, a inventariante requer o direito de ser tutora dos filhos menores, afirmando que vive de modo honesto e é capaz de administrar os bens dos órfãos. Para tal, a suplicante renunciou ao chamado “Benefício Veleano”, que impedia a tutela de mulheres viúvas a seus herdeiros.

            Uma carta precatória é expedida de São Miguel para São José, com o intuito de avaliar os bens presentes na cidade. É revelado que a avaliação de Lucrecia resultou em um valor menor do que o padrão, pelo fato de que ela sofria de amaurose; sua matrícula na chamada “relação” de escravizados da cidade foi anexada na página digital de número 53, demonstrando que ela tinha a profissão de cozinheira.

            Após avaliado, os bens e Lucrecia passaram por um processo de partilha entre os herdeiros. A ação é concluída com sentença, em que o juiz a declara como procedente.

            Atuaram no processo:
            avaliador Antônio Carlos de Carvalho Júnior;
            avaliador Jacintho Gonçalves da Luz;
            escrivão de órfãos Joaquim Xavier de Oliveira Camara;
            escrivão João Rodrigues Pereira;
            juiz de órfãos e ausentes segundo suplente Antônio Carlos de Carvalho;
            juiz Manoel Gaspar da Cunha;
            partidor João Theodoro Corrêa;
            procurador Francisco José da Rosa;
            procurador Manoel da Rocha Linhares.

            Localidades relevantes:
            comarca da capital;
            Estreito;
            São José;
            Três Riachos;
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            auto de arrolamento e avaliação;
            auto de partilha;
            carta precatória;
            contas;
            petições;
            procuração;
            sentença;
            termo de tutela;
            termos de juramento;
            termos de louvação;
            termos de resposta.

            Variação de nome:
            comarca de São Miguel.

            Inventário de José Antunes de Siqueira
            BR SC TJSC TRRJ-10918 · Processo · 1864-1869
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de São Miguel, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            José Antunes de Siqueira (inventariado);
            Joaquina Francisca de Jesus (inventariante).

            Herdeiros:
            Bartholomeu Furtado;
            José Godinho Mafra;
            Luiz;
            Maria Francisca;
            Maria Joaquina.

            Resumo:
            O inventário de José Antunes de Siqueira foi conduzido por Joaquina Francisca de Jesus, sua esposa. Como o finado deixou um herdeiro menor, de nome Luiz, o processo passou pelo juízo de órfãos.

            Os bens inventariados foram animais, mobília, equipamentos de montaria, um carro, um sítio no lugar denominado “Três Riachos”, engenhos, casas e terrenos. Constam no arrolamento duas pessoas escravizadas, de nomes Francisco e Vitalina, descritos como crioulos.

            Ao decorrer do processo, a viúva requer o direito de ser nomeada tutora do filho menor. Para exercer tal função, ela renunciou do nomeado “Benefício Velleano”, que na época impedia mulheres viúvas de tutelar seus filhos.

            Após avaliação, houve um processo de partilha entre os herdeiros. Os bens destinados a Luiz ficaram em posse da tutora, até ele completar a maioridade e se casar. A ação foi julgada por sentença, em que o juiz determina o pagamento das custas de maneira pro rata.

            Atuaram no processo:
            avaliador Francisco Antonio de Faria;
            avaliador José Claudino de Faria;
            coletor Antonio Carlos de Carvalho;
            escrivão de órfãos João Francisco Régis;
            juiz Antonio Gonçalves Franco;
            juiz de órfãos segundo suplente major Francisco Silveira Dutra;
            juiz Manoel Vieira Tosta;
            oficial de justiça Antonio Silveira de Souza;
            partidor Bento de Mello Barreto;
            partidor Francisco Gonçalves da Luz;
            signatário Manoel da Rocha Linhares.

            Localidades relevantes:
            comarca da capital;
            Três Riachos;
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            contas;
            correição;
            petições;
            recibos;
            sentença;
            termo de descrição de bens;
            termo de renúncia;
            termos de declaração;
            termos de juramento;
            termos de louvação.

            Variação de nome:
            Benefício Vellano;
            Benefício Velleiano;
            Benefício Velliano.