Desterro

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          Inventário de Clemente José d'Abreu
          BR SC TJSC TRRJ-24800 · Processo · 1850
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventario na cidade de Desterro, à época primeira comarca da província de Santa Catarina

          Partes do processo: Clemente José d’Abreu (falecido); Alexandrina Rosa de Jesus (inventariante).

          Herdeiros: Justino José d’Abreu; Ignácio José d’Abreu; Clarinda Rosa; Camillo José d’Abreu; Prudência Cândida de Jesus; João José de Abreu; Clarinda Maria de Abreu; Francisco José de Abreu.

          Resumo: Alexandrina Rosa de Jesus realizou o inventário de seu falecido marido Clemente José d’Abreu, morador de Praia de Fora. Os bens deixados por ele, incluem casas, terras, utensílios de cobre, ferramentas, dívidas e escravizados de nomes Francisco (nação Congo), Joao (nação Congo), Domingos (nação Congo), Caetano (crioulo), Antônio (crioulo), Militão (pardo), Maria (nação congo), Bathina (crioula), Joaquina (Crioula), Henriqueta (parda). Os bens do inventariante foram repartidos entre seus herdeiros, filhos e netos, de comum acordo.

          Atuaram no processo: avaliador Floriano José Vilella; avaliador Manoel José Luís Pinto; curador Candido Gonçalves d’Oliveira;
          escrivão José Honório de Souza Medeiros; juiz Sergio Lopes Falcão Cordeiro; partidor João Narciso da Silveira; partidor Joaquim José Varella.

          Localidades: praia de Fora; cidade de Desterro.

          Compõem o processo: custas de selo; juramento do avaliador; juramento do partidor; autos de partição.

          Tribunal de Justiça de Santa Catarina
          BR SC TJSC TRRJ-11037 · Processo · 1865-1872
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventario realizado na cidade de São José, comarca da Capital.

          Partes do processo:
          Constança d’Assumpção de Nossa Senhora (inventariada);
          Antonio João de Souza (inventariante).

          Herdeiros:
          Maria Amancia de Souza (menor);
          João (menor);
          Bunigua (menor);
          Thomazia (menor);
          José (menor).

          Resumo: Inventário realizado após a morte da esposa do inventariante, Constança d'Assumpção de Nossa Senhora, não sendo deixado testamento após seu falecimento. Apenas é descrito entre os bens da falecida a escravizada de nome Damasia, descrita como crioula e menor de idade. De forma a repartir o valor referente ao inventário, Damasia é vendida para pagar a todos herdeiros.

          Atuaram no processo:
          escrivão dos órfãos Francisco Xavier d’Oliveira Camara;
          curador geral dos órfãos interino João Climaco Zuzarte;
          avaliador João José de Araujo;
          avaliador capitão Miguel Francisco Pereira;
          partidor Constancio José da Silva Pessôa Junior;
          partidor Antonio Francisco de Souza;
          procurador João Francisco de Souza;
          juiz de órfãos primeiro suplente tenente coronel Luis Ferreira do Nascimento Mello.

          Localidades relevantes:
          freguesia de São Joaquim de Garopaba;
          São José.

          Compõe o processo:
          Petição inicial;
          Juramento ao inventariante;
          Termo de louvação de avaliadores;
          Avaliação de bens;
          Termo de louvação de partidores;
          Partilha de bens;
          Declarações;
          Relação de partilha de bens.

          Inventário de Damasio Pereira Nunes
          BR SC TJSC TRRJ-21914 · Processo · 1869-1881
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado na cidade do Desterro, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Damasio Pereira Nunes (falecido);
          Francisco Pereira Nunes (inventariante e herdeiro).

          Herdeiros:
          Francine Rosa de Jesus;
          Francisco Martins Jaques (co-herdeiro);
          Francisco Pereira Nunes;
          Polucena Rosa de Jesus;
          José Joaquim de Sousa (co-herdeiro);
          Maria Pereira Nunes;
          Matildes Bernardina de Gloria.

          Resumo:
          Esta teve início com um oficial de justiça intimando Francisco Pereira Nunes para inventariar os bens de seu finado pai, Damasio Pereira Nunes. Como o falecido deixou herdeiros menores de idade, o processo passou pelo juízo de órfãos e a nomeação de um curador. Além disso, é mencionado ao decorrer da ação que Maria Pereira Nunes seria “demente” e “mentecapta” — termos utilizados à época para se referir a pessoas com algum tipo de deficiência intelectual —, sendo nomeados um tutor e um curador para representá-la.

          Os bens que constam na avaliação foram casas, um alpendre, engenhos de fazer farinha, terras, objetos de transporte (caixas), oitavas de prata, utensílios de cozinha, ferramentas, mobília, um automóvel descrito como “carro”, materiais de construção e um pilão. Nesta ação, foram citadas três pessoas escravizadas: Jacinto e João, designados como crioulos; e Benedito, descrito como pardo.

          Mais tarde, os herdeiros requereram bens e pessoas escravizadas para o pagamento de sua legítima parte paterna, anteriormente à ação de partilha. Através de petição, o inventariante pediu que parte do valor dos bens e de Jacinto fosse separada para o pagamento das dívidas e da herança de Maria. José Francisco de Sousa foi nomeado como tutor de Maria, por ser seu cunhado.

          As dívidas foram pagas no auto de partilha, e o patrimônio foi repartido igualmente entre os herdeiros. O processo foi julgado por sentença; o juiz requereu o pagamento das custas aos interessados de maneira pro rata, e que Francisco Pereira Nunes prestasse juramento para atuar como curador de Maria.

          Francisco Pereira Nunes declarou ter libertado na pia batismal uma bebê de onze meses de idade, chamada Rozalina. A menina foi designada como crioula e era filha de Christina que, no documento, é mencionada como “pertencente” aos irmãos Francisco e Maria, e foi matriculada no livro geral de escravizados do município como cozinheira (página digital de número 135). Em petição anexada, ele requer que todo o valor de Christina fosse colocado à disposição de Maria para comprar roupas e medicamentos.

          Foi decidido que Maria seria mandada para o Imperial Hospital da Santa Casa de Caridade (atual Hospital da Caridade, em Florianópolis), acompanhada de Christina. Além disso, o valor adjudicado em partilha de Jacinto seria pertencente ao Hospital de Caridade. Joaquim de Sousa substituiu Francisco Pereira Nunes como curador de Maria, em que prestou juramento para inscrever o calção da hipoteca e a arrematação dos bens e das pessoas escravizadas.

          Mais tarde, Jacinto e Christina foram avaliados novamente. Francisco Pereira Nunes realizou o pagamento da meia siza, imposto de 5% sobre transação de pessoas escravizadas nascidas na América Portuguesa. Foram anexadas junto ao processo páginas do jornal “Conservador”, de 1874; nesse documento (página digital de número 94), foi divulgada em “Editais” a arrematação de Jacinto, Christina e Agostinho — de cinco anos de idade, filho de Christina —, com local e horário para serem realizadas as propostas.

          Ao decorrer da arrematação, é anexado um termo de libertação em praça. No documento, Manoel Jacintho da Silva Flores solicitou por meio de pagamento as alforrias de Christina e Agostinho, na condição que Agostinho estivesse a seu “serviço”. Além disso, Christina foi descrita nessa ação como preta e que precisaria prestar 7 anos de “bons serviços”.

          Atuaram no processo:
          avaliador Antonio Rodrigues da Silva;
          avaliador Francisco Antunes Vieira;
          avaliador João Antonia da Silveira;
          curador geral dos órfãos e avaliador Candido Gonçalves de Oliveira;
          escrivão da paz Claudino Jose da Silveira;
          escrivão de órfãos Vidal Pedro Mendes;
          escrivão de órfãos João Damasceno Vidal;
          escrivão Joaquim Candido Souza Peixoto;
          juiz de órfãos primeiro suplente José Delfino dos Santos;
          juiz de órfãos primeiro suplente major Affonso de Albuquerque e Mello;
          juiz de órfãos segundo suplente Jorgem de Sousa Conceição;
          oficial de Justiça José Antonio Pacheco;
          partidor capitão João Narciso da da Silveira;
          procurador e signatário Francisco José de Gouvea;
          procurador e signatário Francisco de Paula Sousa;
          signatário Antonio Augusto Vidal;
          signatário Ludovino Bernardino da Silveira;
          tutor José Francisco de Sousa.

          Localidades relevantes:
          comarca da capital;
          cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
          freguesia de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
          Imperial Hospital da Santa Casa da Caridade;
          rio do Tavares;
          rio Paraná.

          Compõem o processo:
          autos de avaliação;
          auto de partilha;
          auto de praça;
          contas;
          petição;
          procuração;
          selos;
          sentença;
          termo de arrematação;
          termo de libertação;
          termos de declaração;
          termos de juramento;
          termos de louvação.

          Variação de nome:
          Benedicto;
          Candido Gonçalves d’Oliveira;
          Cristina;
          Damazio Pereira Nunes;
          Francisco José de Gouvêa;
          Jacintho;
          José Delfino dos Santos Cavalheiro;
          José Joaquim de Soussa.

          Inventário de Damiana Roza d’Jezus
          BR SC TJSC TRRJ-25005 · Processo · 1858
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado na cidade de Desterro, Comarca da Capital.

          Partes do processo:
          Damiana Roza d’Jezus (inventariada);
          Manoel Antonio Gonçalves (inventariante).

          Herdeiros:
          Victorino Antonio Gonçalves;
          Laurentino Antonio Gonçalves;
          Felisberto Antonio Gonçalves;
          Laurino Antonio Gonçalves;
          Francisco Antonio Gonçalves;
          Francisca Maria Gonçalves;
          Rozalina Maria Gonçalves;
          José Antonio Gonçalves.

          Resumo: Inventário requerido pelo marido da falecida, Manoel Antonio Gonçalves, nele contendo terras, casa, mobília, utensílios domésticos, animais e ferramentas. Além disso, há o registro de 05 pessoas escravizadas, de nomes: João, Felicio, Zeferino, Manoel e Simplicia.

          Atuaram no processo:
          escrivão Joze Honorio de Souza Medeiros;
          juiz de orfãos José Bonifácio Caldeira;
          signatário José Manoel da Silva;
          curador geral de órfãos e avaliador Marcelino Antonio Dutra;
          avaliador Ignacio Gonçalves Vieira;
          partidor João Naveiro de Silveira;
          partidor Peregrino Servita Santiago;
          procurador Carlos Duarte Silva.

          Localidades relevantes:
          São José;
          Garopaba.