Desterro

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        Desterro

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          Tutoria de João
          BR SC TJSC TRRJ-22020 · Processo · 1864
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Tutoria realizada na cidade do Desterro, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          José Raulino Nunes (tutor);
          João (tutelado).

          Resumo:
          Este processo se iniciou após o falecimento de Severina Correia, mãe de João. O órfão é descrito como surdo, “mudo” e “mentecapto”, sendo necessária a nomeação de um tutor. Primeiramente, é chamado Serafim Coelho da Costa, que possuía moradia perto do tutelado mas não respondeu à intimação; com isso, é chamado como substituto José Raulino Nunes.

          Durante o processo, ocorre a declaração e curadoria dos bens deixados pela mãe do órfão. São eles: terras, casas, mobília, um oratório com imagem de Santa Luzia, utensílios de cozinha e objetos de cobre. Ainda no arrolamento, consta uma mulher chamada Maria, escravizada e descrita como crioula. O processo termina sem sentença, apenas com o juramento do tutor e curador José Raulino.

          Atuaram no processo:
          curador José Raulino Nunes;
          escrivão de órfãos Vidal Pedro Moraes;
          juiz Joaquim Augusto do Livramento;
          signatário Leonardo Jorge de Campos;
          signatário Francisco José Gouveia.

          Localidades relevantes:
          cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
          freguesia de São Francisco de Paula de Canasvieiras (atual bairro de Canasvieiras, Florianópolis).

          Compõem o processo:
          petições;
          relação de bens;
          termo de juramento.

          BR SC TJSC TRPOA-20286 · Processo · 1883
          Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

          Inventário realizado na cidade do Desterro, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Anna Francisca da Costa e Silva (falecida);
          Antonio Nunes Ramos (inventariante e testamenteiro).

          Herdeiros instituídos e legatários:
          Benedicta;
          Eva;
          Luiza;
          Felisberta;
          Rosa;
          Maria;
          José Henrique de Paiva;
          Albertina Paiva;
          Rita Gracianna;
          Maria de Araujo;
          Justina;
          José da Cunha;
          Laura;
          José Joaquim Gomes Braga;
          Delminda;
          Bernardina Joaquina da Cunha;
          Luiz de Lima Cardoso;
          Henriqueta;
          Eduardo Duarte Silva;
          Leonor;
          Anna;
          Justina;
          Caetano.

          Resumo:
          Este processo se trata do traslado de inventário de Anna Francisca da Costa e Silva, pois a ação original, datada em 1877, seria encaminhada para a relação de Porto Alegre. Além disso, tem como inventariante e testamenteiro o major Antonio Nunes Ramos.

          Na cópia do testamento, é revelado que a falecida era viúva e não tinha filhos (chamados de “herdeiros forçados”). Dentre o seu patrimônio, ela declarou possuir apólices no Banco do Brasil e casas — tanto na província de Santa Catarina quanto na corte do Rio de Janeiro. Além disso, Anna descreve suas últimas vontades, citando a doação de seus bens a entes próximos e a transferência do valor de sua residência ao Hospital de Caridade de Desterro.

          Ainda no documento testamentário, a finada requereu a carta de liberdade de todas as pessoas escravizadas por ela. Com isso, foram libertas e instituídas como herdeiras: Luiza, Felisberta, Rosa, Maria, Benedicta e Eva; ao decorrer da ação, seus nomes são acompanhados pelo sobrenome da falecida, “Costa e Silva”. Além disso, Anna pediu que o testamenteiro transportasse as cinzas de seu marido para a capela do Hospital de Caridade citado, onde ela também desejou ser sepultada.

          As herdeiras Luiza, Felisberta, Rosa e Maria eram menores de idade. Desse modo, a ação passou pelo juízo dos órfãos e contou com a nomeação de um tutor para representá-las; o inventariante Antonio Nunes Ramos foi selecionado para tal função e prestou juramento. Após o testamento, foi anexado um codicilo em que a inventariada declarou escravizar Caetano, homem descrito como preto; ele também foi instituído como herdeiro.

          Os bens inventariados foram casas, ações e apólices bancárias, jóias e prataria. Entre os legatários, constaram a Ordem de São Francisco da Penitência, a Igreja Matriz de Desterro e a Igreja do Rosário. A pedido do inventariante, foi aberto um edital de praça para serem arrematadas as pratarias e jóias pertencentes à finada.

          Ao decorrer do processo, Benedicta e Eva abrem petição para requerer que alguns bens da falecida sejam inseridos na avaliação: mobília, um quadro, um tapete, vasos, ferramentas, louças, um oratório e vestimentas. O inventariante afirma que não adicionou o patrimônio ao arrolamento porque a falecida pretendia os doar em vida — o que também foi escrito por ela em seu testamento, referindo-se aos “objetos de uso doméstico”.

          Luiza abre uma petição para afirmar que estava sob indevida tutela, já que era maior de idade e não precisava mais ser representada por um tutor. Para comprovar a validade de seu pedido, foi anexada sua certidão de idade. No documento, é revelado que seu batismo aconteceu em 1856, tendo como testemunhas sua mãe, Rosa (descrita como “preta de nação Congo”), e seus padrinhos, Antonio Anacleto (descrito como preto liberto) e Isabel, mulher escravizada.

          Mais tarde, Benedicta e Eva revelam que precisariam se mudar para o Rio de Janeiro, e requerem o direito de levar suas filhas Maria e Rosa consigo. O inventariante se opõe ao pedido, afirmando que as tuteladas não teriam como “tratar convenientemente de sua educação” sem a sua presença. Mesmo com a oposição do tutor, é explicitado que não é legalmente possível separar as filhas de suas mães antes dos 12 anos, e que ambas as suplicantes realizavam a função de educar e cuidar das menores.

          Após esse pedido, respectivo à viagem das mães e filhas, o inventariante requereu que Benedicta e Eva passassem por algumas perguntas que as habilitariam para tal função: se as filhas estavam matriculadas na escola, quem as matriculou e se elas teriam acesso às vestimentas escolares. Durante os questionamentos, é revelado que além de Rosa estar matriculada em uma escola, Eva atuava como professora no mesmo local.

          Uma carta precatória é anexada, com origem em Santa Catarina e destino ao Rio de Janeiro, para o patrimônio da finada que constava na Corte ser avaliado; para isso, foram nomeados dois peritos. Este arquivo é finalizado com petição do inventariante, requerendo que sejam certificados os números das apólices deixadas pela falecida. O arquivo foi dividido em 2 partes seguindo critérios técnicos de armazenamento. Para mais informações, ir à segunda parte do documento.

          Atuaram no processo:
          avaliador e escrivão Joaquim Candido da Silva Peixoto;
          avaliador tenente coronel Claudio Francisco de Campos;
          curador advogado Manoel José de Oliveira;
          curador Candido Gonçalves de Oliveira;
          escrivão de capelas e resíduos Leonardo Jorge de Campos;
          escrivão de órfãos interino e tabelião Juvencio Duarte e Silva;
          escrivão José Alvares da Silva Penna;
          escrivão José de Miranda Santos;
          escrivão juramentado Francisco Rodrigues da Cunha;
          juiz de órfãos da primeira vara João Lustosa da Cunha Paranaguá;
          juiz de órfãos substituto Joaquim José de Siqueira Filho;
          juiz provedor dos resíduos e dos órfãos Antonio Augusto da Costa Barradas;
          perito Antonio do Amaral Vergueira;
          perito Saturnino do Amaral Gurgel;
          procurador fiscal Joaquim de Almeida Gama Lobo d’Eça;
          procurador Genuino Firmino Vidal Capistrano;
          procurador Joaquim Augusto do Livramento;
          procurador Jorge de Souza Conceição;
          tesoureiro José Silveira de Laura Junior.

          Localidades relevantes:
          cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
          comarca da capital;
          corte do Rio de Janeiro (atual estado do Rio de Janeiro);
          Porto Alegre;
          rua áurea (atual rua dos Ilhéus, Florianópolis);
          rua de Santa Christina.

          Compõem o processo:
          traslado de auto de abertura;
          traslado de carta precatória;
          traslado de codicilo;
          traslado de edital;
          traslado de petições;
          traslado de procurações;
          traslado de recibos;
          traslado de termo de apelação;
          traslado de termo de contraprotesto;
          traslado de termo de protesto;
          traslado de termos de arrematação;
          traslado de termos de declaração;
          traslado de termos de testamento;
          traslado de testamento.

          Sequestro de Bens de João Francisco
          BR SC TJSC TRRJ-13355 · Processo · 1822
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Mandado de sequestro dos bens do criminoso João Francisco, feito à época da Vila de Lages

          Partes: Manoel Cavalheiro Leitão; Militar; Capitão; (requerente/autor); João Francisco (réu);

          Resumo: Por requerimento feito pelo Capitão Manoel Cavalheiro Leitão, o juiz Caetano José de Souza deu abertura ao processo de mandado de sequestro dos bens do criminoso João Francisco, por cobrança de dividas.

          Localidades: Vila de Lages; Desterro; Costa do Rincão Comprido;

          Atuaram no processo: Escrivão Camilo Justiniano Reiz; Escrivão Joaquim Ribeiro do Amaral; Escrivão Francisco José d' Santa Anna Souza; Juiz Caetano José de Souza; Juiz Jose Antônio Borges; Juiz Lino Sutil de Oliveira;

          Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
          BR SC TJSC TRRJ-22595 · Processo · 1853 - 1856
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Petição para arrecadação realizada na cidade do Desterro, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Antonio de Souza Lobo (falecido);
          Caetano de Araújo Figueiredo Mendonça Furtado (suplicante).

          Herdeiros colaterais:
          Amistalda Bernardina de Souza Lobo;
          Anna Bernardina de Souza Lobo;
          João de Sousa Lobo;
          Severina Bernardina do Sacramento Lobo.

          Resumo:
          Este processo se inicia com uma petição realizada pelo curador das heranças Caetano de Araújo Figueiredo Mendonça Furtado, requerendo a arrecadação dos bens do falecido Antonio de Sousa Lobo, pelo fato do finado ter deixado apenas uma filha, que estaria ausente. Porém, esse pedido é considerado ilegal pelo procurador fiscal, já que o finado possuía irmãos e outros herdeiros colaterais residentes em Santa Catarina; além disso, a herdeira citada pelo suplicado é descrita como “suposta filha natural”.

          Com isso, os herdeiros colaterais do falecido acusam o suplicado de se apropriar dos bens deixados, solicitando a abertura de embargo e a suspensão da arrecadação. O sobrinho do finado, João Evangelista de Sousa Lobo, é nomeado como curador e ficou responsável pelas questões administrativas; ao decorrer do processo, o nomeado pede reembolso por algumas despesas, como o valor gasto no funeral.

          Dentre os bens em questão, destacam-se quantias em dinheiro, louças, acessórios de prata e ouro, letras de créditos e uma morada de casas. Ao decorrer do processo, Caetano continua a alegar que parte desses bens lhe pertence, pois seria responsável pela filha do finado, moradora na cidade de Caravelas, Bahia.

          O juiz determina que o patrimônio passasse por um processo de arrematação, apreendido da herança dos defuntos e ausentes, para pagamento das custas, despesas e porcentagem. O valor líquido foi colocado nos cofres da tesouraria, e o suplicante continuou no cargo de curador da herança, nomeando um fiador. Após isso, o processo é concluído com a anexação de comprovantes de dívidas que o finado havia deixado.

          Atuaram no processo:
          curador de heranças João Evangelista de Sousa Lobo;
          escrivão de órfãos José Honório de Sousa Medeiros;
          fiador José Profiro Machado de Araujo;
          juiz municipal e de órfãos Sergio Lopes Falcão;
          pregoeiro dos auditórios Lucas Rodrigues de Jesus;
          procurador fiscal da tesouraria advogado Polidoro d’Amaral e Silva.

          Localidades relevantes:
          cidade de Caravelas;
          cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
          primeira comarca;
          província da Bahia (atual estado da Bahia);
          Rio de Janeiro;
          rua Augusta (atual rua João Pinto, Florianópolis);
          rua da Pedreira (atual rua Victor Meirelles, Florianópolis).

          Compõem o processo:
          auto de arrecadação;
          contas;
          petições;
          recibos;
          requerimentos;
          sentenças;
          termo de responsabilidade.

          Variação de nome:
          Amistalda Bernardina de Souza Loubo;
          Anna Bernardina de Souza Loubo;
          fiador José Porfírio Machado de Araujo;
          João de Sousa Loubo;
          Severina Bernardina do Sacramento Loubo.

          Petição de tutela de Joaquim Fernandes Capella
          BR SC TJSC TRRJ-22603 · Processo · 1853-1854
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Petição para nomear tutor realizada na cidade do Desterro, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

          Partes:
          Joaquim Fernandes Capella (inventariante; testamenteiro; suplicante);
          Rita Joaquina de Jezus (inventariada; testadora; falecida);
          Fermina Maria Rita de Jezus (menor; tutelada).

          Resumo:
          Neste processo, Joaquim Fernandes Capella compareceu no juízo municipal de órfãos em virtude do falecimento de Ritta de Jezus, ex-escravizada liberta, descrita como “preta”. Rita faleceu no dia 24 de maio de 1853.

          Durante o leito de morte de Rita, a qual se encontrava em delicado estado de saúde, Joaquim realizava o seu testamento. Porém, devido à demora do escrivão em realizar os procedimentos, Rita faleceu antes da conclusão do testamento. Rita deixou dois filhos, de nomes Chrispim (escravizado por Joaquim) e Fermina, livre, tendo entre 7 e 8 anos de idade, descrita como “crioula”; estes foram designados por Ritta como seus legítimos herdeiros.

          No testamento de Rita, constava também uma escravizada de nome Simôa, descrita como “velha”; além de “[...] insignificantes trastes e roupas que de nada servem e de que ninguém se pode utilizar, por causa da moléstia que padecia e de que morreu [Ritta]” (página 3 da digitalização).

          Sobraram, também, dívidas pendentes no nome da falecida: Ritta devia 100.000 réis (1000$000) ao credor Pedro Kiefer, tinha pendências referentes ao aluguel da casa que habitava, e também devia a um “preto velho” que prestava tratamentos médicos à falecida. Rita vivia na Rua do Vigário, em uma casa locada por Estanisláo Antonio da Conceição. O suplicante, Joaquim, havia pago os valores referentes ao enterro de Rita, ao aluguel e aos honorários do “preto velho”; e fez um acordo com Kiefer, em que Joaquim pagaria a soma total ao longo de 6 meses. O caixão foi providenciado pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário.

          Por conta do falecimento de Rita, Joaquim veio requerer a nomeação de tutor para Fermina; e pediu autorização para alugar a escravizada Simôa. Simôa tinha uma dívida, e através de seus serviços a Joaquim, pagaria o montante.

          Em seguida, consta o testamento de Rita. Nele, ela diz ser africana, natural da Costa da África. Rita também declara professar a fé católica, e declara ser senhora da escravizada Simôa. Após o curto testamento, encontram-se diversos recibos referentes às despesas do velório e dos pagamentos que figuraram no testamento.

          Depois disso, procedeu-se à tutela, e o suplicante Joaquim Fernandes Capella foi nomeado para o cargo. Antes de poder executar a tutela, porém, Joaquim submeteu-se a uma nova avaliação da escravizada Simôa. Os dois avaliadores nomeados para levantar o preço de Simôa julgaram que seu valor configurava 300.000 réis (300$000).

          Adiante, Joaquim apresenta-se como inventariante de Rita; e a fim de realizar os procedimentos do inventário, compareceu em juízo no intuito de arrematar Simôa, a fim de quitar dívidas com o valor de sua arrematação.

          Na sequência, em um ofício datado de 3 de fevereiro de 1854, consta que faleceu Fermina, a única filha livre de Rita. Ela havia sido sepultada em 16 de outubro de 1853, no cemitério público da cidade de Desterro.

          Na sentença, por fim, o juiz sentenciou o suplicante a pagar um ônus referente à herança.

          Atuaram no processo:
          administrador de cemitério público João de Deos Castilho;
          avaliador Antonio Ferreira Cardoso Guimaraens;
          avaliador Jose Porfirio Machado de Araujo;
          curador geral de órfãos Candido Gonçalves d’Oliveira;
          escrivão de órfãos José Honorio de Souza Medeiros;
          escrivão eclesiástico João Antonio da Conceição;
          juiz municipal e de órfãos Sergio Lopes Falcão;
          signatário Antonio Schneider;
          signatário José Marcellino da Silva;

          Localidades relevantes:
          rua do Vigário (atual rua Fernando Machado, Florianópolis, Santa Catarina);
          cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
          primeira comarca da província de Santa Catarina.

          Compõem o processo:
          certidão de óbito de Fermina Maria Rita de Jezus;
          petição;
          recibos;
          sentença;
          termo de avaliação;
          termo de louvação de avaliadores;
          termo de juramento de curador;
          termo de juramento de tutor;
          testamento.

          Variação de nome:
          Joaquim Francisco Capela (testamenteiro; suplicante);
          Ritta Joaquina de Jezus (testadora; falecida).

          Notificação de Jozé Marinho de Bitancourt
          BR SC TJSC TRRJ-46582 · Processo · 1823
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Ação de notificação realizada na cidade de Desterro, na época sob a comarca da ilha de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Jozé Marinho de Bitancourt (autor);
          Vicente José da Silveira (réu).

          Resumo:
          Neste processo, o autor Jozé Marinho de Bitancourt solicitou notificação e despacho em audiência pública contra o réu Vicente José da Silveira, para tratar da devolução de uma moenda de engenho no prazo de 24 horas a partir do feitio do pedido.
          O autor afirmou que o réu agiu com dolo e malícia ao ignorar as solicitações de devolução do objeto, enquanto o réu respondeu que o processo foi movido pelo autor por motivo de “louca e ambiciosa pretensão".
          O notificado foi sentenciado a pagar as custas.

          Localidades relevante:
          Enseada do Brito;
          Rio do Cubatão;
          cidade de Desterro (atual cidade de Florianópolis, Santa Catarina).

          Compõem o processo:
          ação de notificação;
          audiência;
          conta;
          publicação;
          termo de desistência;
          termo de obrigação.

          Atuaram no processo:
          advogado e procurador Manoel da Silva Souza;
          escrivão Antonio Lopes da Silva;
          escrivão vintenário Alexandrino Fernandes Camargo;
          juiz de órfãos e juiz de fora Francisco José Nunes;
          porteiro Manoel José de Lima.