Escravidão

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          Inventário de José Bernardo da Silva
          BR SC TJSC TRRJ-83682 · Processo · 1852-1854
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado na vila de São José, Segunda Comarca.

          Partes do processo:
          José Bernardo da Silva (inventariado);
          Emerenciana Rosa de Jesus (inventariante).

          Herdeiros:
          Joaquim Bernardo Silva;
          Maria Caetana;
          Rosa Caetana;
          Felicidade Caetana;
          Marcelina Caetana;
          Antonio Bernardo da Silva.

          Resumo: Inventário requerido pela esposa do falecido, Emerenciana Rosa de Jesus, nele contendo ferro, ferramentas, mobília, uma roça de mandioca, cana e farinha, animais, engenho, terras, casas e dívidas. Além disso, há o registro de uma pessoa escravizada de nome Manoel, designado como de nação (africano).

          Atuaram no processo:
          juiz municipal de órfãos João Francisco de Souza;
          escrivão Francisco Xavier d’Oliveira Camara;
          curador Manoel de Freitas Sampaio;
          partidor Joaquim Lourenço de Souza Medeiros;
          partidor Duarte Vieira da Cunha;
          juiz corregedor João José d'Andrade Pinto.

          Compõe o processo:
          Tutela.

          Inventário de José Budal Arins
          BR SC TJSC TRRJ-82296 · Processo · 1861-1863
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado na cidade de Nossa Senhora da Graça do Rio de São Francisco Xavier do Sul, na época sob a comarca de Nossa Senhora da Graça da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          José Budal Arins (falecido);
          Domingos José Prattes (inventariante e testamenteiro).

          Herdeiros instituídos:
          Antonio da Silva;
          Antonio João Vieira;
          Antonio Poncio de Souza;
          Bebianna;
          Carolina;
          Chrispim;
          Cordula Dias da Silveira;
          Domingos Alves Pereira;
          Felisbino José da Silva;
          Fortunata;
          Jacintho José de Souza;
          João;
          João;
          João Francisco Budal;
          Joaquim da Motta;
          Manoel Fernandes de Jesus;
          Miguel de Souza Lopes;
          Salvador de Oliveira.

          Resumo:
          O testamenteiro e inventariante Domingo José Prattes abriu um processo de inventário pelos bens do finado José Budal Arins, que havia falecido viúvo.

          Foi anexado à ação o testamento de José, que revelou não possuir filhos vivos — chamados de herdeiros forçados. Foi pedido que a divisão de seus bens se realizasse entre seus irmãos e sobrinhos, além da doação de uma quantia para a Irmandade do Santíssimo Sacramento.

          Neste documento, foram mencionadas doze pessoas escravizadas, dos nomes: Lourenço, Manoel e Thomaz, descritos como crioulos; Pedro, João, Joanna, Carolina, Bebianna, Ritta e Fortunata, designados como pardos e crioulos; e Catharina e Maria, descritas como pretas e crioulas. José requereu a alforria de todos os citados, deixando parte de suas terras somente para Lourenço, Manoel, Thomaz, Pedro, Catharina, Ritta, Joanna e Maria. Ainda no testamento, o falecido instituiu Carolina, Bebianna, Fortunata e João como seus herdeiros, após serem libertos.

          Os bens descritos na ação foram utensílios de cozinha, objetos de transporte (caixas), um batelão, mobílias, casas e uma casa de engenho, uma prensa de ferro, um forno de barro e sítios. Foram declaradas dívidas ativas e passivas. Apesar das alforrias requeridas no testamento, todas as pessoas escravizadas mencionadas foram adicionadas ao arrolamento; além disso, foram citados Gaspar e Firmina, bebês de um mês e meio de idade.

          Após a avaliação, o juiz reitera que a intenção do testador deve ser observada como lei se de acordo com a legislação vigente. Além disso, ele afirma considerar absurdo o fato de que Gaspar e Firmina continuassem escravizados, escrevendo: “não estamos nos tempos bárbaros de Roma, em que o pai era considerado senhor absoluto do filho” (p. virtual 33). A partir do pedido do juiz, foi nomeado um curador para representar os bebês e dar início aos seus processos de alforria. A liberdade das demais pessoas não foi tratada nesta ação, não sendo possível declarar se suas alforrias foram concluídas.

          Os bens foram repartidos em igualdade entre os legatários e parte do patrimônio foi utilizado para o pagamento das dívidas e taxas. A ação foi julgada por sentença, em o juiz requereu o pagamento das custas da ação de maneira pro rata pelo inventariante. Mais tarde, a coletoria das rendas provinciais, por meio de petição, solicitou o pagamento da “taxa de heranças e legados”; com isso, o processo é concluído com pregões e a arrematação de alguns bens.

          Atuaram no processo:
          avaliador Francisco Vellozo de Linhares;
          avaliador João Vicente Nobrega Dutra;
          coletor das rendas provinciais Francisco Mathias de Carvalho;
          curador major Francisco da Costa Pereira;
          escrivão e tabelião interino Valentim Antonio de Sousa;
          escrivão Leopoldo Justiniano Esteves;
          juiz municipal Tertuliano Teixeira de Freitas;
          juiz municipal quarto suplente capitão Antonio Vieira de Araujo;
          juiz municipal primeiro substituto major Joaquim José de Oliveira Cercal;
          partidor capitão José Luciano de Oliveira;
          partidor tenente coronel Bento Gordiano de Carvalho;
          procurador Salvador Antonio Alves Maia;
          signatário Antonio Pereira da Costa;
          tabelião e signatário João José Machado da Costa.

          Localidades relevantes:
          cidade Nossa Senhora da Graça do Rio de São Francisco Xavier do Sul (atual município de São Francisco do Sul, Santa Catarina);
          comarca de Nossa Senhora da Graça;
          distrito de Ribeira;
          Rio dos Morretes
          rua de São Bento.

          Compõem o processo:
          auto de arrematação;
          auto de partilha;
          avaliação e descrição dos bens;
          contas;
          editais de praça;
          petições;
          pregões;
          sentença;
          termo de louvação;
          termos de juramento;
          traslado de edital;
          traslado de testamento.

          Variação de nome:
          Bibiana;
          distrito de São Francisco;
          Domingo José Prates;
          Francisco Velloso de Linhares;
          São Francisco do Sul.

          Inventário de José Caetano de Souza Silveira
          BR SC TJSC TRPOA-9494 · Processo · 1879
          Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

          Inventário realizado na vila de São Miguel, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          José Caetano de Souza Silveira (falecido);
          Felicidade Rosa da Silveira (inventariante).

          Herdeiros:
          Anna Rosa da Silveira;
          Belmira Rosa da Silveira;
          Caetano José de Andrade (co-herdeiro);
          Cândido da Rosa Silveira;
          Elias Silveira de Souza;
          Francisca;
          Francisco da Rosa Silveira;
          Guilhermina;
          João Machado Mendes Júnior (co-herdeiro);
          João Patrício de Mello (co-herdeiro);
          José de Amorim Pereira (co-herdeiro);
          Luiza;
          Maria.

          Resumo:
          Felicidade Rosa da Silveira abriu um processo de inventário para os bens de José Caetano de Souza Silveira, seu falecido marido. Como o finado deixou herdeiros menores de idade, a ação passou pelo juízo dos órfãos e contou com a nomeação de um curador.

          Os bens arrolados foram casas, engenhos, terrenos, uma roça, animais, utensílios de cozinha, mobília, uma canoa, uma chácara e um carro. Ainda na avaliação, foi citada uma mulher escravizada de nome Lucrecia.

          Ao decorrer do processo, a inventariante requer o direito de ser tutora dos filhos menores, afirmando que vive de modo honesto e é capaz de administrar os bens dos órfãos. Para tal, a suplicante renunciou ao chamado “Benefício Veleano”, que impedia a tutela de mulheres viúvas a seus herdeiros.

          Uma carta precatória é expedida de São Miguel para São José, com o intuito de avaliar os bens presentes na cidade. É revelado que a avaliação de Lucrecia resultou em um valor menor do que o padrão, pelo fato de que ela sofria de amaurose; sua matrícula na chamada “relação” de escravizados da cidade foi anexada na página digital de número 53, demonstrando que ela tinha a profissão de cozinheira.

          Após avaliado, os bens e Lucrecia passaram por um processo de partilha entre os herdeiros. A ação é concluída com sentença, em que o juiz a declara como procedente.

          Atuaram no processo:
          avaliador Antônio Carlos de Carvalho Júnior;
          avaliador Jacintho Gonçalves da Luz;
          escrivão de órfãos Joaquim Xavier de Oliveira Camara;
          escrivão João Rodrigues Pereira;
          juiz de órfãos e ausentes segundo suplente Antônio Carlos de Carvalho;
          juiz Manoel Gaspar da Cunha;
          partidor João Theodoro Corrêa;
          procurador Francisco José da Rosa;
          procurador Manoel da Rocha Linhares.

          Localidades relevantes:
          comarca da capital;
          Estreito;
          São José;
          Três Riachos;
          vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina).

          Compõem o processo:
          auto de arrolamento e avaliação;
          auto de partilha;
          carta precatória;
          contas;
          petições;
          procuração;
          sentença;
          termo de tutela;
          termos de juramento;
          termos de louvação;
          termos de resposta.

          Variação de nome:
          comarca de São Miguel.