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          Inventário de Maria Dionisia de Miranda
          BR SC TJSC TRRJ-88948 · Processo · 1852-1871
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado na cidade de Nossa Senhora da Graça do Rio de São Francisco Xavier do Sul, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Maria Dionisia de Miranda (inventariada);
          José dos Santos de Oliveira (inventariante).

          Herdeiros (menores):
          Antonio dos Santos d‘Oliveira;
          Candido dos Santos d’Oliveira;;
          José dos Santos d’Oliveira;
          Marcos;
          Maria Dionisia de Miranda.

          Resumo:
          José dos Santos de Oliveira conduziu o inventário de sua finada esposa, Maria Dionisia de Miranda. Como a finada deixou filhos menores de idade, a ação contou com a nomeação de um curador e passou pelo juízo de órfãos.

          Os bens inventariados foram joias, objetos de ouro, móveis, utensílios domésticos, ferramentas, animais, terras, casas, casa de farinha, roças de mandioca e alguns alqueires de farinha. Constam no inventário 02 pessoas escravizadas, de nomes: Theodora, descrita como crioula, e Izabel. Em relação às dívidas descritas no inventário, o inventariante requereu ao juiz na alimpação da partilha que os bens fossem adjudicados separados, para o pagamento das dívidas ativas e passivas pendentes.

          A sentença retro da partilha foi intimada, junto do curador geral dos órfãos e o próprio inventariante, sendo lhe deferida a responsabilidade de tutoria para zelar sobre seus filhos menores, bem como prestar juramento de tutor conforme foi solicitado.

          O inventariante buscou realizar a venda de uma parte de uma casa através de arrematação em praça pública, que foi arrematada por Manoel São Primo de Oliveira.

          Atuaram no processo:
          avaliador Manoel Caetano de Almeida;
          avaliador Joaquim José Tavares;
          curador Antônio Marques de Oliveira;
          curador geral interino José Nicolao Machado Junior;
          curador geral Francisco da Costa Pereira;
          escrivão João Chrysostomo Pinheiro Ribas;
          escrivão João Polycarpo Machado da Paixão;
          escrivão José Machado d’Oliveira;
          inspetor interino da alfândega Francisco Germano de Azevedo;
          juiz municipal de órfãos José Maria de Albuquerque Mello;
          juiz de órfãos Francisco Honorato Cidade;
          juiz de órfãos doutor José Bernardes Marques Leite;
          partidor João José Gomes Leal;
          partidor Antonio Pinheiro Ribas;
          pregoeiro Francisco José de Farias;
          procurador Antônio Pinheiro Ribas;
          procurador Reinaldo Gomes Tavares;
          vigário Antonio Joaquim Pereira Malheiros;
          vigário Benjamin Carvalho de Oliveira.

          Localidades relevantes:
          Rio de Miranda;
          rua da Fonte (rua da Fonte Grande), geral da cidade de Nossa Senhora da Graça;
          Sítio dos Pinheiros;
          freguesia de Parati (atual município de São Francisco do Sul, Santa Catarina);
          cidade de Nossa Senhora da Graça do Rio de São Francisco Xavier do Sul (atual município de São Francisco do Sul, Santa Catarina);
          comarca da Graça (comarca de Nossa Senhora da Graça);
          primeira comarca.

          Compõem o processo:
          termo de juramento ao inventariante;
          termo de juramento ao curador;
          juramento aos louvados;
          termo de declaração do inventariante;
          declaração dos louvados;
          auto da alimpação das partilhas;
          termo de juramento aos partidores;
          partilhas;
          tutoria;
          edital;
          auto de praça;
          termo de arrematação;
          siza dos bens de raiz;
          procuração;
          certidão de batismo.

          Variações de nome:
          cítio dos Pinheiros;
          rua da Fonte Grande;
          freguesia do Paraty.

          Inventário de Maria do Carmo Dutra
          BR SC TJSC TRRJ-22765 · Processo · 1856-1858
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado na cidade do Desterro, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Maria do Carmo Dutra (falecida);
          Manoel Dutra Garcia (inventariante).

          Herdeiros:
          Francisco Luis Martins (co-herdeiro);
          João Damaceno Dutra;
          Ludovina Maria Dutra;
          Marcellino Antonio José Dutra;
          Maria de Carmo (ausente).

          Resumo:
          Manoel Dutra Garcia abriu um processo de inventário pelos bens de sua finada esposa, Maria do Carmo Dutra. Como a finada havia deixado um filho de menoridade e uma filha ausente, a ação passou pelo juízo de órfãos e pela nomeação de um curador.

          Sendo feita a relação e avaliação dos bens da finada, constaram no patrimônio: terras, animais, materiais de construção, um forno de torrar farinha, uma casa de engenho, canoas, ferramentas, utensílios de cozinha e caixas. Também nesta ação, foram citadas a presença de 11 pessoas escravizadas, dos nomes: Hilário, Guilherme, Francisco, José e Tomé, descritos como pretos; Maximiano, sem etnia especificada e com 4 dias de idade; Benguella, designado como preto e “muito velho”; e Quiteria, Joana, Maria e Isabel, sem etnias especificadas.

          Em outro momento, foi revelada a morte de um partidor, e José da Costa e Oliveira foi nomeado para realizar a partilha. Além disso, o primeiro curador nomeado não foi louvado, e Caetano d’Araujo Figueiredo Mendonça Furtado passou a representar o filho menor e a filha ausente ao decorrer da ação.

          Por meio de petição, Manoel declarou ter dívidas passivas com seu genro, Francisco Luis Martins, que foram impugnadas pelo curador. O inventariante argumenta que a dívida precisava ser atendida para a “conservação” das pessoas escravizadas presentes no inventário; foi decidido pelo curador que o inventariante seria responsável por pagar metade da dívida pela meação e a outra por meio dos bens.

          Os bens foram repartidos em igualdade entre os herdeiros, e a dívida foi paga no decorrer da ação de partilha. O juiz julgou o processo por sentença, requerendo que Manoel servisse como curador de seu filho menor e seus respectivos bens.

          Atuaram no processo:
          avaliador Manoel José Antunes;
          avaliador Marcellino Antonio Dutra;
          curador geral dos órfãos Caetano d’Araujo Figueiredo Mendonça Furtado;
          curador geral dos órfãos Candido Gonçalves d’Oliveira;
          curador Francisco Duarte e Silva;
          escrivão de órfãos José Morais de Sousa Medeiros;
          juiz municipal e órfãos Sergio Lopes Falcão;
          partidor João Narciso da Silveira;
          partidor José da Costa e Oliveira;
          partidor Pedro Antonio da Paixão;
          signatário Jeremias Antonio da Silveira;
          signatário Ricardo Antonio Lopes.

          Localidades relevantes:
          Barra do Sul;
          Caiacanga Mirim;
          cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
          comarca da capital;
          freguesia do Ribeirão;
          Pai Ambrosio.

          Compõem o processo:
          auto de partilha;
          avaliação dos bens;
          contas;
          petição;
          recibo;
          sentença;
          termos de juramento;
          termos de louvação.

          Inventário de Maria do Espírito Santo
          BR SC TJSC TRRJ-30920 · Processo · 1850 - 1867
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Autos de inventário realizados na vila de Lages, na época sob a segunda comarca da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Jose Silveira de Souza (inventariante);
          Maria do Espirito Santo (falecida).

          Herdeiros:
          Augusto Silveira de Souza;
          Balduino Alves da Rocha (co-herdeiro);
          Domingos (neto e co-herdeiro);
          Emerenciana Leopoldina do Amor Divino;
          Ignez Maria de Jesus;
          Jacinto Antonio Marques (co-herdeiro);
          Jacob (neto e co-herdeiro);
          José Pereira de Jesus (co-herdeiro);
          Maria Antonia;
          Maria (neta e co-herdeira);
          Matildes (neta e co-herdeira);
          Thomas Jose da Cunha (co-herdeiro);
          Thomasia Maria de Souza;
          Thomasia (neta).

          Resumo:
          Jose Silveira de Souza abre um processo de inventário após o falecimento de sua esposa, Maria do Espirito Santo. Como a finada deixou herdeiros menores de idade, a ação contou com a nomeação de um curador e passou pelo juízo dos órfãos. Durante o processo, alguns agentes da justiça descrevem erroneamente a comarca da vila de Lages como “Comarca do Norte”, já que no ano da ação ela era nomeada como “Segunda Comarca”.

          Como algumas herdeiras encontravam-se ausentes da vila, constam anexadas na ação cartas precatórias para citá-las em seu local de residência. Os bens inventariados foram campos, uma casa, um moinho, terrenos, ferramentas, mobília, um oratório, utensílios de cozinha, um forno de cobre, canastras, uma quantia de trigo, animais e prataria. Consta no inventário um homem escravizado de nome Paulo, descrito como de nação (africano); mais tarde, o coletor das rendas provinciais exige seu comprovante de compra e venda ao inventariante, para verificar o pagamento da meia siza.

          Ao decorrer do processo, os maridos das herdeiras ausentes citadas realizam colação, ou seja, declararam na ação quais bens elas receberam da finada ainda em vida, para serem inseridos no inventário e partilhados. Foram citados terrenos e quantias em dinheiro. Além disso, é revelado que a meia siza de Paulo, algumas dívidas e as despesas com o funeral da falecida não haviam sido pagas, sendo separada parte do patrimônio para quitação dessas pendências no momento da partilha.

          Após avaliados, os bens passaram por um processo de partilha. O juiz julga a ação por sentença, requerendo que o inventariante assinasse termo de tutor e que as custas sejam pagas de maneira pro rata. Mais tarde, Jose afirma que, enquanto sua esposa estava viva, o casal comprou terrenos situados em Biguaçu, requerendo que eles sejam incluídos em nova divisão. Anos depois, é revelado que o inventariante havia falecido e, com isso, houve a nomeação de um novo tutor para os órfãos em José Pereira de Jesus.

          Atuaram no processo:
          avaliador capitão Jose Jacintho de Oliveira;
          avaliador João Adão Schmitt;
          avaliador Marianno Cardozo Montero;
          avaliador Ventura José da Silva;
          coletor Luiz Gonzaga de Almeida;
          curador dos órfãos Diogo Teixeira Nunes;
          curador geral e partidor Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
          escrivão de órfãos e procurador Generoso Pereira dos Anjos;
          escrivão de órfãos Francisco Xavier d’Oliveira Camara;
          escrivão de órfãos Miguel Gonçalves Franco;
          escrivão interino Constancio Xavier de Souza;
          juiz de órfãos Francisco Honorato Cidade;
          juiz de órfãos João Francisco de Souza;
          juiz de órfãos Jozé Nicolau Pereira dos Santos;
          juiz de órfãos Manoel da Silva Mafra;
          juiz de órfãos primeiro suplente José Joaquim da Cunha Passos;
          juiz de órfãos segundo suplente Laurentino Jose da Costa;
          juiz de órfãos terceiro suplente Marcellino Alves de Sá;
          juiz municipal e de órfãos Guilherme Ricken;
          partidor Claudiano de Oliveira Rosa;
          partidor João de Castro Nunes;
          partidor Mathias Gomes da Silva;
          procurador Francisco Pereira da Silva e Oliveira;
          procurador José Silveira de Souza;
          signatário Laurentino José da Costa;
          signatário Luiz Xavier de Souza;
          signatário Manoel de Oliveira Guedes;
          tabelião Joaquim Francisco de Assis e Passos.

          Localidades relevantes:
          Biguassu (atual município de Biguaçu, Santa Catarina);
          freguesia de São Pedro de Alcântara (atual município de São Pedro de Alcântara, Santa Catarina);
          Maciambu;
          Potreiro da Cadeia;
          rio Amola-Facas;
          segunda comarca;
          Serrito (atual município de São José do Cerrito, Santa Catarina);
          Sertão do Maruim;
          vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
          vila de São José (atual município de São José, Santa Catarina);
          vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina).

          Compõem o processo:
          auto de partilha;
          autos de precatória;
          cartas precatórias;
          contas;
          correição;
          deprecada;
          descrição dos bens;
          escritura de compra e venda;
          petições;
          procurações;
          sentenças;
          termo de tutoria;
          termos de avaliação;
          termos de juramento;
          termos de louvação.

          Variação de nome:
          Maria Antonia de Jesus.

          Inventário de Maria Eufrázia de Boenavides
          BR SC TJSC TRRJ-20161 · Processo · 1855
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Processo de inventário realizado na Comarca de Lages.

          São partes do processo: Maria Eufrázia de Boenavides (inventariada); Henrique Pais de Faria (inventariante).

          Descrição: Henrique Pais de Faria, juntamente com outros herdeiros, realizou o processo de inventário de sua falecida esposa. Trata-se de um inventário amigável. Entre os bens há animais, casa, terras, mobília, ferramentas, armas de fogo, espingarda, pistola, mercadorias; propriedades rurais. Há 7 escravizados no inventário, sendo eles Miguel, Antonio, Serafim, Maria, Joaquina, Esmael e Francisco, este último denominado como escravizado de nação. São mencionadas as localidades de Pessegueirinhos, Terras dos Índios e Freguesia de Campo Largo.

          Atuaram no processo: avaliador Francisco Pereira da Silva e Oliveira; avaliador José Joaquim da Cunha Passos; escrivão Generoso Pereira dos Anjos; escrivão Antônio Saturnino de Souza e Oliveira; juiz Guilherme Ricken; partidor Jorge Tructer, partidor Claudiano de Oliveira Rosa; procurador Francisco Manoel Soares de Aguiar; signatário Aureliano de Souza e Oliveira; tabelião Luiz Gonçalves da Rocha.

          Variação de nome: Maria Eufrázia de Boena-Vites; Henrique Paiz de Faria; Henrique Paz de Faria; Esmaiel.

          Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
          Inventário de Maria Fellicia do Espírito Santo
          BR SC TJSC TRRJ-20155 · Processo · 1853
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado na vila de Lages, à época sob a Segunda Comarca da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Maria Fellicia do Espírito Santos (inventariada);
          José Manuel Leite (inventariante).

          Herdeiros;
          Manoel Serafim dos Anjos;
          Luciana Cataria;
          Joaquina Maria dos Santos;
          Leopoldina Maria dos Santos;
          Carolina Maria do Espírito Santos;
          Cezaria Dias Baptista; (menor);
          Francisca Alves Fidencia (menor).

          Resumo:
          José Manuel leite realizou o inventário dos bens de sua falecida esposa, Maria Fellicia do Espírito Santo. A falecida deixou bens como: terras, casas, roças, ferramentas, utensílios, mobílias, animais, dívidas e uma pessoa escravizada, de nome Maria da Glória, descrita como preta. O espólio foi partilhado com igualdade entre os herdeiros. Consta no inventário uma declaração da escravizada Maria da Glória, no qual ela demonstra preocupação em ser vendida para satisfazer as dívidas passivas do monte. Por medo de cair nas mãos de um "senhor menos humano", ela pede apenas que a venda não ocorra em praça pública, para que assim seja escolhido um senhor que não a maltrate, que pague a meia siza e que a compre pelo mesmo valor pelo qual ela foi avaliada, a fim de não prejudicar os herdeiros. Generoso Pereira do Anjos é nomeado como curador dela, visto que de acordo com a praxe forense (artigo 118) do século 19, a escravizada não poderia litigar sem antes ter representação de um responsável. Desta maneira, a escravizada pede o consentimento dos herdeiros acerca de sua venda, que é confirmado através do curador do inventário, o Manoel Rodrigues de Souza. A meia siza é um imposto de 5% acerca da compra e venda de escravizados.
          Consta, a partir da página119, um segundo processo, no qual refere-se a uma justificação feita por João Ferreira Machado, sobre uma casa deixada pela falecida na rua Direita. A casa vai a praça pública através de edital e é arrematada.

          Atuaram no processo:
          escrivão Generoso Pereira dos Anjos Junior;
          escrivão José Luiz Pereira;
          juiz de orfãos Lourenço Dias Baptista;
          juiz de orfãos Guilherme Ricken;
          juiz Vicente José de Oliveira e Costa;
          juiz e orfãos Henrique Ribeiro de Cordova;
          curador Matheus José de Souza;
          curador Manoel Rodrigues de Souza;
          curador Antônio Rodrigues Lima;
          curador Manoel Cavalheiro Leitão;
          avaliador Fabricio José de Oliveira Botelho;
          avaliador Mariano Cardozo Monteiro;
          avaliador Robert Sanford;
          avaliador José Dias de Azambuja Cidade;
          partidor Leandro bento Correa;
          partidor/procurador Antônio Ricken de Amorim;
          procurador generoso Pereira dos Anjos;
          procurador/coletor Antônio Saturnino de Souza Oliveira;
          signatário Antonio José Pereira.

          Localidades relevantes:
          Vila de Lages (atual cidade de Lages, Santa Catarina);
          Rua Direita.

          Compõem o processo:
          recibo de pagamento de custas;
          título de herdeiros;
          juramento ao curador;
          juramento aos avaliadores;
          descrição e avaliação dos bens;
          juramento aos partidores;
          partilha;
          juramento ao tutor;
          edital;
          arrematação.

          Variação de nome:
          Maria Aparecida do Espírito Santo;
          Escravizada Glória.