Escravidão

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          Inventário de Maria Pereira
          BR SC TJSC TRRJ-19593 · Processo · 1809
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          São partes do processo:
          Maria Pereira (falecida);
          Daturo Romão Corrêa (inventariante).

          Resumo: Processo em que a justiça intima Daturo Romão Corrêa para inventariar os bens de sua falecida viúva, Maria Pereira. Entre os bens inventariados há animais, terras, roupas, joias, prataria, e uma escravizada de nome Ignocência.

          É mencionada a seguinte localidade:
          Paragem de Caveiras.

          Atuaram no processo:
          Escrivão Francisco José de Santa Anna Sousa;
          Juiz/tenente Balthazar Joaquim de Oliveira.

          Variações de nome;
          Daturo Romai Corrêa.
          Francisco José de Santa Ana Sousa;
          Francisco José de Santana Sousa;
          Inocência.

          Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
          Inventário de Maria Rita
          BR SC TJSC TRRJ-19791 · Processo · 1841-1846
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado na Vila de Lages, na época sob a Comarca do Norte.

          Partes do processo:
          Maria Rita (inventariada);
          Manoel José Correia da Camara (inventariante e postumamente inventariado);
          Laura Rodrigues Lisboa (inventariante).

          Herdeiros:
          Manoel;
          Joaquim;
          Maria do Espirito Santo;
          menor Felisberto;
          menor Serafina;
          menor Joze

          Resumo: Inventário requerido pelo marido da falecida, Manoel José Correia da Camara, nele contendo bens como casas, terras, prata, ouro, jóias, pedras, móveis, tecidos, quantia em dinheiro, animais, dívidas e escravizados. As terras tiveram suas localidades descritas como: Campos em Capão Alto ao pé do Rio Caveiras; e Rincão denominado Mulla. Além disso, foram descritas 07 pessoas escravizadas, de nomes: Manoel, Domingos, Francisco, Eugenio, Ilena, Roza, Américo. Os escravizados Domingos e Ilena foram descritos como de nação (africana), Francisco e Eugenio foram descritos como crioulos (brasileiro) e os escravizados
          Americo e Roza foram descritos como ladinos. O segundo inventário do processo é de Manoel José Correia da Câmara, tendo como inventariante sua segunda esposa, que possui o título de madrasta dos herdeiros. Nele, constam os mesmos bens do inventário anterior, que estão sendo repassados para os herdeiros. Visto em correição por irregularidades na separação de bens.

          Atuaram no processo:
          escrivão de órfãos e tabelião e partidor Generoso Pereira dos Anjos;
          escrivão Joaquim Rodriguez de Mineira;
          escrivão José Joaquim da Cunha Passos;
          escrivão Manoel Joaquim da Silva;
          tabelião João Joaquim Rodrigues de Andrade;
          tabelião Mathias Gomes da Silva;
          signatário Bento Domingues da Cunha;
          coletor de rendas e partidor Luiz Gonzaga de Almeida;
          coletor de rendas e curador geral major Joaquim Fernandes da Fonceca;
          curador geral padre João Vicente Fernandes;
          curador geral Manoel Barbosa;
          avaliador Joaquim Ferraz;
          avaliador Joaquim Rodrigues de Oliveira;
          louvador José Candido Coimbra Maÿer;
          louvador Domingos Leite;
          partidor Jose Joaquim da Cunha Passos;
          partidor Mathias Gomes da Silva;
          partidor Generoso Pereira dos Anjos Junior;
          procurador Guilherme Ricken;
          procurador Maralino de Castro e Lima;
          procurador José Manoel Leite;
          juiz ordinário capitão mór Joaquim Ribeiro do Amaral;
          juiz de órfãos alferes João Thomaz e Silva;
          juiz de órfãos capitão Joze Jacinto de Oliveira;
          juiz de órfãos Antonio Caetano Machado;
          juiz corregedor Joaquim José Henriques.

          Localidades relevantes:
          Vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lages;
          Capão Alto;
          Rio Caveiras;
          São Miguel;
          Boa Vista.

          Compõe o processo:
          Notificação de curador;
          Auto de partilha;
          Avaliação de bens;
          Escritura de compra e venda de escravizados;
          Escritura de compra e venda de terras;
          Nomeação e juramento de avaliadores;
          Juramento dos partidores;
          Recibos fiscais;
          Termo de juramento;
          Termo de louvação;
          Termo de tutela;
          Procuração
          Prestação de contas.

          Variações de nomes:
          menor Seraphim;
          escravizada Ighna.

          Inventário de Maria Rita da Silva
          BR SC TJSC TRRJ-8990 · Processo · 1852-1854
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado na vila de São José, na época sob a Segunda Comarca.

          Partes do processo:
          Maria Ritta da Silva (inventariada);
          Joaquim Soares da Silva Ramos (inventariante).

          Herdeiros:
          Maria Ritta da Silva;
          Carolina Maria da Silva;
          Luiza Maria da Silva;
          Ritta Maria da Silva;
          José Soares da Silva Ramos;
          Manoel Soares da Silva Ramos;
          Clarinda Maria da Silva;
          Juvencio Soares da Silva Ramos.

          Co-herdeiros:
          José Rodrigues de Medeiros;
          Henrique Machado Mauricio;
          Margarida Maria da Silva.

          Resumo: É feito o inventário da falecida Maria Ritta da Silva por seu viúvo, Joaquim Soares da Silva Ramos. São citados os herdeiros para receber os bens da falecida, os quais são: dívidas, animais, prata, casa e engenho de farinha. Além disso são mencionadas três pessoas escravizadas, as quais são Justina (descrita como crioulo), Germana e seu filho Luiz (descrito como crioulo).

          Contém uma carta precatória enviada ao Juízo dos Órfãos da villa de Porto Bello da Primeira Comarca;

          Atuaram no processo:
          escrivão dos órfãos Francisco Xavier d'Oliveira Camara;
          escrivão dos órfãos Antonio Ramos Martins;
          curador dos órfãos Manoel de Freitas Sampaio;
          procurador Manoel do Nascimento Ramos;
          avaliador Sabino Francisco Furtado;
          avaliador Cypriano Ramos Martins;
          signatário Antonio Francisco de Carvalho;
          juiz dos órfãos primeiro suplente João Francisco de Souza;
          juiz de órfãos terceiro suplente José da Silva Mafra;
          juiz dos órfãos doutor Francisco Honorato Cidade.

          Localidades relevantes:
          villa de São José;
          Segunda Comarca;
          villa de Porto Belo;
          Primeira Comarca;
          Cubatão;
          rio dos Lobos;
          Sertão dos Bobos.

          Compõem o processo:
          Declaração;
          Procuração;
          Carta precatória;
          Compra e venda;
          Juramento aos avaliadores;
          Avaliação dos bens;
          Conclusão.

          Variação de nome:
          inventariante Francisco Soares da Silva Ramos;
          escravizada Geremana.

          Inventário de Maria Rosa da Silveira
          BR SC TJSC TRRJ-21830 · Processo · 1863-1880
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado na cidade do Desterro, na época sob a comarca da capital de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Maria Rosa da Silveira (falecida);
          Jeremias Antonio da Silveira (inventariante e co-herdeiro).

          Herdeiros:
          Caetana Maria da Silveira;
          Caetano Vieira Pamplona;
          Francisca Maria da Silveira;
          Francisco de Barcellos e Aguiar (neto);
          Jose de Barcellos (neto);
          Luiz Santana Carpes (co-herdeiro);
          Manoel de Medeiros (co-herdeiro);
          Manoel Vieira Pamplona;
          Marcelina Rosa da Silveira Carpes;
          Maria Luiza (neta);
          Mariano Vieira Pamplona;
          Victorino Jose de Barcellos (neto).

          Resumo:
          Este processo se trata de um inventário iniciado por Jeremias, genro da falecida e inventariada Maria Rosa da Silveira. Como a finada deixou herdeiros menores de idade, a ação passou pelo juízo dos órfãos e contou com um tutor para representá-los.

          Foram declarados bens como casas, terras, engenhos, sítios, roças, caixas, mobília, animais, objetos de cobre e um alambique. Ainda no arrolamento, são citadas cinco pessoas escravizadas, de nomes: Marcos, Domingos e Augusto, sem etnias especificadas; e Florencia e Jacinto, denominados como crioulos. Durante a ação, os herdeiros solicitam que alguns bens avaliados façam parte de suas legítimas heranças.

          Por meio de petição, Jacinto afirma que foi avaliado com um valor muito superior a o que valia, por estar doente; ele faz essa afirmação porque pretendia pagar por sua liberdade aos herdeiros. Ele requer que os filhos e co-herdeiros da falecida respondam se concordam ou não com o pedido do autor. As partes concordam com o requerimento de alforria, mas pedem que Jacinto seja abonado para conseguir sua liberdade paga com o mesmo valor dado na avaliação. Com isso, a quantia original é depositada e ele consegue sua alforria.

          Ocorre a partilha de bens entre os herdeiros. O juiz julga por sentença o processo, requerendo o pagamento das custas e que o valor da herança dos herdeiros menores seja depositado no Cofre Público, para posteriormente terem acesso. Ao final da ação, é revelado que Victorino, Francisco e Maria Luiza atingiram a maioridade e solicitaram a devolução do dinheiro guardado, enquanto o neto Jose havia falecido.

          Atuaram no processo:
          avaliador Ignacio Gonçalves Lopes;
          avaliador Ricardo Antonio Lopes;
          curador dos órfãos Marcellino Antonio Dutra;
          escrivão de órfãos Vidal Pedro Moraes;
          juiz de órfãos suplente Antonio Francisco de Farias
          partidor capitão João Francisco Cidade;
          partidor Luiz Carlos de Saldanha e Souza;
          signatário Porfirio Jose Rodrigues;
          signatário advogado Candido Gonçalves de Oliveira;
          signatário Ovidio Antonio Dutra.

          Localidades relevantes:
          Caiacanga Mirim;
          cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
          comarca da capital;
          cova funda (localidade em Rio Tavares);
          freguesia do Ribeirão;
          Rio Tavares;
          travessão do limoeiro (localidade em Rio Tavares).

          Compõem o processo:
          auto de avaliação;
          autos de partilha;
          certidão de batismo;
          contas;
          petições;
          sentença;
          termos de declaração;
          termos de juramento.

          Inventário de Maria Rosa de Freitas
          BR SC TJSC TRRJ-45809 · Processo
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário feito por Maria Rosa de Freitas na Segunda Comarca da Província de Santa Catarina, na Vila de São José

          São partes deste processo:
          Maria Rosa de Freitas (inventariante);
          Capitão Francisco José Ramos (inventariado);

          Resumo:
          Iniciando-se em 1848 e encerrando na década de 1850, foi parte primeiramente na Comarca do Sul da Província de Santa Catarina, e posteriormente da Segunda Comarca.
          Este é um inventário que faz a viúva do falecido Capitão Francisco José Ramos, Maria Rosa de Freitas, com suas cinco filhas herdeiras. Na avaliação, são citados bens como terras, casas, engenho de açúcar, quantia em dinheiro, dívidas, prataria, móveis, ferramentas, utensílios, animais, vestimenta, jóias em ouro e 5 escravizados: Ignacio (Cabinda); José (crioulo); Maria (Mina); Joaquim (Moçambique); Rosa (Benguela). Duas correções na avaliação são pedidas, uma sobre os limites de um terreno, e outra sobre o valor da escravizada Rosa, que deveria ser reconsiderado, porque “além de velha em estremo e toda a cabeça coberta de cabellos brancos, acha-se de a mais em estado de demencia, por cujas razoens não póde valer o preço de sua avaliação”. Após solução destas questões e partilha dos bens, uma das herdeiras, Deolinda, contesta que, prestes a se casar, deveria ficar com um dos terrenos listados, tendo seu pedido deferido.
          Resolvidas essas questões, há pedidos dos co-herdeiros pelas formais das partilhas, e a inventariante renuncia seu direito veleano pela tutoria de suas filhas. Passados alguns anos, faz-se tomada e prestação de contas.

          Herdeiras:
          Deolinda;
          Jacinta Maria Ramos;
          Maria Lima Ramos;
          Francisca;
          Laurentina Maria Ramos;

          Co-herdeiros:
          Bernardino de Sousa Costa;
          Severino Damasio de Oliveira;
          João da Roza de Freitas

          São agentes neste processo:
          Juiz dos Órfãos Suplente João Francisco de Souza;
          Juiz dos Órfãos Suplente Domingos José da Costa Sobrinho;
          Juiz dos Órfãos do Termo da Cidade do Desterro Segio Lopes Falcão;
          Juiz dos Órfãos Francisco Honorato Cidade;
          Juiz dos Órfãos 1º Suplente Tenente Coronel Luis Ferreira do Nascimento e Mello;
          Avaliador Constancio José da Silva Pessoa;
          Avaliador Florêncio Gomes de Castro Campos;
          Escrivão Francisco Xavier d’Oliveira Camara;
          Curador Manoel de Freitas Sampaio;
          Partidor Joaquim Lourenço de Sousa Medeiros;
          Partidor Duarte Vieira da Cunha;
          Avaliador Angelino Barbosa da Silva;
          Avaliador Lourenço de Souza e Silva;
          Tesoureiro Manoel Joaquim Teixeira
          Oficial de Justiça Domingos José da Silva;
          Coletor das Rendas Nacionais; Tesoureiro dos Órfãos Gaspar Xavier Neves

          Localidades:
          Passa-Vinte (lugar)
          Vila de São José

          Tribunal da Relação do Rio de Janeiro