Escravidão

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          BR SC TJSC TRRJ-22586 · Processo · 1859-1860
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado na cidade do Desterro, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Silvano José Pinheiro (inventariado);
          Severina Francisca de Jesus (inventariada);
          Florentino José Pinheiro (inventariante).

          Herdeiros:
          Caetana Rosa;
          Alexandrina Rosa;
          José Antonio Coelho (co-herdeiro);
          José Silvano Pinheiro (ausente);
          Florentino José Pinheiro;
          Francisca Clara de Jesus;
          Francisco Gonçalves dos Santos (co-herdeiro);
          Francisco Pereira (co-herdeiro);
          Rita Maria da Conceição;
          Zeferino José Pinheiro.

          Resumo:
          Florentino José Pinheiro abriu um inventário dos bens de seus falecidos pais, Silvano José Pinheiro e Severina Francisca de Jesus. Durante a ação, o herdeiro Zeferino é descrito como “mentecapto” e “desassisado”, sendo necessária a nomeação de um curador para representá-lo no juízo dos órfãos. Além disso, é revelado que José Silvano Pinheiro estava ausente em local incerto, sendo representado pelo mesmo agente da justiça de seu irmão.

          Os bens relacionados foram terrenos, casas, animais, joias, mobília, ferramentas, caixas, canoas, equipamentos de montaria, carros, uma quantia em moeda corrente, utensílios de cozinha e engenhos. As terras estavam localizadas de frente à estrada nacional e com fundos às vertentes do morro; fundos à margem do rio Ratones; no distrito de Vargem Grande; fundos às vertentes do morro da Vargem Pequena; e, por fim, fundos ao travessão do Rio Vermelho. Além disso, o inventariante declarou dívidas do casal, que foram pagas com uma quantia obtida a partir de alguns bens avaliados.

          No arrolamento, constaram 8 pessoas escravizadas: José, Ignacio e Custodia (de um ano de idade), descritos como pardos; João, de nação Congo; Antonio, de nação Mina; Miguel, de nação Benguela; e Luiza e Felizarda, designadas como crioulas.

          Após a avaliação, foi iniciado um processo de partilha entre os herdeiros. O juiz julga o processo por sentença, em que requer o pagamento das custas de maneira pro rata e nomeia o inventariante como tutor responsável pelos herdeiros Zeferino e José. Além disso, Luiza e Ignacio — pessoas escravizadas que foram destinadas aos dois irmãos tutelados — passaram por um processo de arrematação em praça pública, e o valor recebido foi colocado no cofre público.

          Ao decorrer da arrematação, Estanislau Antonio da Conceição abre petição para requerer que Ignacio seja arrendado a partir de aluguéis mensais, devido ao seu mau estado de saúde e à falta de licitantes na ação. Ele afirma ainda que o valor colocado em praça seria “excessivo”, e que propõe medicar Ignacio durante os meses arrendado, para depois inseri-lo em uma arrematação convencional; o pedido é aceito e o suplicante assina um termo de arrendamento. A ação é concluída com a arrematação de Luisa e o recibo de meia siza assinado por seu lançador, Francisco Antonio da Silva.

          Atuaram no processo:
          avaliador Antonio Pereira Pinto;
          avaliador Manoel Francisco de Paula;
          curador geral Marcelino Antonio Dutra;
          escrivão do juízo de órfãos Vidal Pedro Moraes;
          escrivão João Francisco Regis;
          escrivão José Honorio de Souza Medeiros;
          juiz municipal e de órfãos Manoel da Silva Mafra;
          juiz municipal e de órfãos suplente comendador Francisco Duarte e Silva;
          partidor João Narciso da Silveira;
          partidor João Tavares de Araújo Boeno;
          pregoeiro Lucas Rodrigues de Jesus;
          procurador José Antonio Coelho;
          signatário Claudino Jose da Silva;
          signatário Marianno Antonio da Silva;
          tabelião Antonio Francisco de Medeiros;
          tesoureiro Laurentino Eloy de Medeiros.

          Localidades relevantes:
          cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
          distrito da Vargem Grande;
          estrada nacional;
          freguesia da Lagoa (atual distrito da Lagoa da Conceição, Florianópolis);
          freguesia de São Francisco de Paula de Canasvieiras (atual distrito e bairro de Canasvieiras, Florianópolis);
          freguesia de Santo Antonio (atual distrito e bairro de Santo Antônio de Lisboa, Florianópolis);
          rio Ratones;
          Rio Vermelho;
          Vargem Pequena;
          vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina);

          Compõem o processo:
          auto de partilha;
          auto de praça;
          contas;
          editais;
          petição;
          procuração;
          recibos da meia siza;
          recibos da tesouraria;
          relação de bens;
          sentença;
          termo de arrendamento;
          termos de declaração;
          termos de juramento;
          termos de louvação;

          Variação de nome:
          distrito da Várzea Grande;
          Várzea Pequena.

          Inventário de Silvério Ferraz Pinto de Sá
          BR SC TJSC TRRJ-20719 · Processo · 1860
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Processo de inventário realizado na comarca da Capital.

          Partes:
          Silvério Ferraz Pinto de Sá (inventariado);
          Maria Roza da Fontoura Pinto Ferraz (inventariante).

          Lista de herdeiros:
          Constantino Ferrás Pinto de Sá;
          Estacia Angelica Ferrás;
          Henriqueta Rosa Ferrás;
          Angelica Rosa Ferrás;
          Anna Rosa Ferrás;
          Antonio Ferrás Pinto;
          Fernando Ferrás Pinto.

          Descrição: O inventário foi realizado pela viúva do finado. Contém no processo uma designação de tutoria e curadoria para os filhos menores do casal, sendo cumprida por meio de José Marciano de Sá. Entre os bens inventariados havia: casas, terras, chácara, móveis e dívidas provenientes da casa comercial Ferraz & Filho. Foram descritos no inventário 06 escravizados, sendo eles Manoel, Maria, Bernardina, Manoel e Faustina. Ambos Manoel e Faustina foram designados respectivamente como de nação (escravizado vindo de África), e crioula (escravizada nascida no Brasil). Contém uma requerimento para leiloar em haste pública as terras que ficaram sob a responsabilidade da inventariante.
          Além disso, a inventariante foi intimada a prestar juramento de tutora, porém não compareceu por razão de moléstia, havendo uma renúncia a obrigação de tutora. Contém anexado ao final do inventário um outro processo, se tratando de um auto de tutela e prestação de fiança, de 1861. O processo de tutela começa na página 244, e se estende até a página 277. A inventariante é intimada para comprovar sua capacidade de tutora perante testemunhas, na qual ficou provada e a tutela deferida.

          Atuaram no processo:
          juiz de orfãos Francisco Duarte Silva;
          juiz de orfãos Raymundo Borges Leal Castello Branco;
          juiz de orfãos Joaquim Augusto do Livramento;
          juiz de orfãos Antonio da Conceição Mafra;
          juiz de orfãos José Feliciano Alves de Brito;
          juiz de orfãos Antonio Augusto da Costa Barradas;
          escrivão Vidal Pedro Morais;
          escrivão Ignacio Duarte Silva;
          escrivão João Damasceno Vidal;
          escrivão José de Miranda Santos;
          escrivão João Luis do Livramento;
          tutor/curador José Júlio Soares de Sá;
          curador José Marciano de Sá;
          curador geral Francisco Honorato Cidade;
          advogado Eleutério Francisco de Souza;
          avaliador Antonio Joaquim Brinhosa;
          avaliador Ignacio José de Abreu;
          partidor João Narcizo da Silveira;
          partidor João Francisco Cidade;
          curador geral Marcelino Antônio Dutra;
          curador/advogado Candido Gonsalves d'Oliveira
          pregoeiro Lucas Roiz de Jesus;
          tabelião Leonardo Jorge de Campos;
          tabelião João de Cerqueira Lima;
          oficial de justiça José Antonio Pacheco;
          curador geral Joaquim Augusto do Livramento;
          procurador Francisco Leitão d'Almeida;
          fiador Eleuterio Francisco de Sousa.

          Foram mencionadas as seguintes localidades:
          Rua do Príncipe;
          Rua do Mato Grosso;
          Rua da Constituição;
          Largo do Livramento;
          Rio de Janeiro;
          Praia de Fora.

          Compõem o processo:
          Lista de herdeiros;
          Juramento aos avaliadores;
          Avaliação do bens;
          Requerimento;
          Auto de praça;
          Autos de tutela e fiança;
          Juramento a tutora;
          Termo de renúncias e obrigações a tutora;
          Juramento aos partidores;
          Auto de partilha;
          Termo de responsabilidade e hypotheca;
          Prestação de contas;
          Certidão de Batismo de Fernando Ferrás Pinto;
          Quitação;
          Conclusão.

          Variação de nome: José Marciano de Sá Amorim; Matto Groço; Matto Grosso.

          Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
          Inventário de Simão Alves
          BR SC TJSC TRRJ-86778 · Processo · 1839
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado na vila de São Miguel, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

          São partes neste processo:

          • Simão Alves (inventariado);
          • Anna Ignácia Constantina (inventariante).

          Resumo:

          • Neste processo, são inventariados os bens do falecido Simão Alves por sua esposa, a viúva Anna Ignácia Constantina. Dentre os bens, constam terras, casas, um paiol, engenhos de açúcar e farinha, animais, um carro, canoas, mobília, ferramentas, utensílios domésticos, itens de prataria, cobre e ferro, e dívidas. A partilha foi igualitária entre as partes. Há uma carta precatória, em que é deprecante o juízo de órfãos da vila de São Miguel, e é deprecado o juízo de órfãos da cidade de Desterro. Também há o registro de 04 escravizados, de nomes Antônio (de nação Congo), Cezara (designada como crioula), Joaquim (de nação Moçambique) e Manoel (de nação Moçambique).

          São mencionadas as seguintes localidades:

          • Ganchos;
          • Vila de São Miguel (atual cidade de Biguaçu, Santa Catarina);
          • Desterro (atual cidade de Florianópolis, Santa Catarina).

          Atuaram neste processo:

          • Avaliador Antônio Silveira de Souza;
          • Avaliador Vicente Francisco Pereira;
          • Curador Anacleto dos Reis Coutinho;
          • Curador Celço Coelho de Lemos;
          • Escrivão Amâncio José Ferreira;
          • Escrivão José Honório de Souza de Medeiros
          • Juiz Estevão Boicardo de Mattos;
          • Juiz José Joaquim Dias;
          • Juiz/capitão Thomé da Rocha Linhares;
          • Signatário João Antônio de Azevedo.

          Variação de nome:

          • Celso Coelho de Lemos.
          Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
          Inventário de Simão Pereira de Carpes
          BR SC TJSC TRRJ-24633 · Processo · 1819
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Partes:
          Simão Pereira de Carpes; Jozefa Rosa da Conceição

          Juiz de fora major Francisco Borges de Castro; freguesia de São José; advogado Francisco José Rebello; escrivão Manoel Antonio de Souza Medeiros; utensílios domésticos; 4 escravos; propriedades no Estreito; juiz de fora Francisco José Nunes; juiz Antonio Pereira Barreto Pedroso (nascido em Minas Gerais, formou-se na Faculdade de Leis da Universidade de Coimbra, foi nomeado por D. Pedro I para exercer o cargo de juiz de fora em Desterro. Em 1826 foi nomeado como Ouvidor da comarca do Rio de Janeiro. Em 1828 foi nomeado desembargador da Relação da Bahia, com exercício na Casa da Suplicação. Em 1833 passou para a Relação do Rio de Janeiro. Em 1847 foi nomeado Ministro do Supremo Tribunal de Justiça. Também foi deputado da Assembleia-Geral Legislativa, representado o Rio de Janeiro, e, em 1837 foi nomeado presidente da província da Bahia, onde precisou enfrentar a Sabinada).

          Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
          Inventário de Sinhorinha Rita Genoveva
          BR SC TJSC TRRJ-58231 · Processo · 1852-1868
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado em Porto Bello.

          Partes do processo:
          Sinhorinha Rita Genoveva (inventariada);
          Jeronimo Jose Marques (inventariante).

          Herdeiros:
          Clara;
          Izidorio;
          Manoel;
          Jerônimo;
          Fernando;
          Prudêncio;
          Joze;
          João;
          Francisco.

          Resumo: Inventário requerido pelo marido da falecida, Jeronimo Jose Marques, nele contendo mobília, animais, casas, terras e dívidas. Além disso, há o registro de uma pessoa escravizada de nome Manoel.

          Atuaram no processo:
          escrivão Antonio Ramos Martins;
          curador João Henriques de Souza;
          juiz de orfãos José Maria d’Alburqueque e Mello;
          louvador Francisco Joze Ferreira da Silva;
          louvador Joze Antonio de Oliveira Costa;
          curador Luiz Francisco de Souza Conceição;
          juiz corregedor Guilherme Augusto Varella.

          Localidades relevantes:
          Freguesia de São Sebastião da Foz de Tijucas Grandes;
          Paranaguá;