Escravidão

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          Autos de Divisão Amigável de Antonio Alves da Rocha
          BR SC TJSC TRRJ-20361 · Processo · 1852
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Autos de Divisão Amigável, realizado na Vila de Lages, Segunda Comarca.

          Partes do processo:
          Elhias Mendes (falecido);
          Beatriz Maria Ferreira (falecida);
          Manoel Ferreira França (doador);
          Anna da Rocha Ferreira (falecida);
          Antonio Alves da Rocha (co-herdeiro, casado com Floripes Mendes de Moraes);
          Donanciana Mendes de Moraes (herdeira);
          Floripes Mendes de Moraes (herdeira).

          Resumo: Neste processo há uma doação por parte de Manoel Ferreira França para suas afilhadas Donanciana e Floripes, já que não possuía herdeiros. Além disso a doação é composta de uma quantia dinheiro e uma pessoa escravizada de nome Eva, designada como crioula (brasileira). No processo de doação o autor expressa preocupações acerca de dívidas formadas em seu nome. Postumamente acontece a partilha de bens da família das afilhadas, que inclúi outros escravizados de nomes: Generoso, João e Balbina, todos menores descritos como crioulos (brasileiros).

          Atuaram no processo:
          escrivão/tabelião judicial de notas Generoso Pereira dos Anjos Junior;
          escrivão Silva;
          juiz Guilherme Ricken;
          juiz Joaquim José Henriques;
          partidor Lourenço Dias Baptista.

          Localidades relevantes:
          Freguesia da Ponta Grossa;
          Vila de Castro.

          Compõe o processo:
          Termo de declaração;
          Partilha de bens.

          Variação de nome:
          Donanciana Mendes de Moraes;
          Freguesia da Ponta Gróça;
          Elhias de Moraes.

          Autos de Contas de Testamento de Antônio Manoel de Souto
          BR SC TJSC TRRJ-22568 · Processo · 1855
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Contas de testamentos realizadas na cidade de Desterro, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Antônio Manoel de Souto (falecido; testador);
          Polidoro do Amaral e Silva (testamenteiro).

          Resumo:
          O advogado Polidoro do Amaral e Silva, testamenteiro do falecido Antônio Manoel de Souto, realizou a prestação de contas referentes a sua função, tendo cumprido com as disposições do testador. Constam no processo os recibos e quitações da testamentaria. O testamenteiro também apontou que restavam duas contas para resolver, uma relacionada a uma quantia de dinheiro deixada pelo testador, e a segunda era referente ao legado deixado para realizar a alforria de Basilia, descrita como “parda”, posteriormente escravizada por João Ricardo Pinto, que não quis libertá-la. O testamenteiro também afirmou que não havia dinheiro o suficiente para tal ação. Alguns herdeiros receberam uma quantia de dinheiro destinada à liberdade de Basilia.

          Escravizados mencionados nesta ação: José, Pedro e Custódia, descrita como “crioula”, que recebeu do testamenteiro uma quantia de dinheiro que ele havia levado em conta da sua liberdade, “na parte em que ficara captiva” (p. 43).

          As contas foram tomadas e a prestação de contas finalizada.

          Atuaram no processo:
          escrivão José Honório de Souza Medeiros;
          escrivão João Antonio Lopes Gondim;
          juiz municipal de capelas e resíduos Sérgio Lopes Falcão;
          juiz municipal de capelas e resíduos coronel José Bonifácio Caldeira de Andrade;
          signatário Antônio Pereira Machado Junior;
          signatário Domingos José Leopoldo;
          signatário João Marianno de Sant’Anna;
          signatário José Antonio de Souto;
          signatário capitão Anselmo Gonçalves Ribeiro.
          padre Sebastião Antonio Marfim;
          promotor do resíduos tenente coronel Francisco José d’Oliveira;
          procurador fiscal Joaquim Candido da Silva Peixoto.

          Localidades mencionadas:
          Desterro (atual Florianópolis);
          freguesia de Santo Antônio;
          Nossa Senhora das necessidades;
          Irmandade do Senhor Bom Jesus dos Passos;
          Hospital da Caridade.

          Compõem o processo:
          recibos;
          quitação;
          taxa de heranças e legados.

          Variação de nome:
          juiz municipal de capelas e resíduos coronel José Bonifácio Caldeira d’Andrade;
          Polidoro d’Amaral e Silva.

          Autos de Contas de Inventário de Manoel Antonio da Costa
          BR SC TJSC TRRJ-55664 · Processo · 1848
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Autos de contas de testamento realizados na vila de São José, na época sob a comarca do sul da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Manoel Antonio da Costa (testamenteiro e inventariante);
          Alberto José Francisco (testamenteiro);
          Barbara Ignacia de Jesus (falecida).

          Resumo:
          Manoel Antonio da Costa precisa prestar contas de seu cargo como testamenteiro da falecida Bárbara Ignacia de Jesus. Ele peticiona ao juiz que passe uma tomada de contas para poder quitar elas. Em seu testamento, Bárbara Ignacia de Jesus deixou por escrito suas últimas vontades, determinado que quem aceitasse o cargo de testamenteiro receberia metade do valor da escravizada Maria (descrita como crioula), e prêmios por seu trabalho.

          A testadora alforriou e libertou os seguintes escravizados: Martinho, Francisco, João, Patrícia, Bernarda, Luiza, Luis, Hypolito, Manoel e Maria (junto de seus filhos). A falecida deixou esmola para a instituição Santíssimo Sacramento da Matriz e terras para as escravizadas Luiza e Bernarda. Para Alberto José Francisco ela deixou dois escravizados, um descrito como pardo, de nome Polidoro, e Deolinda, descrita como crioula. O restante dos bens deveriam ser inventariados e partilhados entre os herdeiros. Ao final do testamento a falecida alertou que Luis Rodrigues possui um papel que clandestinamente lhe daria posse sobre seus bens, mas suas investidas não devem ser aceitas na justiça. As contas do testamento foram quitadas.

          Atuaram no processo:
          escrivão Francisco Xavier d’Oliveira Camara;
          escrivão interino José Joaquim Valente;
          juiz municipal de órfãos João Francisco de Souza;
          juiz de direito Severo Amorim do Valle;
          promotor Joaquim de Freitas Sampaio.
          tabelião Joaquim Francisco de Assis e Passos.

          Localidades relevantes:
          cidade de Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
          comarca do sul;
          Itapocoroy (atual Itapocorói, baía localizada no município de Penha);
          vila de São Francisco;
          vila de São José (atual município de São José, Santa Catarina).

          Compõem o processo:
          contas;
          petições;
          recibos;
          sentença;
          termo de juramento;
          traslado de testamento.

          Autos de cobrança da Sociedade Comercial Ramos e Silva
          BR SC TJSC TRRJ-48160 · Processo · 1848
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Autos de cobrança realizados na vila de São José, na época sob a comarca do sul da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Sociedade Comercial Ramos e Silva (suplicante);
          José Candido Coimbra Mayer (suplicado).

          Resumo:
          Neste processo, a Sociedade Comercial Ramos e Silva move uma ação para notificar judicialmente José Candido Coimbra Mayer, que encontrava-se ausente. A ação é aberta a fim de tratar sobre dívidas que o suplicado havia deixado pendente, requerendo também que sejam pagos os juros e as custas da ação.

          Como o suplicado estava fora da vila, seu pai, Luiz Gonzaga Mayer, ficou responsável por quitar a dívida, sendo nomeado como fiador. É realizada uma audiência de conciliação mas, ao decorrer do processo, o juiz se declara suspeito para julgar a execução por já estar movendo uma ação pessoal contra uma das partes; com isso, ele é substituído por outro juiz.

          Um traslado do crédito existente é anexado na ação, revelando que a dívida se originou de uma compra de fazendas secas. O juiz reconhece a dívida e determina seu pagamento em 24 horas, mas o suplicado não cumpre o prazo estabelecido; com isso, os autores requerem que se proceda uma penhora dos seus bens.

          O fiador é notificado, e o meirinho nomeado declara o embargo e a penhora de cinco pessoas escravizadas, em posse do suplicado: Luiza, Jenuaro e Felicidade, descritos como crioulos; e Francisco e Thomas, designados como “de nação” (africanos). Ficou como responsável pelo pagamento o depositário José Pereira de Medeiros.

          Ao decorrer da ação, Domingos Antônio Guimarães, procurador de Francisca Carolina Coimbra Mayer – filha do fiador e de sua mãe falecida, Joaquina Coimbra Mayer – abre uma petição se opondo ao embargo e penhora, pois afirma que as pessoas escravizadas faziam parte do inventário da falecida, e que ainda não tinham passado por um processo de partilha.

          Uma nova petição é anexada, em que a parte autora afirma se achar satisfeita com um pagamento realizado, deixando “relaxada” a penhora feita. O processo foi concluído e a sociedade comercial assina o termo de quitação.

          Atuaram no processo:
          depositário José Pereira de Medeiros;
          escrivão Francisco Xavier de Oliveira Camara;
          escrivão do juízo da paz Duarte Vieira da Cunha;
          juiz de paz Francisco da Costa Porto;
          juiz municipal quarto suplente Domingos José da Costa Sobrinho;
          meirinho Manoel Ignacio Borges;
          oficial de justiça Joaquim Affonso Pereira;
          oficial de justiça José da Costa Seara;
          procurador Domingos Antonio Guimaraes;
          tabelião Joaquim Francisco de Assis e Passos.

          Locais relevantes:
          Aririú;
          comarca do sul;
          Passavinte;
          vila de São José (atual município de São José, Santa Catarina).

          Compõem o processo:
          auto de penhora;
          contas;
          petição;
          procuração;
          quitação;
          termo de obrigação;
          traslado de crédito.

          Variações de nome:
          depositário Jose Pereira de Mederos;
          fiador Luiz Gonzaga Maia;
          vila de Sam José.

          Autos de arrematação de Vicente José de Assumpção
          BR SC TJSC TRRJ-83470 · Processo · 1825
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Autos de arrematação realizados na Capital, à época vila de Desterro, Ilha de Santa Catarina.

          São partes neste processo: Vicente José de Assumpção (testamenteiro e herdeiro); Jozé (escravizado);
          Antônia Joaquina de Souza (Falecida).

          Resumo: Após a procedência do inventario da falecida Antônia Joaquina de Souza, consta na herança a existência de um escravizado de nome Jozé da Nação Banguella, o qual segundo relatos do herdeiro, pretendia fugir e causar prejuízo à herança. O requerente Alferes Vicente José de Assumpção solicita a realização de um leilão para arrematação do escravizado.
          Contém auto de praça pública e ao final do processo a arrematação do escravizado é feita pelo tenente Domingos Luís do Livramento, negociante da cidade. Contém traslado.

          Localidade citada no processo: Rua dos finados;

          Atuaram neste processo:

          • Escrivão Antônio Lopes da Silva; Escrivão Marcelino do Nascimento Ramos;
          • Juiz de Fora Antônio Pereira Barretto Pedroso;
          • Porteiro das auditorias Manoel Joze de Lima;

          Variação de nome: Manoel Jose de Lima; Vicente Jose do Assunsão; José; Nação Benguela;

          Tribunal da Relação do Rio de Janeiro