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          Auto de Devassa de Remualdo
          BR SC TJSC TRRJ-78293 · Processo · 1824 - 1825
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Auto de devassa ex-officio realizado na vila de Lages, na época sob a comarca da ilha de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Lino Sutil de Oliveira (juiz autor);
          Remualdo (réu);
          Florentino dos Santos (vítima).

          Resumo:
          Este processo, aberto pelo juiz ordinário Lino Sutil de Oliveira, se iniciou após Florentino dos Santos ser vítima de ferimentos causados por facadas em suas costas. A ação contou com testemunhas, que apontaram a autoria do crime a Remualdo, homem designado como crioulo, sem especificidades sobre as motivações para o ato. Alguns testemunhos revelam que o ocorrido se passou “do outro lado de Caveiras”, fazendo alusão ao rio que leva o mesmo nome. Além disso, onze dos depoentes se declararam como pardos.

          Após a inquirição, o juiz condena o réu ao pagamento das custas do processo e à prisão, o colocando no rol dos culpados. Mais tarde, Remualdo abre petição requerendo seu livramento através de fiança, pelo fato do agredido não ter procedido judicialmente contra ele. O pedido é aceito e, com isso, a ação é concluída com uma assinatura em termo de fiança, por parte do fiador nomeado. No documento final, é citado o Decreto de 14/03/1821, que concede perdão aos presos que não possuem outros acusadores além da justiça.

          Atuaram no processo:
          escrivão Camillo Justiniano Ruas;
          fiador Manoel Teixeira da Silva;
          juiz ordinário capitão Joaquim Ribeiro do Amaral;
          juiz ordinário Lino Sutil de Oliveira.

          Localidades relevantes:
          cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
          comarca da ilha de Santa Catarina;
          rio Caveiras;
          vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina).

          Compõem o processo:
          alvará de soltura;
          contas;
          inquirição de testemunhas;
          petição;
          termo de fiança;
          sentença.

          Variação de nome:
          comarca da cidade do Desterro;
          Rimualdo;
          Romao;
          Romualdo;
          Rualdo.

          Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
          Auto de corpo delito no ingênuo José
          Processo · 1886
          Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

          Partes:
          José, filho da escrava Francisca, ingênuo (vítima).
          Policarpo José Pereira de Andrade, alferes (proprietário).

          Lages; acusação de espancamento feita através do periódico Lageano.

          João José T. da Costa, perito;
          João Bernardino da Silva;
          Joaquim Bernardo de Souza Brito, testemunha;
          José Luis Pereira, escrivão;
          Saturino Gonçalves Pereira da Silva, delegado de polícia;
          Pedro Quintino dos Santos, testemunha;
          Vidal José Pereira de Andrade.

          Tribunal de Justiça de Santa Catarina
          BR SC TJSC TRRJ-10832842 · Processo · 1856
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Corpo de delito realizado na vila de Lages, na época sob a comarca de São José, província de Santa Catarina.

          Partes:
          João Pereira Soares, castelhano (possível réu)
          Paulo Granier (dono da caixa);
          escravizada Leocádia (encontrou a caixa);
          Flambiano Feliz da Silva (senhor da escravizada Leocádia).

          Resumo:
          Nesta ação, foi realizado um auto de corpo de delito em uma caixa encontrada pela escravizada Leocádia, descrita como “preta”, que achou o objeto no chão no caminho que traçava para buscar água. Por não ver nada em sua volta, retornou para casa com a caixa e a entregou ao seu senhor, Flambiano Feliz da Silva, que levou a caixa ao delegado. O delegado descobriu que a caixa pertencia a Paulo Granier, e que ela havia sido roubada na casa do teatro a poucos dias. O castelhano João Pereira Soares foi avistado pernoitando no local onde a caixa foi encontrada, tornando ele um possível responsável pelo roubo.

          A compreensão do processo foi comprometida, visto que o mesmo encontra-se incompleto e sem capa.

          Atuaram no processo:
          carcereiro Domingos Leite;
          delegado José Joaquim da Cunha Passos;
          delegado de polícia José Nicolau Pereira dos Santos
          escrivão Constancio Xavier de Souza;
          escrivão Generoso Pereira dos Anjos;
          juiz corregedor Joaquim José Henriques;
          perito Paulo Lopes de Haro;
          perito Elias Borges Vieira;
          promotor público Antonio Ricken de Amorim.

          Localidades mencionadas:
          Lages;
          localidade denominada “Vassouras”.

          Compõem o processo:
          corpo de delito;
          juramento aos peritos.

          Auto de Corpo de Delito de Veronica (escravizada)
          BR SC TJSC TRRJ-29510 · Processo · 1865
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Corpo de Delito realizado na cidade de Lages.

          Partes do processo:
          juiz municipal Henrique Ribeiro de Cordova (autor);
          Veronica (examinada);
          Francisco Borges do Amaral e Castro (proprietário).

          Resumo: O delegado da cidade de Lages mandou uma intimação para Francisco Borges do Amaral e Castro, pedindo que ele levasse a escravizada chamada Verônica até o juizado. O objetivo era que ela fosse interrogada e passasse por exame de corpo de delito, pois havia uma denúncia de que ela teria sofrido castigos severos, causando ferimentos nas nádegas. Outro escravizado da mesma casa, chamado João, foi quem levou Verônica até a cidade. Lá, os peritos realizaram o exame e fizeram perguntas para registrar o depoimento da escravizada. Depois da investigação, os peritos concluíram que os ferimentos eram antigos e não havia sinais de lesões graves, apenas uma torção no tornozelo; apesar disso, Veronica relata ter sido forçada a açoitar pardos escravizados. Com base nisso, o delegado decidiu que Francisco Borges do Amaral e Castro não seria responsabilizado por maus tratos contra Verônica, encerrando o caso.

          Atuaram no processo:
          escrivão José Luiz Pereira;
          promotor Roberto Sanford;
          perito Antonio Ricken de Amorim;
          perito Vicente José de Oliveira e Costa;
          oficial de justiça Domingos Leite;
          juiz municipal primeiro suplente capitão Henrique Ribeiro de Cordova;
          juiz corregedor Francelizio Adolpho Pereira Guimarães.

          Localidades relevantes:
          cidade de Lages.

          Compõem o processo:
          Portaria;
          Auto de perguntas;
          Corpo de delito.

          BR SC TJSC TRRJ-22379 · Processo · 1852
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Auto de Arrecadação realizado na Capital, na época conhecida como a cidade de Desterro.

          Partes do processo:
          José Manoel Alvarenga (autuado);
          A Fazenda (autuante).

          Resumo: Arrecadação dos bens do falecido José Mnaoel Alvarenga, mencionado como um homem preto já liberto que falecera em um naufrágio de um návio que ia em direção a cidade de Santos. O falecido não apresentava herdeiros, tornando necessária a arrecadação de seus bens para os cofres da Fazenda Nacional e o pagamento de credores. Entre seus bens avaliados constavam: dívidas, peças de roupa, tecidos, mobília, itens religiosos, utensílios, casa e terras. É feito um auto de praça para arrecadar o valor referente aos bens do falecido e também a ser pago aos credores. Simultaneamente é feito um requerimento por parte de Candida Maria da Conceição, mãe da finada Anna Maria da Conceição, a qual era esposa de José Manoel Alvarenga; por ela é requerido que lhe sejam enviados os bens de sua filha falecida.

          Atuaram no processo:
          escrivão José Honorio de Souza Medeiros;
          escrivão Antonio Ramos Martins;
          escrivão Joaquim Caetano da Silva;
          tabelião João Antonio Lopes Gondim;
          signatário Antonio Jozé Pereira;
          solicitador Candido Gonçalves d'Oliveira;
          solicitador Lauriano Jozé Soares;
          curador dos ausentes Caetano d'Araujo Figueiredo Mendonça Furtado;
          avaliador José Porfirio Machado de Araujo;
          avaliador Anastacio Silveira de Souza;
          pregoeiro Lucas Rodrigues d'Jesus;
          procurador fiscal Polidoro d'Amaral e Silva;
          inspetor Francisco José de Oliveira;
          juiz de direito doutor Sergio Lopes Falcão.

          Localidades mencionadas:
          cidade de Desterro (atual cidade de Florianópolis, Capital do estado de Santa Catarina);
          cidade de Santos;
          rua da Cadeia;
          Porto Bello;
          Africa.

          Compõem o processo:
          Petição inicial;
          Auto de arrecadação;
          Declarações;
          Repasses;
          Juramento aos avaliadores;
          Descrição e avaliação dos bens;
          Pregões;
          Auto de praça;
          Juramento aos credores;
          Audiencia;
          Pagamento de dividas;
          Contas;
          Requerimento.

          Variação de nome:
          autuado José Manoel de Alvarenga;
          autuado Manoel José de Alvarenga.