Escravidão

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          Inventário de Silvério Ferraz Pinto de Sá
          BR SC TJSC TRRJ-20719 · Processo · 1860
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Processo de inventário realizado na comarca da Capital.

          Partes:
          Silvério Ferraz Pinto de Sá (inventariado);
          Maria Roza da Fontoura Pinto Ferraz (inventariante).

          Lista de herdeiros:
          Constantino Ferrás Pinto de Sá;
          Estacia Angelica Ferrás;
          Henriqueta Rosa Ferrás;
          Angelica Rosa Ferrás;
          Anna Rosa Ferrás;
          Antonio Ferrás Pinto;
          Fernando Ferrás Pinto.

          Descrição: O inventário foi realizado pela viúva do finado. Contém no processo uma designação de tutoria e curadoria para os filhos menores do casal, sendo cumprida por meio de José Marciano de Sá. Entre os bens inventariados havia: casas, terras, chácara, móveis e dívidas provenientes da casa comercial Ferraz & Filho. Foram descritos no inventário 06 escravizados, sendo eles Manoel, Maria, Bernardina, Manoel e Faustina. Ambos Manoel e Faustina foram designados respectivamente como de nação (escravizado vindo de África), e crioula (escravizada nascida no Brasil). Contém uma requerimento para leiloar em haste pública as terras que ficaram sob a responsabilidade da inventariante.
          Além disso, a inventariante foi intimada a prestar juramento de tutora, porém não compareceu por razão de moléstia, havendo uma renúncia a obrigação de tutora. Contém anexado ao final do inventário um outro processo, se tratando de um auto de tutela e prestação de fiança, de 1861. O processo de tutela começa na página 244, e se estende até a página 277. A inventariante é intimada para comprovar sua capacidade de tutora perante testemunhas, na qual ficou provada e a tutela deferida.

          Atuaram no processo:
          juiz de orfãos Francisco Duarte Silva;
          juiz de orfãos Raymundo Borges Leal Castello Branco;
          juiz de orfãos Joaquim Augusto do Livramento;
          juiz de orfãos Antonio da Conceição Mafra;
          juiz de orfãos José Feliciano Alves de Brito;
          juiz de orfãos Antonio Augusto da Costa Barradas;
          escrivão Vidal Pedro Morais;
          escrivão Ignacio Duarte Silva;
          escrivão João Damasceno Vidal;
          escrivão José de Miranda Santos;
          escrivão João Luis do Livramento;
          tutor/curador José Júlio Soares de Sá;
          curador José Marciano de Sá;
          curador geral Francisco Honorato Cidade;
          advogado Eleutério Francisco de Souza;
          avaliador Antonio Joaquim Brinhosa;
          avaliador Ignacio José de Abreu;
          partidor João Narcizo da Silveira;
          partidor João Francisco Cidade;
          curador geral Marcelino Antônio Dutra;
          curador/advogado Candido Gonsalves d'Oliveira
          pregoeiro Lucas Roiz de Jesus;
          tabelião Leonardo Jorge de Campos;
          tabelião João de Cerqueira Lima;
          oficial de justiça José Antonio Pacheco;
          curador geral Joaquim Augusto do Livramento;
          procurador Francisco Leitão d'Almeida;
          fiador Eleuterio Francisco de Sousa.

          Foram mencionadas as seguintes localidades:
          Rua do Príncipe;
          Rua do Mato Grosso;
          Rua da Constituição;
          Largo do Livramento;
          Rio de Janeiro;
          Praia de Fora.

          Compõem o processo:
          Lista de herdeiros;
          Juramento aos avaliadores;
          Avaliação do bens;
          Requerimento;
          Auto de praça;
          Autos de tutela e fiança;
          Juramento a tutora;
          Termo de renúncias e obrigações a tutora;
          Juramento aos partidores;
          Auto de partilha;
          Termo de responsabilidade e hypotheca;
          Prestação de contas;
          Certidão de Batismo de Fernando Ferrás Pinto;
          Quitação;
          Conclusão.

          Variação de nome: José Marciano de Sá Amorim; Matto Groço; Matto Grosso.

          Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
          BR SC TJSC TRRJ-22586 · Processo · 1859-1860
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado na cidade do Desterro, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Silvano José Pinheiro (inventariado);
          Severina Francisca de Jesus (inventariada);
          Florentino José Pinheiro (inventariante).

          Herdeiros:
          Caetana Rosa;
          Alexandrina Rosa;
          José Antonio Coelho (co-herdeiro);
          José Silvano Pinheiro (ausente);
          Florentino José Pinheiro;
          Francisca Clara de Jesus;
          Francisco Gonçalves dos Santos (co-herdeiro);
          Francisco Pereira (co-herdeiro);
          Rita Maria da Conceição;
          Zeferino José Pinheiro.

          Resumo:
          Florentino José Pinheiro abriu um inventário dos bens de seus falecidos pais, Silvano José Pinheiro e Severina Francisca de Jesus. Durante a ação, o herdeiro Zeferino é descrito como “mentecapto” e “desassisado”, sendo necessária a nomeação de um curador para representá-lo no juízo dos órfãos. Além disso, é revelado que José Silvano Pinheiro estava ausente em local incerto, sendo representado pelo mesmo agente da justiça de seu irmão.

          Os bens relacionados foram terrenos, casas, animais, joias, mobília, ferramentas, caixas, canoas, equipamentos de montaria, carros, uma quantia em moeda corrente, utensílios de cozinha e engenhos. As terras estavam localizadas de frente à estrada nacional e com fundos às vertentes do morro; fundos à margem do rio Ratones; no distrito de Vargem Grande; fundos às vertentes do morro da Vargem Pequena; e, por fim, fundos ao travessão do Rio Vermelho. Além disso, o inventariante declarou dívidas do casal, que foram pagas com uma quantia obtida a partir de alguns bens avaliados.

          No arrolamento, constaram 8 pessoas escravizadas: José, Ignacio e Custodia (de um ano de idade), descritos como pardos; João, de nação Congo; Antonio, de nação Mina; Miguel, de nação Benguela; e Luiza e Felizarda, designadas como crioulas.

          Após a avaliação, foi iniciado um processo de partilha entre os herdeiros. O juiz julga o processo por sentença, em que requer o pagamento das custas de maneira pro rata e nomeia o inventariante como tutor responsável pelos herdeiros Zeferino e José. Além disso, Luiza e Ignacio — pessoas escravizadas que foram destinadas aos dois irmãos tutelados — passaram por um processo de arrematação em praça pública, e o valor recebido foi colocado no cofre público.

          Ao decorrer da arrematação, Estanislau Antonio da Conceição abre petição para requerer que Ignacio seja arrendado a partir de aluguéis mensais, devido ao seu mau estado de saúde e à falta de licitantes na ação. Ele afirma ainda que o valor colocado em praça seria “excessivo”, e que propõe medicar Ignacio durante os meses arrendado, para depois inseri-lo em uma arrematação convencional; o pedido é aceito e o suplicante assina um termo de arrendamento. A ação é concluída com a arrematação de Luisa e o recibo de meia siza assinado por seu lançador, Francisco Antonio da Silva.

          Atuaram no processo:
          avaliador Antonio Pereira Pinto;
          avaliador Manoel Francisco de Paula;
          curador geral Marcelino Antonio Dutra;
          escrivão do juízo de órfãos Vidal Pedro Moraes;
          escrivão João Francisco Regis;
          escrivão José Honorio de Souza Medeiros;
          juiz municipal e de órfãos Manoel da Silva Mafra;
          juiz municipal e de órfãos suplente comendador Francisco Duarte e Silva;
          partidor João Narciso da Silveira;
          partidor João Tavares de Araújo Boeno;
          pregoeiro Lucas Rodrigues de Jesus;
          procurador José Antonio Coelho;
          signatário Claudino Jose da Silva;
          signatário Marianno Antonio da Silva;
          tabelião Antonio Francisco de Medeiros;
          tesoureiro Laurentino Eloy de Medeiros.

          Localidades relevantes:
          cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
          distrito da Vargem Grande;
          estrada nacional;
          freguesia da Lagoa (atual distrito da Lagoa da Conceição, Florianópolis);
          freguesia de São Francisco de Paula de Canasvieiras (atual distrito e bairro de Canasvieiras, Florianópolis);
          freguesia de Santo Antonio (atual distrito e bairro de Santo Antônio de Lisboa, Florianópolis);
          rio Ratones;
          Rio Vermelho;
          Vargem Pequena;
          vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina);

          Compõem o processo:
          auto de partilha;
          auto de praça;
          contas;
          editais;
          petição;
          procuração;
          recibos da meia siza;
          recibos da tesouraria;
          relação de bens;
          sentença;
          termo de arrendamento;
          termos de declaração;
          termos de juramento;
          termos de louvação;

          Variação de nome:
          distrito da Várzea Grande;
          Várzea Pequena.

          Inventário de Silvania Maria Martins
          BR SC TJSC TRRJ-18939 · Processo · 1870
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado na Capital, na época conhecida como cidade de Desterro.

          Partes do processo:
          Silvania Maria Martins (inventariada);
          Luis Martins de Avila (inventariante).

          Herdeiros:
          Francisca (menor);
          José (menor);
          Maria (menor);
          Rosalina (menor).

          Resumo: É feito o inventario da falecida Silvania Maria Martins, a pedido de seu esposo viúvo, Luis Martins de Avila. A falecida deixou herdeiros menores, sem a presença de um testamento. Os bens deixados foram avaliados, entre os quais são citados: casas, terras, engenho de farinha, engenho de açúcar, rancho, roças de mandioca e de cana, utensílios, mobílias e ferramentas. Além disso são também citadas 11 pessoas escravizadas, entre elas: Joana, Eva, Francisco (menor), Henrique (menor), Domingos (menor), Agostinho (menor) e Joaquina (menor); Justo e Eva (menor), ambos descritos como pardos; e Sabino, descrito como de origem africana. Os bens foram partilhados para os herdeiros, e dívidas foram pagas, bem como pagas as custas do processo.

          Atuaram no processo:
          escrivão João Rodrigues Pereira;
          curador de órfãos José Francisco Mafra;
          avaliador Jozé Elias Vieira;
          avaliador Alexandre Eloy de Azevedo Coutinho;
          avaliador Claudio Francisco de Campos;
          partidor Francisco Gonçalves da Luz;
          partidor Alexandre Jorge de Campos;
          oficial de justiça Antonio Francisco de Medeiros;
          juiz dos órfãos segundo suplente Jozé da Silva Ramalho Pereira;
          juiz corregedor Manoel Januario Beserra Montenegro.

          Localidades relevantes:
          cidade de Desterro (atual cidade de Florianópolis, capital de Santa Catarina);
          rio Biguassu.

          Compõem o processo:
          Petição inicial;
          Título de herdeiros;
          Termo de descrição de bens;
          Termo de louvação de avaliadores;
          Juramento aos avaliadores;
          Avaliação dos bens;
          Auto de partilha;
          Pagamento aos herdeiros;
          Declarações;
          Pedido de alforria;
          Depósitos;
          Pagamentos de custas.

          Variação de nome:
          inventariada Libania Maria Martins.

          Inventário de Silvana Roza
          BR SC TJSC TRRJ-25178 · Processo · 1851
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventario na vila de Desterro, à época primeira comarca da província de Santa Catarina.

          Partes do processo: Silvana Roza (falecida); Manoel José Antunes (inventariante).

          Herdeiros: Joaquim José Antunes; José Manuel Antunes; Antônio José Antunes; Manuel José Antunes (neto); Ignacio José Antunes (neto); Maria Rosa (neta); Manoel José Antunes (neto).

          Resumo: Manoel José Antunes realizou o inventário de sua esposa falecida Silvana Roza , moradora na freguesia do Ribeirão, vila de Desterro. Os bens deixados por ela, incluem casas, terras, roças, canoas, utensílios de cobre, ferramentas, engenho de farinha, engenho de cana, dívidas e escravizados de nomes Laurentino (crioulo), Marcos (crioulo), João (nação Gangilla), Caetano (nação Cabinda), Francisco (nação Cabinda), Faustina (crioula), Maria (crioula), Jacintha (crioula), Inocência( crioula). Os bens foram repartidos entre seus herdeiros, filhos e netos, de comum acordo.

          Atuaram no processo: avaliador Manoel Dutra Garcia; avaliador Joaquim Martins Linhares; escrivão José Antônio Souza Medeiros; juiz Sergio Lopes Falcão; partidor José da Costa e Oliveira; partidor Joao Narciso de Silveira.

          Localidades: freguesia do Ribeirão; vila de Desterro.

          Compõem o processo: custas de selo; autos de partição.

          Tribunal da Relação do Rio de Janeiro