Escravidão

Elements area

Taxonomy

Code

Scope note(s)

    Source note(s)

      Display note(s)

        Equivalent terms

        Escravidão

          Associated terms

          2741 Archival description results for Escravidão

          2737 results directly related Exclude narrower terms
          BR SC TJSC TRRJ-75944 · Processo · 1851-1857
          Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Autos de Inventário realizado na Vila de São José, à época sob a Segunda Comarca

          Partes do processo:
          Polqueria Roza de Jesus (inventariante);
          Marcelino Vieira da Rosa (inventariado).

          Herdeiros:
          Alexandrina;
          Maria;
          Florintina;
          Caetana:
          Florentino (menor);
          Firmiano Vieira da Rosa;
          Manoel Vieira da Rosa;
          Claudino Vieira das Rosa;
          José Vieira da Rosa.

          Co-Herdeiro:
          Firmiano José d'Assumpção.

          Resumo: É feito o inventário dos bens do falecido Marcelino Vieira da Rosa, por sua esposa viúva Polqueria Roza de Jesus. Entre seus bens constam: terras, casas, roças (cana, feijão e mandioca), ferramentas, roupas, utensílios, mobílias, carroça, animais, engenhos de farinha e de cana, dívidas ativas e passivas, e dois escravizados de nomes Joaquina, descrita como de nação Mina, e João, descrito como de nação Moçambique. É inclusa uma documentação acerca do enterro do escravizado João, por conta do mesmo falecer durante o desenrolar do inventário. Por fim é feita a partilha amigável dos bens entre os herdeiros do falecido, havendo também o requerimento pra venda de terras repartidas a um herdeiro menor.

          Atuaram no processo:
          escrivão Francisco Xavier d’Oliveira Camasão;
          curador Manoel de Freitas Sampaio;
          avaliador Anastacio José da Cunha;
          avaliador Zifirino Antônio de Castro;
          partidor Duarte Vieira da Cunha;
          partidor e signatário Joaquim Lourenço de Souza Medeiros;
          partidor e signatário Duarte Vieira da Cunha;
          signatário Manoel Joze da Silva;
          signatário Manoel Francisco da Silva Coelho;
          juiz de órfãos João Francisco de Souza;
          juiz de órfãos doutor Francisco Honorato Cidade;
          juiz de órfãos Manoel Joaquim Teixeira;
          juiz de órfãos primeiro suplente tente coronel Luis Ferreira do Nascimento e Mello;
          juiz corregedor João José d'Andrade Pinto.

          Localidades relevantes:
          Vila de São José (atual cidade de São José Santa Catarina);
          São Pedro de Alcantara;
          Rio Imaruí.

          Compõem o processo:
          Petição inicial;
          Título de herdeiros;
          Juramento ao curador;
          Juramento aos avaliadores;
          Descrição e avaliação dos bens;
          Juramento aos partidores;
          Partilha;
          Recibo de pagamento de custas;
          Juramento de tutor;
          Conclusão dos autos.

          Variação de nome:
          inventariante Polquiria Rosa de Jesus;
          avaliador Antônio José da Cunha;
          avaliador Zeferino Antônio de Castro;
          Rio Maruhy;

          Inventário de Genoveva Roza
          BR SC TJSC TRRJ-22384 · Processo · 1852-1853
          Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado na cidade de Desterro, Capital da Província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Genoveva Roza (falecida);
          Alexandre José Martins (inventariante).

          Herdeiros:
          José Martins;
          Maria Joaquina;
          Joaquina Roza;
          Alexandre José Martins;
          Joanna Roza;
          Jacintho José Martins (falecido);
          Manoel Jacintho Martins;
          João Martins;
          Mathias Martins;
          Angelica Roza;
          Antonio Martins;
          Maria Roza;
          Anna Roza;
          Luis Martins;
          Luciana Roza;
          Joanna Roza;
          Ignacia Roza;
          Mariana Roza;
          Vicente Martins;
          Luis José Martins (falecido);
          Manoel Luis Martins;
          Lidorio Luis Martins;
          Senhorinha Roza;
          Anna Roza;
          Francisca Joaquina;
          Joaquina Roza;
          João Martins.

          Co-herdeiros:
          Mathias d'Avilla;
          José Rodrigues d'Aguiar;
          João Antonio de Miranda;
          Porfirio d'Fraga.

          Resumo: Inventário requerido pelo filho da falecida, Alexandre Joze Martins, nele contendo mobília, oratório, imagens religiosas, cobre, animais, paiol de farinha, engenho de farinha, moinho de farinha, casas, terras e dívidas. Além disso, há o registro de 03 pessoas escravizadas, de nomes: Francisco designado como de nação Moçambique, além de Anna e Maria, ambas designadas como crioulas. Em meio a listagem dos herdeiros, o escrivão afirma haver duas gêmeas como herdeiras, as quais são de nome Francisca Joaquina e Joaquina Roza.

          Atuaram no processo:
          signatário Daniel Antonio da Silva Simas;
          signatário Caetano d'Araujo Figueiredo Mendonça Furtado;
          signatário Polidoro de Amaral e Silva;
          escrivão de órfãos José Honorio de Souza Medeiros;
          curador geral de órfãos Candido Gonçalves d’Oliveira;
          curador geral de órfãos Caetano d'Araujo Figueiredo;
          louvador Porfírio Jose de Fraga;
          louvador Vicente Martins;
          avaliador Albino Jose da Silva;
          avaliador Manoel Antonio Vieira;
          partidor João Narciso da Silva;
          partidor Joaquim Joze Varella.
          procurador Eleutherio Francisco de Souza;
          pregoeiro Lucas Rodrigues d'Jesus;
          juiz municipal e órfãos doutor Sergio Lopes Falcão.

          Localidades relevantes:
          Província do Rio Grande de São Pedro do Sul;
          Rio Vermelho;
          Itacoroby;
          Canasvieiras;
          Corrego Grande;
          Serra de São Martinho;
          Freguesia da Lagoa;
          Morro da Lagoa.

          Compõe o processo:
          Lista de herdeiros;
          Juramento ao curador;
          Juramento aos avaliadores;
          Traslado de testamento;
          Auto de partilha;
          Tutela;
          Pregões;
          Auto de praça;
          Traslado de conhecimento.
          Termo de avaliação;
          Translado do testamento.

          Variação de nome:
          herdeira Lauriana Roza;

          BR SC TJSC TRRJ-22380 · Processo · 1852-1853
          Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado na cidade de Desterro, na Comarca da Capital.

          Partes do processo:
          Felicidade Roza d' Jezus (inventariada);
          Helario José da Souza (inventariante).

          Herdeiros:

          Manoel Joaquim da Silva;
          José Joaquim da Silva;
          Joaquim da Silva;
          Francisco Antonio da Silva;
          Anna Roza d'Jesus;
          Maria Roza d'Jesus;
          Manoel José de Souza;
          Narua Fausto;
          Carlota Fausto;
          Carlos José de Souza;
          Francisco José de Souza;
          Maria Camilla;
          Maria Regina.

          Resumo: Inventário requerido pelo marido da falecida, Helario José da Souza, nele contendo bens como prataria, mobília, vestuário, objetos religiosos e dívidas. Além disso foram descritas 06 pessoas escravizadas, de nomes: Manoel, João e Maria. Os primeiros dois escravizados foram designados como crioulos, e a última como escravizada de Nação do Congo. Consta no processo uma arrematação do escravizado João para a divisão igualitária dos bens.

          Atuaram no processo:
          avaliador José Antonio do Nascimento;
          avaliador João Ignácio d'Amorim;
          curador geral Candido G. d' Oliveira;
          escrivão José Honorio de Souza de Medeiros;
          juiz municipal de orfãos Sergio Lopes Falcão;
          partidor Joaquim José Varella;
          partidor João Narciso da Silva;
          pregueiro Lucas Rodrigues d' Jesus;
          procurador fiscal provincial e advogado Eleuterio Francisco de Souza.

          Localidades relevantes:
          Rio Grande;
          Itacoruby.

          Compõe o processo:
          Auto de partilha;
          Auto de praça;
          Avaliação dos bens;
          Juramento ao inventário;
          Termo de avaliação;
          Termo de louvação;
          Termo de obrigação.

          BR SC TJSC TRRJ-58231 · Processo · 1852-1868
          Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado em Porto Bello.

          Partes do processo:
          Sinhorinha Rita Genoveva (inventariada);
          Jeronimo Jose Marques (inventariante).

          Herdeiros:
          Clara;
          Izidorio;
          Manoel;
          Jerônimo;
          Fernando;
          Prudêncio;
          Joze;
          João;
          Francisco.

          Resumo: Inventário requerido pelo marido da falecida, Jeronimo Jose Marques, nele contendo mobília, animais, casas, terras e dívidas. Além disso, há o registro de uma pessoa escravizada de nome Manoel.

          Atuaram no processo:
          escrivão Antonio Ramos Martins;
          curador João Henriques de Souza;
          juiz de orfãos José Maria d’Alburqueque e Mello;
          louvador Francisco Joze Ferreira da Silva;
          louvador Joze Antonio de Oliveira Costa;
          curador Luiz Francisco de Souza Conceição;
          juiz corregedor Guilherme Augusto Varella.

          Localidades relevantes:
          Freguesia de São Sebastião da Foz de Tijucas Grandes;
          Paranaguá;

          TRRJ-25204 · Processo · 1852
          Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado na cidade de Desterro, em 1852, na época parte da Primeira Comarca de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          João Pereira da Silva (falecido);
          Feliciana Roza de Santiago (inventariante).

          Herdeiros:
          Manoel Coelho;
          Maria Roza;
          Ignacia Roza;
          Joaquina Roza;
          Fortunata Roza;
          Florisbilla Roza.

          Resumo: Inventário requerido pela viúva e segunda esposa do falecido, Feliciana Roza de Santiago, nele contendo mobília, animais, e dívidas. Além disso, há o registro de 06 pessoas escravizadas, de nomes: Eva, Luiza, Fortunato, Honorato, José e Adão - todos designados como crioulos. Há tomadas de contas do primeiro casamento do falecido.

          Atuaram no processo:
          juiz municipal dos órfãos Sergio Lopes Falcão;
          escrivão dos órfãos José Honorio de Souza Medeiros;
          curador geral Candido Gonçalves d’Oliveira;
          avaliador Antonio Luiz da Costa;
          avaliador José Henriques da Cunha;
          procurador Polidoro d’Amaral e Silva;

          Localidades relevantes:
          Freguesia de Canasvieiras.

          Compõe o processo:
          Autos de tomadas de contas verbal;
          Procuração.

          Variação de nome:
          Inventariante Feleciana Roza de Santiago;
          Freguesia de São Francisco de Paula de Canasvieiras;
          Florisbela Rosa.

          Untitled
          BR SC TJSC TRRJ-43384 · Processo · 1852
          Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado em Porto Belo, Primeira Comarca

          Partes: Cypriano Machado de Souza (inventariado); Anna Joaquina (inventariante).
          Herdeiros: João Cipriano de Souza, Rita, José Cipriano e Anna.
          Anna, já falecida, deixou 6 filhos, sendo eles: Maria, Antonio, Manoel, Maria, Graciana, Cipriana. Os 5 primeiros são menores.

          Resumo: O inventário de Cypriano Machado de Souza foi realizado por Anna Joaquina, sua mulher. Não contém testamento, porém procedeu em uma partilha amigável entre os herdeiros. Entre os bens inventariados está alguns acessórios de ouro, prataria, tacho de cobre, alambique, caldeira, objetos religiosos, pedras de moinho, transporte, ferramentas, engenho de fazer farinha, engenho de moer cana, roça de cana, animais, canoa de figueira, casa, terras, terras de plantio e dívidas. Foram citadas no processo 4 pessoas escravizadas. André foi descrito como escravizado africano (da Costa), Maria e Luisa foram descritas enquanto crioulas e Caetana como parda. Constam dois juramentos de tutor no qual Joaquim Antônio Machado e Luiz Antônio de Mello foram designados como responsáveis pelos herdeiros menores. Além disso, contém auto de contas dos ditos menores.

          Variação de nomes: Cipriano Machado de Souza.

          As localidades citadas no processo são:
          Bombas;
          Tijucas.

          Atuaram no processo:
          Juiz José da Silva Mafra
          Juiz Augusto Liminha Lins
          Escrivão Antônio Ramos Martins
          Avaliador Manoel Vieira Chaves
          Avaliador João Francisco dos Santos;
          Partidor Pedro Marques Mattozo dos Santos;
          Partidor Antonio José Pereira;
          Curador Luis Francisco de Souza e Conceição;
          Tutor Joaquim Antônio Machado;
          Tutor Luiz Antônio de Mello;
          Signatário Luiz Antônio de Mello;
          Signatário João Alexandre Teixeira ;
          Signatário Manoel dias da Costa;
          Signatário Vitorino José Bittencourt;
          Signatário Bernardo Dias da Costa.

          Untitled
          BR SC TJSC TRRJ-29361 · Processo · 1845-1867
          Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Autuação de uma parte realizada na vila de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Antonio Saturnino de Souza e Oliveira (autor);
          Maria José Fernandes da Silva (requerente, justificante);
          Antonio Joaquim Fernandes (falecido, inventariado).

          Herdeiros de Antonio Joaquim Fernandes:
          Antonio (menor de idade);
          Candida (menor de idade);
          Maria Joaquina (menor de idade).

          Resumo:
          Este processo é uma “parte” (termo antigo que denota um tipo de processo administrativo, tal como ofícios), e foi realizado pelo delegado de polícia da vila de Lages, o major Antonio Saturnino de Souza e Oliveira.

          O delegado foi inquirido sobre a situação da cadeia da vila de Lages, sendo perguntado se havia escravizados presos na cadeia; se eles estavam em depósito judicial; e, em caso afirmativo, foi perguntado sobre quem eram os depositários. Em resposta, o delegado respondeu que não havia escravizados recolhidos à cadeia, mas que havia sim dois escravizados em depósito judicial: a escravizada Roza, depositada em poder de Guilherme Ricken, cuja proprietária era a dona Maria José Fernandes da Silva, viúva de Antonio Joaquim Fernandes, moradora em Porto Alegre; e um escravizado chamado Antonio, depositado em poder do capitão José Manoel Leite, cujo proprietário era Izidoro Pires, morador na freguesia do Ribeirão.

          Os proprietários dos escravizados foram comunicados para recolhê-los. Porém, dona Maria José da Silva informou não ser a senhora de Roza; logo, um mandado foi expedido para Guilherme Ricken entregar a escravizada ao juízo. Izidoro Rodrigues, por outro lado, foi procurado para responder se era ou não proprietário do escravizado Antônio, a fim de também recolhê-lo em caso afirmativo.

          O nome da escravizada é frequentemente trocado, oscilando entre os nomes “Roza” e “Maria”.

          Na sequência, há um termo de qualificação da escravizada, aqui chamada de Maria. Ela é descrita como africana e “preta”. Nesse termo, ela é questionada sobre sua proveniência, alegando ser “de nação Cabinda”. Maria contou ter sido vítima de sedução (promessa enganosa) por João Teixeira Gonçalves, e que havia fugido de sua chácara em Porto Alegre há dois anos; e disse também que era escravizada de dona Maria José Fernandes da Silva. Por fim, o termo de qualificação descreve as características físicas e anatômicas do rosto e do corpo de Maria. Após a qualificação, Laurentino José da Costa é notificado para se tornar depositário da escravizada Maria.

          Um edital foi então publicado, comunicando a dona Maria José Fernandes da Silva para vir e justificar sua propriedade. Em caso de não comparecimento, a escravizada seria vendida em praça pública. Por meio de uma carta precatória, remetida pelo juízo de órfãos da vila de Lages e destinada ao juízo de órfãos de Porto Alegre, o edital foi expedido.

          Por conta da demora na comunicação, a venda da escravizada em praça pública teve início; todavia, o juízo de Porto Alegre pediu pela paralisação da venda, pois Maria José Fernandes pretendia levantar o depósito e recuperar Roza.

          Em seguida, foi apresentado um requerimento de Maria José Fernandes da Silva, representada pelo seu procurador Antonio Tavares da Silva, em que é demandada a entrega da escravizada Roza para a requerente; isso pois Maria José estava dando seguimento ao inventário de seu falecido marido Antonio Joaquim Fernandes, e a fuga da escravizada prejudicou a descrição e avaliação dos bens.

          A fuga da escravizada é melhor descrita em uma justificação que acompanha o processo. No texto de sua petição, dona Maria José alegou que Roza fugiu para a vila Lages, sendo para lá conduzida por outros escravizados que fugiram na mesma ocasião. Pelo fato de não possuir uma justificação julgada por sentença, a justificante não conseguiu recuperar a escravizada Rosa. Portanto, dona Maria José convocou o procurador fiscal para prestar testemunho e, assim, comprovar sua posse da escravizada.

          O depoimento do procurador fiscal corroborou a versão de Maria José, dizendo que Roza era mesmo de sua posse. O depoente disse que, por “desordem” da província de Rio Grande de São Pedro do Sul, a escravizada Roza fugiu, com o auxílio dos escravizados de Antonio Alves de Oliveira. O procurador também alegou que, apesar de a escravizada ter sido descrita como Maria Cabinda na província de Santa Catarina, tratava-se na verdade de Roza. Outros depoentes também confirmaram a troca do nome e a identidade da escravizada.

          Por fim, o juiz aprovou o conteúdo da petição inicial, consolidado pelos depoimentos das testemunhas. A justificante Maria José teve seu pedido atendido, e ficou encarregada de arcar com as custas do processo.

          Atuaram no processo:
          escrivão Generoso Pereira dos Anjos;
          escrivão ajudante Silvestre Feliciano de Almeida;
          escrivão de ausentes, de órfãos e da provedoria dos resíduos e capelas Francisco Jacques Nicós;
          escrivão interino de órfãos João Antunes da Cunha Filho;
          escrivão interino de órfãos João Theodoro de Mello Souza B.;
          delegado de polícia major Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
          depositário Guilherme Ricken;
          depositário capitão José Manoel Leite;
          depositário e signatário Laurentino José da Costa;
          juiz municipal e de órfãos Antonio Caetano Machado;
          juiz municipal, de órfãos e de ausentes suplente capitão Manoel Jose da Camara;
          juiz de órfãos Jacintho da Silva Lima;
          juiz de órfãos tenente Anastacio Gonçalves de Araujo;
          oficial de justiça Joze Antonio Pinheiro;
          procurador Antonio Tavares da Silva;
          procurador fiscal da Fazenda Pública João Rodrigues Fagundes;
          solicitador João Bemdito dos Santos;
          tabelião Pedro Nolasco Pereira da Cunha.

          Localidades relevantes:
          cadeia da vila de Lages;
          freguesia do Ribeirão (atual bairro de Ribeirão da Ilha, Florianópolis, Santa Catarina);
          freguesia de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
          vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
          cidade de Nossa Senhora Mãe de Deus de Porto Alegre (atual município de Porto Alegre, Rio Grande do Sul);
          província do Rio Grande de São Pedro do Sul (atual estado do Rio Grande do Sul);
          comarca do norte.

          Compõem o processo:
          autos cíveis de justificação;
          carta precatória;
          contas;
          correição;
          editais;
          mandado de entrega de depósito;
          procuração;
          termo de qualificação;
          termo de responsabilidade;
          termos de depósito;
          testemunhos.

          Variações de nome:
          solicitador João Bendito dos Santos;
          solicitador João Benedito dos Santos;
          juiz municipal Antonio Caetano Machado;
          cidade de Nossa Senhora Mai de Deus de Porto Alegre;
          província do Rio Grande de Sam Pedro do Sul.

          BR SC TJSC TRRJ-29024 · Processo · 1843
          Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário de Emerenciana Maria de Jesus, realizado na Vila de Lages, na época parte da Comarca do Norte- 1843

          Partes do processo:
          Antônio Ribeiro da Assumpção (inventariado)
          Emerenciana Maria de Jesus (inventariante)

          Herdeiros:
          Alexandre;
          Claudio;
          Joaquim;
          Manoel;
          Antonio;
          Pedro;
          Generoso;
          Domingos;
          Maria;
          Isadora;
          Fermina;
          Inocencia;

          Resumo:
          Inventário que faz de seu marido, Antonio Ribeiro de Assumpção, a viúva Emerenciana Maria de Jesus. Após a listagem dos herdeiros e a aprovação e juramento dos avaliadores, prosseguiu-se a avaliação dos seguintes bens: Mobília; Prataria; Vestuário; Roupas; Acessórios; Ferramentas; Utensilios de ferro; Arma; Animais; Dívidas; Casas; Terras; Além destes bens, estão referenciados três escravizados: João, Rita e Vicente, todos crioulos.
          Feita a partilha dos bens entre os herdeiros, foi nomeado João Alves da Rocha o tutor e depositário dos herdeiros menores de idade filhos do falecido Antonio e Emerenciana. Para pagamento de dívidas, é preparada a arrematação de duas casas em ruínas, sendo feito o pregão em praça pública em Lages. Outros credores e devedores surgem, como José Francisco de Oliveira, que morava em Vacaria, e de Antonio Gonçalves dos Santos, sendo as dívidas quitadas pelo cofre de órfãos.

          Agiram no processo:
          arrematante; major Antonio Benedito dos Santos;
          avaliador Bento José Sabre;
          avaliador Francisco Alves Valente,
          curador geral/coletor Joaquim Fermandes da Fonceca;
          escrivão João Faustino de Oliveira,
          escrivão de órfãos Felippe Nicoláo de Góss,
          escrivão Generoso Pereira dos Anjos;
          juiz de órfãos Joaquim Fiuza de Carvalho,
          juiz municipal Alferes João Thomaz e Silva;
          juiz municipal Antonio Caetano Machado;
          partidor José Cândido Coimbra Mayor,
          partidor José Joaquim da Cunha Passos;
          pregoeiro José de Araújo Braga,
          procurador Clementino dos Santos Pacheco;
          procurador Guilherme Ricken;
          procurador João Alves da Rocha;
          procurador; alferes Antônio Lins de Córdova;
          signatário Felisberto José de Mello;
          signatário Felisberto Olimpio Caldeiras;
          signatário Guilherme Alves da Rocha;
          signatário Joaquim José Henriques;
          coletor João Augusto Xavier Neves;
          vigário João Vicente Fernandes;
          tesoureiro Joaquim Rodrigues;

          Localidades relevantes:
          Cabaçais;
          Fazenda de Cabaçais;
          Passo de Canoas;
          Vacaria;
          Vila de Lages;

          Compõem o processo:
          termos de juramento;
          avaliação de bens;
          partilha dos bens;
          pregão;
          arrematação;
          carregação;
          termo de tutoria;
          termo de depósito;
          termo de quitação;

          Variação de nome:
          Antônio Ribeiro da Assunção;
          Felipe Nicoláo de Góss,
          Felipe Nicolau de Góss
          Joaquim Fernandes da Fonseca,
          João Tomaz e Silva;

          BR SC TJSC TRRJ-19979 · Processo · 1842
          Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado na Vila de Lages, na época sob a Comarca do Norte.

          Partes do processo:
          João Baptista (inventariante);
          João Baptista Xavier (falecido);
          Gaspar Teixeira da Rocha (testamenteiro);
          José de Sousa Araujo Guimaraens (testamenteiro);
          Felisberto da Silva (testamenteiro).

          Resumo:
          Neste processo, em que João Baptista é o inventariante, há o recebimento dos bens de seu falecido pai João Baptista Xavier. Devido o inventariante ser o único herdeiro, ficou em sua responsabilidade o pagamento das dívidas. Dentre os bens havia móveis, utensílios, animais, uma arma de fogo e roupas. Além disso, consta um escravizado de nome José (designado como crioulo) e uma escravizada de nome Rita. Jozé recebeu alforria no testamento, que se tornou válida após o falecimento do inventariado. Ao final do processo houve a cobrança do pagamento dos selos.

          Atuaram no processo:
          avaliador Antonio Felipe Pessoa;
          avaliador Joze Pedroso do Amaral;
          juiz João Thomas e Silva;
          coletor major Joaquim Fernandes da Fonsêca;
          credor/reverendo Vigário João Vicente Fernandes;
          escrivão Manoel Francisco Silva;
          escrivão José Joaquim da Cunha Passos;
          escrivão/tabelião Felisberto Olimpio Caldeira;
          escrivão/tabelião Generoso Pereira dos Anjos;
          juiz municipal Matheus José de Souza;
          partidor José Joaquim da Cunha;
          partidor Gonzaga d´Almeida;
          signatário João Manoel Soares da Rocha;
          signatário Guilherme Ricken.

          Localidades relevantes:
          Igreja Matriz de Nossa Senhora dos prazeres de Lages;
          Mato Castelhano;
          Província de São Paulo;
          Passo Fundo;
          Vila de São José de Mogi Mirim (atual cidade de Mogi Mirim).

          Compõem o processo:
          Descrição de bens;
          Certidão de casamento;
          Traslado de testamento;
          Auto de partilha.

          Variações de nome:
          Gonzaga de Almeida.

          BR SC TJSC TRRJ-17808 · Processo · 1844 - 1850
          Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado na vila de São Miguel, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Maria Antonia de Jesus (falecida);
          João Leal Nunes (inventariante e herdeiro).

          Herdeiros:
          Angelica Maria Nunes;
          Antonio Francisco;
          Antonio Leal Nunes;
          Francisco Leal Nunes;
          Ignacio Francisco Pereira (co-herdeiro);
          João Leal Nunes;
          Joaquina Antonia de Jesus (neta);
          José Francisco Pereira (co-herdeiro);
          José Leal Nunes;
          Manoel Francisco Serpa (neto);
          Narcisa Maria Nunes;
          Silvestre Leal Nunes.

          Resumo:
          João Leal Nunes abre um processo de inventário dos bens de sua falecida esposa, Maria Antonia de Jesus. A finada deixou um herdeiro menor de idade, e a ação passou pelo juízo de órfãos e nomeação de um curador. Entre os bens avaliados estavam um forno de cobre, um automóvel descrito como carro, animais, canoas, casas, engenhos e terras. No processo constam oito pessoas escravizadas, de nomes: Joaquim, de nação Mina; Furtunato, de nação Ganguela; Joaquim, de nação Cassange; e Anna, Elias, Ignacio, Jacintto e Innocencia, designados como crioulos.

          Ao decorrer do processo, um dos co-herdeiros abre petição para requerer um abatimento no valor do escravizado Elias, por acreditar que sua avaliação estava desequilibrada em relação às outras pessoas escravizadas do inventário; o requerimento não foi aceito, pois um agente da justiça afirma que o herdeiro não teria nenhum direito de solicitar esse tipo de ação. Os bens foram partilhados com igualdade entre os herdeiros. A ação foi julgada por sentença, na qual o juiz requereu o pagamento das custas de maneira pro rata e a assinatura de um termo de tutela por parte de João Leal Nunes, para a proteção dos bens do herdeiro menor de idade.

          Mais tarde, um auto de tomada de contas é aberto, em que o tutor dos órfãos presta atualizações sobre os bens protegidos. Nesse documento, a comarca de Desterro já é nomeada como “primeira comarca”, e não mais “comarca do norte”, nome alterado a partir do ano de 1849.

          Atuaram no processo:
          avaliador Celso Coelho de Lemos;
          avaliador Vicente Francisco Pereira;
          curador de órfãos José Joaquim Dias;
          escrivão de órfãos e oficial de justiça Amancio José Ferreira;
          juiz de órfãos primeiro e segundo suplente Thomé da Rocha Linhares;
          juiz de órfãos quarto suplente e signatário Jose Luis Coelho Ramos;
          juiz de órfãos segundo suplente Claudio Pereira Xavier;
          juiz de órfãos segundo suplente Joaquim da Silva Ramalho Machado;
          partidor Antonio do Valle Heitor;
          partidor José Manuel d’Araujo Roslindo;
          signatário Antonio Carlos de Carvalho.

          Localidades relevantes:
          barra das Tijucas Grandes;
          comarca do norte;
          ribeirão do Moura;
          rio da Tijuca Grande;
          vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina).

          Compõem o processo:
          auto de alimpação da partilha;
          auto de tomada de contas;
          contas;
          custas;
          petições;
          sentença;
          termo de encerramento;
          termo de partilha;
          termo de tutela;
          termos de juramento;
          termos de louvação.

          Variação de nome:
          João Lial Nunes (inventariante e herdeiro);
          primeira comarca;
          termo de curadoria.