Escravidão

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          Inventário de Maria Joaquina Garcia
          BR SC TJSC TRPOA-20603 · Processo · 1874
          Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

          Partes:
          Maria Joaquina Garcia (inventariada/falecida)
          Francisco José Garcia (inventariante)

          Mobília; oratório com imagens religiosas; forno de cobre; prataria; talheres; castiçais; joias; casas; chácara; rancho de canoas; terras; propriedades urbanas; propriedades rurais; Rua das Flores; Rua do Senado; Enseada de Brito; Saco do Ribeirão; Fazenda da Tapera; Freguesia do Ribeirão; Distrito de Cubatão; Município de Porto Belo; Município de São José; dívidas; escravisão; 04 escravizados; Camillo; José; Maria; Thereza; contém carta precatória citatória; contém jornais; jornal opinião catharinense; militar; capitão.

          Escrivão Antônio Haenschen; escrivão Antônio Sálvio de Souza Medeiros; escrivão Domingos José Dias; escrivão Joaquim Xavier d'Oliveira Câmara; escrivão Domingos José Dias; escrivão Vidal Pedro Moraes; escrevente João Damasceno Vidal; tabelião Leonardo Jorge de Campos; partidor João Narciso da Silveira; curador geral José Delfina dos Santos; curador geral Cândido Gonçalves de Oliveira; Juiz José Ferreira de Mello; juiz Severino Alves de Carvalho; Procurador José Ramos da Silva Júnior;

          Variação de nomes; Jornal Opinião Catarinense; Antõnio Hänschen;

          Tribunal da Relação de Porto Alegre
          Inventário de Maria Joaquina d'Jezus
          BR SC TJSC TRRJ-24812 · Processo · 1850
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado na cidade de Desterro, Capital.

          Partes do processo:
          Maria Joaquina d'Jezus (inventariada);
          Custodio Joze da Costa (inventariante);
          Custodio Joze da Cunha Dutra (suplicante).

          Resumo: Inventário requerido pelo marido da falecida, Custodio Joze da Costa, nele contendo ouro, mobília, prataria, animais, casas, terras e dívidas. Além disso contava também com x pessoas escravizadas Ignes, Thereza, João, Antonio, todos designados crioulos (brasileiros) e José, designado africano. Durante o processo Custodio Joze da Cunha Dutra suplica seus direitos ao inventário.

          Atuaram no processo:
          juiz municipal Sergio Lopes Falcão;
          escrivão José Honorio de Souza Medeiros;
          curador gerla Candido Gonçalves d'Oliveira;
          juiz comendador Agostinho Luibão d'Almeida;
          juiz Joze Bonifácio Caldeira d'Andrada;
          advogado Polidoro d'Amaral e Silva;
          avaliador Clemente Antonio Gonçalves;
          avaliador Matheus Vieira.

          Localidades relevantes:
          Rua do Matto Groço.

          Inventário de Maria Joaquina de Jezus
          BR SC TJSC TRRJ-69286 · Processo · 1849-1850
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Autos de inventário realizado na vila de São Miguel, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Maria Joaquina de Jezus (falecida);
          Antonio Manoel (inventariante, testamenteiro e co-herdeiro).

          Herdeiros:
          Francisco Antonio dos Santos;
          Jose Antonio dos Santos;
          Maria Joaquina;
          Policarpo Antonio dos Santos.

          Resumo:
          Antonio Manoel abre um processo de inventário após o falecimento de sua sogra, Maria Joaquina de Jezus, por ter sido nomeado como inventariante no testamento da finada. Durante o processo, é revelado que dois herdeiros encontravam-se ausentes; um residindo em Santos e outro em paradeiro incerto.

          Um dos herdeiros requereu que a louvação do patrimônio fosse feita na sala das audiências, pois não frequentava a casa do inventariante por alimentarem inimizades; o pedido foi aceito e o processo seguiu em frente. Os bens inventariados foram utensílios de cozinha, mobílias, objetos de armazenamento, um oratório, ferramentas, medidas de café, casas e terrenos. Foram citadas dívidas deixadas pela finada. Constam no inventário duas pessoas escravizadas: Luis, designado como mulato, e Pedro, de nação Congo.

          Ao decorrer da ação, um dos herdeiros pede que uma mulher escravizada de nome Benigna, designada como crioula, seja adicionada ao espólio do inventário da falecida. Ela abre petição para afirmar que está procurando sua liberdade e nomeia um curador para representá-la, enquanto o inventariante se opõe ao pedido ao afirmar que “criou e alimentou Benigna desde pequena” e ainda a tem como legítima propriedade. O juiz dá continuidade ao pedido de Benigna e de sua mãe, Joaquina Maria (descrita como preta liberta), que visavam depositar e arrecadar rendas para sua liberdade. Em escritura anexada, é revelado que o inventariante não teria direito algum à propriedade de Benigna, pois ela foi doada somente à falecida filha da inventariada.

          Ao fim do processo, o juiz afirma que enquanto os dois herdeiros ausentes não fossem citados para presenciarem a partilha e alguns trâmites jurídicos não fossem aplicados, o inventário não poderia seguir. Com isso, a ação é julgada como nula. Além disso, o juiz requereu que se passe a conta de liberdade para Benigna, já que o valor necessário foi depositado.

          Atuaram no processo:
          avaliador Antonio Silveira de Souza;
          avaliador João Antonio Guimaraes;
          curador Antonio Gonçalves Franco;
          curador Jacintho Jose Pacheco dos Santos;
          depositário João da Silva Ramalho Pereira;
          escrivão e tabelião Antonio Francisco de Medeiros;
          escrivão e tabelião e procurador Jose Manoel de Araujo Roslindo;
          escrivão João Antonio Lopes Gondim;
          juiz municipal e provedor de capelas Antonio de Sousa e Cunha;
          juiz municipal segundo suplente Joaquim da Silva Ramalho Mellado;
          juiz municipal Sergio Lopes Falcão;
          reverendo vigário Joaquim Serrano;
          signatário Manoel Luis Cordeiro;
          tabelião Polidoro do Amaral e Silva.

          Localidades relevantes:
          cidade de Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
          cidade de Santos;
          fazenda dos Três Riachos;
          primeira comarca;
          Tijuca;
          Travessão;
          vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina).

          Compõem o processo:
          anulação;
          avaliações;
          conta de liberdade;
          petição da escravizada Benigna;
          procuração;
          termo de depósito;
          termo de descrição;
          termos de juramento;
          termo de responsabilidade;
          traslado de escritura;
          traslado de testamento.