Escravidão

Área de elementos

Taxonomia

Código

Nota(s) de âmbito

    Nota(s) de fonte(s)

      Nota(s) de exibição

        Termos equivalentes

        Escravidão

          Termos associados

          15 Descrição arquivística resultados para Escravidão

          15 resultados diretamente relacionados Excluir termos específicos
          Autos Crimes de João Teixeira Gonsalves e outros
          BR SC TJSC TRRJ-28983 · Processo · 1845
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Autos crimes realizado na vila de Lages, na época sob a Comarca do Norte da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          A Justiça (autora);
          João Teixeira Gonsalves (réu);
          Manoel Teixeira Gonsalves (réu);
          Serafim Joze da Silva (réu).

          Resumo:
          Este processo se inicia com mandado para escolta de uma comitiva que estava indo em direção à província de São Paulo. Nela, estavam presentes os réus citados João Teixeira Gonsalves, Manoel Teixeira Gonsalves e Serafim Joze da Silva. A comitiva havia roubado três pessoas escravizadas – João, descrito como de nação Angola; e Roza e Luiz, descritos como “de nação” (africanos) – de Porto Alegre e fugido com mulheres e crianças. Eles estavam escondidos em um lugar denominado Curisco no momento da escolta e, de acordo com a justiça, pretendiam vender as pessoas roubadas quando chegassem ao destino. O processo contou com testemunhas. Durante a inquirição há depoimentos que se contradizem na questão de roubo ou não das pessoas escravizadas, e um dos suplicados afirma que eles eram libertos. Além disso, os escravizados afirmaram que os réus apresentaram uma nova proposta de trabalho para eles, sem seus senhores por perto, e que viram-se seduzidos pela sugestão. Ao decorrer do processo, é analisado que o crime de furto e sedução contou com circunstâncias agravantes, por ter sido premeditado. Com isso, os suplicados foram pronunciados ao Tribunal do Júri. Por unanimidade, foi determinado que houve furto das três pessoas, assim como o fato de que elas não eram libertas e foram manipuladas a estarem presentes na comitiva para São Paulo. Com isso, o juiz condena os réus à prisão com trabalho e a pagarem as custas do processo.

          Atuaram no processo:
          chefe de polícia Manoel José de Freitas Travassos;
          defensor e signatário Amancio José Ferreira;
          delegado major Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
          escrivão da delegacia Francisco Jose Pereira da Costa Medeiros;
          escrivão dos órfãos Generoso Pereira dos Anjos
          escrivão Mathias Gomes da Silva;
          inspetor do quarteirão Francisco Antonio das Neves;
          juiz municipal coronel Jeronimo Coelho Nilto;
          juiz municipal primeiro suplente alferes João Thomaz e Silva;
          juiz municipal Antonio Caetano Machado;
          promotor público Jacintho Jose Pacheco de Santos;
          signatário alferes Matheus Jose de Sousa;
          signatário Guilherme Ricken.

          Localidades relevantes:
          comarca do norte;
          Curisco;
          freguesia de Vacaria (atual município de Vacaria, Rio Grande do Sul);
          Porto Alegre;
          província de São Paulo (atual estado de São Paulo e parte do estado do Paraná);
          quarteirão dos Coritibanos (atual município de Curitibanos, Santa Catarina);
          vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
          vila de Laguna (atual município de Laguna, Santa Catarina).

          Compõem o processo:
          auto de qualificação;
          carta citatória;
          contas;
          inquirição de testemunhas;
          libelo crime acusatório;
          ofício;
          passaporte;
          pronúncia;
          sentença;
          termo de declaração;
          termo de juramento.

          Cobrança de Baptista José Silveira de Souza

          Partes:
          Batista José Silveira de Souza (requerente).

          Traslado; cobrança no valor de 148$000 (cento e quarenta e oito mil réis); justificação; escravidão; captura de escravo fugido; Vila de Lages, ora comarca Norte da Provincia de Santa Catarina, ora comarca de Desterro; São Paulo.

          Antonio Caetano Machado, juiz;
          Claro Gonçalves Torrés;
          Generoso Pereira dos Anjos, capitão, casado, natural de São Paulo;
          João B. do Rego;
          João de Deos Munis;
          José de Araujo Braga, pregoeiro público;
          José Fernandes;
          José Manoel Leite, capitão;
          José Silveira de Souza;
          João Vicente Fernandes, reverendo, vigário, padre;
          Lourenço Dias Baptista, tabelião;
          Manoel, escravo fugido de Claro Gonçalves Torres;
          Matias Gomes da Silva, tabelião.

          Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
          Inventário de Maria Joaquina de Athaide
          BR SC TJSC TRRJ-19972 · Processo · 1849
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado em Lages, na época sob a Comarca do Norte

          Partes do processo:
          Maria Joaquina de Athaide (inventariada);
          Antônio Correia França (inventariante).

          Herdeiros:
          Marianna;
          Felicidade;
          Generosa;
          Maria;
          Joaquina;
          Francisco;
          Lucianno.

          Resumo: O inventário foi realizado por Antônio Correia França, viúvo do falecida, sem deixar testamento, procedendo em uma partilha amigável e deixando herdeiros. Entre os bens inventariados estão animais, prataria, móveis, rincão de terras, parte de terras na Vila de Castro e dívidas. Consta no processo um conflito entre dois inventariantes. Além disso, foram descritas no processo duas pessoas escravizadas, de nomes Manoel e Luis.

          Localidades relevantes:
          Vila de Castro;
          província de São Paulo.

          Atuaram no processo:
          escrivão Mathias Gomes da Silva;
          escrivão Antônio Vicente dos Santos Cordeiro;
          escrivão Manoel Antônio de Azevedo;
          juiz de órfãos Guilherme Ricken;
          avaliador capitão José Manoel leite;
          avaliador Mariano Cardoso Monteiro;
          signatário Lourenço Dias Baptista;
          coletor Antônio Saturnino de Souza e Oliveira.
          coletor tenente Luiz Gonzaga de Almeida;
          curador geral Claudianno de Oliveira Rosa;
          partidor Francisco Gomes da Silva Coelho;
          partidor Jorge Trueter;

          Compõem o processo:
          Auto de inventário;
          Sequestro de bens.

          Variação de nome:
          Maria Joaquina D’Athaides;
          Antônio Corrêa França.

          Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
          Inventário de Balthazar Joaquim de Oliveira
          BR SC TJSC TRRJ-30898 · Processo · 1852
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado em Lages, na época sob a Segunda Comarca.

          Partes do processo:
          Balthazar Joaquim de Oliveira (inventariado);
          José Jacintho de Oliveira (inventariante/herdeiro).

          Herdeiros:
          Joaquim Balthazar de Oliveira;
          Antônio Cândido de Oliveira;
          Joaquim Rodrigues de Oliveira;
          Anna Jozefa do Amaral;
          Francisco Chagas de Oliveira;
          Generozo José de Oliveira;
          Florisbella.

          Resumo:
          O inventário de Balthazar Joaquim de Oliveira foi realizado por José Jacintho de Oliveira, seu filho, que o fez sem deixar testamento e procedeu com uma partilha amigável. Entre os bens inventariados, estavam uma casa, animais, terras, um moinho de mão e dívidas. Dentre os credores do inventariado, encontrava-se um escravizado de nome Antônio. Ao final do processo de inventário, foi lavrado um auto de tomada de contas ao tutor, que era o próprio inventariante, e, por meio desse auto, ele prestou fiança aos bens de sua tutelada, de nome Florisbella. Também consta um auto de arrendamento de duas parcelas de terra nas Costas do Caveiras. Os herdeiros se apresentaram ausentes e, estando em outra província, foi dado andamento ao inventário sem a revelia deles, dando procedência aos pregões e autos de praça.

          Localidades Relevantes:
          Segunda Comarca;
          Rio Grande de São Pedro do Sul (atual Rio Grande do Sul);
          Distrito de Alegrette;
          Vila da Cruz Alta;
          Província de São Paulo;
          Costa do Caveiras;
          Rio Pardo.

          Atuaram no processo:
          Escrivão de Órfãos Generozo Pereira dos Anjos Júnior;
          Escrivão de correição e Partidor Capitão Generozo Pereira dos Anjos;
          Juiz de municipal de Órfão Guilherme Ricken;
          Juiz de Órfãos segundo suplente Lourenço Dias Baptista;
          Juiz de direito em correição Joaquim José Henriques;
          Curador de Órfãos Matheus José de Souza;
          Signatário Anacleto Dias Baptista;
          Avaliador José Pereira de Jesus;
          Avaliador Manoel de Souza Machado Ferreira;
          Pregoeiro público Domingos Leite;
          Partidor Antônio Ricken de Amorim.

          Variação de nome:
          Província do Sul;
          José Jacinto de Oliveira;
          Francisco Xagas de Oliveira.

          Compõe o processo:
          Auto de inventário;
          Termo de juramento aos herdeiros;
          Partilha de bens;
          Termo de tutela;
          Autos de tomada de contas ao tutor;
          Autos de arrendamento de terras.

          Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
          Inventário de Bento Ribeiro de Cordova
          BR SC TJSC TRRJ-29031 · Processo · 1840 - 1864
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado na vila de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Bento Ribeiro de Cordova (inventariado);
          Henriques Ribeiro de Cordova (inventariante, testamenteiro e herdeiro).

          Herdeiros:
          Alexandrina;
          Anna (menor);
          Antonio da Roza Madruga (co-herdeiro);
          Candida dos Prazeres de Cordova;
          João Baptista de Sousa (co-herdeiro);
          Joaquim da Roza Madruga (co-herdeiro);
          Joaquina (descrita como bastarda);
          Jose Ribeiro de Cordova;
          Maria de Cordova;
          Vidal Ribeiro de Cordova.

          Resumo:
          O inventário de Bento Ribeiro de Cordova foi conduzido por seu filho e testamenteiro, Henriques Ribeiro de Cordova. No início do processo, é mencionado que a ação havia sido interrompida pela incidência de rebeldes que tomaram a vila de Lages, ocasionando a destruição dos autos originais. Considerando a data e local, é possível afirmar que os rebeldes mencionados são aqueles envolvidos na Guerra dos Farrapos.

          Na titulação de herdeiros, menciona-se a existência de uma herdeira bastarda, Joaquina, que o falecido teve “no estado de solteiro”. Responde-se que, para ser considerada herdeira legítima, ela precisaria realizar habilitação e provar que não seria uma “filha adulterina”. O finado deixou um testamento, em que cita o fato dos herdeiros e genro deverem uma quantia em dinheiro; além disso, é revelado que o falecido deixaria liberto Vitto, homem escravizado, com a condição de "servir" a sua filha Anna.

          Entre os bens inventariados, destacavam-se casas, uma fazenda no lugar denominado “Tres Morrinhos”, uma fazenda de criar no lugar denominado “Pelotinhas”, objetos de prata, mobília, peças de vestuário, um serigote, uma âncora, ferramentas, utensílios domésticos, um forno de cobre, animais e terras. Além do homem escravizado citado no testamento, constam no processo 6 pessoas escravizadas: Isabel, Adão, Matheus, Alexandrina, Claudianno e Sipriano — que, ao decorrer do processo, conquistou sua carta de liberdade.

          Há uma interrupção no processo de partilha, com um pedido para credores e devedores se apresentarem para reconhecer suas dívidas. Também pede-se que se faça a avaliação de pessoas escravizadas que não foram incluídas na primeira avaliação. Durante a ação, há um protesto entre co-herdeiros para que reconhecessem a herdeira “bastarda” Joaquina; pede-se que se siga a partilha, desconsiderando a “herdeira ausente”, por não ter feito a habilitação dentro do prazo estipulado.

          A meação é dividida em três partes, sendo as primeiras duas terças repassadas neste momento inicial, e em 1843 o inventariante requer a continuidade da partilha para o repasse da última terça. Ao final, é feita uma partilha amigável das terras da fazendo de Três Morrinhos entre “Vidal Ribeiro de Córdova e outros”, os herdeiros e co-herdeiros de Bento Ribeiro de Córdova, como suplicantes, e os demais ocupantes da fazenda como suplicados. O processo é julgado por sentença, em que o juiz requer a anexação dessa partilha amigável nos autos de inventário e demanda aos interessados o pagamento das custas.

          Atuaram no processo:
          avaliador Felipe Borges do Amaral e Castro;
          avaliador capitão Miguel Rodrigues de Araújo;
          coletor Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
          curador Adelitão Maximiano Antonio Pereira de Souza;
          curador geral e coletor sargento-mor Joaquim Fernandes da Fonceca;
          escrivão do juizo de paz Manoel Jose Pereira Cordeiro;
          escrivão Generoso Pereira dos Anjos;
          escrivão José Luis Pereira;
          juiz de órfãos João Thomas Silva;
          juiz de órfãos Jose Jacinto de Oliveira;
          juiz de órfãos suplente Henrique Ribeiro de Cordova;
          juiz municipal e de órfãos Antonio Caetano Machado;
          juiz municipal Ignacio Bernardes dos Santos;
          partidor José Joaquim da Cunha Passos;
          partidor Luis Gonzaga de Almeida;
          tabelião João Rodrigues de Andrade;
          tabelião Mathias Gomes da Silva.

          Localidades relevantes:
          Boa Vista;
          Capão da Tapera;
          Capão Grande;
          freguesia de Cotia (atual município de Cotia, São Paulo);
          Morrinhos;
          Morro Agudo;
          Pelotinhas;
          província de São Paulo (atuais estados de São Paulo e Paraná);
          rincão do Teobaldo;
          Três Morrinhos;
          vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
          vila de Santos (atual município de Santos, São Paulo).

          Compõem o processo:
          autos de partilha;
          avaliação de bens;
          correição;
          petições;
          sentença;
          termo de obrigação;
          termo de protesto;
          termo de tutoria;
          termos de juramento;
          traslado de testamento.

          Variação de nome:
          Candida Maria dos Prazeres;
          Cipriano;
          Isabel;
          juiz José Jacinto de Oliveira;
          Jose Lins de Cordova;
          Nito;
          vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lages.

          Inventário de Duarte Muniz Fogaça
          BR SC TJSC TRRJ-19967 · Processo · 1849-1867
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Autos de inventário e partilha realizados na vila de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Duarte Muniz Fogaça (falecido)
          Francisco Muniz de Moura (testamenteiro e inventariante)
          Rita Maria Amaral (inventariante e herdeira)

          Herdeiros:
          Antonio Felippe Pessoa (co-herdeiro);
          Anna do Amaral;
          Altanario Sutil de Oliveira (co-herdeiro);
          Gertrudes (menor de idade);
          Jose Pereira Machado (co-herdeiro);
          Maria do Rozario;
          Maria d’Amaral.

          Resumo:
          Neste processo, foi notificada Rita Maria Amaral, esposa do falecido Duarte Muniz Fogaça, para que no período de 48 horas comparecesse ao juízo da vila de Lages, a fim de assinar termo de inventário. No entanto, Rita, por ser uma pessoa com deficiência, não pôde assinar como inventariante. Durante o processo Rita é chamada de “paralítica”, “aleijada”, e descrita como “sem poder falar”. Em seguida, o irmão do falecido, Francisco Muniz de Moura, além de testamenteiro do casal, foi nomeado como inventariante.

          Ao decorrer do processo, o curador Manoel Cavalheiro Leitão foi impedido de prosseguir como atuante no inventário de Duarte, por ser cunhado do inventariado e irmão de Rita, esposa do falecido.

          No testamento, são citadas 8 pessoas escravizadas, inclusas como bens. 5 eram mulheres: Joanna, designada como de nação Benguela; Joaquina, Roza, Antonia e Anna, designadas como crioulas. 3 eram homens: Francisco, designado como de nação Moçambique; Francisco, designado como de nação Cabinda, e Bento, designado como crioulo. No entanto, dentre eles, Francisco (de nação Moçambique) foi dado como forro (alforriado).

          Os bens presentes no inventário do falecido foram casas, animais, roupas, utensílios, prataria, armas brancas, armas de fogo, ferramentas e meios de transporte, descritos como “carros”. Havia também dívidas ativas e passivas.

          Durante o processo, foram pagas aos credores as quantias em dinheiro requeridas. Na partilha, foi efetuado pagamento a um órfão de nome João e ao forro Francisco (de nação Moçambique). Além disso, foi efetuada a partilha dos bens entre os herdeiros.

          Ademais, é nomeado como tutor da herdeira Gertrudes o curador e tio da dita órfã, Manoel Cavalheiro Leitão, que posteriormente também tornou-se o responsável pelos bens de sua irmã, mãe de Gertrudes, Rita Maria do Amaral.

          Na sequência, o curador Manoel Leitão foi substituído por outro; e, em requerimento, pediu que o atual curador enviasse, através do escrivão, uma certidão em que constasse o que teria restado de saldo na conta corrente de Maria Rita do Amaral.

          Em uma petição feita por Francisco Franco Fogaça, alforriado da família do falecido Duarte, o peticionário pediu que sua esposa Joanna (de nação Benguela) recebesse sua carta de alforria, por conta de sua idade avançada e por ter prestado serviços em sua vida inteira ao dito casal. Foi expedido pelo suplicante um pedido ao curador, para que aceitasse o valor estipulado por Francisco, a fim de que sua esposa fosse liberta, bem como seus filhos e mais outros escravizados que ainda estão em posse da família do falecido.

          Porém, o curador, em sua carta, respondeu que não havia como entregar carta de alforria pelo valor estipulado pelo suplicante, e que também a liberdade de Joanna e seus filhos deveria constar no inventário do falecido. Por não constar, a alternativa que sobrou foi a de pagar a mais do valor que foi oferecido para que assim sejam libertos.

          Assim, foi pago pelo suplicante o valor referido e, de acordo com a resposta do curador, seria expedido no dia em que a carta de alforria de sua esposa Joanna fosse enviada.

          Atuaram no processo:
          avaliador Ricardo Alves da Silva;
          avaliador Francisco Gomes da Silva Coelho;
          curador e tutor Manoel Cavalheiro Leitão;
          curador geral Ignacio Nunes;
          curador major Amancio José Ferreira;
          curador José Machado;
          curador João Antunes Sobrinho;
          escrivão geral e de órfãos Mathias Gomes da Silva;
          escrivão Generoso Pereira dos Anjos;
          juiz de órfãos terceiro substituto capitão José Marcelino Alves de Sá;
          juiz de órfãos Guilherme Ricken;
          oficial de justiça Joze Antonio de Oliveira;
          procurador major Antonio Saturnino de Oliveira;
          partidor Jorge Trueter;
          partidor Francisco Gomes da Silva Coelho;
          procurador Vicente Eufrasio da Silva Abreu;
          signatário Antonio Vicente dos Santos;
          signatário João Luis de Andrade.

          Localidades relevantes:
          Sorocaba;
          vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
          província de São Paulo (atual estado de São Paulo);
          segunda comarca.

          Compõem o processo:
          auto de tomada de contas;
          conta;
          juramento ao tutor;
          partilha;
          quitação;
          recibos;
          recibos de compra de escravizados;
          termo de juramento de inventariantes nomeados;
          testamento;
          termo de juramento aos louvadores;
          termo de juramento aos procuradores;
          termo de juramento aos partidores;
          termos de juramento aos curadores.

          Variações de nome:
          Rita Cavalheira do Amaral;
          Rita do Amaral Cavalheiros.

          BR SC TJSC TRRJ-24819 · Processo · 1850 - 1852
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado na cidade de Desterro, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Francisco Caetano Soares (falecido);
          Custodea Francisca Soares (falecida);
          Francisco Caetano Soares (inventariante e herdeiro).

          Herdeiros:
          Antonio de Camara Soares;
          Felizarda Amalia Soares (ausente);
          Laurentino Caetano Soares;
          João Caetano Soares (ausente);
          João Pereira Cordio (co-herdeiro);
          Jose Custodio Soares;
          Samuel Esteves Soares (ausente).

          Resumo:
          Francisco Caetano Soares abre um processo de inventário após o falecimento de seus pais, Francisco Caetano Soares e Custodea Francisca Soares. Como o casal deixou filhos menores de idade, a ação contou com a nomeação de um curador.

          No início da ação, os filhos que não residiam em Desterro foram notificados para estarem presentes no inventário; dentre os locais de residência dos ausentes, é citado um local incerto em "uma província do norte". Os bens inventariados foram mobílias, caixas, uma moenda de cana, utensílios de cozinha, um ferro de engomar roupa, casas, terrenos e um engenho de fazer farinha. São citadas dívidas ativas e passivas deixadas pelos falecidos. Constam na ação duas pessoas escravizadas: Joanna, de nação Benguela, e Maria, de nação Angola.

          Após avaliados, os bens passaram por um processo de partilha, em que parte do patrimônio foi separada para pagamento das dívidas. Mais tarde, o herdeiro Antonio de Camara Soares abre uma petição requerendo revisão do pagamento de sua legítima parte, por desarranjos criados sobre um terreno que dividiu com João Caetano Soares e as suas divisas. Com isso, uma vistoria e uma demarcação das terras em questão foram realizadas, seguidas de um auto de emenda da partilha anterior.

          O juiz julga a ação por sentença, requerendo que os acréscimos da petição e demarcação fossem pagos pelas partes interessadas, além de pedir ao herdeiro João Caetano Soares que assinasse termo de tutoria para os bens dos filhos menores e ausentes.

          Atuaram no processo:
          avaliador Antonio José Feliciano;
          avaliador Benigno Bento;
          avaliador Francisco Pereira;
          avaliador Umbelino José Serpa;
          curador Candido Gonçalves d’Oliveira;
          demarcador Carlos Schlappal;
          escrivão José Honorio de Souza Medeiros;
          juiz municipal e de órfãos suplente e comendador Agostinho Leitão d’Almeida;
          juiz municipal e de órfãos Sergio Lopes Falcão;
          partidor João Narcizo da Silveira;
          partidor Joaquim José Varella;
          signatário Augusto da Silva Machado;
          signatário João Alberto Pinto;
          signatário Pedro Antonio de Paixão.

          Localidades relevantes:
          Caputera;
          cidade de Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
          Estreito (atual bairro Estreito, de Florianópolis);
          Itacoroby (atual bairro Itacorubi, de Florianópolis);
          primeira comarca;
          província de São Paulo (atuais estados de São Paulo e Paraná);
          província do sul (atual estado do Rio Grande do Sul);
          rua da Praia de Fora.

          Compõem o processo:
          auto de emenda da partilha;
          auto de exame e vistoria;
          auto de partilha;
          contas;
          correição;
          petição;
          sentenças;
          termo de tutoria;
          termos de juramento;
          termos de louvação.

          Inventário de José da Silva Furtado
          BR SC TJSC TRRJ-29027 · Processo · 1841
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado na Vila de Lages

          Partes do processo:
          José da Silva Furtado (Inventariado);
          Joaquina Maria do Espirito Santo (inventariante).

          Herdeiros:
          Antonio;
          Catolico;
          Felisbina Maria da S.;
          João Florencio da Silva Camara;
          José Antunes Rebello;
          Lucianno Ferreira Porto;
          Manoel;
          Maria Antonia;
          Theodorio da Silva Furtado;

          Resumo:
          O inventário de José da Silva Furtado foi realizado por sua esposa, Joaquina Maria do Espírito Santo, sem testamento e com a realização de uma partilha amigável. Exemplo de alguns bens arrolados: grande volume de gado (equinos, bovinos e ovinos), vários escravos, utensílios de prata, um “ferro de engomar”, “campos e matos da cadeia e enxovia” e casas. Pelos bens o inventariante parece ter sido grande fazendeiro da região, com negócios com o litoral, com destaque para seis pessoas escravizadas, quatro de “nação”, trazidos da África, com os nomes Antonio, João, Joaquina e Gertrudes, e dois crioulos, chamados Francisco e Anna. Há indicação de que o inventariado era devoto de “Nossa Senhora Aparecida”, como indicado na folha digital n. 37.

          Localidades Relevantes :
          Província de São Paulo;
          Fazenda do Limoeiro.

          Atuaram no processo:
          escrivão de órfãos Generozo Pereira dos Anjos;
          juiz de órfãos capitão José Jacinto de Oliveira;
          juiz de órfãos alferes João Thomas e Silva;
          signatário Manoel Francisco de Azambuja Rangel;
          signatário José Antunes Rebello;
          signatário Joaquim Rodrigues e Costa;
          signatário Guilherme Ricken
          curador geral major Joaquim Fernandes da Fonseca;
          avaliador Ignácio Antonio de Lima;
          partidor José Joaquim da Cunha Passos;
          partidor alferes Luis Gonzaga de Almeida;
          coletor Joaquim Fernandes da Fonseca;
          fiador tenente Ignácio Antunes Lima.

          Compõe o processo:
          Auto de inventário;
          Título de herdeiros;
          Juramento aos avaliadores;
          Avaliação de bens;
          Termo de fiança;
          Termo de tutor.

          Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
          Inventário de Maria Angelica dos Santos
          BR SC TJSC TRRJ-30719 · Processo · 1859-1868
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado na vila de Lages, na época sob a comarca de São José da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Maria Angelica dos Santos (falecida);
          Caetano Antonio Teixeira Couto (inventariante).

          Herdeiros:
          Antonio Caetano de Oliveira;
          Anna do Nascimento;
          Caetano Antonio de Oliveira;
          Francisco Caetano de Oliveira;
          Generozo Caetano de Oliveira;
          João Caetano de Oliveira (ausente);
          Joaquim Antonio de Oliveira;
          Jose Catenado de Oliveira;
          Libino José dos Santos (co-herdeiro);
          Manoel Antonio de Oliveira;
          Maria Caetana;
          Maria das Dôres (ausente e falecida);
          Miguel Antonio de Oliveira.

          Resumo:
          Caetano Antonio Teixeira Couto abriu um processo de inventário pelos bens de sua finada esposa, Maria Angelica dos Santos. Como a finada deixou um herdeiro menor de idade, a ação passou pelo juízo de órfãos e a nomeação de um curador.

          Foi revelado que o herdeiro Francisco Caetano de Oliveira estava ausente da vila de Lages, residindo na vila do Príncipe (província do Paraná), sendo representado ao decorrer do processo por seu pai, Caetano. Os bens avaliados foram animais, utensílios de cozinha, ferramentas, jóias, um rosário, itens de montaria, casas, uma casa de olaria, terras e invernadas. Além disso, o inventariante declarou que o casal possuía dívidas passivas.

          Nesta ação, foram citadas 23 pessoas escravizadas, dos nomes: Manoel, descrito como de nação (africano); Albino, Clemente, Benedito, Manoel, Joaquim, Higino, Benedita, Francisca, Sebastiana, Joanna, Clara, Catharina, Veneranda, Mari, Roza, Severo, Rogerio, Româna, Benedito e Furtunato, descritos como crioulos; Maria Antonia, descrita como mulata e crioula; e Maria, na qual não teve sua etnia especificada e foi designada como não sendo “sadia”.

          Mais tarde, foi revelado que a herdeira Maria das Dôres havia falecido; a finada era moradora de Sorocaba, província de São Paulo. Em testamento anexado, em que é testamenteiro Francisco Gonçalves de Oliveira Machado, Maria fez seus últimos pedidos em vida, requerendo que uma quantia de dinheiro fosse repartida entre os “pobres” da cidade, da mesma forma com que deixou esmola para a Igreja de Santa Clara.

          Caetano declarou possuir mais terras na província do Paraná, em que foi requerido a abertura de uma carta precatória para proceder à avaliação. Os bens foram repartidos em igualdade e o juiz julgou a ação por sentença, em que requereu o pagamento das custas do processo de maneira pro rata pelos herdeiros.

          Atuaram no processo:
          avaliador Clementino Alves da Assumpção e Rocha;
          avaliador Diogo Teixeira Nunes;
          curador alferes Antonio Ricken de Amorim;
          escrivão ajudante do juízo municipal e ouvidoria da capela e resíduos tenente coronel Joaquim Pereira de Castro Vasconcellos;
          escrivão de órfãos Generoso Pereira dos Anjos;
          juiz de órfãos José Nicolau Pereira dos Santos;
          juiz de órfãos primeiro suplente capitão Henrique Ribeiro de Cordova;
          juiz municipal João Feliciano da Costa Ferreira;
          partidor Antonio Rodrigues Lima;
          partidor capitão José Manoel Leite;
          procurador alferes José Joaquim da Cunha Passos;
          procurador e coletor das rendas nacionais major Antonio Saturnino de Sousa e Oliveira;
          signatário Anacleto Dias Baptista;
          tabelião Constancio Xavier de Sousa;
          tabelião João Dominique Garcia;
          tabelião Procopio Luis Leitão Freire.

          Localidades relevantes:
          Boa Vista;
          cidade de Curitiba;
          comarca de São José;
          Fazenda do Butiá;
          Guarda Mor;
          Palmeira;
          Papagaios;
          povoação dos Curitibanos (atual município de Curitibanos, Santa Catarina);
          província de São Paulo (atual estado de São Paulo);
          província do Paraná (atual estado do Paraná);
          Sorocaba;
          vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
          vila do Principe (atual município da Lapa, Paraná).

          Compõem o processo:
          alimpação da partilha;
          auto de partilha;
          avaliação dos bens;
          contas;
          correições;
          petição;
          procurações;
          sentenças;
          termo de louvação;
          termo de substabelecimento;
          termos de declaração;
          termos de juramento;
          traslado de testamento.

          Variação de nome:
          comarca de Lages;
          Maria das Dores Teixeira dos Santos.

          Inventário de Maria Ursulla de Freitas
          BR SC TJSC TRRJ-89517 · Processo · 1852-1853
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado na vila de Nossa Senhora da Graça do Rio de São Francisco Xavier do Sul, à época Primeira Comarca da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Antônio Leandro do Reis (inventariante);
          Maria Ursulla de Freitas (inventariada).

          Herdeiros:
          Reginaldo Antônio dos Reis;
          Antônio Leandro dos Reis;
          José Silvestre dos Reis;
          Joaquim Epifanio dos Reis;
          Francisco de Paula dos Reis;
          Felippe de Paula Reis;
          José Joaquim Delfino d’Oliveira (cabeça de sua mulher Guiomar Umbelina de São Bernardo).

          Resumo:
          O inventariante Antônio Leandro do Reis ficou responsável por fazer o inventário dos bens de sua falecida mãe, Maria Ursulla de Freitas. Contém no processo uma carta precatória citatória do juizo municipal da cidade de São Francisco dirigido ao juizo municipal da vila de comarca da província de São Paulo. A precatória foi solicitada por Joaquim Epifanio dos Reis a fim de requerer a realização do inventário e partilha dos bens de sua mãe, falecida a mais de 15 anos. A falecida deixou bens como: casas, roças, utensílios de prata; estanho; latão e cobre, mobílias, ferramentas, frascos de medida, jóias em ouro, quantia em dinheiro e dívidas. Constam entre os bens 05 escravizados, 03 deles foram descritos como "pretos crioulos", de nomes: Policarpo, Severino e Anna. Paulo foi designado como preto e de nação Caçange, e Antônia foi descrita como Mulata. Os bens foram partilhados igualmente entre seus herdeiros. O processo foi visto em correição em 1853 pelo juiz corregedor Jozé Christiano Garção Stockler.

          Atuaram no processo:
          avaliador Domingos José d’Oliveira;
          avaliador Manoel Pereira Lima;
          escrivão João José Machado da Costa;
          escrivão ajudante José Maria Fosquini;
          juiz municipal José Maria d’Albuquerque Mello;
          juiz municipal Joaquim Gomes Mendonça;
          juiz corregedor Jozé Christiano Garção Stockler;
          partidor Antônio Pinheiro Ribas;
          partidor Leandro José da Costa Machado;
          procurador João Pereira Liberato;
          signatário Luis Soares de Oliveira.

          Localidades relevantes:
          Vila de Nossa Senhora da Graça do Rio de São Francisco Xavier;
          Vila de Porto Belo;
          Província de São Paulo;
          São João Baptista;
          Comarca de Santos.

          Compõem o processo:
          carta precatória citatória;
          juramento de avaliador;
          descrição dos bens;
          termo de responsabilidade;
          juramento de partidor;
          auto de partilha;
          procuração.

          Variação de nome:
          Nação Cassange;
          herdeiro Joaquim Ephifano dos Reis.