Escravidão

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          Ação Cominatória de Bartholomeu Cardoso
          BR SC TJSC TRRJ-55981 · Processo · 1845 - 1846
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Ação cominatória para divisão de bens e partilha realizadas na vila de São José, na época sob a comarca do sul da província de Santa Catarina.

          Partes:
          Jacinta Rosa de Jesus (autora);
          Bartholomeu Cardoso (réu).

          Resumo:
          A autora da ação, Jacinta Rosa de Jesus, ao pedir divórcio de Bartholomeu Cardoso, abriu uma petição de conciliação para que o réu pague metade das dívidas da partilha, sob pena de pregão caso não pague.

          Jacinta afirma que já estava desamparada há dois anos, e que o réu havia praticado o crime de adultério, por isso ela buscava essas medidas. O juiz decretou o sequestro dos bens do réu executado. Entre os bens, destacam-se terras, casa, mobília, engenho de fazer farinha, engenho de cana e animais. Além disso, foram mencionadas as seguintes pessoas escravizadas: Maria, José e Germano. O processo foi concluído com sentença, em que o juiz requereu o pagamento das custas de maneira pro rata.

          Atuaram no processo:
          avaliador Antero Silveira de Souza;
          avaliador Cypriano José de Souza Cabral;
          escrivão Domingos Antonio Guimaraes;
          escrivão Joaquim Francisco d’Assis e Passos;
          juiz municipal e dos órfãos Luiz Ferreira do Nascimento e Mello;
          juiz municipal José Rodrigues Pinheiro Cavalcante;
          oficial de justiça José da Costa Siara;
          procurador Manoel do Nascimento Ramos.

          Localidades relevantes:
          comarca do sul;
          Cubatão;
          vila de São José (atual município de São José, Santa Catarina).

          Compõem o processo:
          auto de depósito;
          auto de sequestro;
          contas;
          petições;
          procuração;
          sentença;
          termo de responsabilidade.

          Ação de Crédito de Felisbino José Duarte
          BR SC TJSC TRRJ-24620 · Processo · 1823
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Ação de crédito realizada na cidade de Desterro, na época sob a comarca da Ilha de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Felisbino José Duarte (autor);
          Vicente José de Souza (réu).

          Resumo:
          Neste processo, o autor Felisbino José Duarte moveu uma ação de crédito contra o réu Vicente José de Souza, a fim de cobrar dele uma dívida pendente de 50.600 réis (50$600). Ambas as partes eram moradores da freguesia de São José. A dívida era proveniente da compra de um escravizado africano, descrito como “de nação Cambinda”, e “ladino” (esse termo denota um escravizado que era familiar com a língua portuguesa e a cultura brasileira; é o oposto da designação de “boçal”).

          O réu foi citado pelo alcaide e lançado em pregão pelo porteiro dos auditórios para comparecer às audiências, sob pena de revelia. O processo termina inconclusivo, com a publicação do pregão, mas sem terem sido feitas as audiências.

          Atuaram no processo:
          advogado e procurador capitão Francisco José Rebello;
          alcaide José de Souza Freitas;
          escrivão João Francisco Cidade;
          juiz de fora Francisco José Nunes;
          porteiro dos auditórios Manoel José de Lima.

          Localidades relevantes:
          freguesia de Nossa Senhora do Rosário da Enseada do Brito (atual bairro da Enseada de Brito, Florianópolis, Brasil);
          freguesia de São José (atual município de São José, Santa Catarina);
          cidade de Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
          comarca da Ilha de Santa Catarina.

          Compõem o processo:
          audiência de lançamento de embargos;
          citação;
          contas;
          declaração de dívida.

          Ação de Crédito de Francisco Vieira de Castro
          BR SC TJSC TRRJ-84348 · Processo · 1823
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Ação de Crédito na Capital, feito à época da Nossa Senhora do Desterro

          Partes: Francisco Vieira de Castro; Companhia Irmões; (Autores); José Francisco Coelho (réu);

          Resumo: O Alferes Francisco Vieira de Castro, como representante da "Companhia Irmões", requer uma ação judicial de crédito contra José Francisco Coelho, pela compra de dois escravizados não pagos, após audiência à qual o réu não compareceu. O Juiz de Fora Francisco José Nunes determinou juramento de alma, referente a dívida não paga.

          Localidades: Ilha de Santa Catarina; Nossa Senhora de Desterro; São José;

          Atuaram no Processo: Escrivão João Francisco Cidade; Escrivão Antonio Lopes de Freitas; Oficial de Justiça José de Sousa Freitas; Procurador Manuel da Silva e Souza; Juiz Francisco José Nunes;

          Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
          Ação de Crédito de João Baptista da Silva
          BR SC TJSC TRRJ-63862 · Processo · 1825
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Sentença Cível de Ação de Crédito realizado na cidade de Desterro.

          Partes:
          João da Costa Pereira Dinis (autor);
          João Baptista da Silva (réu).

          Resumo:
          O juiz de fora Antônio pereira Barreto Pedroso determinou uma carta de sentença civil de ação de crédito para o réu João Baptista da Silva, por compra de escravizado de forma fiado de João da Costa Pereira, ao qual após o prazo estipulado o réu não realizou pagamento. O escravizado foi descrito enquanto africano, de nação Moçambique. O porteiro José de Lima fez a chamada de autuação para que o réu comparecesse ao cartório, o mesmo não compareceu. O juiz determinou a penhora dos bens do réu, do valor do pagamento da dívida e do selo.

          Atuaram no processo:
          juiz Antônio Pereira Barreto Pedroso;
          escrivão Salvador Cavalheiro;
          escrivão Antônio Lopes da Silva;
          advogado Francisco José Maria da Silva;
          tabelião Joaquim José de Souza Medeiros;
          procurador Francisco José Rabello.

          Localidades relevantes:
          Ilha de santa Catarina;
          Cidade de desterro (atual cidade de Florianópolis, Santa Catarina);
          Villa de Cubatão (atual município de Palhoça, Santa Catarina).

          Compõem o processo:
          Procuração;
          Intimação.

          Ação de crédito de Ovídio Saraiva de Carvalho
          BR SC TJSC TRRJ-47847 · Processo · 1816
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Ação de crédito realizada na capital, na época vila de Nossa Senhora do Desterro.

          São partes do processo:
          Francisco Domingues (réu);
          Domingo Luís do Livramento (credor).

          Resumo: O major/sargento-mor Domingos Luís do Livramento, autor do processo, moveu uma ação contra réu, Francisco Domingues, de Cubatão, uma ação de crédito referente a uma dívida não paga. A dívida é referente a um escravizado de nação congo, cujo nome não foi mencionado. O juiz de fora, Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva, determinou uma ação de juramento de alma, e posteriormente condenou o réu a pagar a dívida em um determinado período de tempo.

          Atuaram no processo:
          Advogado José Joaquim Bernardes;
          Escrivão Antônio Mendes de Carvalho;
          Escrivão José Francisco de Fraga;
          Juiz Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva.
          Porteiro José Caetano Pereira;
          Vigário Antônio Vicente da Cunha.

          É mencionada a seguinte localidade:
          Cubatão.

          Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
          Ação de Depósito contra José Antônio de Oliveira
          TRPOA-21199 · Processo · 1883-09-25
          Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

          Maria, escrava parda de Anacleto José Valente (depositante e autora da ação). José Antônio de Oliveira (depositário), morador da Praia de Fora. Valores pertencentes à Maria. José Antônio recusou-se a entregar a quantia devida à Maria. Mandado de prisão contra José Antônio de Oliveira. O dinheiro seria utilizado para tratar da liberdade de Maria. Ação de liberdade.

          Juiz de Órfãos Felisberto Elysio Bezerra Montenegro
          Escrivão José de Miranda Santos.

          Desterro.

          Tribunal da Relação de Porto Alegre
          Ação de Libelo Cível de João Machado de Souza
          BR SC TJSC TRRJ-83693 · Processo · 1864
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Ação de Libelo realizada na vila de São Miguel, na época sob a Comarca de São José, província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          João Machado de Souza (autor);
          Cypriano da Cunha (réu).

          Resumo:
          Nesta ação, João Machado de Souza quis citar seu cunhado, Cypriano da Cunha, para no juízo falar nos termos de uma ação de libelo cível, referente a nulidade de uma escritura de venda de uma escravizada, de nome Joanna, descrita como “parda"", feita pela mulher do suplicante ao dito Cypriano, e de reivindicação sobre Joanna e suas filhas Maria, Luiza, Sebastiana e Elena, todas descritas como “pardas”.

          Contém no processo certidões de batismo da escravizada Maria, filha de Joana. Ela foi apadrinhada por Jeremias, escravizado por Francisco da Cunha, e Eufrásia, escravizada por Claudino Farias. Sebastiana foi apadrinhada pelos escravizados Domingos e Luiza.

          O suplicante declarou que Joana e suas filhas estavam sendo maltratadas por sua esposa, Maria Rosa, e seu cunhado, Cypriano. João explica que a mesma esposa havia tentado se separar dele, e por consequência dessa vontade, acabou saindo de sua companhia, levando Joana, e não retornando até então. Ambos estavam separados a anos (porém não judicialmente). João afirma que Elena, filha de Joanna, foi batizada como escravizada de Cypriano, ação que ele contestava por ser o dono de Joana, e, por consequência, dono de suas filhas. O suplicante requereu o retorno das escravizadas para o seu poder, visto que Maria Rosa estaria tentando “alienar algumas destas crias” (conforme escrito no documento). Ambos a esposa e o cunhado se negaram a devolver as escravizadas. O suplicante também deixou explícito que sua esposa poderia retornar se quisesse. Os oficiais de justiça informaram que apenas três escravizadas foram apreendidas e entregues ao suplicante, sendo elas Joana, Luiza e Sebastiana, e faltaram duas: Maria e Elena.

          Ao passar o documento de compra da escravizada Joana, Cypriano conseguiu obter do delegado de polícia de São José um mandado para tirar do poder de João as escravizadas apreendidas. No libelo cível, João afirma que uma delas foi retirada a forças, sob o uso de força armada

          Por ser o “dono legítimo"" de Joanna e suas filhas, João contestou a escritura de venda de Joanna, visto que ele permitiu que Joana acompanhasse Maria Rosa quando eles se separaram, porém não passou autorização para que Elena fosse vendida. João requereu que o suplicado, pelo meio conciliatório, abrisse mão das escravizadas devido a contestação da venda pelo João, porém Cypriano recusou a via conciliatória. O juiz louvou os dois como não conciliados.

          No libelo cível de nulidade escritura de venda e reivindicação, foi explicado que, por razão da morte dos pais da mulher de João, ele ficou como cabeça do casal no processo de inventário, tendo sido partilhado os bens do extinto casal (seu sogro e sogra) ficou com o suplicante a dita escravizada, a mesma Joanna que ele permitiu que fosse embora com sua mulher. Joana cresceu e teve cinco filhas, que ficaram em sua companhia. João afirmou que a escritura de venda da escravizada Joanna era além de nula, simulada, visto que, judicialmente, João e Maria não estavam separados, e não houve a separação dos bens, portanto ele era o legítimo senhor das escravizadas.

          João requereu que fosse passada uma precatória para o juízo municipal da capital, informando primeiramente da situação ilegal da escritura, bem como requerendo que a escravizada Maria, filha de Joana, que estava em posse do procurador Eleutério, não fosse entregue para Cypriano. João buscou também embargar o mesmo. No requerimento realizado pelo procurador de João, o objetivo era que Cypriano fosse condenado nas custas, devendo pagar uma quantia determinada pelo valor do dano causado ao suplicante. Os embargos foram julgados como provados e o embargado foi condenado a pagar as custas ao embargante.

          Cypriano pediu vista na ação para que ele pudesse contrariar o libelo, bem como passou procuração designando o doutor Joaquim Augusto do Livramento como seu procurador. O réu acusou sua contrariedade ao libelo, afirmando que quando comprou Joanna, João e Maria já estavam separados a mais de 12 anos, e o inventário dos falecidos pais de Maria que o determinou como cabeça do casal também aconteceu depois de anos de separação. Ele também apontou que o suplicante vendeu bens de raiz que ficaram do inventário sem o consentimento de Maria. Cypriano apontou diversas inconsistências nos argumentos de João, e defendeu a sua escritura de venda, afirmando que a mesma era real e não forjada. O suplicante respondeu e negou as alegações feitas por Cypriano.

          Atuaram no processo:
          coletor Antonio Ignacio Pereira;
          escrivão Antonio Francisco de Medeiros;
          escrivão do auditório eclesiástico João Luis do Livramento;
          escrivão de órfãos João Francisco Regis;
          escrivão Antonio Ramalho da Silva Xavier Almeida Coelho;
          juiz municipal segundo substituto em exercício Francisco Silveira Dutra;
          juiz municipal primeiro em exercício Antônio Gonçalves Franco;
          oficial de justiça do juiz municipal Francisco José de Souza;
          oficial de justiça do juiz de paz Antonio Faustino Dias;
          oficial de justiça Antonio Faustino Dias;
          procurador Salvador Cavalheiro;
          procurador Eleutério Francisco de Souza;
          procurador doutor Joaquim Augusto do Livramento;
          tabelião Antônio Francisco de Medeiros;
          vigário João Tabora da Silva Braga;
          vigário Manoel Amancio Barreto.

          Localidades mencionadas:
          vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina);
          Biguaçu;
          Estreito;
          São José;
          Fundos;
          São Francisco.

          Compõem o processo:
          procuração;
          certidão de batismo de escravizado;
          auto de apreensão;
          termo de responsabilidade;
          termo de audiência e oferecimento do libelo.

          Variação de nome:
          escravizada Helena;
          esposa Maria Joaquina.