Escravidão

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          Testamento de Anna Rosa de Bitancourt
          BR SC TJSC TRRJ-10789585 · Processo · 1871
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Testamento realizado na vila de Itajaí, na época sob a comarca de Nossa Senhora da Graça da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Anna Rosa de Bitancourt (testadora);
          Sebastião Caetano Vieira (testamenteiro e herdeiro);
          José Caetano Vieira (testamenteiro e herdeiro);
          Manoel Caetano Vieira (testamenteiro e herdeiro).

          Herdeiros:
          Ciprianna;
          Joaquim Caetano Vieira;
          João Caetano Vieira;
          José Caetano Vieira;
          Manoel Caetano Vieira;
          Maria;
          Sebastião Caetano Vieira.

          Resumo:
          Neste processo, Anna Rosa de Bitancourt estabeleceu o seu testamento com suas últimas vontades.

          A testadora é filha de João de Deos de Sant’Anna e de Clara Maria de Bitancourt, e foi casada com Manoel Caetano Vieira. Deste matrimônio vieram nove filhos, dos quais dois já haviam falecido na data do testamento, de nomes Florinda e Jacinto Caetano Vieira. Os sete filhos restantes, já maiores de idade, foram incluídos como legítimos herdeiros, juntamente aos netos da testadora. A testadora nomeou três de seus filhos para serem seus testamenteiros, e cuidarem de sua terça (parte do testamento usada livremente pela testadora).

          Na disposição de suas vontades, a testadora encomendou seu enterro, funeral e missas, e designou a liberdade para seus escravizados. Ela possuía 2 mulheres escravizadas, de nomes Luisa e Graciana (descritas como mulatas). A testadora afirmou que possuía suas cartas de alforria, e que já tinham sido passadas em livro de notas.

          O processo termina com intimação para os testamenteiros nomeados prestarem suas funções, com conclusão e apresentação das contas do processo.

          Neste documento, é mencionada uma “comarca da cidade de São Francisco”; porém, na época, a freguesia de Nossa Senhora da Penha do Itapocorói estava situada sob a jurisdição da comarca de Nossa Senhora da Graça, estabelecida em 1864.

          Atuaram no processo:
          escrivão público de paz e signatário João da Costa Passos;
          escrivão Francisco Esequiel Tavares;
          juiz Balbino Cezar de Mello;
          juiz Vicente Cyrillo Marinho;
          oficial de justiça Vicente Antonio da Silva.

          Localidades relevantes:
          freguesia de Nossa Senhora da Penha do Itapocorói (atual município de Penha, Santa Catarina);
          vila de Itajaí (atual município de Itajaí, Santa Catarina);
          comarca de São Francisco (atual município de São Francisco do Sul, Santa Catarina);
          comarca de Nossa Senhora da Graça.

          Compõem o processo:
          contas;
          intimação;
          instrumento de aprovação;
          testamento.

          Variações de nome:
          escrivão Francisco Ezequiel Tavares;
          juiz Balbino César de Mello;
          juiz Vicente Cirilo Marinho;
          freguesia de Nossa Senhora da Penha do Itapocorohy;
          vila de Itajahy.

          Crime
          BR SC TJSC TRPOA-23778 · Processo · 1874
          Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

          Partes: A justiça; Pedro de Souza Franco; Manoel da Silva; Antônio Pinto da Silva; Guilherme Augusto Varella.

          BR SC TJSC TRRJ-41952 · Processo · 1867
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Autos de Representação Verbal na vila de Itajaí, à época comarca da Capital na província de Santa Catarina

          Partes do processo: José Henriques Flores (reclamado); Escravizados (reclamante); Simão; Antônio; Belizário; Sabino; Pedro; David; Mariano; Francisco; Mathias; Luiz.

          Resumo: Foi registrada uma queixa na cadeia da Delegacia de Polícia da Vila de Itajaí por um grupo de pessoas escravizadas contra José Henriques Flores, o delegado responsável instaurou inquérito, colhendo os depoimentos dos escravizados ali presentes. A todos foram feitas as seguintes perguntas: nome, idade, estado civil, filiação, naturalidade, profissão e motivo da apresentação à autoridade, depoimento dos escravizados:

          Escravizado Simão, natural da África, relatou viver sob maus-tratos, sem vestimentas adequadas e com alimentação precária, baseada em feijão e farinha de milho. Utilizava a mesma gamella para suas necessidades fisiológicas e alimentação. Informou que, até o momento, não sofria castigos corporais.

          Escravizado Antônio, também africano, afirmou sofrer maus-tratos e ter alimentação restrita a feijão e farinha de milho. Declarou não ter sido submetido a punições físicas.

          Escravizado Belizário, de nacionalidade africana, relatou maus-tratos, ausência de roupas e alimentação inadequada, limitada a feijão e farinha de milho no almoço e jantar.

          Escravizado Sabino, diz sofrer maus tratos, por não ter alimentação própria para sustento, a base de feijão e farinha de trigo.

          Escravizado Pedro, que desconhece a identidade de seus pais africanos, queixou-se da falta de sustento necessário.

          Escravizado David, filho de Antônio, declarou igualmente não ter o sustento de que necessita.

          Escravizado Mariano, filho de Belizário, afirmou que se alimenta na mesma vasilha utilizada para necessidades fisiológicas.

          Escravizado Francisco reclamou da alimentação insuficiente e da ausência de vestimentas.

          Escravizado Mathias, filho de Antônio, relatou sofrer maus-tratos, destacando a falta de roupas e alimentação.

          Escravizado Luís, filho de Simão, também afirmou sofrer maus-tratos, especialmente no que diz respeito à alimentação.

          Todos os depoimentos foram testemunhados e assinados por José da Silveira, uma vez que os escravizados não sabiam ler nem escrever. O Capitão José Henriques Flores compareceu à delegacia para denunciar a fuga de escravizados de sua propriedade. Apresentou uma lista com os nomes dos fugitivos e solicitou o auxílio das autoridades para sua recaptura. O delegado, após análise, entregou os escravizados ao seu proprietário. As queixas apresentadas pelos escravizados foram consideradas nulas, sob a justificativa de que não configuravam crime.

          Atuaram no processo: delegado Antônio Pereira Liberato; escrivão Francisco Ezequiel.

          Localidades relevantes: vila de Itajaí.

          Compõem o processo: lista de escravizados; custas de selo; depoimentos de escravizados.

          Autos de arrecadação de João da Cunha Bitancourt
          BR SC TJSC TRRJ-45266 · Processo · 1852
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Autos de arrecadação realizados na vila de Porto Bello, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          João da Cunha Bitancourt (suplicante);
          Agostinho Alves Ramos (suplicado);
          Ana Maria Ramos (falecida).

          Resumo:
          O coletor das rendas provinciais João da Cunha Bitancourt abre o processo para notificar Agostinho Alves Ramos, viúvo inventariante de Ana Maria Ramos. A ação tem como objetivo a cobrança de impostos não pagos à Fazenda Provincial, em razão do inventário da falecida; para tal, são requeridas arrematações de bens em praça pública, com um prazo de 5 dias para o suplicado tornar-se presente.

          Uma das taxas requeridas era o imposto sobre a compra de Emilia, mulher escravizada designada como crioula. Dentre os bens indicados para a quitação da dívida, constam uma Ilhota de nome “Volta Franzina”, terrenos para edificação e um iate chamado “Sete de Abril”. Alguns recibos são anexados ao decorrer do processo, como comprovante de adjudicação do patrimônio.

          Após a publicação dos editais de praça, os bens foram colocados para arrematação por meio de pregões públicos. O iate e os terrenos obtiveram lances, e os arrematadores tornaram-se presentes para assinar termo de depósito, sendo a ação julgada por sentença pelo juiz. Ao final do processo, é revelado que a ilhota não havia recebido nenhum lançador, sendo necessário notificar o suplicante.

          Atuaram no processo:
          avaliador Francisco Pereira;
          avaliador Jozé Pereira;
          coletor de rendas Mauricio Luis de Campos;
          depositário Antonio José de Medeiros;
          depositário e escrivão Manoel Joaquim Rebello;
          escrivão Antonio Ramos Martins;
          escrivão Cÿpriano Ramos Martins;
          juiz municipal e de órfãos José da Silva Mafra;
          oficial de justiça João Alexandre Teixeira;
          oficial de justiça e pregoeiro dos auditórios José Maria Nunes.

          Localidades relevantes:
          freguesia do Santíssimo Sacramento;
          Itajahi (atual município de Itajaí, Santa Catarina);
          primeira comarca;
          rio Itajaí Mirim;
          vila de Porto Bello (atual município de Porto Belo, Santa Catarina).

          Compõem o processo:
          autos de arrematação;
          autos de praça;
          cópias de editais de praça;
          petições;
          pregões;
          recibos;
          sentença;
          termo de depósito;
          termos de juramento.