Partes: Antônio Silveira Gularte; Pedro Antônio Pellota.
Execução de Sentença
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Autos de execução de sentença realizados na cidade de Lages, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.
Partes do processo:
Joaquim Jose Henriques (exequente);
João Ferreira da Maia (executado).
Resumo:
Com base em uma ação de libelo cível, em que era autor Joaquim Jose Henriques e réu João Ferreira da Maia, o processo de execução de sentença se inicia. O executado foi condenado pelo não pagamento de uma escritura de duas mulheres escravizadas, Luiza e Brizida. Por meio de petição, o exequente requer que o reembolso seja feito a partir da penhora dos bens do réu, com adição de juros.
Ao decorrer do processo, é revelado que o executado não compareceu às audiências de conciliação, pois encontrava-se ausente da província, residindo no Rio Grande do Sul. Com isso, o juiz requereu a avaliação dos bens que seriam destinados ao pagamento das dívidas e os oficiais de justiça deram cumprimento ao mandado, separando partes de terras e incluindo Luiza na arrematação; mais tarde, ela é chamada de “Luzia” e descrita como crioula.
Em um termo de protesto, o exequente abre uma contestação referente ao valor contado para as custas da ação. Após isso, o juiz corregedor afirma que os processos ligados à ação principal estavam sendo feitos de maneira tumultuosa, anulando-os; além disso, o primeiro juiz e o exequente são multados por ações indevidas. O processo é concluído com um levantamento dos terrenos que seriam parte da penhora antes da nulidade.
Atuaram no processo:
avaliador Antonio Ribeiro dos Santos;
avaliador Gaspar Jose Godinho;
coletor das rendas provinciais João de Castro Nunes;
depositário Jose Luis Pereira;
depositário Manoel de Sousa Machado;
escrivão do juízo de paz Pedro Henrique Damm;
escrivão interino Generoso Pereira dos Anjos;
escrivão interino Jose Dias de Azambuja Cidade;
juiz municipal primeiro suplente Henrique Ribeiro de Cordova;
juiz municipal segundo suplente Laurentino José da Costa;
oficial de justiça Casiano Jose Pereira;
oficial de justiça e escrivão Antonio Pereira dos Santos;
porteiro do auditório Jorge Hermano Mayer;
porteiro do auditório interino Antonio Pereira dos Santos;
procurador Estacio Borges da Silva Mattos;
tabelião interino e signatário Theodorico Jose e Correia.
Localidades relevantes:
cidade de Lages;
comarca da capital;
estrada geral;
província do Paraná (atual estado do Paraná);
província do Rio Grande do Sul (atual estado do Rio Grande do Sul);
rio Amola-Faca.
Compõem o processo:
auto de arrematação;
auto de penhora;
auto de levantamento de penhora;
correições;
petições;
pregões;
termo de declaração;
termo de juramento;
termo de protesto;
traslado do edital de praça;
traslado de sentença.
Variação de nome:
Brigida;
Caciano Jose Pereira;
Caçiano Jose Pereira;
Cassiano Jose Pereira;
comarca de Lages;
Luzia;
Rio;
Theodorico Jose e Corrêa.
Execução de sentença realizada na cidade de Lages, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.
Partes do processo:
Gertrudes Maria de Almeida (exequente);
Antonio de Almeida Leite Penteado (executado);
Antônio Ricken de Amorim (curador do executado).
Resumo:
Anteriormente, a exequente Gertrudes Maria de Almeida obteve a sentença contra a herança do padre António, ficando sob a responsabilidade do curador do falecido realizar o pagamento da dívida devida a Gertrudes, o que não aconteceu, assim como não ocorreu conciliação entre as partes. Já nesta ação, Gertrudes buscou dar a execução da sentença para reaver a quantia que o finado padre Antônio de Almeida Leite Penteado ficou lhe devendo, além de corrigir os juros e custas que ficaram crescendo devido a pendência dessa quantia. No libelo cível petitório de dívida, consta que não houve conciliação, e explica que a dívida contraída pelo padre Antônio foi em razão dele ter pedido o valor da venda de uma escravizada de nome Maria, descrita como “crioula”, emprestado. Esta quantia pertencia a Gertrudes, que mesmo “com repugnância”, lhe emprestou. A exequente expôs que o finado réu não lhe forneceu documento da mencionada quantia, e morreu antes de realizar o pagamento da dívida. A exequente requereu, ao final do libelo, que o curador, com assistência do coletor, lhe pagasse a dívida pendente. O juiz julgou provado o libelo e condenou a curadoria da herança a pagar a quantia de 600 mil réis, bem como afirmou que o não posicionamento do curador e do coletor foi visto como “confissão tácita”.
O curador da herança e o depositário dos bens do falecido foram intimados a pagarem à exequente do processo a quantia de quase 900.000 mil réis, ou seria nomeada a penhora dos bens da herança para pagamento da dívida. Devido ao não pagamento da quantia mencionada, foi realizada a penhora dos bens. Dentre os bens penhorados, constam um escravizado de nome Bonifácio, descrito como “doentio”, algumas roupas, objetos de prata, livros, sapatos e outros objetos aleatórios.
Devido ao procurador de Gertrudes, Francisco Honorato Cidade, ter retirado-se da cidade, Constancio Carneiro Barbosa de Brito assinou termo de responsabilidade e assumiu o cargo de procurador da exequente. O juiz de órfãos e ausente concedeu a licença para Constancio formalizar sua atuação como procurador.
Foram nomeados e juramentados dois avaliadores para avaliarem os bens penhorados, e posteriormente foi passado o traslado do edital de praça, no qual os bens passaram por nove pregões e três peças para serem arrematados em praça pública.
Por fazer parte da herança do falecido padre, Bonifácio requereu licença ou autorização ao juízo para cobrir o valor do lanço no qual foi avaliado, objetivando com isso obter sua liberdade. Gertrudes também requereu licença ao juízo para “lançar” sobre os bens penhorados para poder alforriar o escravizado. Bonifácio conseguiu comprar sua liberdade. Por fim, a arrematação dos bens foi julgada como terminada, e o valor dos bens arrematados foram entregues à exequente.
Atuaram no processo:
avaliador José Dias de Azambuja Cidade;
avaliador Antonio Jose Candido;
coletor da fazenda nacional major Antônio Saturnino de Souza e Oliveira;
depositário dos bens capitão José Manoel Leite;
escrivão Generoso Pereira dos Anjos;
escrivão José Luiz Pereira;
juiz de órfãos e ausentes primeiro suplente em exercício capitão Henrique Ribeiro de Cordova;
juiz de órfãos e ausentes quarto suplente em exercício Lourenço Dias Baptista;
juiz de órfãos e ausentes suplente em exercício capitão Ignacio Coelho de Avila;
oficial de justiça Cypriano Joaquim Lino;
porteiro Bento Domingos Leite;
procurador Francisco Honorato Cidade;
procurador Constancio Carneiro Barbosa de Brito.
Localidades mencionadas:
Lages;
vila da Cruz Alta;
São Pedro do Sul (estado do Rio Grande do Sul);
vila de Sant'ana do Livramento;
cidade do Rio Grande;
cidade de Santos;
cidade de São Paulo;
rua Direita.
Compõem o processo:
carta de execução de sentença;
termo de substabelecimento;
libelo cível petitório de dívida;
auto de penhora e depósito;
provisão;
termo de juramento aos avaliadores;
avaliação;
termo de declaração dos louvados;
quitação.
Execução de Sentença realizada na vila de Lages
Partes do Processo:
João Vicente da Roza (autor);
João José de Mattos (réu).
Resumo: Sentença de execução de uma ação de dez dias, no qual o autor João Vicente da Roza afirma que o réu João José de Mattos lhe é devedor de uma certa quantia de dinheiro, proveniente de um crédito cedido pelo autor. É então feita uma audiência com o réu, eventualmente chegando a uma sentença que resultou na penhora de uma casa do réu. Porém, ao ser penhorada a propriedade do réu, são afetados o casal de José Francisco de Paula e Maria Magdalena do Espirito Santo, os quais abrem um embargo contra a execução de sentença, de forma a evitar qualquer dano ou prejuízo em sua propriedade.
É também mencionado no embargo que essa propriedade passou por conflito com povos indígenas em seu longo tempo de existência.
Atuaram no Processo:
escrivão Marcelino da Costa Luis;
escrivão e tabelião Generoso Pereira dos Anjos;
escrivão e tabelião José Domingues de Couto;
avaliador Domingos José de Sampaio;
avaliador Salvador Horiano;
alcaide Joaquim Pedro de Oliveira;
depositário João Teixeira da Luz;
oficial de justiça Joaquim Pedro de Oliveira;
juiz ordinario Nicolao de Lis e Abreu;
juiz de paz capitão Manoel Cavalheiro Leitão.
Localidades relevantes:
Villa de Nossa Senhora dos Prazeres de Lages;
Compõem o processo:
Traslado de sentença cível de ação de dez dias;
Audiência;
Auto de penhora de propriedade;
Termo de depósito;
Auto de praça;
Embargo;
Escritura.
Partes: João Manoel da Cruz; Ignacio de Goz Ortiz.
Partes:
Antônio Godinho da Silva e Companhia (exequente);
Elena Floriana de Andrade (executada);
Luis Francisco de Medeiros (executado);
Floriano José de Andrade (curador executado).
Traslado; Laguna; carta precatória oposta em execução de sentença; Lages; Côrte do Rio de Janeiro; dívida de 4.246$000 (quatro contos, duzentos e quarenta e seis mil réis); Dom Pedro Segundo.
UntitledPartes: Laurentino José da Costa; Antônio Porfirio Moreira Branco.