Partes: Felício José Fraga; Perpetua Rosa.
Partes: Pedro Simão Julius; Catarina Francisca Julius.
Inventário realizado na cidade de Desterro.
Partes do processo:
Pedro Silveira Cardozo (inventariado);
Faustina Clara d’Jesus (inventariante).
Herdeiros:
Maria Clara d’Jesus;
Antonio Silveira Cardoso;
Marcellino Silveira Cardoso;
Jacintho Silveira Cardoso;
Silvana Clara;
Manoel Carvella;
Francisca Clara;
Anna Clara;
Deolindo Poliano.
Resumo: Inventário requerido pela esposa do falecido, Faustina Clara d’Jesus, nele contendo mobília, utensílios domésticos, animais, casas e terras. Além disso, há o registro de 02 pessoas escravizadas, de nomes: Maria e Felippa.
Atuaram no processo:
juiz corregedor José Christiano Garção Stockler;
juiz de órfãos Sérgio Lopes Falcão;
escrivão José Honorio de Souza Medeiros;
avaliador Manoel Joaquim d’Oliveira;
avaliador Manoel Luiz de Garcia;
curador geral Candido Gonçalves d’Oliveira;
juiz mucipal Agostinho Leitão do Amaral;
partidor João Narciso de Silveira;
partidor José da Costa e Oliveira;
Localidades relevantes:
Rio Vermelho.
Compõe o processo:
Auto de tomada de contas.
Partes:
Pedro Silveira Cardoso (falecido);
Faustina Clara d’Jesus (inventariante).
Freguesia do Rio Vermelho – Desterro; rio Travessão; província do Rio Grande; escravidão;
Agostinho Leitão de Almeida, juiz, comendador;
Anna Clara;
Antonio Jose Pacheco;
Antonio Silveira Cardoso;
Candido Gonçalves d’Oliveira;
Filippa, escrava, crioula;
Francisca Clara d’Jesus;
Faustina Clara d’Jesus;
Florentino Gonçalves;
Jacintho Silveira Cardoso;
João Silveira Cardoso;
João Narciso da Silveira;
José da Costa Oliveira;
José Honório de Sousa Medeiros, escrivão;
Manoel Luis de Souza;
Manoel Joaquim d’Oliveira, avaliador;
Manoel Pereira;
Marcellino Silveira Cardoso;
Maria, escrava, crioula;
Pedro Silveira Cardoso;
Sergio Lopes Falcão, cavaleiro da Ordem de Cristo, juiz;
Silvana Clara.
Inventario na vila de Nossa Senhora do Desterro, à época primeira comarca da província de Santa Catarina.
Partes do processo: Pedro Machado Ferreira (falecido); Florência de Jesus (viúva e inventariante).
Herdeiros: João Machado; Maria de Jesus; Joana Maria; Sarita Rosa; Magdalina Thereza.
Resumo: Florência de Jesus fez o inventário de seu falecido marido Pedro Machado Ferreira, morador na praia do Estreito, na freguesia de São José, na vila de Nossa Senhora do Desterro, deixando filhos e herdeiros. Entre os bens listados no inventário constam terras, casas, objetos de ouro e prata, dinheiro, utensílios, móveis, dívidas.
Atuaram no processo: avaliador Gerônimo dos Santos; avaliador Manoel Teixeira de Mello; escrivão Joao Francisco Cidade; juiz Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva; partidor José Joaquim Bernardes de Moraes; partidor José Francisco de Paula Avelino.
Localidades: praia do Estreito; freguesia de São José; vila de Nossa Senhora do Desterro; Ilha de santa Catarina.
Compõem o processo: autos de avaliação; autos de partição; custas de selo.
Juiz de fora Ovidio Saraiva de Carvalho e Silva. Considerado pioneiro da literatura piauiense, Ovidio Saraiva nasceu em 1784, na vila de São João da Parnaíba [atual município de Parnaíba]. Com 6 anos de idade, seus pais o enviaram para estudar em Portugal. Em 1805 ingressou no curso de Leis da Universidade de Coimbra, formando-se em 1810. Casou-se com Umbelina, filha do desembargador da Relação do Porto Francisco M. de Vasconcellos Almadahim. Em 1811 assumiu o cargo de juiz de fora da comarca de Mariana, em Minas Gerais. Em 1816 passou para a comarca da Ilha de Santa Catarina [atual Florianópolis]. Foi precursor do teatro em Santa Catarina, quando promoveu peças teatrais por ele escritas na sala de sua residência no Desterro, onde também realizava as audiências. Em 1819 foi removido para a província da Cisplatina. Depois desse período no sul da América Portuguesa, Ovidio tornou-se desembargador na Relação do Rio de Janeiro, onde mais tarde veio a se aposentar. Faleceu no interior da província do Rio de Janeiro em 1852; escrivão João Francisco Cidade (foi membro do Conselho Geral da Província de Santa Catarina e deputado da Assembleia Legislativa Provincial de Santa Catarina na 1ª legislatura 1835-1837); propriedade na Praia do Estreito; freguesia de São José; casa; partidores José Joaquim Bernardes de Moraes e o tenente José Francisco de Paula Avelino; um dos herdeiros, José Machado Ferreira (cunhado de Victorino Cardozo [genro do falecido e da inventariante]), era soldado do Regimento de Infantaria de Lina da Ilha de Santa Catarina e estava na Campanha do Sul; todos os demais herdeiros, maiores de idade e casados, trabalhavam com a viúva em sua propriedade.
Tribunal da Relação do Rio de JaneiroPartes do Processo:
Pedro Kiefer (inventariado);
Maria Kiefer (inventariante);
Inventário realizado na cidade do Desterro, na época sob a comarca da capital, da província de Santa Catarina.
Partes do processo:
Pedro Julio Roberge (falecido);
Maria Leopoldina Roberge (inventariante).
Herdeiros:
Pedro Julio Roberge.
Resumo:
Foi aberto um inventário dos bens de Pedro Julio Roberges, por parte de Maria Leopoldina Roberges, sua esposa. Como o finado deixou um filho menor de idade, a ação passou pelo juízo de órfãos e contou com a nomeação de um curador para representá-lo.
Os bens avaliados foram casas, terras, um cordão de ouro, utensílios de cozinha, um relógio de prata, mobília, baús, garrafões, quadros pequenos e roupas. Nesta ação, foram mencionadas cinco pessoas escravizadas, dos nomes: Agostinho, de nação Mina; João, Manoel (de 3 anos de idade), Inocencia (descrita como “com achaque”, ou seja, enferma) e Cesilia (de seis anos de idade), designados como crioulos. Além disso, a inventariante declarou possuir dívidas passivas.
Parte do patrimônio foi separado para o pagamento das dívidas da inventariante, e os bens passaram por uma partilha em igualdade entre os herdeiros. As custas foram pagas com metade do valor do homem escravizado João, e a outra metade foi incluída em sua meação; por isso, são anexados à ação recibos comprovando o pagamento das dívidas.
O juiz julgou a ação por sentença, que realizou a adjudicação de João e requereu o pagamento das custas aos interessados em proporção. A inventariante, por meio de uma petição, solicitou que fosse nomeada como tutora de seu filho, se comprometendo a renunciar aos “benefícios de Veleiano”, que impediam a tutela de mulheres viúvas. O pedido foi negado pelo juiz.
A inventariante passou a ser representada pelo procurador Eleuterio Francisco de Sousa. Mais tarde, ela declarou que estava na província do Rio Grande do Sul, juntamente com seu filho, a fim de visitar sua mãe. Como os bens de Pedro estavam em sua posse e eles se encontravam ausentes da cidade, o patrimônio passou por um processo de depósito. Foi realizada uma audiência em hasta pública para a arrematação de Manoel (de nove anos de idade), que era parte da herança de Pedro; o menino foi arrematado pelo tenente-coronel Manoel Luiz do Livramento, e o valor arrecadado incorporou-se ao depósito.
Como o herdeiro ainda não era tutorado, o juiz nomeou Felix Vieira da Cunha para realizar esta função. Por meio de petição, o tutor requereu a venda ou conserto da casa apossada por Pedro, já que estava “em extremo velha”, para que o tutelado não sofresse prejuízos. Atendendo ao seu pedido, é feita uma segunda avaliação da casa por peritos, em que foi constatado o valor do conserto sendo superior ao da casa, e o juiz negou o pedido para realizar os reparos. Após esta ação, a casa foi arrematada em um auto de praça por Joaquim José Alves Beserra.
Por fim, foi revelado que Pedro havia obtido e assinado um documento chamado “suplemento de idade”, nomeando um procurador para representá-lo. Ele requereu os bens de sua legítima parte, assim como que fosse deprecado à Tesouraria da Fazenda a entrega de uma quantia de dinheiro e seus juros agregados, pertencentes ao suplicante. Foi anexado ao processo o documento citado acima, declarando sua capacidade para administrar seu patrimônio sem a necessidade de um representante.
Atuaram no processo:
avaliador e perito Anselmo Gonçalves Ribeiro;
avaliador José Manoel de Lima;
curador geral dos órfãos Marcellino Antonio Dutra;
escrivão de órfãos José Honorio de Sousa Medeiros;
escrivão de órfãos Vidal Pedro Mendes;
escrivão José de Miranda Santos;
escrivão José Thomas de Sousa Medeiros;
juiz de órfãos Augusto da Costa Barradas;
juiz de órfãos Joaquim Augusto de Livramento;
juiz municipal e órfãos suplente coronel Jose Bonifacio Caldeira de Andrade;
juiz municipal e órfãos Sergio Lopes Falcão;
oficial de justiça e pregoeiro Lucas Rodrigues de Jesus;
partidor João Francisco Cidade;
partidor Peregrino Servita de Santiago;
perito João Pereira da Cunha;
procurador coronel José Feliciano Alves de Brito;
procurador Eleuterio Francisco de Sousa;
tabelião Joaquim Amaral e Silva;
tesoureiro geral José Silveira de Sousa Junior;
tutor Felix Vieira da Cunha.
Localidades relevantes:
caminho das vacas;
cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
cidade de Porto Alegre;
comarca da capital;
freguesia de Santo Antonio (atual bairro de Santo Antônio de Lisboa, Florianópolis);
província do Rio Grande do Sul (atual estado do Rio Grande do Sul);
rua da carioca;
rua da praia.
Compõem o processo:
auto de partilha;
autos de avaliação;
autos de praça;
contas;
petições;
procuração;
quitação;
recibos;
selo;
sentença;
termo de reclamação;
termos de arrematação;
termos de juramento;
traslado de carta de suplemento de idade.
Variação de nome:
Pedro Julio Róberges;
Maria Leopoldina Gularte.
Partes do processo:
Pedro José Bós (inventariado);
Adriana Roza (inventariante).
Autos de Pobreza e inventário na vila de São José, à época primeira Comarca da província de Santa Catarina
Partes: Pedro João Gesser (inventariado); Catharina Diel Gesser (inventariante).
Herdeiros: Maria (menor); Catharina (menor).
Resumo: Catharina Diel Gesser, moradora da Vila São José, fez o inventário dos bens do seu marido falecido, Pedro João Gesser, que também morava no mesmo lugar. O casal deixou dois filhos menores de idade. Entre os bens listados no inventário estão um sítio, utensílios domésticos e alguns animais de pequeno porte. Catharina pediu ao juiz o benefício da justiça gratuita, por não ter condições de pagar as despesas do processo. O juiz aceitou o pedido e deu andamento ao processo.
Atuaram no processo: escrivão Francisco Xavier d'Oliveira Camara; juiz e subdelegado João Adão Schmitt.
Localidades relevantes: vila de São José.
Compõem o processo: auto de pobreza; lista de bens.
Partes:
Pedro Ignácio das Costa (Falecido)
Bartholomeu Joaquim Pereira (Inventariante)
Obs: Viúva Belarminda Claudina da Rocha; terras; casa; móveis.
Tribunal de Justiça de Santa Catarina