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BR SC TJSC TRRJ-83865 · Processo · 1869-1874
Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

Inventário realizado na cidade de São José, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

Partes do processo:
Justino José Leite (falecido).
Bernardina Maria Rosa (inventariante).

Herdeiros:
Caetano Justino Leite;
Camillo Justino Leite;
Francisco Justino Leite;
João Justino Leite;
José Justino Leite;
Julia Bernardina;
Manoel Justino Leite;
Maria Bernardina.

Resumo:
Bernardina Maria Rosa abriu um processo de inventário pelos bens de seu finado marido, Justino José Leite. Como o finado deixou filhos menores de idade, a ação passou pelo juízo de órfãos e a nomeação do curador. Para Bernardina ser nomeada tutora de seus filhos, ela precisou renunciar ao chamado benefício da Lei de Veleano, que impedia a tutela de mulheres viúvas.

O curador nomeado não pôde comparecer à ação, já que estava de licença no Rio de Janeiro, e Manoel Joaquim Teixeira foi louvado como o novo curador dos órfãos. Foi feita uma petição pela inventariante, declarando não conseguir acudir às despesas tanto do processo de inventário quanto às domésticas; com isso, ela requereu a venda de Rita, mulher escravizada designada como crioula.

Através de um traslado de relação e avaliação, o patrimônio arrolado foi um forno de cobre, utensílios de cozinha, mobília, itens de armazenamento (caixas e baús), casas, um automóvel chamado de “carro”, terras, animais e engenhos de fazer farinha. A inventariante declarou que o casal possuía dívidas ativas e passivas. Nesta ação, além de Rita, citada na petição de Bernardina, foram mencionadas outras pessoas escravizadas: Sabino, Belmiro (de 2 anos de idade, em que foi dito estar “doente de uma perna”), Liandra, Mariana e Luisa, descritos como crioulos; e Joaquina e Rodolpho, designados como pardos.

Bernardina realizou o pagamento das custas do funeral de Justino. Por meio de seu procurador, foram requeridos os bens e pessoas escravizadas para constituírem a meação da inventariante. Além disso, também foi pedido que Belmiro e Sabino fossem arrematados e recolhidos no cofre dos menores João e Manoel, sendo entregue o valor como herança assim que chegassem à maioridade.

Os bens foram repartidos com igualdade entre os herdeiros, e parte do patrimônio foi separado para o pagamento das dívidas. A ação foi julgada por sentença; o juiz requereu o pagamento das custas do processo e a assinatura de um “termo de obrigação e responsabilidade” pela tutora.

Atuaram no processo:
avaliador Basilio Albino Ramos;
avaliador Miguel Vieira da Cunha;
curador Manoel Joaquim Teixeira;
curador geral dos órfãos João Climaco Zuzarte;
escrivão Amancio Antonio Silva;
escrivão ajudante Joaquim Xavier de Oliveira Camera;
escrivão dos órfãos Francisco Xavier d’Oliveira Camera;
juiz de órfãos primeiro suplente tenente coronel Francisco da Silva Ramos;
juiz de órfãos suplente tenente coronel Luis Ferreira do Nascimento Mello;
oficial de justiça Joaquim Affonso Pereira;
partidor Constancio José da Silva Pessoa Junior;
partidor José Lourenço da Silva Ramos;
procurador e signatário Manoel Joaquim da Rosa;
signatário João Justino Leite.

Localidades relevantes:
cidade de São José;
cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
comarca da capital;
distrito de Picadas do Sul (atual bairro de Picadas do Sul, São José);
estrada pública;
estrada real;
Forquilhas;
Passavinte;
Passos;
Praia comprida;
Ribeirão;
Rio de Janeiro;
rio Imaruhy;
rua da Valla.

Compõem o processo:
auto de partilha;
avaliação dos bens;
contas;
petições;
procuração;
recibos;
selo;
sentença;
termo de louvação;
termo de renúncia;
termos de declaração;
termos de juramento;
traslado de relação e avaliação dos bens.

Variação de nome:
Bermiro;
Bernardina Maria Risa;
comarca de São José;
estrada da Forquilha;
Lei de Veleiano;
Lei de Vellano;
Rodolfo.

BR SC TJSC TRRJ-29492 · Processo · 1868-1869
Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

Inventário realizado na cidade de Lages, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

Partes do processo:
Fermina Maria da Silva (falecida);
João Antunes de Sousa (inventariante).

Herdeiros:
Amelia;
Firmino;
Francisco José dos Santos;
Ignacio;
Lindorfa;
Malcorfa;
Vergilio.

Resumo:
João Antunes de Sousa abriu um processo de inventário para os bens de sua finada esposa, Fermina Maria da Silva. A finada deixou herdeiros menores de idade e a ação passou pelo juízo de órfãos e a nomeação de um curador de órfãos. Além disso, foi nomeado um procurador para o herdeiro Francisco José dos Santos, por ele ser filho da finada de outro casamento.

Os bens avaliados foram animais, um estribos de prata, um fiador aparelhado de prata, itens de montaria, uma serrilha de prata, uma cabeçada de prata, um chicote de prata, jóias, um objeto descrito como “aparelho composto de vinco e alfinete de ouro”, utensílios de cozinha, um forno de prata, uma alavanca, ferramentas, canastras, móveis, cangalhas, terras — descrita como “campos e matos da fazenda” — e casas. Foram mencionadas 9 pessoas escravizadas, de nomes: Rosa e Fortunata, que não foram descritas no processo; e Marianna, Efiquia, Eva, Bento, Adão, Salvador e Juvencio, designados como crioulos.

Os bens foram partilhados em igualdade entre os herdeiros; o inventariante se ofereceu para realizar uma hipoteca de garantia dos bens de seus filhos, e para isso, João passou a ser representado pelo procurador Lourenço Dias Baptista. Mais tarde, foi feita uma ação de arbitramento sobre o valor agregado dos bens hipotecados até que os herdeiros alcancem a maioridade. O juiz julgou o processo por sentença e requereu o pagamento das custas da ação de maneira pro rata. O processo de inventário foi visto em correição, por terem sido identificadas irregularidades nas decisões tomadas pelos juízes no decorrer do processo.

Atuaram no processo:
árbitro Antonio Pereira dos Anjos;
árbitro Ignacio Dias Baptista;
avaliador João Ferreira Maxado;
avaliador tenente Matheus Jose de Sousa e Oliveira;
curador geral dos órfãos Roberto Sanford;
escrivão de órfãos Generoso Pereira dos Anjos;
escrivão interino de paz Delfino Domingues Teixeira;
escrivão interino e tabelião José Luis Pereira;
juiz de direito Francelizio Adolpho Pereira Guimarães;
juiz de órfãos suplente capitão Ignacio Coelho de Avila;
juiz de órfãos suplente tenente coronel, capitão Henrique Ribeiro de Cordova;
partidor Antonio Jose de Candido;
partidor Constancio Carneiro Barbosa de Brito;
procurador Jorge Trueter;
procurador Lourenço Dias Baptista.

Localidades relevantes:
cidade de Lages;
comarca da capital;
fazenda do Triunfo;
freguesia de Campos Novos (atual município de Campos Novos, Santa Catarina).

Compõem o processo:
arbitramentos;
auto de alimpação de partilha;
auto de partilha;
contas;
correição;
petição;
procuração;
sentença;
termo de louvação;
termos de declaração;
termos de juramento;
termos de responsabilidade.

Variação de nome:
comarca de Lages;
distrito de Campos Novos;
Fazenda do Triumpho.

BR SC TJSC TRRJ-29805 · Processo · 1869
Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

Inventário realizado na cidade de Lages, província de Santa Catarina.

Partes do processo:
Floriana Prudência de Oliveira (falecida);
José Maria Larocca (cônjuge da falecida);
Mariano Cardozo Monteiro (inventariante).

Herdeiros órfãos:
João;
Alencastro;
José;
Custódia;
Maria;
Maria Virgilina.

Resumo:
Mariano Cardozo Monteiro foi intimado pelo juiz de órfãos suplente capitão Ignacio Coelho de Ávila para conduzir o inventário da finada Floriana Prudência de Oliveira, esposa de José Maria Larocca. O inventariante também assumiu as funções legais da tutoria dos órfãos em razão da ausência do marido da inventariada.

Entre os bens inventariados, destacam-se animais, mobílias, objetos de cobre, ferro, prata e ouro, jóias, casas, terrenos e terras lavradias. A falecida deixou diversas dívidas ativas e passivas pendentes, dentre elas algumas eram referentes ao seu antigo matrimônio com o finado Henriques Paes de Faria. Conforme o inventário foi avançando as dívidas foram quitadas.

Também foram descritos e avaliados 08 escravizados, em sua maioria adultos, de nomes: Maria (descrita como mulata), Francisco, Geraldo (descrito como crioulo, 04 anos), Maximiano (02 anos), Joaquina, Sebastiana (09 anos), José , Ismael e Antônio (14 anos), que foi em parte avaliado posteriormente.

Foi realizado um auto de justificação ao final do inventário, no qual são partes Francisco e Maria, descritos como pretos, e o curador geral e tutor dos órfãos da falecida inventariada. Francisco e Maria buscaram reafirmar, através da ação, suas condições jurídicas enquanto libertos, alforriados pela falecida, visto que ambos constaram enquanto escravizados na descrição e avaliação dos bens durante o processo de inventário. A justificação foi julgada por sentença e ambos foram retirados da listagem de bens. Além disso, há também um segundo auto de justificação, no qual Bento Lourenço é o justificante. A parte recorreu à justiça em razão de uma dívida (da qual é credor) que não foi quitada no processo de inventário.

A partilha foi contestada pelo curador geral dos órfãos Constancio Carneiro Barboza de Brito por causar prejuízo aos órfãos. Ele apontou erros nos cálculos dos bens e escravizados e requereu uma nova soma da verdadeira quantia que os órfãos deveriam receber. A partilha foi inutilizada a seu pedido sendo realizado um auto de emenda da partilha para cumprir com a correção dos valores apontados pelo curador.
A emenda da partilha foi aceita, apenas com algumas observações e pequenos pedidos de alteração para serem corrigidos. A partilha foi julgada por sentença e o juiz Gaspar José Godinho requereu o pagamento das custas do processo de maneira pro rata.

O juiz Gaspar José Godinho passou o edital de praça para a arrematação dos bens da falecida para o pagamento de suas dívidas passivas. Entre os bens separados para arrematação constam jóias, animais, bens móveis e escravizados. Os escravizados Antônio e Geraldo, descritos como crioulos, foram arrematados, respectivamente, por Antonio Joaquim da Silva Junior e Lourenço Dias Baptista. Os arrematantes pagaram a “meia sisa por venda de escravo”, um imposto de cerca de 5% sobre a compra e venda de pessoas escravizadas. Além disso, o escravizado Antônio pertencia, em parte, a João Pereira da Silva, que por sua vez herdou de seu pai Henriques Paes de Faria. João Pereira da Silva decidiu ceder essa porcentagem ao arrematante do escravizado, por determinado valor.

Foi realizado também um processo de autos para levantamento de dinheiro do cofre dos órfãos, requerido por Antonio Waltrich Junior, cônjuge de Custodia Paes de Faria, e, posteriormente, por João Paes de Faria.

Atuaram no processo:
avaliador Ignacio da Silva Ribeiro;
avaliador Antonio Rodrigues Lima;
contador do juízo Joaquim Rodrigues de Athayde;
curador Francelizio Adolpho Pereira Guimarães;
curador geral Lourenço Dias Baptista;
curador geral dos órfãos Diego Duarte Silva da Lus;
curador geral dos órfãos e signatário Estacio Borges da Silva Mattos;
curador geral dos órfãos Roberto Sanford;
curador José Joaquim da Cunha Passos;
curador dos justificantes doutor Francelizio Adolpho Pereira Guimaraes;
escrivão e tabelião José Luiz Pereira;
escrivão João José Theodoro da Costa;
escrivão e signatário Generozo Pereira dos Anjos;
escrivão e signatário Constancio Lourencio Barboza de Brito;
juiz de órfãos suplente capitão Ignacio Coelho de Avila;
juiz de órfãos substituto em exercício e vereador da câmara municipal capitão Theodoro Ferreira de Souza;
juiz de órfãos substituto capitão José Manoel Leite;
juiz de órfãos suplente em exercício Vicente José de Oliveira e Costa;
juiz de órfãos suplente em exercício Gaspar José Godinho;
juiz de órfãos segundo suplente alferes João de Castro Nunes;
juiz de órfãos doutor Braulio Romulo Colonia;juiz curador Lucas Gomes de Campos;
juiz de órfãos suplente em exercício Manoel Saturnino de Souza e Oliveira;
partidor João Luis de Andrade;
partidor Antonio Jose Candido;
partidor Manoel João de Oliveira;
pregoeiro e porteiro do auditório Domingos Leite;
procurador Antônio Rodrigues Lima;
procurador Joaquim José Henriques;
procurador do inventário Ignacio da Silva Ribeiro;
signatário Antonio Pereira dos Anjos;
signatário José Marcelino Borges;
signatário Generozo Pereira dos Anjos;
tutor dos órfãos Mariano Cardozo Monteiro;
vigário Antonio Luiz Esteves de Carvalho.

Localidades relevantes:
Lages;
Boqueirão;
localidade “Pessegueiros”;
província do Paraná;
distrito dos Baguaes;
província de São Paulo.

Compõem o processo:
termos de juramento e declaração;
titulo dos herdeiros;
traslado de uma escritura pública de contrato entre as partes José Maria Laronca e Floriana Prudência de Oliveira;
termo de louvação;
termo de juramento;
procuração;
termo de responsabilidade;
termo de substabelecimento;
termo de louvação;
termo de juramento;
auto de partilha;
exórdio;
auto de emenda da partilha;
declaração dos partidores;
recapitulação aos partidores;
traslados de edital de praça;
“meia siza por venda de escravo”;
termo de arrematação dos bens móveis e semoventes;
“termo de arrematação do escravo Antonio”;
“termo de arrematação do escravo Geraldo”;
Empréstimo dos cofres dos órfãos;
quitação;
auto de justificação;
autos para levantamento de dinheiro do cofre dos órfãos.

Variação de nome:
juiz de órfãos suplente capitão Ignacio Coelho d’Avila;
cônjuge José Maria Larouca;
cônjuge José Maria Laroka;
cônjuge José Maria Larocha;
localidade “pecegueiros”;
curador geral dos órfãos Constancio Carneiro Barbosa de Brito;
curador geral dos órfãos Diego Duarte Silva da Luz;
curador geral capitão Antônio Ricken de Amorim;
localidade distrito dos Baguais.