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BR SC TJSC TRRJ-24815 · Processo · 1850 - 1868
Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

Inventário realizado na cidade do Desterro, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

Partes do processo:
Marcellino José Bernardes (falecido);
Florinda Roza d’Jezus (falecida);
Manoel Luis da Silveira (inventariante e testamenteiro).

Herdeiros:
Francisco José Bernardes;
Marcellino José Bernardes.

Resumo:
Manoel Luis da Silveira abre um processo de inventário após o falecimento de Marcellino José Bernardes e Florinda Roza, seus respectivos cunhado e irmã. O casal deixou um filho menor de idade, sobrinho do inventariante; por esse motivo, a ação contou com a nomeação de um curador, e passou pelo juízo de órfãos. Em traslado de testamento do falecido, é revelado que foi separado um pagamento denominado como “esmola” para Francisca, mulher escravizada designada como preta crioula.

Os bens inventariados foram utensílios de cozinha, um ferro de engomar, ferramentas, mobília, caixas, animais, casas e terrenos. São citadas dívidas passivas deixadas pelo falecido. Constam no inventário 2 pessoas escravizadas, além de Francisca: Alexandre, descrito como crioulo, e Manoel, designado enquanto pardo. Ao decorrer do processo, um membro da família abre petição para apontar o fato de que apenas um dos dois filhos do casal foi inserido no título dos herdeiros, requerendo que o outro seja incluído e apresentando sua declaração de batismo para a comprovação de parentesco. Após avaliados, os bens passaram por um processo de partilha, e parte do patrimônio foi separada para pagamento das pendências. Com o intuito de equilibrar o valor das heranças, foi incluída uma quantia de reposição em dinheiro.

Ao mesmo tempo em que Francisca é colocada como legatária do finado, a pedidos encontrados no testamento, ela é inventariada como escravizada na repartição. Com isso, um curador é nomeado para representá-la. Por meio de petição, é afirmado que a liberdade da suplicante após o falecimento de seus senhores foi deixada de fora no documento, por possíveis “ignorância” ou “perturbação” em que se encontrava o testador. Além disso, estando a partilha ainda sem sentença, é requerida uma emenda no inventário por parte da curada, para que os seus bens sejam adjudicados ao herdeiro Marcellino. Ao fim da petição, é revelado que a suplicada entraria com pedido de liberdade, alcançando o valor necessário através de uma quantia guardada no cofre. Uma nova partilha foi realizada, com as alterações necessárias, mas ainda constando Francisca como inventariada.

Após a reforma da partilha, o curador dos órfãos requer que Alexandre e Manoel sejam arrematados, pelo fato do herdeiro Francisco estar distante de completar a maioridade e pela necessidade de pagar as custas do processo. A tutoria do herdeiro menor foi passada para Agostinho Fernandes Vieira, por meio de juramento e tomada de contas. Mais tarde, é revelado que Francisca estava passando por um processo de arrendamento de seus serviços com duração de 3 anos, requerendo metade do valor conseguido com a prática. Além disso, outras condições estabelecidas foram que a ação ficaria sem efeito a partir do momento em que ela apresentasse a quantia necessária para libertar-se, e que o lançador da proposta deveria a tratar com a devida humanidade.

Os serviços de Francisca foram arrendados mas, após alguns meses, ela encontrou-se enferma. Com isso, o lançador da proposta abre petição afirmando que não poderia continuar com a ação, e uma nova arrematação é realizada com o conhecimento de sua doença, descrita como incurável. O valor foi alcançado e, por meio de sentença, o juiz requer que seja passada a sua carta de liberdade, além de requerer o pagamento das custas por parte da interessada. O processo é concluído com a maioridade do herdeiro Marcelino, comprovada por certidão de batismo, e sua última tomada de contas, seguido de uma petição para pagamento de sua legítima parte.

Atuaram no processo:
avaliador Alexandre Francisco da Costa;
avaliador Anastacio Silveira de Souza;
avaliador e signatário Alexandre Correia de Mello;
avaliador Manoel Francisco Pires;
curador Candido Gonçalves d’Oliveira;
curador Jozé Nunes da Silva;
escrivão de órfãos José Honorio de Souza Medeiros;
escrivão do auditório eclesiástico João Luis do Livramento;
escrivão do auditório eclesiástico Joaquim Caetano da Silva;
escrivão João Antonio Lopes Gondim;
juiz municipal e dos órfãos Sergio Lopes Falcão;
juiz municipal e dos órfãos suplente comendador Agostinho Leitão d’Almeida;
partidor João Narcizo da Silveira;
partidor Joaquim José Varella;
pregoeiro Lucas Rodrigues d’Jesus;
procurador fiscal João Silveira de Souza;
signatário Francisco Teixeira de Cunha;
tesoureiro Carlos João Halson.

Localidades relevantes:
cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
distrito das Cabeceiras do Córrego Grande (atual bairro Córrego Grande, Florianópolis);
freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Lagoa (atual bairro Lagoa da Conceição, Florianópolis);
freguesia de Santo Antonio (atual bairro Santo Antonio de Lisboa, Florianópolis);
freguesia do Ribeirão (atual bairro Ribeirão da Ilha, Florianópolis);
primeira comarca.

Compõem o processo:
auto de emenda da partilha;
auto de partilha;
auto de reforma da partilha;
autos de praça;
autos de tomada de contas;
certidões de batismo;
contas;
descrição e avaliação dos bens;
petições;
pregões;
recibos;
sentenças;
termo de louvação;
termos de avaliação;
termos de declaração;
termos de juramento;
traslado de conhecimento da dízima;
traslado de testamento;
traslado do pagamento da meia siza.

Variação de nome:
Corgo Grande.

Inventário de Marcelino Gonçalves dos Santos
BR SC TJSC TRRJ-77402 · Processo · 1849
Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

Inventário de Marcelino Gonçalves dos Santos na Vila de São José parte da Segunda Comarca da Província de Santa Catarina.

Partes do Processo:
Marcelino Gonçalves dos Santos (inventariado);
Roza Joaquina (inventariante)

Herdeiro:
Maria Rosa (filha);
Feliciana Rosa (filha);
Bernardino Rosa (filho);
Joaquim Rosa (filho);
Eduardo Antonio Domingos (neto/menor);
Francisco Antonio Domingos (neto/menor);
Joaquim Antonio Domingos (neto/menor);
Maria (neta/menor);
Anna (neta/menor);
Thomasia (neta/menor);
Luisa (neta/menor);
Rosa (neta/menor);

Resumo: Este inventário foi feito na Vila de São José por Roza Joaquina, viúva do falecido Marcelo Gonçalves dos Santos. Feito o juramento do curador e dos avaliadores, foi feita a avaliação dos bens, que incluía móveis, terras, uma casa e um escravizado. O escravizado, denominado como crioulo, chamava-se Bento.
Após a avaliação e uma certa dificuldade para contatar toda a vasta lista de herdeiros, segue-se para a partilha dos bens. Durante este processo, um dos herdeiros falece, e há um trecho do inventário deste falecido na partilha, incluindo a sua parte da meação.
Antonio Domingos Alves assinou um termo se comprometendo a administrar os bens das filhas menores.

Atuaram no Processo:
avaliador Constancio José de Souza Pessoa;
avaliador Florencio Gomes de Castro Campos;
escrivão; oficial de justiça Francisco Xavier de Oliveira Camara;
curador Manoel de Freitas Sampaio;
partidor Joaquim lourenço de Souza Medeiros;
partidor Duarte Vieira da Cunha;
juiz de órfãos suplente João Francisco de Souza;

Localidades Relevantes:
Vila de São José;
Segunda Comarca;
Distrito de Capoeiras;
Rio do Araújo;
Comarca do Sul;

Compõem o Processo:
Termos de juramento;
Avaliação de bens;
Termo de tutoria;
Partilha de Bens.

Inventário de Marcelino de Aviz
BR SC TJSC TRRJ-17309 · Processo · 1864
Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

Inventário autuado na comarca de São Miguel, na província de Santa Catarina.

Partes do processo:
Florentina Roza de Jezus (inventariante);
Marcelino de Aviz (inventariado).

Resumo:
Neste processo, deu-se o inventário de Marcelino de Aviz, inventariado pela sua viúva, Florentina Roza de Jesus. O documento está incompleto, carecendo das páginas iniciais.

Dentre os bens avaliados e inventariados, constam imóveis como: terras; uma roça de mandioca; três roças cana (sendo duas de cana caiana, e uma de cana pequena); uma casa de pau a pique, coberta de palha; e uma casa de engenho. As propriedades imóveis eram distribuídas pelas localidades de Sítio do Inferninho e Capoeiras.

Foram também listados um carro velho; animais de cria (um novilho, uma vaca e cinco porcos) e animais de trabalho e transporte (uma junta de bois e um cavalo); itens de montaria (um lombilho e uma sela); vestimentas; mobília; objetos para armazenamento (caixas e barricas); um forno de cobre e dois caldeirões de ferro; cargas de mercadoria (açúcar); e ferramentas de trabalho, além de uma arma de fogo (espingarda); entre outros bens.

Por fim, havia também um homem escravizado, de nome Adão (descrito como “pardo”). Adão foi avaliado em 600.000 réis (600$000).

Procedeu-se então ao cálculo da partilha, onde os bens passaram pela definição da meação (direito do cônjuge a 50% dos bens) e divisão entre os herdeiros; e foi também separada a décima (imposto de 10% sobre rendimentos de imóveis), destinada à Fazenda Provincial. A soma de todos os bens do inventário resultaram no montante de 2.082.633 réis (2:082$633).

Em seguida, a inventariante moveu uma petição, onde manifestou seu interesse em pagar as custas devidas à Fazenda Provincial, a fim de poder adjudicar-se (transferir-se formalmente) todos os bens excedentes à meação.

Por sentença, por não existirem órfãos provenientes do casal, o juiz deu a partilha e a adjudicação como procedentes, deferindo-as em favor da inventariante.

Porém, em seguida, o procurador Alexandre Eloy d’Azevedo Coutinho, que representou a inventariante Florentina durante o processo, apresentou uma petição para embargar a sentença do inventário.

O embargante, Alexandre Coutinho, afirmou que a sentença era fundada em falsa causa, pois que na verdade havia, sim, órfãos do casal. Além disso, apontou irregularidades, à medida que o inventário deveria ter procedido sob o juízo de órfãos ao invés do juízo municipal. Coutinho também disse que, depois de ter começado a autuação do inventário, faleceu Barnabé Ignacio de Aviz, irmão "germano" (legítimo, verdadeiro) do falecido Marcelino de Aviz. Barnabé deixou órfãos; logo, estes deveriam ter sido incluídos no rol de herdeiros e nas partilhas de bens. Dessa forma, Alexandre Coutinho peticionou pela anulação da sentença, bem como sugeriu a autuação de um novo inventário.

A matéria dos embargos foi julgada como procedente, por conta da incompetência do juízo que autuou o inventário. Assim, o juiz ordenou a nulidade da sentença, e exigiu a devolução dos autos ao cartório do juízo de órfãos; donde seria autuado um novo inventário correspondente.

Atuaram no processo:
avaliador Manoel da Rocha Linhares;
avaliador e escrivão de órfãos João Francisco Regis;
coletor provincial Antonio Carlos de Carvalho;
escrivão Antonio Francisco de Medeiros;
escrivão Salvador Miguel de Souza;
juiz municipal José Maria do Valle Júnior;
juiz municipal suplente Joze da Silva Ramalho Pereira;
juiz municipal 1º suplente Antonio Gonçalves Franco;
partidor Bento de Mello Barretto;
procurador Alexandre Eloy d’Azevedo Coutinho.

Localidades relevantes:
Capoeiras (atual bairro em São José, Santa Catarina);
Sítio do Inferninho (situado na vila de São Miguel).

Compõem o processo:
cálculo da partilha;
contas;
embargos de sentença;
recibo de taxa de heranças e legados;
recibos;
termo de avaliação;
termo de juramento.

Variações de nome:
Marcelino de Avis;
Marcellino de Avis;
Marcellino de Aviz;
partidor Bento de Mello Barreto.

Inventario de Marcelino Alves de Siqueira
BR SC TJSC TRRJ-76485 · Processo · 1849
Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

Inventario de Marcelino Alves de Siqueira realizado na Vila de São José; Comarca do Sul.

Partes do Processo:
Marcelino Alves de Siqueira (inventariada);

Herdeiro:

Resumo: O inventário de Marcelino Alves de Siqueira incluía terras localizadas no lugar chamado Barreiros. Havia também dívidas, que foram pagas pela inventariante, a viúva do falecido. O processo está incompleto.

Atuaram no Processo:
curador de órfãos Manoel do Nascimento Ramos;
escrivão Francisco Xavier de Oliveira Câmara;
juiz de órfãos suplente João Francisco de Souza;
partidor Duarte Vieira da Cunha;
partidor Joaquim Lourenço de Souza Medeiros.

Localidades Relevantes:
Vila de São José;
Comarca do Sul;
Província de Santa Catarina;
Barreiros.

Compõem o Processo:
Juramento dos Partidores;
Auto de Partilha.