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Inventário de Elias Manoel da Silveira
BR SC TJSC TRRJ-20429 · Processo · 1868
Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

Inventário realizado na cidade de Desterro

Partes:
Elias Manoel da Silveira (inventariado);
Emerenciana da Conceição (inventariante).

Herdeiros:
Joaquim Elias da Silveira;
Laurinda da Silveira;
Manoel Elias da Silveira;
Anna da Silveira;
Libania da Silveira;
Maria da Silveira;
Anacleta da Silveira;
Leandra da Silveira;
Marcos Elias da Silveira.

Descrição:
O inventário de Elias Manoel da Silveira foi conduzido por seu esposa, Emerenciana da Conceição, sem testamento e a partilha dos bens ocorreu de forma amigável. Entre os itens inventariados, constam casas, terras, mobílias, objetos, roça de cana, roça de mandioca, animais, objeto sacro, utensílios e acessórios de ouro. O processo também registra a presença de sete pessoas escravizadas descritas como crioulas de nomes Marcellino, João, Candido, Francisca, Caetana, Maria e Carlota.

Atuaram no processo:
juiz de órfãos Affonso de Albuquerque e Mello;
juiz dos órfãos Patricio Marques Linhares;
escrivão Vidal Pedro Moraes;
escrivão João Francisco Vidal;
avaliador e signatário Manoel José Coelho;
avaliador Porfirio José de Fraga;
partidor João Narcizo da Silveira;
presidente da câmara municipal Miguel de Souza Lobo;
oficial de justiça Lucas Rodrigues de Jesus;
curador e advogado Candido Gonçalves de Oliveira;
signatário Joaquim José Coelho.

Localidades relevantes:
Trindade;
São Miguel;
Biguaçu;
Córrego Grande.

Compõem o processo:
Título de herdeiros;
Juramento ao curador;
Juramento aos avaliadores;
Avaliação dos bens;
Auto de partilha.

Inventário de Eduardo Amadeus Adolfo Horn
BR SC TJSC TRRJ-21635 · Processo · 1866
Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

Processo de inventário ocorrido na Comarca da Capital (Desterro)

São partes do processo: Eduardo Amadeus Adolfo Horn (inventariado); Claudina Bernardina de Oliveira Medeiros Horn (inventariante).

Descrição: A autora solicita se tornar a inventariante do processo, bem como a tutora dos órfãos menores de idade.

Atuou no processo: Escrivão Vidal Pedro Moraes

Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
Inventário de Eduardo Amadeu Adolpho Horn
BR SC TJSC TRRJ-21092 · Processo
Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

Processo de inventário ocorrido na Capital (Desterro).

São partes do processo:
Eduardo Amadeu Adolpho Horn (falecido);
Claudina Bernardina Medeiros Horn (inventariante).

Resumo: Inventário do falecido Eduardo Amadeu Adolpho Horn, inventariado por sua viúva, Claudina Bernardina Medeiros Horn. Entre os bens inventariados há quantia em dinheiro e propriedades urbanas, sendo elas casas e terras.

São mencionadas as seguintes localidades:
Rua da Banca;
Rua da Praça;
Rio do Capivari;
Vila de Santo Antônio dos Anjos de Laguna (atual Laguna);
Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro (atual Rio de Janeiro).

O processo contém cobranças de dívidas, movidas pelos credores do falecido. Contém carta precatória, em que é deprecante o juízo de órfãos da cidade de Desterro, e é deprecado o juízo de direito da cidade de Laguna.

Atuaram no processo:
Advogado Manoel José de Oliveira;
Avaliador Antônio José de Bessa;
Avaliador Francisco de Souza Machado Cravo;
Curador geral Cândido Gonçalves d'Oliveira;
Curador geral Marcellino Antônio Dutra;
Escrivão Ernesto Aparício de Góes Rebello;
Escrivão Manoel Baptista de Araújo;
Escrivão Vidal Pedro Morais;
Juiz Américo Antônio da Costa;
Juiz José Martins Vieira;
Juiz José Rodrigo Pinheiro Cavalcante;
Juiz Patrício Marques Linhares;
Juiz Pedro dos Reis Gordilho;
Juiz/major Antônio d'Albuquerque e Mello;
Partidor Antônio Gonsalves Barreiros;
Partidor Pedro Francisco da Silva;
Procurador/tenente-coronel Manoel Luís do Livramento;
Tabelião Leonardo Jorge de Campos.

Variação de nomes:
Eduardo Amadeos Adolpho Horn;
Eduardo Amadeu Adolfo Horn;
Eduardo Amadeus Adolfo Horn.

Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
Inventário de Duarte Muniz Fogaça
BR SC TJSC TRRJ-19967 · Processo · 1849-1867
Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

Autos de inventário e partilha realizados na vila de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

Partes do processo:
Duarte Muniz Fogaça (falecido)
Francisco Muniz de Moura (testamenteiro e inventariante)
Rita Maria Amaral (inventariante e herdeira)

Herdeiros:
Antonio Felippe Pessoa (co-herdeiro);
Anna do Amaral;
Altanario Sutil de Oliveira (co-herdeiro);
Gertrudes (menor de idade);
Jose Pereira Machado (co-herdeiro);
Maria do Rozario;
Maria d’Amaral.

Resumo:
Neste processo, foi notificada Rita Maria Amaral, esposa do falecido Duarte Muniz Fogaça, para que no período de 48 horas comparecesse ao juízo da vila de Lages, a fim de assinar termo de inventário. No entanto, Rita, por ser uma pessoa com deficiência, não pôde assinar como inventariante. Durante o processo Rita é chamada de “paralítica”, “aleijada”, e descrita como “sem poder falar”. Em seguida, o irmão do falecido, Francisco Muniz de Moura, além de testamenteiro do casal, foi nomeado como inventariante.

Ao decorrer do processo, o curador Manoel Cavalheiro Leitão foi impedido de prosseguir como atuante no inventário de Duarte, por ser cunhado do inventariado e irmão de Rita, esposa do falecido.

No testamento, são citadas 8 pessoas escravizadas, inclusas como bens. 5 eram mulheres: Joanna, designada como de nação Benguela; Joaquina, Roza, Antonia e Anna, designadas como crioulas. 3 eram homens: Francisco, designado como de nação Moçambique; Francisco, designado como de nação Cabinda, e Bento, designado como crioulo. No entanto, dentre eles, Francisco (de nação Moçambique) foi dado como forro (alforriado).

Os bens presentes no inventário do falecido foram casas, animais, roupas, utensílios, prataria, armas brancas, armas de fogo, ferramentas e meios de transporte, descritos como “carros”. Havia também dívidas ativas e passivas.

Durante o processo, foram pagas aos credores as quantias em dinheiro requeridas. Na partilha, foi efetuado pagamento a um órfão de nome João e ao forro Francisco (de nação Moçambique). Além disso, foi efetuada a partilha dos bens entre os herdeiros.

Ademais, é nomeado como tutor da herdeira Gertrudes o curador e tio da dita órfã, Manoel Cavalheiro Leitão, que posteriormente também tornou-se o responsável pelos bens de sua irmã, mãe de Gertrudes, Rita Maria do Amaral.

Na sequência, o curador Manoel Leitão foi substituído por outro; e, em requerimento, pediu que o atual curador enviasse, através do escrivão, uma certidão em que constasse o que teria restado de saldo na conta corrente de Maria Rita do Amaral.

Em uma petição feita por Francisco Franco Fogaça, alforriado da família do falecido Duarte, o peticionário pediu que sua esposa Joanna (de nação Benguela) recebesse sua carta de alforria, por conta de sua idade avançada e por ter prestado serviços em sua vida inteira ao dito casal. Foi expedido pelo suplicante um pedido ao curador, para que aceitasse o valor estipulado por Francisco, a fim de que sua esposa fosse liberta, bem como seus filhos e mais outros escravizados que ainda estão em posse da família do falecido.

Porém, o curador, em sua carta, respondeu que não havia como entregar carta de alforria pelo valor estipulado pelo suplicante, e que também a liberdade de Joanna e seus filhos deveria constar no inventário do falecido. Por não constar, a alternativa que sobrou foi a de pagar a mais do valor que foi oferecido para que assim sejam libertos.

Assim, foi pago pelo suplicante o valor referido e, de acordo com a resposta do curador, seria expedido no dia em que a carta de alforria de sua esposa Joanna fosse enviada.

Atuaram no processo:
avaliador Ricardo Alves da Silva;
avaliador Francisco Gomes da Silva Coelho;
curador e tutor Manoel Cavalheiro Leitão;
curador geral Ignacio Nunes;
curador major Amancio José Ferreira;
curador José Machado;
curador João Antunes Sobrinho;
escrivão geral e de órfãos Mathias Gomes da Silva;
escrivão Generoso Pereira dos Anjos;
juiz de órfãos terceiro substituto capitão José Marcelino Alves de Sá;
juiz de órfãos Guilherme Ricken;
oficial de justiça Joze Antonio de Oliveira;
procurador major Antonio Saturnino de Oliveira;
partidor Jorge Trueter;
partidor Francisco Gomes da Silva Coelho;
procurador Vicente Eufrasio da Silva Abreu;
signatário Antonio Vicente dos Santos;
signatário João Luis de Andrade.

Localidades relevantes:
Sorocaba;
vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
província de São Paulo (atual estado de São Paulo);
segunda comarca.

Compõem o processo:
auto de tomada de contas;
conta;
juramento ao tutor;
partilha;
quitação;
recibos;
recibos de compra de escravizados;
termo de juramento de inventariantes nomeados;
testamento;
termo de juramento aos louvadores;
termo de juramento aos procuradores;
termo de juramento aos partidores;
termos de juramento aos curadores.

Variações de nome:
Rita Cavalheira do Amaral;
Rita do Amaral Cavalheiros.