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Embargos de Vidal Ribeiro de Córdova
BR SC TJSC TRRJ-79341 · Processo · 1844
Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

Embargos realizados na vila de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

Partes:

  • Vidal Ribeiro de Córdova (embargante);
  • André Miguel (embargado).

Resumo:

  • Neste instrumento de autos de embargo, cujo embargante é Vidal Ribeiro de Córdova, há a cobrança de dívida do alemão André Miguel, referente a uma quantia em dinheiro e um prêmio, também em dinheiro, já expirado. Como André Miguel pretendia mudar-se da vila de Lages, sem deixar quaisquer bens naquela localidade, Vidal Ribeiro de Córdova moveu contra ele um embargo, a fim de garantir que sua dívida fosse paga. Ao decorrer do processo, foram embargados 23 animais em nome de André Miguel. Entretanto, o embargado pagou Vidal Ribeiro de Córdova amigavelmente, que por sua vez solicitou que fosse expedido um contramandado para cancelar o embargo. Na conclusão do processo houve a cobrança de pagamento dos selos.

São mencionadas as seguintes localidades:

  • Chácara de Nossa Senhora da Glória;
  • Vila de Lages (atual cidade de Lages, Santa Catarina).

Atuaram neste processo:

  • Alferes/juiz João Thomas e Silva;
  • Alferes/procurador João Joaquim da Cunha Passos;
  • Depositário João José de Oliveira;
  • Escrivão Manoel Antônio do Nascimento;
  • Escrivão/tabelião Mathias Gomes da Silva;
  • Meirinho Casciano José Ferreira.

Variação de nome:

  • Cassiano José Ferreira.
Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
Embargos do Sargento-Mor Joaquim José Monteiro
BR SC TJSC TRRJ-19590 · Processo · 1791
Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

Embargos na vila de Nossa Senhora dos Prazeres, à época tribunal da relação do Rio de Janeiro.

Partes: Maria Tereza Garcia (autor); Joaquim José Monteiro (réu).

O juiz da vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lages determinou o bloqueio dos bens de Joaquim José Monteiro, morador da mesma vila, por causa de dívidas não pagas a Maria Tereza Garcês. Entre os bens bloqueados estão uma certa quantidade de milho, um sítio e alguns animais. O escrivão confirmou que o mandado foi enviado e entregue ao réu. O processo finaliza assim.

Atuaram no processo: escrivão Antônio de Araújo França; juiz ordinário João Damasceno de Cordova.

Localidades relevantes: vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lages.

Compõem o processo: custas de selo.

Esbulho de Antonio Lins de Cordova
BR SC TJSC TRRJ-79222 · Processo · 1828-1832
Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

Processo de esbulho realizado na vila de Lages, na época sob a chamada Ilha de Santa Catarina.

Partes do processo:
Antonio Lins de Cordova (suplicante);
Bento Ribeiro de Cordova (suplicado);
José Antonio da Silva Monteiro (suplicado).

Resumo:
Neste processo, foi autuada um processo de esbulho a pedido do alferes Antonio Lins de Cordova. O suplicante afirmou que os suplicados, nas pessoas de Bento Ribeiro de Cordova e do alferes José Antonio da Silva Monteiro, ocuparam sua fazenda sem o devido direito, causando-lhe graves prejuízos e danos na sua propriedade. Antonio era morador no bairro de Pelotinhas, nos Campos do Pinheiro Seco.

Os esbulhadores erigiram uma casa no terreno de Antonio, nas proximidades de uma criação de animais (“ao pé da cria de bestas”) e de uma outra casa, perto de roças do suplicante. Além disso, Bento e José acossaram os trabalhadores das roças de Antonio: mobilizaram homens armados para expulsar à força os trabalhadores da roça, sob ameaças de violência. Os trabalhadores ameaçados informaram que os homens sob mando de Bento e José festejavam na casa ilegalmente construída pelos esbulhadores, coletaram madeira e, ainda, atearam fogo aos campos de Antonio, causando ainda mais prejuízos e terror ao suplicante e seu pessoal. Em uma outra petição referente a esse mesmo fato criminoso, Antonio disse que os homens armados enviados por Bento e José eram dois homens escravizados e um “camarada”, chamado João Manoel.

…Além disso, o suplicante Antonio Lins de Cordova apresenta um libelo junto à sua denúncia. Nele, Antonio reclama que já tentou recorrer à justiça antes; mas o juiz o tratou com hostilidade, e, junto com o escrivão, demoraram-se e se esquivaram de cumprir suas funções. Antonio evidenciou seu desamparo e o prejuízo sofrido pela prevaricação e pela má vontade destes agentes da justiça.

Durante os relatos das testemunhas, os primeiros depoentes confirmaram que Bento e José atacaram as terras de Antonio. Porém, outras testemunhas posteriores disseram que não sabiam ao certo se as terras pertenciam mesmo a Antonio.

Por conta de impedimentos do juiz, o processo ficou suspenso por vários momentos.

Após ouvidas as testemunhas, foi alegado que Antonio Rodrigues de Andrade fora anteriormente expulso pelo suplicante Antonio Lins de Cordova das ditas terras, que por sua vez ganhou uma contenda judicial contra Andrade. A contenda ocorreu pois as terras foram indevidamente entregues a Andrade, por meio de venda oculta.

Adiante, foi feito um termo de composição entre as partes. Nesse termo foi pretendida uma reconciliação, onde foi informado que o terreno era herança do cadete João Damasceno de Cordova, por sua vez herdeiro do inventário do sargento-mor João Damasceno de Cordova e sua mulher, dona Maria de Sam Boaventura, já falecidos. Após longas discussões, o juiz sugeriu dividir o terreno: Bento Ribeiro de Cordova ficaria com as terras herdadas pelo cadete, enquanto Antonio Lins de Cordova ficaria com o restante, incluindo o Campo do Pandeiro.

Por sentença, o juiz condenou Bento na causa; e o condenou ao pagamento das custas.

Em contrapartida, uma audiência de embargos foi movida na sequência, em que Bento procurou embargar a sentença favorável a Antonio. Julgando terem ocorrido várias inconsistências no processo anterior, o juiz inverteu o rumo do processo; julgou a sentença anterior nula e sem efeitos, dando uma nova sentença em favor do réu Bento.

Por fim, Antonio recorreu através de uma apelação, procurando elevar a instância do julgamento da ação. Foram nomeados louvadores (avaliadores), a fim de que estes avaliassem o valor dessa escalada de instância. Eles julgaram que a ação valia 150.000 réis (150$000). O juiz, por sentença, ordenou que fossem citadas as partes para dar fim ao processo, através do pagamento da quantia.

Atuaram no processo:
alcaide Domiciano Joze de Soza;
avaliador Manoel Ignacio da Silveira;
avaliador alferes José Antonio da Silva Monteiro;
escrivão Generoso Pereira dos Anjos;
escrivão público, judicial e de notas Joam Manoel Cortes;
escrivão do juízo de paz e tabelião Camillo Justiniano Ruas;
escrivão e tabelião José Domingues do Couto;
juiz de paz capitão de cavalaria miliciana Manoel Cavalheiro Leitão;
juiz ordinário Francisco Borges do Amaral e Castro;
juiz ordinário Nicoláo José de Liz e Abreu;
juiz ordinário alferes Joaquim Antonio de Morais;
juiz presidente Francisco de Paiva Muniz;
procurador Miguel Antonio de Almeida.

Localidades relevantes:
Campos do Pandeiro;
Campos do Pinheiro Seco;
bairro de Pelotinhas;
vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
cidade de Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina)
comarca da cidade de Desterro;
comarca da Ilha de Santa Catarina.

Compõem o processo:
avaliação;
contas;
denúncias;
embargos;
libelos;
mandados de intimação;
petições;
requerimentos de audiência;
sentenças;
termo de composição;
termo de declaração;
termo de juramento de louvadores;
testemunhos;
traslado de petição;
traslado de vistoria.

Variações de nome:
Maria de São Boaventura;
alcaide Domiciano José de Souza;
escrivão João Manoel Cortes.

BR SC TJSC TRRJ-19592 · Processo · 1799
Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

Escritura de Doação de Terras de João Antônio Borges e outros na vila de Nossa Senhora dos Prazeres das Lages, à época comarca de Paranaguá, província de Santa Catarina.

Partes: Frei Manoel da Concepção Salgado (donatário); João Antônio Borges (doador); Maria Custódia (doador).

Resumo: João Antônio Borges e Silva, juntamente com sua esposa Maria Custódia, residentes na vila de Nossa Senhora dos Prazeres das Lages, realizaram a doação de uma porção de terras, consistentes em campos de criação, localizados na paragem denominada Penteado, ao religioso Frei Manoel da Concepção Salgado. Tal ato foi devidamente formalizado por meio de escritura pública e registrado em cartório, conferindo-lhe plena validade jurídica.

Atuaram no processo: confinante João Damasceno Cordova; escrivão e tabelião Joaquim José da Silva; juiz Bento Antônio de Camargo.

Localidades relevantes: vila de Nossa Senhora dos Prazeres das Lages; campos denominado Panteado; rio Pelotas; comarca de Paranaguá.

Compõem o processo: traslado de escritura.

Tribunal da Relação do Rio de Janeiro