Inventário realizado na Capital, na época conhecida como cidade de Desterro.
Partes do processo:
Silvania Maria Martins (inventariada);
Luis Martins de Avila (inventariante).
Herdeiros:
Francisca (menor);
José (menor);
Maria (menor);
Rosalina (menor).
Resumo: É feito o inventario da falecida Silvania Maria Martins, a pedido de seu esposo viúvo, Luis Martins de Avila. A falecida deixou herdeiros menores, sem a presença de um testamento. Os bens deixados foram avaliados, entre os quais são citados: casas, terras, engenho de farinha, engenho de açúcar, rancho, roças de mandioca e de cana, utensílios, mobílias e ferramentas. Além disso são também citadas 11 pessoas escravizadas, entre elas: Joana, Eva, Francisco (menor), Henrique (menor), Domingos (menor), Agostinho (menor) e Joaquina (menor); Justo e Eva (menor), ambos descritos como pardos; e Sabino, descrito como de origem africana. Os bens foram partilhados para os herdeiros, e dívidas foram pagas, bem como pagas as custas do processo.
Atuaram no processo:
escrivão João Rodrigues Pereira;
curador de órfãos José Francisco Mafra;
avaliador Jozé Elias Vieira;
avaliador Alexandre Eloy de Azevedo Coutinho;
avaliador Claudio Francisco de Campos;
partidor Francisco Gonçalves da Luz;
partidor Alexandre Jorge de Campos;
oficial de justiça Antonio Francisco de Medeiros;
juiz dos órfãos segundo suplente Jozé da Silva Ramalho Pereira;
juiz corregedor Manoel Januario Beserra Montenegro.
Localidades relevantes:
cidade de Desterro (atual cidade de Florianópolis, capital de Santa Catarina);
rio Biguassu.
Compõem o processo:
Petição inicial;
Título de herdeiros;
Termo de descrição de bens;
Termo de louvação de avaliadores;
Juramento aos avaliadores;
Avaliação dos bens;
Auto de partilha;
Pagamento aos herdeiros;
Declarações;
Pedido de alforria;
Depósitos;
Pagamentos de custas.
Variação de nome:
inventariada Libania Maria Martins.