Inventário

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              Auto de Inventário de Roberto Suain Cathecart
              BR SC TJSC TRRJ-17318 · Processo · 1862-1868
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Autos de Inventário realizados na vila de São Miguel, à época sob a comarca de São José.

              Partes:
              Roberto Suain Cathecart (inventariado);
              Maria Gama Cathecart (inventariante).

              Herdeiros:
              Maria Roberta Suaim Cathecart;
              Diogo Suain Cathecart;
              Roberto Suain Cathecart;
              José Mafra Cathecart (menor);
              Lucia Maria Cathecart (menor);
              Maria Luiza Cathecart (menor).

              Co-Herdeiros:
              Vital José da Matta.

              Resumo: Processo de inventário autuado após o falecimento de Roberto Suain Cathecart, sendo regido sob responsabilidade da viuva Maria Gama Cathecart. O processo contou com múltiplas instâncias de avaliação, além de contar com herdeiros adultos e menores. São apresentadas dividas e contas de credores, além de serem citados entre os bens: terras, sítio, mobília, animais, engenho de farinha e casa. São também descritos 16 escravizados, de nomes: José, Adão, Manoel, Mariano, João, Maria (a qual se encontrava grávida), Isabel e Maximiana, descritos como crioulos; Antonio e Mauricia, descritos como pardos; José e João, descritos como de nação Mina; Pedro, descrito como de nação Congo; Bento, descrito como de nação Moçambique; Juliana, descrita como de nação Cambinda; e Francisco, menor de idade. Como o falecido apresentava bens na cidade de Desterro, foi expedida carta precatória de forma a seguir-se a avaliação de uma propriedade.

              Carta precatória enviada "do Juízo de Órfãos dos termos munidos da cidade de São José, para o Juízo de Órfãos do termo da cidade do Desterro Capital da Província".

              Atuaram no processo:
              escrivão João Francisco Regis;
              escrivão João Luiz do Livramento;
              escrivão Vidal Pedro Moraes;
              escrivão Antonio Estanislau Ferreira de N.;
              escrivão José Rodrigues Pereira;
              escrivão interino e tabelião Antonio Francisco de Medeiros;
              avaliador Jacintho Gonçalves da Luz;
              avaliador Manoel Antonio Rachadel;
              avaliador tenente coronel Anastacio Silveira de Souza;
              avaliador Patricio Marques Linhares;
              curador João Francisco de Andrade;
              curador doutor José Maria do Valle Junior
              curador João do Padro de Farias;
              curador geral de órfãos interino e partidor Salvador Cavalheiro;
              partidor Isidoro José Pereira;
              coletor de rendas Antonio Carlos de Carvalho;
              vigario Joaquim Gomes d'Oliveira Paiva;
              vigario interino Antonio de Santa Pulcheria Mendes e Oliveira;
              oficial de justiça Antonio Faustino Dias;
              signatário Antonio Marques da Silva;
              signatário e procurador e juiz Joaquim da Silva Ramalho;
              juiz doutor Augusto Elísio de Castro Fonseca;
              juiz de direito doutor Manoel Vieira Tosta
              juiz de órfãos doutor Raymundo Borges Leal Castello Branco;
              juiz de órfãos primeiro suplente Antonio Gonçalves Franco;
              juiz dos órfãos interino capitão Eduardo José do Amaral;
              juiz dos órfãos interino doutor José Maria do Valle Junior;
              juiz dos órfãos interino José Martins de Assis;
              juiz de direito corregedor doutor Manoel Vieira Tosta.

              Localidades:
              Palmas;
              Caieira;
              Jordão;
              Magalhães;
              Praça da Cidade;
              São José;
              Desterro (atual cidade de Florianópolis, Capital de Santa Catarina).

              Compõem o processo:
              Petição inicial;
              Louvação de avaliadores e partidores;
              Auto de inventario e juramento;
              Título dos herdeiros;
              Termo de audiencia;
              Juramento a tutora;
              Juramento ao curador;
              Termo de descrição dos bens;
              Contas;
              Termo de louvação aos avaliadores e partidores;
              Juramento aos avaliadores;
              Avaliação dos bens;
              Auto de carta precatória;
              Declaração;
              Auto de partilha e juramento aos partidores;
              Exordia de partilha;
              Pagamento aos herdeiros;
              Recibos;
              Auto de tomada de contas;
              Autos de justificação para suprimento de idade;
              Procuração;
              Auto de justificação de baptismo;
              Testemunhos.

              Auto de Inventário de Joaquim Silveira da Silva
              BR SC TJSC TRRJ-16651 · Processo · 1868
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Inventário realizado na vila de São Miguel, da Comarca de São Miguel.

              Partes:
              Joaquim Silveira da Silva (inventariado);
              Maria Christina da Silveira (inventariante).

              Herdeiros:
              Joaquina Rosa do Sacramento;
              Izabel;
              Antonio Joaquim Silveira;
              Christina (falecida);
              Pedro (menor);
              Maria (menor);
              Victorina (menor).

              Co-Herdeiros:
              Gabriel Francisco Fontes;
              Francisco Pedro da Rosa;
              Domingos Victorino da Silva.

              Descrição: Inventário realizado após a morte de Joaquim Silveira da Silva, com a sua esposa viúva atuando como inventariante. O falecido deixou herdeiros e bens a serem avaliados, entre os quais se citam: casa, engenho, terras, utensílios e dívidas, além de 5 pessoas escravizadas; seus nomes eram: Victorina, Luiza (menor), Anacleto (menor), Angelo (menor) e Catharina (menor). É feita a avaliação e partilha de todos os bens, com as dívidas sendo pagas e o processo sendo concluído.

              Atuaram no processo:
              escrivão João Rodrigues Pereira;
              escrivão Salvador Cavalheiro;
              curador geral José Francisco Mafra;
              signatário Luis Antonio dos Santos;
              signatário Antônio dos Santos;
              signatário Antônio Marques da Silva;
              signatário Jacintho Gonçalves da Luz;
              avaliador Francisco Antonio de Faria;
              avaliador José Claudino de Faria;
              partidor Antonio Joaquim de Vargas;
              partidor Francisco Felis Cortes;
              procurador Antonio Francisco Fontes;
              coletor de rendas Antônio Carlos de Carvalho;
              tutor Domingos Victorino da Silva;
              oficial de justiça Antonio Silveira de Souza;
              juiz dos órfãos interino Eduardo José do Amaral;
              juiz de órfãos quinto suplente José Martins de Assis.

              Localidades relevantes:
              local denominado "Fazenda".

              Compõem o processo:
              Petição inicial;
              Termo de declaração de herdeiros;
              Termo de descrição dos bens;
              Requisição para troca de inventariante;
              Termo de louvação de avaliadores;
              Juramento aos avaliadores;
              Auto de partilha;
              Termo de tutela;
              Declaração de herdeiros;
              Reforma de partilha;
              Auto de praça;
              Recibos;
              Pagamentos.

              Auto de Inventário de Joaquim de Souza Pereira.
              BR SC TJSC TRRJ-44189 · Processo · 1846
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Processo refere-se a execução de testamento, de 1838, requerido pelo testamenteiro, no termo da vila de São José, Comarca Sul da Província de Santa Catarina. Como comum na época, em testamento o manifestante declara sua religiosidade, como vemos na página virtual de número 02: “Em nome da Santíssima Trindade, Padre, Filho e Espírito Santo […]”. Uma parte específica da herança, na época, era chamada “a terça parte”, mesmo que não seja efetivamente um terço da herança. O finado deixa valores para serem distribuídos entre os mais necessitados e o restante dividido afilhada e descendentes. Alguns atos processuais eram realizados em casa dos operadores do Direito, como na página virtual de número 24 no termo de juramento do curador do processo: “[…] em casa de residencia do juiz dos órphãos o Major [...]”. Há escravos dentre os bens arrolados.

              Partes:
              Marcelino de Souza Pereira, testamenteiro e filho do testador;
              Joaquim de Souza Pereira, finado.

              Localidades:
              Picadas do Norte, termo da vila de São José.

              Atuaram no processo:
              Antonia de Jesus, mãe do testador;
              Constancio José da Silva Pessoa, avaliador;
              Dorotéia Rosa de Jesus, segunda esposa do testador;
              Felicidade, herdeira e afilhada;
              Francisco de Souza Pereira, pai do testador;
              Francisco Xavier de Oliveira Câmara, escrivão;
              Francisco da Silva Cascaes, testemunha;
              Gabriel Francisco Peres, testemunha;
              Gertrudes de Assumpção, primeira esposa falecida do testador;
              João Francisco de Souza, juiz, capitão;
              Joaquim Francisco de Assis Passos, tabelião;
              João Teixeira dos Santos, testemunha;
              José Francisco dos Santos, testemunha;
              José Rodrigues Pinheiro Cavalcante, juiz;
              Luis Ferreira do Nascimento e Mello, juiz, major;
              Manoel Antonio da Rosa, testemunha;
              Manoel de Freitas Sampaio, escrivão;
              Manoel do Nascimento Ramos, curador;
              Manoel Vieira de Aguiar, testemunha;
              Mariano José Coelho, avaliador.

              Auto de Inventário de João Baptista de Souza
              BR SC TJSC TRRJ-31918 · Processo · 1850-1868
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Autos de Inventário realizados na villa de Lages, à época sob a Segunda Comarca.

              Partes:
              João Baptista de Souza (inventariado);
              João da Silva Ribeiro Junior (inventariante).

              Herdeiros:
              Julia Baptista de Souza (menor);
              Maria Baptista de Souza;
              Esmenia Baptista de Souza;
              Marcos Baptista de Souza (menor);
              Maria Magdalena (menor).

              Co-Herdeiros:
              José Lima de Cordova;
              João da Silva Ribeiro.

              Resumo: Inventário realizado após a morte de João Bapstista de Souza, com seu genro João da Silva Ribeiro Junior atuando como seu inventariante. É iniciada a nomeação do curador de órfãos, sendo primeiramente nomeado Claudiano de Oliveira Rosa, o qual é posteriormente substituído pelo major Antonio Saturnino de Souza e Oliveira. É anexado ao processo um auto de atestado de óbito do falecido pai do inventariante, de forma a confirmar informações e dados do mesmo para prosseguir-se com o inventário. Em meio ao atestado de óbito constam informações acerca de movimentações de tropas ao extremo-sul do Brasil na fronteira com o Uruguai; é atestado que o pai do inventariante, Manoel Pereira Soares haveria falecido em 1818, em meio a uma Guerra de Campanha no povo de São Carlos, como é atestado pelo juízo eclesiástico de São Borja. Posteriormente se segue com o inventário, havendo a avaliação e partilha dos bens, entre os quais são citados: ferramentas, utensílios, mobilia, cobre, ferro, ouro, joias, armas de fogo (espingardas e trabuco), arma branca (espada), armadura (peitoral), vestimentas, grande quantidade de animais, terras, casas e dívidas. Além disso também são citadas 23 pessoas escravizadas: Luis, Benedicto, João Alfaiate, Francisco, Manoel (menor), Sipriano (menor), Benedicto (menor), Justinianno (menor), João (menor), Gracianna (menor) e Germana (menor), todos descritos como crioulos; Carolina, Benedita, Florencio (menor) e Antonia (menor), todos descritos como mulatos; Mathias, Joaquina, Candido e Joaquim (menor), todos descritos como de Nação (de origem africana); Manoel Carpinteiro e João, ambos descritos como originários da nação Congo; Manoel, descrito como de nação Moçambique, e Fernando, descrito como de nação Monjollo. Constam também diversos traslados de escritura de propriedades e cópias de compra e venda de terrenos. Por fim, é feita a partilha de todos os bens, com o processo sendo concluso ao final com pagamentos à Fazenda Nacional.

              Atuaram no processo:
              escrivão do auditorio eclesiastico Domingos Jozé da Silveira;
              escrivão eclesiastico João Rodrigues de Andrade;
              escrivão interino e tabelião Miguel Gonçalves Franco;
              tabelião Mathias Gomes da Silva;
              tabelião Generoso Pereira dos Anjos;
              signatário Henrique José da Silveira;
              depositário interino Henrique Ribeiro de Cordova;
              depositária Constança Maria de Souza;
              procurador José Joaquim da Cunha Passos;
              curador de órfãos Claudiano de Oliveira Rosa;
              curador dos órfãos e procurador e coletor de rendas major Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
              coletor de rendas tenente Luiz Gonzaga de Almeida;
              avaliador Vidal Jozé de Oliveira Ramos;
              avaliador José Antunes Lima;
              partidor Mathias Gomes da Silva;
              partidor Jozé Pereira de Jezus;
              juiz Guilherme Ricken;
              reverendo vigario e juiz das justificações João Pedro Gay;
              juiz corregedor Francelizio Adolpho Pereira Guimarães;
              juiz corregedor Henrique Ribeiro de Cordova.

              Localidades relevantes:
              Comarca das Missões;
              villa de São Francisco de Borja;
              provincia de Rio Grande de São Pedro do Sul;
              fazenda de São João;
              Pelotinhas;
              Invernada de Pelotas;
              Costa da Serra.

              Compõem o processo:
              Petição inicial;
              Juramento ao inventariante;
              Título de herdeiros;
              Habilitação de herdeiros;
              Juramento ao curador geral;
              Auto de justificação de óbito;
              Juramento ao justificante;
              Testemunhos;
              Habilitação aos herdeiros;
              Termo de louvação;
              Juramento aos avaliadores;
              Avaliação dos bens;
              Declarações;
              Procurações;
              Traslado de escritura de venda de terras;
              Escritura de troca;
              Contas e dividas;
              Autos de justificação de dividas;
              Juramento aos partidores;
              Partilha dos bens.

              Auto de Inventário de Felício José de Fraga
              BR SC TJSC TRRJ-18425 · Processo · 1853-1863
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Inventário realizado na villa de São Miguel, na época chamada da Comarca do Norte da Província de Santa Catarina, e no decorrer do processo se chama a Primeira Comarca da Província de Santa Catarina.

              Partes:
              Felicio José de Fraga (inventariado);
              Joaquim da Silva Ramalho Mellado (inventariante).

              Herdeiros:
              Maria Joaquina de Jesus;
              Eufrazia Rosa de Jesus;
              Anna Constantina, herdeira;
              Joaquina (menor);
              Isidora Constantina de Jesus (menor);
              Felicia (menor);
              Perpetua (menor).

              Co-Herdeiros:
              Victorino Antonio;
              Eufrazino da Silva.

              Resumo: Após o falecimento de Felício José de Fragam se é iniciado o auto de inventário, com avaliação e partilha dos bens do mesmo. A esposa do finado já havia falecido anteriormente, com o inventário ficando a cargo de seus testamenteiros; O inventário conta com herdeiros maiores e menores. Entre os bens avaliados constam: utensílios, mobília, ferramentas, ferro, cobre, prata, ouro, "carros", canoas, engenhos de mandioca; engenhos de cana; engenhos de farinha; animais, arma de fogo, roças, terras, sítio, dividas ativas e passivas, além de múltiplas pessoas escravizadas.

              São citadas 17 pessoas escravizadas, de nomes: Cressencia, descrita como parda; Adão, Anna, Antonio, Candido, Custódia, Eva, Francisca, Gracianna, Joaquina, Jozé, Justina, Luiza, Maria, Rufino e Theodoro, todos descritos como "crioulos"; e João, descrito como originário de nação Monjollo.

              O processo segue com a realização da avaliação e partilha dos bens, havendo o pagamento e cobrança de dívidas e aos agentes da justiça. Posteriormente são anexados diferentes processos, entre os quais incluem um "Alvará de licença para casamento"; "Autos de apreensão e arrecadação" dos bens do falecido; "Autos de suspeição" instituído ao juiz por conflitos referentes a herança, sendo este seguido por um abitramento; Sendo ao fim seguido por um "Auto de justificação" requerido pelo procurador Joaquim José Dias de Siqueira, alegando irregularidades referentes ao processo de inventário dos bens do falecido Felício. Todos os autos são dados como conclusos, com as custas sendo devidamente pagas.

              Atuaram no processo:
              escrivão Amancio José Ferreira;
              escrivão João José Vieira N.;
              escrivão interino João Francisco Regis;
              escrivão interino Luiz Antonio Gomes;
              escrivão eclesiástico João Luiz do Livramento;
              tabelião Antonio Francisco de Medeiros;
              tabelião José Manoel de Araújo Roslindo;
              signatário Francisco Gonçalves da Luz;
              signatário Joaquim Silvanio Pereira;
              signatário Domingos Dias da Silveira;
              primeiro testamenteiro Joaquim da Silva Ramalho Mellado;
              segundo testamenteiro Alexandre José Varella;
              terceiro testamenteiro Vicente Rodrigues Pereira;
              tutor Albano Luiz de Souza;
              curador João Antonio Guimarães;
              curador doutor José Maria do Valle Junior;
              avaliador João de Deos da Silva;
              avaliador Jacintho Gonçalves da Luz;
              partidor Manoel Joaquim da Costa Junior;
              partidor Jacintho José Pacheco dos Santos;
              vigário Joaquim Serrano;
              oficial de justiça Paulino Jozé de Mello;
              procurador Joaquim José Dias de Siqueira;
              procurador Jozé Severiano da Silva;
              procurador Luiz Antonio Gomes;
              procurador Salvador Cavalheiro;
              procurador advogado Manoel do Nascimento Ramos;
              coletor de rendas Antonio Carlos de Carvalho;
              juiz Joaquim da Rocha Linhares;
              juiz doutor Sergio Lopes Falcão;
              juiz de órfãos primeiro suplente Alexandre Eloy d'Azevedo Coutinho;
              juiz de órfãos primeiro suplente Antonio Gonçalves Franco;
              juiz de órfãos terceiro suplente Luiz Coelho Machado;
              juiz arbitro Candido Machado Severino;
              juiz corregedor Jozé Christiano Garção Stockler.

              Localidades mencionadas:
              São Miguel (atualmente parte da cidade de Biguaçu);
              Desterro;
              Tijuca Grande;
              Tijuquinhas;
              Praia Grande;
              Porto Bello;
              freguesia de Penha;
              "fazenda do Jordão".

              Compõem o processo:
              Traslado de testamento;
              Relação de herdeiros;
              Juramento ao curador;
              Termo de responsabilidade;
              Termo de louvação dos avaliadores;
              Juramento aos avaliadores;
              Custas, despesas e dívidas;
              Recibos;
              Declarações;
              Juramento;
              Auto de partilha;
              Exordia de partilha;
              Pagamentos;
              Tutela;
              Alvará de licença para casamento;
              Autos de apreensão e arrecadação;
              Autos de "suspeição";
              Arbitramento;
              Termo de desistencia;
              Procuração;
              Autos de justificação.
              Testemunhos.

              Variação de nome:
              escravizada Faustina (crioula);
              escravizado Rofino (crioulo);
              localidade Tyjucas Grandes;
              localidade Tyjuquinhas:
              localidade "Retiro do Jordão";

              Auto de Inventário de Feliciano José d'Azevedo
              BR SC TJSC TRRJ-24816 · Processo · 1850-1851
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Inventário realizado na Capital, na época sob o nome de cidade do Desterro.

              Partes:
              Feliciano José d'Azevedo (inventariado);
              Joaquina Candida d'Azevedo (inventariante).

              Herdeiros:
              Infancia Candada d'Azevedo;
              Rita Thomazia;
              Maria Francisca d'Oliveira;
              Maria Joaquina de Conceição;
              Felicidade Candida de Conceição;
              Prudencia;
              Angelica.

              Resumo: Inventário realizado após a morte de Feliciano José d'Azevedo, com a viúva do falecido atuando como inventariante, com o seu testamento afirmando que o mesmo não apresentou descendentes, exceto por uma filha adotada. São citados como bens partilhados os seguintes itens: quantia de dinheiro, múltiplas moradas de casas, terras, prata, ouro, jóias, cobre, mobília, alqueres de plantio, engenhos de farinha, roça, dívidas. Além disso o inventario apresenta 27 escravizados, os quais são: João, Caetana, Joaquim, Thomaz, João, Jeremias, Anastacio, João, Adão, Luis, Maria, Roza, Leonor, Domingas, Bemvinda e Izabel, com todos sendo descritos como crioulos (brasileiros); José, Francisco, Sebastião, Francisco, Theresa e Rita, com todos descritos como de Nação Congo (África); José descrito como de Nação Quiçamã (África); Luiz descrito como pardo; e, por fim, Candido, Manoel, Mariana e Constança, sem descrição presente. São feitas múltiplas avaliações de bens no decorrer do processo, por conta de múltiplos itens não estarem citados no testamento do falecido.

              Atuaram no processo:
              procurador e testamenteiro Antonio Ferreira Cardozo Guimaraens;
              escrivão de órfãos José Honorio de Souza Medeiros;
              escrivão Francisco de Paula Lacé;
              tabelião João Antonio Lopes Gondim;
              tabelião João Schmidt Lopes Genuino;
              curador geral de órfãos Candido Gonçalves d'Oliveira;
              procurador fiscal João Silveira d'Souza;
              procurador tenente coronel João Caetano Rosado;
              procurador Polidoro do Amaral e Silva;
              louvador Tristão José Moreira;
              louvador João Maria de Moraes;
              avaliador Domingos Vellozo d'Oliveira;
              avaliador Floriano José Villela;
              avaliador Miguel Francisco Pereira;
              avaliador José Francisco Pereira;
              avaliador João Francisco Pinheiro;
              avaliador José Pereira de Souza;
              avaliador Antonio José Pacheco;
              avaliador Anselmo Gonçalves Ribeiro;
              avaliador Claudino José da Silva;
              avaliador Domingos da Cunha Silveira;
              coletor de rendas José Manoel de Souza;
              vigario Antonio Joaquim Pereira Matheiros;
              oficial da assembleia provincial Antonio Justiniano Esteves;
              oficial de justiça Lucas Rodrigues d'Jesus;
              juiz municipal e dos órfãos suplente comendador Agostinho Leitão de Almeida;
              juiz municipal dos órfãos doutor Sergio Lopes Falcão.

              Localidades relevantes:
              cidade de Desterro (atual cidade de Florianópolis, capital de Santa Catarina);
              freguesia de Nossa Senhora da Lagoa (atual bairro da Lagoa da Conceição);
              fregueisa de Nossa Senhora das Necessidades (atual bairro de Ratones);
              Saco dos Limões;
              Vargem dos Ratones;
              Praia da Gamboa;
              Rio de Janeiro;
              local denominado de "Grutão";
              Rua Augusta (atual Rua João Pinto);
              Rua da Cadeia (atual Rua Tiradentes);
              Rua da Conceição (atual Rua Tenente Silveira);
              Rua da Fonte Grande (atual Cruzamento da Avenida Mauro Ramos com a Rua Anita Garibaldi);
              Rua do Governador (atual Rua Tenente Silveira);
              Rua da Lapa (atual Rua Nunes Machado);
              Rua do Ouvidor (atual Rua Deodoro);
              Rua da Tranqueira (atual Rua General Bittencourt);
              Rua Menino Deus.

              Compõem o processo:
              Traslado de testamento;
              Petição;
              Múltiplas avaliações;
              Termo de contra protesto;
              Certificado de sepultação de escravizado;
              Traslado do conhecimento das dízimas;
              Tutela;
              Procuração;
              Execução de sentença;
              Audiência.

              Auto de inventário de Domingos Colaço
              BR SC TJSC TRRJ-79185 · Processo · 1843
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Partes:
              Jesuino da Silva Ribeiro, apelante;
              Guiomar Pereira, apelante;
              Ignacio Colaço, apelado;
              Maria Francisca, apelada.

              Descrição:
              Trata-se de translado de processo, oriundo de Lages, em fase de apelação para a Relação. Há termo de “reconciliação” na página virtual de número 6. O objeto da ação trata-se de bens deixados pelo falecimento de Domingos Colaço no lugar denominado “Campos da Cruz”; Ao término da petição inicial os autores solicitam “mercê” aos julgadores, termo esse utilizado no século 19. Alguns dos atos processuais eram realizados em residência de magistrados, como visto na página virtual de número 10: “[…] nesta villa de Lages, em casa de residencia do cidadão Joaquim Rodrigues de Oliveira Costa, juiz de paz suplente [...]”.

              Atuaram no processo:
              Domingos Colaço, falecido;
              Felisberto Olimpio Caldeira, escrivão;
              Generoso Pereira dos Anjos, escrivão;
              Ignocencio José de Souza, juiz;
              João Thomas e Silva, cidadão brasileiro, juiz;
              Joaquim Rodrigues de Oliveira Costa, juiz;
              José de Araújo Braga, pregoeiro público.

              Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
              Auto de inventário de Claudino Antônio de Faria
              BR SC TJSC TRRJ-9509 · Processo · 1864-1866
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Inventário realizado na vila de São Miguel, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

              Partes do processo:
              Claudino Antônio de Faria (falecido);
              Maria Ignácia (inventariante).

              Herdeiros:
              Anna Maria;
              Elias Claudino de Farias;
              Firmina (filha de Thomazia e Porfírio);
              José (filho de Thomazia e Porfírio);
              José Claudino de Faria;
              Libania Maria;
              Luiz Martins d’Ávila (co-herdeiro);
              Manoel Claudino Vieira;
              Maria (filha de Thomazia e Porfírio);
              Miguel Claudino de Faria;
              Porfírio José do Amaral (co-herdeiro);
              Thomazia Maria do Amaral.

              Resumo:
              Maria Ignácia abre um processo de inventário para os bens de Claudino Antônio de Faria, seu falecido marido. Como o finado deixou netos menores de idade, a ação passou pelo juízo dos órfãos e contou com a nomeação de um curador.

              Os bens inventariados foram terrenos, casas, uma roça, engenhos, uma máquina de fabricar farinha, um rancho, animais, mobília, canoas e alambiques. Ainda no arrolamento, foram citadas 21 pessoas escravizadas: Germano, Joaquim, Sabino, Antonio, Gaspar, Ancelmo, Adão, Henrique, José, Ventura, Fermentino, Eufrazia, Fortunata, Adriana, Victoria, Eva, Maria, Antonia, Roza, Florinda e Cypriana; todos foram descritos na ação como “crioulos” e “mulatos".

              Após avaliados, os bens e as pessoas escravizadas passaram por um processo de partilha entre os herdeiros. A ação é julgada por sentença, em que o juiz requer que o co-herdeiro Porfírio seja citado para exercer a função de tutor dos herdeiros netos, seus filhos; além disso, é determinado que o pagamento das custas seria feito de maneira pro rata.

              Atuaram no processo:
              avaliador José de Souza Silveira;
              avaliador Francisco Silveira Dutra;
              credor Claudino Antônio de Faria;
              credor Luiz Antônio de Amorim;
              curador geral Jacintho Gonçalves da Luz;
              escrivão Antônio Francisco de Medeiros;
              escrivão de órfãos João Francisco Régis;
              juiz de órfãos quinto suplente José da Silva Ramalho Pereira;
              juiz José Francisco Mafra;
              juiz major Francisco Silveira Dutra;
              partidor João Martins Barbosa;
              partidor Joaquim Libanio Pereira.

              Localidades relevantes:
              colônia dos Três Riachos;
              comarca da capital;
              Fazenda;
              Fundos;
              Serraria;
              vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina).

              Compõem o processo:
              auto de partilha;
              correição;
              custas;
              petição;
              procuração;
              sentença;
              termo de administração;
              termos de descrição;
              termos de juramento;
              termos de louvação.

              Variação de nome:
              comarca de São Miguel.

              Auto de inventário de Caetano Francisco de Souza Vieira
              BR SC TJSC TRRJ-58570 · Processo · 1843
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Partes:
              José Souza Vieira, inventariante;
              Caetano Francisco de Souza Vieira, inventariado.

              Descrição:
              Processo autuado na Villa dos Santo Antonio dos Anjos da Laguna. O processo está bem deteriorado devido ação de pragas. Apesar de malconservado, ela parece estar completo. A procuração do inventariante consta conjunto de vários procuradores, inclusive para atuar na “Côrte”. Dentre os bens arrolados estão escravos. Estes foram avaliados, em média, por 300$000 (trezentos mil réis). A estrutura judiciária à época era praticamente inexistente, com atos processuais sendo realizados em locais como a casa do magistrado, como vemos no exemplo da página virtual de número 39.

              Localidades:
              Freguesia de Imarui;

              Atuaram no processo:
              Anacleto José Pereira da Silva, procurador;
              Bartholomeu Antonio do Canto, avaliador;
              Domingos José da Silva, procurador;
              Eufrasia, escrava crioula;
              Felicidade, escrava parda;
              Floriano José de Andrade, procurador;
              Francisco da Silva, coletor de impostos;
              Francisco José Mario da Silva, procurador;
              Joana, escrava crioula;
              Joaquim, escravo crioulo;
              Joaquina, escrava crioula;
              José de Andrade, procurador;
              José de Góis Rebello, escrivão;
              José Francisco Barbosa;
              João Luis do Livramento, sargento-mor, procurador;
              João Thomas Ferreira;
              José de Souza Franco, capitão;
              José Rodrigues Pinheiro Cavalcante, juiz;
              Luis Antonio Fernandes Laranjeira, avaliador;
              Luis Francisco de Medeiros, escrivão;
              Maria, escrava parda;
              Mariana de Souza Vieira, viúva do inventariado;
              Vicente José de Gois Rebello, escrivão.

              Tribunal da Relação do Rio de Janeiro