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              Inventário de Candida Leopoldina Neves Valga
              BR SC TJSC TRRJ-22015 · Processo · 1864
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Inventário realizado na cidade de Desterro

              Partes:
              Candida Leopoldina Neves Valga (inventariada);
              Manoel de Almeida Valga (inventariante).

              Herdeiros:
              Luiza Candida Valgas.

              Descrição:
              O inventário de Candida Leopoldina Neves Valga foi conduzido por seu esposo, Manoel de Almeida Valga, sem testamento, e a partilha dos bens ocorreu de forma amigável. Entre os itens inventariados constam terras, casa, fábrica de costura, couros, meios de transporte, utensílios, animais, chácara, mobílias, prataria, acessórios de ouro e porcelanas. O processo também registra a presença de onze pessoas escravizadas, sendo três descritas como crioulas, de nomes Manoel, Serafina e Maria; uma descrita como de nação Benguela, de nome Gaspar; uma descrita como de nação Congo, de nome Antonio; e seis descritas como de nação Moçambique, de nomes José, Joaquim, Luis, Domingos, João e Francisco. Consta ainda no processo uma carta precatória do juízo da cidade de Desterro para o juízo da cidade de São José.

              Atuaram no processo:
              juiz de órfãos Estanislau Antonio da Conceição;
              juiz municipal de órfãos Antonio Francisco de Faria;
              juiz dos órfãos Luis Ferreira do Nascimento Mello;
              juiz de órfãos Affonso de Albuquerque e Mello;
              juiz de órfãos João do Prado Farias;
              juiz dos órfãos Joaquim Augusto do Livramento;
              escrivão Vidal Pedro Moraes;
              escrivão Francisco Xavier d’Oliveira Camara;
              tabelião José Manoel de Araújo Roslindo;
              curador geral dos órfãos Marcellino Antonio Dutra;
              curador geral dos órfãos e advogado Candido Gonçalves de Oliveira;
              procurador e advogado Manoel José de Oliveira;
              avaliador comendador João Pinto da Luz;
              avaliador Antonio Luis Ferreira de Mello;
              avaliador Manoel Pinto de Lins;
              avaliador Floriano José Villela;
              avaliador Joaquim Lourenço de Souza Medeiros;
              partidor Manoel Alves Martins;
              partidor João Narcizo da Silveira.

              Localidades relevantes:
              São José;,
              lugar denominado Araujo, distrito da cidade de São José;
              rua do Passeio;
              rua do Governador;
              Rio de Janeiro.

              Compõem o processo:
              Juramento ao inventariante;
              Título de herdeiros;
              Juramento aos avaliadores e partidores;
              Procuração;
              Juramento aos avaliadores;
              Autos de precatória;
              Traslado de relação dos bens;
              Auto de avaliação;
              Descrição e arrolamento dos bens;
              Juramento aos partidores.

              Inventário de Candido Marques Merellis
              BR SC TJSC TRRJ-30909 · Processo · 1852
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Inventário realizado na vila de Lages, na época sob a segunda comarca da província de Santa Catarina.

              Partes do processo:
              Candido Marques Merellis (falecido);
              Zeferina Maria dos Santos (inventariante).

              Herdeiras:
              Maria Antonia;
              Maria Izabel.

              Resumo:
              Neste inventário, o juízo de órfãos intimou a viúva e cabeça de casal Zeferina Maria dos Santos a abrir um processo de inventário após o falecimento de seu esposo, Candido Marques Merellis.

              A viúva tinha um prazo de 30 dias para atender a intimação, sob pena de sequestro dos bens. A inventariante obedeceu ao mandado e deu início ao inventário. O falecido não tinha testamento e deixou herdeiras menores de idade, sendo necessária a nomeação de um curador para tratar das partilhas.

              Os bens avaliados foram peças de vestuário, objetos de prata, objetos de armazenamento, ferramentas de corte, um marcador de animais, utensílios de cozinha, uma arma de fogo, animais e cangalhas. Além disso, constam no processo dívidas passivas deixadas pelo falecido.

              Após avaliados, os bens passaram por um processo de meação (para a cabeça de casal) e de partilha (para as herdeiras). Alguns bens foram separados para pagamento das dívidas pendentes.

              O processo foi julgado por sentença e a inventariante foi condenada a pagar as custas. Um termo de tutoria foi assinado por um dos parentes mais próximos da família, para nomear um tutor dos órfãos.

              Atuaram no processo:
              avaliador Egidio Alves da Silva Roza;
              avaliador alferes Serafim Luiz de Siqueira;
              curador Matheus José de Souza;
              escrivão e partidor Generoso Pereira dos Anjos Junior;
              juiz corregedor Joaquim Joze Henriques;
              juiz de órfãos Guilherme Ricken;
              partidor Antonio Ricken do Amorim;
              procurador Manoel Jose de Santa Anna;
              procurador capitão Jose Manoel Leite;
              tutor Miguel Vallente do Prado.

              Localidades relevantes:
              vila de Lages (atual Município de Lages, Santa Catarina);
              segunda comarca.

              Compõem o processo:
              auto da partilha;
              avaliação;
              contas;
              correição;
              mandado de intimação;
              procuração;
              termo de declaração;
              termo de louvação;
              termos de juramento;
              termo de tutor.

              Variação de nome:
              Candido Marques Meirelles;
              Candido Marques Linhares;
              avaliador Izidro Alvez da Roza.

              Inventário de Cândido Simão Alves

              Partes:
              Cândido Simão Alves (inventariado)
              Francisco Luiz Baldansa (inventariante)
              Júlia Eufrazina de Jesus (inventariante)

              Veículo; canoa; dívidas; casas; terras; propriedades rurais;

              Comarca de São Miguel; localidade de Ganchos; localidade de Saco dos Ganchos;

              Escrivão Francisco José dos Prazeres;
              Juiz Benício Nelson Tavares da Cunha Mello;
              Juiz Francisco José Gomes Júnior;

              Signatário José Borges Corrêa Feijó;
              Signatário Manoel Luís Martinho Peixoto;

              Variação de nome;
              Francisco Luiz Baldança;
              Francisco Luiz Baldanza;
              Júlia Eufrasina de Jesus;

              Sem capa.

              Tribunal de Justiça de Santa Catarina
              Inventário de Carlota Alves da Assumpção
              BR SC TJSC TRRJ-30716 · Processo · 1859-1868
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Inventário realizado na vila de Lages, na época sob a comarca de São José da província de Santa Catarina.

              Partes do processo:
              Carlota Alves da Assumpção (falecida);
              Bento Rodrigues de Araújo (inventariante).

              Herdeiros:
              Amantina;
              Delfina;
              Francisco.

              Resumo:
              Bento Rodrigues de Araújo abriu um processo de inventários para os bens de sua finada esposa, Carlota Alves da Assumpção. A falecida deixou herdeiros menores de idade e o processo passou pelo juízo de órfãos e a nomeação de um curador. Os bens avaliados foram casas, itens de montaria, uma cama, canastras, utensílios de cozinha e animais. Foi mencionado um homem escravizado de nome Hipolito, descrito como crioulo. Além disso, o inventariante declarou possuir dívidas passivas.

              Mais tarde, o juiz requereu que os bens descritos na avaliação passassem pelo processo de reavaliação na província do Paraná, constando que as terras mencionadas eram pertencentes à cidade de Castro. Assim, foi feita uma carta precatória, em que foram nomeados novos avaliadores para cumprir o pedido. A partilha dos bens foi feita com igualdade entre os herdeiros, e a ação foi julgada por sentença, em que o juiz requereu o pagamento das custas pelos herdeiros de maneira pro rata. A ação foi vista em correição, determinando que parte do valor dos custos não estava de acordo com a conta feita na ação.

              Atuaram no processo:
              avaliador alferes João Alves Pereira
              avaliador Diogo Teixeira Nunes;
              avaliador Domingos Ribeiro de Assunção;
              avaliador Francisco Antonio de Barros;
              coletor das rendas nacionais major Antonio Saturnino de Sousa e Oliveira;
              curador de órfãos alferes Antonio Ricken de Amorim;
              curador de órfãos Laurindo Abelardo de Brito;
              escrivão de órfãos Generoso Pereira dos Anjos;
              escrivão interino Evaristo de Freitas Nebias;
              escrivão vitalício Thomas Nunes Barbosa;
              juiz de órfãos José Nicoláo Pereira dos Santos;
              juiz de órfãos Pedro Affonso Ferreira de Abreu;
              partidor Antonio Rodrigues Lima;
              partidor Lourenço Dias Baptista.

              Localidades relevantes:
              Capoeiras do Paial;
              cidade de Castro;
              comarca de São José;
              distrito de Socavão;
              fazenda dos Cabassaes;
              fazenda dos Campos de São Lourenço;
              província do Paraná (atual Estado do Paraná);
              vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina).

              Compõem o processo:
              auto de alimpação de partilha;
              auto de partilha;
              carta precatória;
              contas;
              correições;
              petições;
              sentença;
              termos de declaração;
              termos de juramento;
              termos de louvação.

              Variação de nome:
              Antonio Ricken de Amorin;
              Cabacaes;
              Cabaçaes;
              comarca de Lages.

              Inventário de Carolina Emília Trompowsky
              TRPOA-21503 · Processo · 1882-01-03
              Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

              Antônio da Silva Rocha Paranhos (viúvo e inventariante).

              Juiz Felisberto Elysio Bezerra Montenegro
              Juiz de órfãos Major Afonso d'Albuquerque e Mello
              Escrivão José de Miranda Santos
              Oficial de Justiça Amâncio Vieira de Souza

              Arcipreste Joaquim Gama de Oliveira e Paiva, padrinho de Cândido da Rocha Paranhos, filho do casal. Cândido vivia no Rio de Janeiro, na Corte, e estava empregado em uma casa comercial. Família paterna proveniente do Rio Grande do Sul e de Portugal. Família materna proveniente da Rússia e de Santa Catarina.

              Emancipação de Cândido.
              Desembargador Serafino Barreto, juiz da Vara de Órfãos da Corte, Rio de Janeiro.

              Localidade de Mato Grosso, Desterro.

              Tribunal da Relação de Porto Alegre
              Inventário de Carolina Walker Formiga
              BR SC TJSC TRRJ-19438 · Processo · 1871
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Processo de Inventário realizado na Comarca da Capital.

              Partes: Carolina Walker Formiga (inventariada); Luiz Eduardo Otto Horn (inventariante).

              Descrição: O filho herdeiro de Carolina Walker Formiga, João Custodio Dias Formiga, morador de Laguna e Capitão Comandante da 3ª Companhia do 1º Batalhão da Artilharia da Guarda Nacional da Capital de Santa Catarina, tornou seu procurador e inventariante seu cunhado Luiz Eduardo Otto Horn. Carolina Walker Formiga possuía casas na Rua da Constituição (atual Rua Tiradentes) e móveis. Ela tinha também duas escravizadas, de nomes Domingas e Maria, respectivamente identificadas no processo como escravizada de nação e crioula. Por conta de dívidas, também fora hipotecada sua chácara na Rua da Princesa (atual Rua Almirante Alvim ou Rua Victor Konder). O processo termina um requerimento de Luiz Carlos Ferreira, 1º Cadete, 2º Sargento do Depósito de Instrução, para casar-se com a órfã Carolina Walker Formiga e a concessão do pedido por alvará.

              Atuam no processo: Avaliador Tenente Coronel Jacinto Pinto da Luz; Avaliador José Martinho Callado; Curador Geral/Advogado Candido Gonçalves de Oliveira; Escrivão Vidal Pedro Moraes; Escrivão João Damasceno Vidal; Escrivão José de Miranda Santos; Juiz Joaquim Augusto do Livramento; Juiz João do Prado Faria; Juiz Major Affonso de Albuquerque e Mello; Juiz Capitão José Porfírio Machado de Araujo; Juiz Antonio Augusto da Costa Barradas; Juiz Severino Alves de Carvalho; Curador Geral/Advogado Candido Gonçalves de Oliveira; Partidor Capitão João Narciso da Silveira.

              Compõem o processo: Tutela; Procuração; Declaração de herdeiros; Partilha de bens; Prestação de contas; Alvará para Casamento.

              Variação de nome: José Martinho Calado; Carolina Walcker Formiga.

              Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
              Inventário de Catarina Dias do Rozario
              BR SC TJSC TRRJ-87989 · Processo · 1850
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Inventário realizado na cidade de São Francisco do Sul, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

              Partes do processo:
              Catarina Dias do Rozario (inventariada);
              Joaquim Gonçalves da Silveira (inventariante e herdeiro).

              Herdeiros:
              Antonio (neto);
              Claudina Maria da Silveira;
              Domingos Jozé Prates (coerdeiro);
              Emigdia (neta);
              Florindo (neto);
              Giraldo (neto);
              Izabel Maria da Silveira (falecida);
              Izabel (neta);
              Januário de Oliveira (coerdeiro);
              Joanna;
              Joaquina (neta).

              Resumo:
              Joaquim Gonçalves da Silveira abriu um processo de inventário após o falecimento de sua mãe, Catarina Dias do Rozario.
              Por ter deixado herdeiros menores, a ação contou com um juramento de curador dos órfãos, que nomeou Domingos Jozé Pratos para a função. Os bens foram avaliados e listados, constando objetos de ouro e prata, um tacho de cobre, uma prensa, mobília, terras, um terreno no Sítio do Cubatão, e dívidas ativas e passivas. Além disso, constam no processo duas mulheres escravizadas, uma de nome Maria de Nação Mina, e outra de nome Joanna.
              Após inventariados, os bens passaram por um processo de partilha entre os herdeiros. O inventariante afirmou não ter a quantia suficiente para pagamento das custas e dívidas deixadas, e procurou quitá-las entregando uma de suas escravizadas.
              A sentença final foi dada com a conformidade das partes, e ao final do processo uma herdeira solicitou sua folha de partilha.

              Localidades relevantes:
              Paranaguamirim;
              Porto Belo (atual cidade de Porto Belo, Santa Catarina);
              vila de Nossa Senhora da Graça do Rio de São Francisco Xavier do Sul (atual cidade de São Francisco do Sul, Santa Catarina).

              Compõem o processo:
              auto de alimpação de partilha;
              partilha;
              sentença;
              título dos herdeiros.

              Atuaram no processo:
              avaliador Francisco Lopes Pereira;
              avaliador Joze Dias do Rozario;
              curador de órfãos Domingos Jozé Prates;
              escrivão de órfãos Manoel Joaquim Pinheiro;
              juiz municipal e de órfãos José Nepomuceno Xavier de Mendonça;
              louvador Domingos Alves Pereira;
              partidor Joze Nicolas Machado Junior;
              partidor e signatário comandante superior Antonio João Vieira;
              signatária Joaquina Izabel;
              signatário Martinho Correa da Silva.