Inventário

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              Inventário de José Francisco de Souza
              BR SC TJSC TRRJ-24638 · Processo · 1812
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Partes:
              José Francisco de Souza (Falecido)
              Manoel Correia da Silva (Inventariante)

              Obs: Testamento; Enseada do Brito; Rio Cubatão; sitio; 7 escravos; escravidão; doação de valores para caridade; móveis; tecidos; objetos em prata; objetos em ouro; engenho de farinha; canoas; roça de mandioca; silo de cana; alqueire de feijão; ferramentas; espada; animais; Nação de Gana; Nação de Benguela, Nação Rebola; Areias do Bras; terras,; cais; casas; São José; dívida; processo se deteriorando.

              Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
              Inventário de José Ferreira Cabral
              BR SC TJSC TRRJ-81166 · Processo · 1836
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Inventario na vila de São Miguel, à época comarca do Norte da província de Santa Catarina.

              Partes do processo: José Ferreira Cabral (falecido); Joanna Antônia Mafra (inventariante).

              Herdeiros: Adriano Francisco Cabral; Anna Francisca; José Francisco Mafra; Francisca da Silva Mafra; Jacinto Francisco Mafra; Maria Antônia Mafra; Cândida da Silva Mafra (menor); Manoel (menor).

              Resumo: Joanna Antônia Mafra fez o inventário dos bens de seu marido falecido, José Ferreira Cabral, que morava em Tijucas, na vila de São Miguel. Ele deixou filhos e netos como herdeiros. Entre os bens deixados estão casas, terras, animais, um engenho de farinha, utensílios, dívidas e pessoas escravizadas: Pedro e Anastácia (da nação Banguilla), Joaquim, Feliciano, Antônia, Germana, Eleutério e Graciano (todos crioulos). Esses bens foram divididos entre os filhos e netos, com o acordo de todos.

              Atuaram no processo: avaliador Antônio José de Oliveira; avaliador Antônio Silveira de Souza; avaliador Vicente Francisco Pereira; curador José Gervásio Umbelino Oliveira; curador João Luis da Silveira Porto; escrivão Amâncio José Ferreira; juiz Joao da Silva Ramalho Pereira; juiz José Fernandes Jorge; partidor Celço Coelho de Lima; partidor Silvestre Moreira.

              Localidades: Tijucas; vila de São Miguel.

              Compõem o processo: juramento de curador; juramento de avaliador; juramento de partidor; autos de avaliação; autos de partição; custas de selo.

              Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
              Inventário de José Fernandes da Silveira
              BR SC TJSC TRRJ-87980 · Processo · 1854
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Inventário realizado na cidade de Nossa Senhora da Graça de São Francisco Xavier do Sul

              Partes:
              José Fernandes da Silveira (inventariado);
              Rita Maria de Jesus (inventariante).

              Herdeiros:
              José;
              Maria Christina do Nascimento.

              Descrição:
              O inventário de José Fernandes da Silveira foi conduzido por sua esposa, Rita Maria de Jesus, sem testamento, e a partilha dos bens ocorreu de forma amigável. Entre os itens inventariados consta uma Sumaca (embarcação), grande quantidade de alqueires de farinha, madeiras, acessórios de ouro, prataria, armas de fogo (espingarda), ferramentas, mobílias, utensílios, quantia em dinheiro, transportes, barril de alcatrão, vestuário, chumbo, casas e terras. O processo também registra a presença de dez pessoas escravizadas, sendo um descrito como de nação de nome Miguel, duas descritas como parda, de nome Jorge e Lourenço, duas descritas como crioulas de nomes Custodio e Miguel, e cinco de nomes Dionizio, Izabel, Clara, Cecilia e João.

              Atuaram no processo:
              juiz municipal Joaquim José de Oliveira Cercal;
              juiz municipal de órfãos Augusto Lamenha Lins;
              juiz de direito Antonio Augusto da Silva;
              juiz dos órfãos Francisco Honorato Cidade;
              escrivão João Chryzostomo Pinheiro Ribas;
              escrivão Valentim Antonio de Souza;
              tabelião João José Machado da Costa;
              tabelião Francisco de Paula Fernandes São Tiago;
              tabelião José Antonio Pereira Tinoco;
              curador dos órfãos Chrispim Gomes de Oliveira;
              curador geral e tabelião João Pereira Liberato;
              curador geral Francisco da Costa Pereira;
              avaliador José Antonio Caldeira;
              avaliador e procurador José Pereira Liberato;
              avaliador Francisco Xavier da Conceição e Oliveira;
              avaliador e signatário José Nicolao Machado Junior;
              partidor Antonio Ribeiro Ribas;
              partidor Bento da Costa Pereira;
              tesoureiro Francisco Mathias de Carvalho;
              signatário e procurador José Antonio Oliveira;
              signatário Salvador José dos Anjos;
              vigário Benjamin Carvalho d’Oliveira;
              vigário Antonio Joaquim Pereira Malheiros.

              Localidades relevantes:
              Rio de Janeiro;
              rua da Carioca;
              rio do Paranagua;
              rio do Itahim.

              Compõem o processo:
              Autos de avaliação;
              Juramento ao curador;
              Declaração dos bens;
              Título de herdeiros;
              Avaliação dos bens;
              Procuração;
              Alimpação de partilha;
              Juramento aos partidores;
              Partilha dos bens;
              Auto de contas.

              Variação de nome:
              São Sebastião do Rio de Janeiro.

              Inventário de José Domingues de Arruda
              BR SC TJSC TRRJ-10766767 · Processo · 1849-1863
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Inventário realizado na Vila de Lages, na época sob a Comarca do Norte.

              Partes do processo:
              José Domingues de Arruda (inventariado);
              Maria de Souza Teixeira (inventariante).

              Herdeiros:
              Maria Joaquina;
              Anna Domingues de Arruda;
              Candida Domingues de Arruda;
              menor Felicia;
              menor Maria;
              menor João;
              menor Joze.

              Co-Herdeiros:
              Policarpo Luis Vieira;
              João Luis Vieira.

              Resumo: Inventário requerido pela esposa do falecido, Maria de Souza Teixeira, nele contendo animais, mobília, prataria, ouro, marfim, armadura, ferramentas, terras, casas, um moinho e dívidas. Além disso, foram descritas diversas pessoas escravizadas, de nomes: Paulo, Eleutério e Romana sem descrições específicas; com Joze, Francisco, Manoel, Joze, Marianno, Antonio, Lucinda, Isabel, Rita, Thomazia, Martim (menor), Leandro (menor), Angelo (menor), Marianno (menor), Estevão (menor), Sebastião (menor), Manoel (menor), Vicente (menor), Constância (menor), Maria Roza (menor), Ignez (menor), Joanna (menor) e Maria (menor) são descritos como crioulos (brasileiros); Luiz é descrito como vindo de nação Congo; Antonio é descrito como vindo de nação Angola
              Há o pedido para Policarpo Luiz Vieira e João Luis Vieira para co-herdeiros. É feito o envio de uma carta precatória de forma a comunicar uma das herdeiras, sendo enviado do Juízo de Órfãos do termo de Lages, para o Juízo de Órfãos do termo de Cassapava.

              Atuaram no processo:
              escrivão interino Manoel Antonio de Azevedo;
              escrivão Antonio Vicente dos Santos Cordeiro;
              escrivão Miguel José de Campos;
              escrivão de orfãos e tabelião e partidor Mathias Gomes da Silva;
              tabelião Generoso Pereira dos Anjos;
              tabelião João Rodrigues de Andrade;
              signatário Francisco Gomes da Silva Coelho;
              signatário Lourenzo Waltrich;
              curador geral Claudianno de Oliveira Roza;
              procurador José da Silva Furtado;
              louvador Manoel Joaquim Pinto;
              louvador Henrique Ribeiro de Cordova;
              avaliador Guilherme d'Oliveira Villas Boas;
              avaliador Bento de Almeida Leme;
              partidor Jorge Trueter;
              coletor de rendas Luiz Gonzaga de Almeida;
              juiz de orfãos Guilherme Ricken;
              juiz de orfãos substituto Lucio Jaime de Figueiredo;
              juiz corregedor Joaquim José Henriques.

              Localidades relevantes:
              Província de São Pedro do Rio Grande do Sul;
              Freguesia de Vacaria;
              Freguesia de Nossa Senhora da Oliveira;
              Porto Alegre;
              Costa de Santa Barbara;
              Fazenda da Boa Vista;
              Rio Lava Tudo.

              Compõe o processo:
              Avaliação de bens;
              Carta precatória;
              Traslado de escritura de compra e venda;
              Juramento a tutora;
              Recibos;
              Termo de avaliadores;
              Termo de juramento;
              Termo de louvação;
              Termo de remessa.

              Variação de nome:
              inventariado José Dominguis d'Arruda;
              escravizado Eleutherio;
              juiz de órfãos substituto Lucio Javier de Figueiredo.

              Inventário de José de Souza Sarmento
              BR SC TJSC TRRJ-57193 · Processo · 1849
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Inventário realizado na vila de São José, na época sob a segunda comarca da província de Santa Catarina.

              Partes do processo:
              José de Souza Sarmento (inventariado);
              Aniceta Rosa de Jesus (inventariante).

              Herdeiros:
              Alexandre (menor);
              Candida (menor);
              Clementina (menor);
              Dialinda (menor);
              Francisco de Souza Sarmento (menor);
              José de Souza Sarmento (menor);
              Laurentino de Souza Sarmento (menor);
              Manoel de Souza Sarmento (menor);
              Maria de Souza (menor).

              Resumo:
              O inventário de José de Souza Sarmento foi conduzido por Aniceta Rosa de Jesus. Como o finado deixou herdeiros menores de idade, a ação passou pelo juízo dos órfãos e contou com a nomeação de um curador.

              Os bens inventariados foram móveis, bens, animais, um engenho de farinha, uma casa e terras — localizadas no lugar chamado Potecas. Não é possível identificar de que modo se procedeu a partilha, pela falta das folhas finais da ação.

              Atuaram no processo:
              avaliador Constancio José da Silva Pessoa;
              avaliador Florencio Gomes de Castro Campos;
              curador Manoel de Freitas Sampaio;
              escrivão dos órfãos Francisco Xavier de Oliveira Câmara;
              juiz de órfãos João Francisco de Souza;
              partidor Duarte Vieira da Cunha;
              partidor Joaquim Lourenço de Souza Medeiros.

              Localidades relevantes:
              Potecas;
              segunda comarca;
              vila de São José (atual município de São José, Santa Catarina).

              Compõem o processo:
              descrição e avaliação dos bens;
              sentença;
              termos de juramento.

              Inventário de José de Souza da Silva
              BR SC TJSC TRRJ-18113 · Processo · 1858-1860
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Inventário realizado na vila de São Miguel, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

              Partes do processo:
              José de Souza da Silva (falecido);
              Anna Joaquina Roza (inventariante).

              Herdeiros:
              Eusébio José de São Carlos;
              Guilherme de tal (co-herdeiro);
              Joaquim de Souza da Silva;
              Joaquina Rosa;
              João de Souza da Silva;
              João Guilherme (neto);
              José Guilherme (neto);
              Maria Joaquina (neta);
              Manoel Guilherme (neto).

              Resumo:
              Anna Joaquina Roza abriu um processo de inventário após o falecimento de seu marido, José de Souza da Silva, como cabeça de casal. O finado deixou netos menores de idade, filhos de uma herdeira também já falecida com Guilherme de tal; por isso, a ação passou pelo juízo de órfãos e contou com a nomeação de um curador.

              Há carta precatória da vila de São Miguel para a vila de Porto Belo, a fim de citar o herdeiro João de Souza, que não havia comparecido ao juízo e residia onde o finado deixou os seguintes bens: terrenos ao norte do rio Tijucas, roças, redes de pescaria e uma casa no arraial de São Sebastião da Foz do Rio Tijucas.

              Em petição anexada, foi revelado que a inventariante é madrasta dos filhos do falecido, sendo esse o 2º casamento dos dois (chamado de “segundas núpcias”). Os bens avaliados, além dos constantes na carta precatória, foram um forno de cobre, ferramentas, utensílios de cozinha, uma arma de fogo, caixas, mobília, roupa de cama, engenhos e terrenos num local denominado “Pedras”. A inventariante declara as dívidas deixadas pelo finado. No arrolamento, foram citadas duas pessoas escravizadas: Felippe, de nação Congo, e Roza, sem etnia especificada e descrita como “muito idosa”.

              Ao decorrer da ação, o procurador dos herdeiros afirma que a inventariante Anna Joaquina “em tempo algum” teria se casado com o falecido, a designando como parte “incompetente” no processo. Com isso, o representante também requer que seja instituído um novo inventário, em que seja inventariante o filho mais velho do finado. São requeridos a certidão de batismo de Anna e o seu termo de casamento com o inventariado; enquanto o primeiro é anexado, o segundo documento não foi encontrado pelo arcipreste da província.

              Já o procurador da viúva afirma que o casal foi casado de acordo com os costumes do Império, e que alguns sacerdotes seriam “descuidados”. Além disso, o representante também duvida das intenções dos herdeiros maiores ao abrirem essa parte da ação, adicionando ao argumento “quem pois nos há de negar a qualidade de meeira e inventariante?” (p. virtual 61). É requerido por ele que a ação siga de forma regular, contendo meação e partilha em igualdade.

              O juiz entra em conformidade com a petição da viúva, declarando que “despreza” o pedido dos herdeiros. Com isso, a partilha e meação seguem de acordo com sua forma original, separando bens para a quitação das dívidas. Ao decorrer da ação, é revelado que Roza, mulher escravizada inserida no arrolamento, havia falecido; é requerido que ela seja “diluída” no monte da herança.

              A inventariante declara a existência de uma chácara nos fundos de Biguaçu e alguns terrenos que não foram inseridos no arrolamento; com isso, uma nova avaliação é realizada e o auto de partilha é iniciado. O juiz julga a ação por sentença, requerendo o pagamento de maneira pro rata e a tutoria dos órfãos.

              Após a sentença, alguns herdeiros abrem petição para pedir a remissão de alguns bens que foram adjudicados para o pagamento das dívidas, o que é atendido. O processo é concluído com um auto de protesto anexado, em que os herdeiros do falecido são protestantes e a viúva Anna Joaquina é protestada.

              Atuaram no processo:
              advogado Caetano de Araujo de Mendonça Furtado;
              avaliador Augusto Cândido Varella;
              avaliador Joaquim Silveira Machado;
              avaliador José Romualdo de Caldas;
              avaliador Manoel Teixeira Brazil;
              curador dos órfãos Salvador Cavalheiro;
              escrivão ajudante do auditório eclesiástico e arcipreste João Luis do Livramento;
              escrivão Antonio Ramos Martins;
              escrivão de órfãos João Francisco Régis;
              escrivão João Maximiano dos Prazeres;
              juiz de órfãos e municipal primeiro suplente Augusto Frederico Benjamim Etur;
              juiz de órfãos primeiro suplente Antonio Gonçalves Franco;
              oficial de justiça Antonio Silveira de Souza;
              partidor José Antônio Pereira Tinoco;
              partidor Manoel Joaquim da Costa Siqueira;
              pregoeiro dos auditórios Manoel Luiz Cordeiro;
              procurador Alexandre Eloy de Azevedo Coutinho;
              procurador Antônio Carlos de Carvalho;
              procurador Jacintho Gonçalves da Luz;
              vigário Jose Gneus.

              Localidades relevantes:
              cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
              comarca da capital;
              comarca de Nossa Senhora da Graça;
              distrito de São João Baptista (atual município de São João Batista, Santa Catarina);
              estabelecimento de João Doce (localidade, à época, acima das pedras de São João Baptista);
              freguesia de São Sebastião da Foz do Rio Tijucas (atual município de Tijucas, Santa Catarina);
              Pedras (localidade, à época, ao sul do rio Tijucas Grande);
              rio Tijucas Grande;
              vila de Porto Belo (atual município de Porto Belo, Santa Catarina);
              vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina).

              Compõem o processo:
              auto de partilha;
              autos de protesto;
              carta precatória citatória;
              certidão de batismo;
              contas;
              petições;
              procurações;
              réplica;
              sentenças;
              termo de avaliação;
              termo de contraprotesto;
              termo de obrigação e responsabilidade;
              termos de declaração;
              termos de juramento;
              termos de louvação;
              termos de remissão.

              Variação de nome:
              Biguassú;
              cidade de Nossa Senhora da Graça.