Lages

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            Inventário de Capitão Mor Ignácio de Almeida

            Inventário na vila de Lages, à época comarca de São Pedro do Rio Grande e de Santa Catarina.

            Partes de processo: Capitão Mor Ignácio de Almeida (inventariado); Joaquina Gomes Maciel (inventariante).

            Herdeiros: Eufrazio Gomes Maciel; Moyzes Antonio Pereira de Almeida (menor).

            Resumo: Joaquina Gomes Maciel realizou o inventário de seu falecido marido morador na vila Nossa Senhora dos Prazeres de Lages, deixando dois filhos. Os bens inventariados incluem casas, terras, dívidas e escravizados: João (mulato) e Jacinta (mulata). Os bens foram repartidos entre seus herdeiros de comum acordo.

            Atuaram no processo: avaliador Antônio Guedes; avaliador José de Araújo; curador João Manuel Coelho; escrivão Camillo Justiniano Ruas; juiz Capitão Manoel Cavalheiro Leitão.

            Localidades relevantes: vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lages; comarca de Paranaguá.

            Compõem o processo: juramento do inventariante; autos de inventário.

            Inventário de Carlota Alves da Assumpção
            BR SC TJSC TRRJ-30716 · Processo · 1859-1868
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de Lages, na época sob a comarca de São José da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Carlota Alves da Assumpção (falecida);
            Bento Rodrigues de Araújo (inventariante).

            Herdeiros:
            Amantina;
            Delfina;
            Francisco.

            Resumo:
            Bento Rodrigues de Araújo abriu um processo de inventários para os bens de sua finada esposa, Carlota Alves da Assumpção. A falecida deixou herdeiros menores de idade e o processo passou pelo juízo de órfãos e a nomeação de um curador. Os bens avaliados foram casas, itens de montaria, uma cama, canastras, utensílios de cozinha e animais. Foi mencionado um homem escravizado de nome Hipolito, descrito como crioulo. Além disso, o inventariante declarou possuir dívidas passivas.

            Mais tarde, o juiz requereu que os bens descritos na avaliação passassem pelo processo de reavaliação na província do Paraná, constando que as terras mencionadas eram pertencentes à cidade de Castro. Assim, foi feita uma carta precatória, em que foram nomeados novos avaliadores para cumprir o pedido. A partilha dos bens foi feita com igualdade entre os herdeiros, e a ação foi julgada por sentença, em que o juiz requereu o pagamento das custas pelos herdeiros de maneira pro rata. A ação foi vista em correição, determinando que parte do valor dos custos não estava de acordo com a conta feita na ação.

            Atuaram no processo:
            avaliador alferes João Alves Pereira
            avaliador Diogo Teixeira Nunes;
            avaliador Domingos Ribeiro de Assunção;
            avaliador Francisco Antonio de Barros;
            coletor das rendas nacionais major Antonio Saturnino de Sousa e Oliveira;
            curador de órfãos alferes Antonio Ricken de Amorim;
            curador de órfãos Laurindo Abelardo de Brito;
            escrivão de órfãos Generoso Pereira dos Anjos;
            escrivão interino Evaristo de Freitas Nebias;
            escrivão vitalício Thomas Nunes Barbosa;
            juiz de órfãos José Nicoláo Pereira dos Santos;
            juiz de órfãos Pedro Affonso Ferreira de Abreu;
            partidor Antonio Rodrigues Lima;
            partidor Lourenço Dias Baptista.

            Localidades relevantes:
            Capoeiras do Paial;
            cidade de Castro;
            comarca de São José;
            distrito de Socavão;
            fazenda dos Cabassaes;
            fazenda dos Campos de São Lourenço;
            província do Paraná (atual Estado do Paraná);
            vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            auto de alimpação de partilha;
            auto de partilha;
            carta precatória;
            contas;
            correições;
            petições;
            sentença;
            termos de declaração;
            termos de juramento;
            termos de louvação.

            Variação de nome:
            Antonio Ricken de Amorin;
            Cabacaes;
            Cabaçaes;
            comarca de Lages.

            Inventário de Carolina Deonisia dos Prazeres
            BR SC TJSC TRPOA-29084 · Processo · 1877
            Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

            Partes
            Carolina Deonisia dos Prazeres; Caetano Ferraes de Godoy

            Quarteirão Bandeirinhas; propriedades rurais; Campo de Dentro; Rio Bandeirinhas; Rincão Comprido; Serro Meleiro; Quarteirão do Canoas; relação de escravos; juiz Tenente Lourenço Dias Baptista; escrivão João José Theodoro da Costa; Tenente Coronel Francisco da Silva Ramos; Joaquim Antonio Areal; Antonio Rodrigues Lima.

            Inventário de Clara Maria de Jesus
            BR SC TJSC TRRJ-29490 · Processo · 1864
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de Lages, na época sob a comarca de Lages, província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Clara Maria de Jesus (falecida);
            Isaías Alves Ribeiro do Amaral (inventariante);
            Generozo José de Oliveira (inventariante).

            Herdeiros filhos:
            Maria da Conceição de Oliveira;
            Maria Joaquina de Oliveira;
            Generozo José de Oliveira;
            Florisbela Maria de Oliveira.
            Manoel José de Oliveira;
            Felicidade.

            Herdeiros netos:
            Anna;
            José;
            Francisco;
            Antonio;
            Clara;
            Generoza;
            Maria;
            Izabel;
            Francisco;
            José;
            Joaquim;
            Maria Antonia;
            Francisco.

            Resumo:
            Isaías Alves Ribeiro do Amaral foi juramentado como inventariante e seria o responsável por conduzir o processo de inventário pelos bens de sua finada sogra, Clara Maria de Jesus. Porém, sua posição de inventariante foi contestada por Generozo José de Oliveira, filho da finada, que disse não confiar na pessoa de Isaías Alves Ribeiro do Amaral para realizar o processo de inventário e zelar pelos bens dela, pedindo a substituição do atual inventariante por outra pessoa. O cargo foi então ocupado pelo neto da finada, Francisco Alves de Carvalho, que, por sua vez, teve sua posição contestada pelo antigo inventariante, que disse ter sido removido sem motivo legal, e acusa o Generoso José de Oliveira de agir de má fé. Os bens do monte foram transferidos para o juiz de órfãos Laurentino José da Costa e permaneceram com o mesmo por não haver ninguém nomeado para desempenhar a função de inventariante.

            Isaías Alves Ribeiro do Amaral afirmou que ocupou o posto de forma legal, com nomeação e juramento, porém teve sua posição cessada antes mesmo do inventário começar. Ele pediu ao juiz para ser nomeado novamente, visto que ele ainda possuía alguns dos bens do monte e ninguém ocupou formalmente a função de inventariante. O inventário prosseguiu e Isaías Alves Ribeiro do Amaral continuou brevemente a desempenhar a sua função original, porém o juiz corregedor solicitou um novo inventariante, e Generozo José de Oliveira foi oficialmente nomeado para realizar a função.

            Na página 07 o inventariante solicita a realização de duas cartas precatórias, uma no Termo da Cruz Alta, na província do Rio Grande do Sul, com o intuito de citar o herdeiro tenente coronel João Antônio Antunes como cabeça de sua mulher Anna Joaquina de Oliveira, filha herdeira da falecida. A segunda carta precatória foi passada em Guarapuava, província do Paraná, para também citar Antonio de Andrade Camargo como cabeça de sua mulher Florisbela Maria de Oliveira.

            Entre os bens inventariados, destacam-se objetos religiosos, peças de montaria, utensílios de cozinha, objetos de prata, animais, pares de canastra, um rincão de campos denominado potreiro feio e dívidas passivas. Também foram descritos 08 escravizados, de nomes Leocádia (descrita como mulata clara), Camilla (descrita como negra, preta e crioula), Vitória (descrita como negra, preta e crioula), Antônio (descrito como mulato, 03 anos), Fortunato (descrito como crioulo e mulato, 02 anos), João (descrito como crioulo e mulato, 05 meses), Firmino (descrito como crioulo, 03 anos) e Miguel (descrito como crioulo).

            A partilha dos bens foi realizada com igualdade entre os herdeiros e julgada por sentença pelo juiz de órfãos Henrique Ribeiro de Cordova.

            A inventariada Clara Maria de Jesus doou, antes de falecer, o escravizado Firmino para sua neta Antônia, e o escravizado Miguel para seu filho Generozo José de Oliveira. O inventariante concordou com as avaliações, mas se opôs à doação do escravizado Firmino, no qual ele pediu para que o juiz em exercício avaliasse a situação. Além disso, consta também um termo de juramento aos herdeiros, co-herdeiros, procuradores e curadores para receberem suas meias colações, com o intuito de equilibrar a partilha dos bens entre os herdeiros.

            Francisco Alves de Carvalho foi juramentado como tutor dos órfãos menores da falecida inventariada, cargo deferido a ele pelo juiz de órfãos Henrique Ribeiro de Cordova. E devido sua responsabilidade como tutor, o curador geral dos órfãos Roberto Sanford solicitou ao juiz que Francisco Alves de Carvalho fosse citado para realizar a especialização e inspeção da hipoteca legal. O tutor afirmou que possuía uma propriedade (denominada invernada do cervo) em seu controle, que deveria, junto de outros bens, passar por ação de arbitramento. O juiz ficou de acordo com a ação, que foi posteriormente homologada, e a especialização foi julgada por sentença, na qual o juiz requereu que Francisco Alves de Carvalho administrasse a hipoteca legal de seus tutelados e pagasse as custas do processo.

            O juiz corregedor solicitou aos partidores que verificassem se as somas e avaliações do processo estavam corretas, no qual eles responderam através de um termo de declaração afirmando que a falta de exatidão das somas se deu pela escravizada Camilla, que já estava dada, fazendo com que faltasse uma quantia na terça do monte. O juiz corregedor respondeu que, por essa razão, a partilha estava errada, e informou que não cabia a ele decretar reforma da partilha, porém advertiu os partidores dos erros cometidos. O juiz corregedor informou o juiz de órfãos para que os bens da falecida fossem arrematados em praça pública e divididos igualmente entre os herdeiros. E, caso os herdeiros não comparecessem à praça pública, o juiz de órfãos deveria sequestrar os bens mencionados.

            Foi anexado ao processo um segundo inventário, sendo Carlos José de Oliveira o finado inventariado, e marido de Clara Maria de Jesus, a inventariante. O inventário procedeu na vila de Castro, e foram inventariados bens como animais, utensílios domésticos, objetos de prata, ferramentas, armas e dívidas do falecido. Além disso, foram mencionados 13 escravizados, de nomes José, João, Pedro, Miguel, Candido (13 anos), Izabel, Maria, Mariana (16 anos), Vitalina, Florentina (05 anos), Miguel (01 ano), Eugênia e seus dois filhos, José (01 ano) e Florencia.

            Nesta ação, a inventariante requereu que se passasse uma precatória para o juízo de órfãos de Lages, com o intuito de citar o herdeiro Izaias Pinheiro da Silva, na época morador em Campos Novos, para avaliar alguns escravizados que estavam em sua posse. Clara Maria de Jesus também solicitou uma segunda precatória, para o juízo do termo da Cruz Alta, a fim de citar o herdeiro João Antônio Antunes para fazer avaliação de um casal de escravizados sob sua responsabilidade. A partilha foi julgada por sentença e o juiz requereu o pagamento das custas do processo de maneira pro rata.

            Além do mais, foi anexado ao final do processo um autos de justificação de ausência em parte incerta, sendo Izaias Alves Ribeiro do Amaral o justificante, e o co-herdeiro tenente coronel João Antonio Antunes o justificado. Trata-se de uma ação cujo justificante requereu para que o justificado fosse citado para asssistir todos os termos do inventário, visto que estava ausente. Algumas das testemunhas afirmaram que, por fazer parte do exército e corpo da guarda nacional, o justificado teria morrido na guerra contra o Paraguai, ou ainda não teria retornado da guerra.

            Atuaram no processo:
            agente João Augusto Xavier Neves;
            árbitro Antonio Rodrigues Lima;
            árbitro Antonio Pereira dos Anjos;
            avaliador capitão Antônio Ricken de Amorim;
            avaliador Ignacio Dias Baptista;
            avaliador José Gonçalves Guimarães;
            avaliador Antonio Joaquim de Oliveira;
            curador Antonio de Andrade Camargo;
            curador geral dos órfãos Roberto Sanford;
            curador Jacinto José de Oliveira;
            curador Antônio Alves de Carvalho;
            escrivão e signatário Generozo Pereira dos Anjos;
            escrivão interino do juízo de paz Francisco Teixeira Guimarães;
            escrivão interino do juízo de paz Delfino Domingues Teixeira;
            escrivão Vicente Leite de Sampaio;
            escrivão do juízo de órfãos Anacleto Pereira Bueno;
            escrivão vitalício do juízo Thomas Nunes Barbosa;
            juiz de órfãos primeiro suplente em exercício José Joaquim da Cunha Passos;
            juiz de órfãos segundo suplente em exercício Laurentino José da Costa;
            juiz de órfãos primeiro suplente em exercício capitão Henrique Ribeiro de Cordova;
            juiz corregedor Francelizio Adolpho Pereira Guimarães;
            juiz de órfãos Francisco de Paula Araujo Macedo;
            oficial de justiça José Joaquim da Costa;
            oficial de registro José Luiz Pereira;
            partidor Antonio Jose Candido;
            partidor Manoel João de Oliveira;
            partidor Joaquim José Marques de Souza;
            partidor Osberto Marques de Almeida;
            procurador Francisco Alves Carvalho;
            procurador José Joaquim Marques e Souza;
            procurador Joaquim José Henriques;
            signatário Gregorio Ferreira Maciel.

            Localidades relevantes:
            cidade de Lages;
            freguesia de São João dos Campos Novos;
            vila da Lapa;
            república do Paraguay;
            província do Sul;
            vila do Príncipe;
            vila de Castro;
            freguesia de Ponta Grossa;
            província de Corrientes.

            Compõem o processo:
            termo de juramento e declaração do inventariante;
            procuração;
            auto de inventário e declaração;
            termo de responsabilidade;
            termo de juramento ao curador;
            termo de louvação dos avaliadores;
            termo de juramento aos avaliadores;
            termo de juramento ao tutor;
            termo de juramento aos herdeiros, co-herdeiros, procuradores e curadores para receberem suas meias colações;
            Auto da partilha;
            exórdio;
            termo de declaração do tutor;
            termo de louvação em árbitros;
            termo de juramento aos árbitros;
            autos de justificação de ausência em parte incerta.

            Variação de nome:
            herdeiro neto Francisco Alves de Carvalleo.

            Inventário de Clara Maria dos Santos
            BR SC TJSC TRRJ-30763 · Processo · 1867
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Processo de inventário realizado na Comarca de Lages.

            Foram partes do processo: Clara Maria dos Santos (inventariada); Anastácio Gonçalves de Araújo (inventariante); João Luiz Vieira (inventariante).

            Descrição: Anastácio Gonçalves de Araújo foi nomeado inventariante do processo por João Luiz Vieira. Em seguida, contudo, João Luiz Vieira solicitou tornar-se o inventariante do processo. Entre os bens inventariados há terras, grande quantidade de animais, ferramentas, utensílios, joias, ouro, prataria e dívidas. Há 14 escravizados no inventário, sendo eles Manoel Machado, Marianno, João, Francisco, Maria, Rita, Maria, Lina, Felicidade, Abecelão, Rosa, Demetrio, Jerônimo e Sebastiana. São mencionadas as localidades de Invernada das Pelotas, Fazenda da Trindade, Rua nova. Consta ainda no inventário que Manoel Joaquim de Camargo é o tutor dos menores João, Prudente, Simão, Cândida, Maria, José, Belizaria, Antônio e Joaquina.

            Atuaram no processo: avaliador José Marcellino Alves de Sá; avaliador João Ferreira Machado; escrivão José Luiz Pereira; escrivão Generoso Pereira dos Anjos; curador geral Roberto Sanford; juiz Henrique Ribeiro de Cordova; juiz Ignácio Coelho d'Ávila; juiz Francelizio Adolpho Pereira Guimarães; oficial de justiça Antônio Pereira dos Santos.

            Variação de nome: Ignácio Coelho de Ávila; avaliador João Ferreira Maxado; Manoel Maxado; Roza; Invernada de Pelotas; Invernada das Pellotas.

            Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
            Inventário de Cláudia Alves de Jesus
            BR SC TJSC TRRJ-29035 · Processo · 1842
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na Vila de Lages, Comarca do Norte.

            Partes do processo: Cláudia Alves de Jesus (inventariada); José da Costa Varella (inventariante).

            Resumo: Inventário requerido pelo marido da falecida, José da Costa Varella, nele contendo bens como mobília, ferramentas, prataria, ouro, joias, animais, casa, terras e dívidas. Além disso, foram descritas 06 pessoas escravizadas, de nomes: Albina, Alexandre, Joaquim, Manoel, Maria e Pedro. Os cinco primeiros escravizados foram designados como crioulos, e o último, Pedro, como escravizado de Nação. Consta uma qualificação para tutoria, oficializando José da Costa Varela como tutor de seus filhos menores.

            Variação de nome: Joaquim Fernandes da Fonseca; João Tomaz e Silva.

            Atuaram no processo:
            Curador geral Joaquim Fernandes da Fonceca;
            Escrivão Generoso Pereira dos Anjos;
            Juiz João Thomaz e Silva;
            Avaliador Fortunato Barbosa da Silva;
            Avaliador Francisco José Ribeiro Júnior;
            Partidor José Joaquim da Cunha Passos;
            Partidor Luiz Gonzaga de Almeida;
            Reverendo/Vigário João Vicente Fernandes;
            Signatário Guilherme Ricken.

            Inventário de Constância Maria da Conceição
            BR SC TJSC TJSC-AJ-DC-CIV-31220 · Processo · 1892
            Parte de III - Tribunal de Justiça de Santa Catarina

            Partes:
            Constância Maria da Conceição (falecida); José Joaquim da Costa (inventariante)

            Inventário pobre; Arrolamento; Casa; Rua dois de Janeiro (antiga rua Marechal Deodoro ); Rua Quintinho Bocaiuva; Terras; Fazenda Botiá; Curitibanos;

            Escrivão Filippe Nicoláo de Góss; Juiz José Antunes de Lima e Silva; Juiz Mauricio Ribeiro de Córdova; Curador Geral Emilio Virginio dos Santos; Contador Athayde; Folha solta; Processo danificado;

            Variação de nome; Rua Quintino Bocayuva; Coritibanos; Fazenda Butiá; Constatina Maria da Conceição;

            12 Folhas.

            Tribunal de Justiça de Santa Catarina
            Inventário de Constantino Luis Duarte
            BR SC TJSC TRRJ-30921 · Processo · 1851 - 1864
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Autos de inventário realizado na vila de Lages, na época sob a segunda comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Constantino Luis Duarte (falecido);
            Maria do Espirito Santo (inventariante e herdeira).

            Herdeiros:
            Amancio Nunes de Chaves (co-herdeiro);
            Anna;
            Candida;
            Florisbella;
            Francisco dos Santos (co-herdeiro);
            Imilia;
            João Baptista do Espirito Santo (co-herdeiro);
            Joaquina;
            Jose de Anhaia (co-herdeiro);
            Marcos;
            Maria;
            Mariana;
            Maurícia;
            Prudente.

            Resumo:
            Maria do Espirito Santo abre um processo de inventário após o falecimento de seu esposo, Constantino Luis Duarte. Como o falecido deixou herdeiros menores, a ação contou com a nomeação de um curador para os órfãos. Os bens inventariados foram ferramentas, objetos de prata, acessórios, utensílios de cozinha, mobília, canastras, uma arma de fogo, animais, campos e uma casa. Além disso, são citadas dívidas ativas e passivas deixadas pelo inventariado. Constam no processo 2 pessoas escravizadas: Manoel, designado como crioulo, e Joana.

            Ao decorrer do processo, os co-herdeiros verificam seus dotes transferidos pelo casamento com as herdeiras. Após avaliados, os bens passaram por um processo de partilha, em que parte do patrimônio foi separado para pagamento das pendências. O processo foi julgado por sentença, em que o juiz requer que um dos herdeiros assine um termo de tutoria para os órfãos e o pagamento das custas por parte da inventariante.

            Dentro da ação, é anexado um auto de justificação em que Maria do Espirito Santo é justificante. Nesse documento, a inventariante afirma que tem capacidade suficiente para ser tutora de seus filhos menores e administrar as legítimas partes. São citadas testemunhas que confirmam sua condição e, com isso, o juiz a nomeia como habilitada para ser tutora. Para tal função ser conquistada, a inventariante assina um termo de renúncia do Benefício Veleano, que impedia a tutela de mulheres viúvas aos seus filhos. Mais tarde, o processo é visto em correição, para requerer que os herdeiros apresentem recibos do pagamento da partilha e outras pendências.

            Atuaram no processo:
            avaliador Manoel Ribeiro da Silva;
            avaliador Valerio Ozorio de Santa Clara;
            coletor major Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
            curador Matheus José de Souza;
            escrivão da correição e partidor Generoso Pereira dos Anjos;
            escrivão Generoso Pereira dos Anjos Junior;
            juiz de direito Joaquim Jose Henriques;
            juiz de órfãos Guilherme Ricken;
            partidor Antonio Ricken do Amorim;
            procurador Antonio Filipe Pessoa;
            signatário Candido Luis Duarte;
            signatário Claudianno de Oliveira Rosa;
            signatário Furtunato Dias Baptista.

            Localidades relevantes:
            distrito de Butocarahy (atual vila de Botucaraí, Rio Grande do Sul);
            segunda comarca;
            vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            auto de justificação;
            auto de partilha;
            auto de tomada de contas;
            contas;
            cópia da fiança para tutoria;
            correições;
            sentenças;
            termo de renúncia de benefício veleano;
            termo de tutoria;
            termos de juramento;
            termos de louvação.