Lages

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            BR SC TJSC TRRJ-10613210 · Processo · 1868-1869
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Execução de sentença realizada na cidade de Lages, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Gertrudes Maria de Almeida (exequente);
            Antonio de Almeida Leite Penteado (executado);
            Antônio Ricken de Amorim (curador do executado).

            Resumo:
            Anteriormente, a exequente Gertrudes Maria de Almeida obteve a sentença contra a herança do padre António, ficando sob a responsabilidade do curador do falecido realizar o pagamento da dívida devida a Gertrudes, o que não aconteceu, assim como não ocorreu conciliação entre as partes. Já nesta ação, Gertrudes buscou dar a execução da sentença para reaver a quantia que o finado padre Antônio de Almeida Leite Penteado ficou lhe devendo, além de corrigir os juros e custas que ficaram crescendo devido a pendência dessa quantia. No libelo cível petitório de dívida, consta que não houve conciliação, e explica que a dívida contraída pelo padre Antônio foi em razão dele ter pedido o valor da venda de uma escravizada de nome Maria, descrita como “crioula”, emprestado. Esta quantia pertencia a Gertrudes, que mesmo “com repugnância”, lhe emprestou. A exequente expôs que o finado réu não lhe forneceu documento da mencionada quantia, e morreu antes de realizar o pagamento da dívida. A exequente requereu, ao final do libelo, que o curador, com assistência do coletor, lhe pagasse a dívida pendente. O juiz julgou provado o libelo e condenou a curadoria da herança a pagar a quantia de 600 mil réis, bem como afirmou que o não posicionamento do curador e do coletor foi visto como “confissão tácita”.

            O curador da herança e o depositário dos bens do falecido foram intimados a pagarem à exequente do processo a quantia de quase 900.000 mil réis, ou seria nomeada a penhora dos bens da herança para pagamento da dívida. Devido ao não pagamento da quantia mencionada, foi realizada a penhora dos bens. Dentre os bens penhorados, constam um escravizado de nome Bonifácio, descrito como “doentio”, algumas roupas, objetos de prata, livros, sapatos e outros objetos aleatórios.

            Devido ao procurador de Gertrudes, Francisco Honorato Cidade, ter retirado-se da cidade, Constancio Carneiro Barbosa de Brito assinou termo de responsabilidade e assumiu o cargo de procurador da exequente. O juiz de órfãos e ausente concedeu a licença para Constancio formalizar sua atuação como procurador.

            Foram nomeados e juramentados dois avaliadores para avaliarem os bens penhorados, e posteriormente foi passado o traslado do edital de praça, no qual os bens passaram por nove pregões e três peças para serem arrematados em praça pública.

            Por fazer parte da herança do falecido padre, Bonifácio requereu licença ou autorização ao juízo para cobrir o valor do lanço no qual foi avaliado, objetivando com isso obter sua liberdade. Gertrudes também requereu licença ao juízo para “lançar” sobre os bens penhorados para poder alforriar o escravizado. Bonifácio conseguiu comprar sua liberdade. Por fim, a arrematação dos bens foi julgada como terminada, e o valor dos bens arrematados foram entregues à exequente.

            Atuaram no processo:
            avaliador José Dias de Azambuja Cidade;
            avaliador Antonio Jose Candido;
            coletor da fazenda nacional major Antônio Saturnino de Souza e Oliveira;
            depositário dos bens capitão José Manoel Leite;
            escrivão Generoso Pereira dos Anjos;
            escrivão José Luiz Pereira;
            juiz de órfãos e ausentes primeiro suplente em exercício capitão Henrique Ribeiro de Cordova;
            juiz de órfãos e ausentes quarto suplente em exercício Lourenço Dias Baptista;
            juiz de órfãos e ausentes suplente em exercício capitão Ignacio Coelho de Avila;
            oficial de justiça Cypriano Joaquim Lino;
            porteiro Bento Domingos Leite;
            procurador Francisco Honorato Cidade;
            procurador Constancio Carneiro Barbosa de Brito.

            Localidades mencionadas:
            Lages;
            vila da Cruz Alta;
            São Pedro do Sul (estado do Rio Grande do Sul);
            vila de Sant'ana do Livramento;
            cidade do Rio Grande;
            cidade de Santos;
            cidade de São Paulo;
            rua Direita.

            Compõem o processo:
            carta de execução de sentença;
            termo de substabelecimento;
            libelo cível petitório de dívida;
            auto de penhora e depósito;
            provisão;
            termo de juramento aos avaliadores;
            avaliação;
            termo de declaração dos louvados;
            quitação.

            Requerimento de Justina Ignacia de Jesus
            BR SC TJSC TRRJ-19776 · Processo · 1854
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Requerimento realizado na vila de Lages, na época sob a Segunda Comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Justina Ignacia de Jesus (requerente).

            Resumo:
            Maria, escravizada africana de nação Cabinda, foi capturada na costa da serra de Lages, dizendo ter senhor no distrito de Vacaria. Em razão da captura, Maria foi levada para a cadeia pública, enquanto era determinado que para realização do regulamento, era necessário realizar uma avaliação da escravizada, no intuito de passar edital com prazo de 60 dias para que a pessoa que detinha a liberdade de Maria pudesse comparecer ao juízo devidamente habilitada. Caso o prazo esgotasse, a mesma seria vendida em hasta pública, e os proventos da venda (tirando as custas legais) seriam recolhidos para os cofres nacionais.

            João José Ramos reconheceu que, de fato, Maria havia uma senhora em Vacaria, de nome Justina Ignacia de Jesus. João requereu uma extensão de prazo, para que Justina pudesse obter os documentos legais para comprovar o cativeiro de Maria. O juiz Guilherme Ricken determinou uma nova data e prorrogou a praça (leilão).

            Na petição de Justina, é mencionado que Maria é de nação Uçá (Hauçá), e que havia fugido de sua propriedade a seis meses. Justina também requereu prorrogação do prazo, afirmando que os documentos ainda não foram legalizados, visto que foi necessário enviá-los para Porto Alegre para realizar tal ação.

            A contadoria da fazenda da província em Porto Alegre reconheceu o pagamento da meia sisa (imposto de 5% sobre a compra/venda de escravizados) referente a dita escravizada, reconhecendo que Maria era, de fato, cativa de Justina.

            Atuaram no processo:
            avaliador Manoel Delfes da Cruz;
            avaliador João Antunes Sobrinho;
            coletor interino Claudiano de Oliveira Roza;
            escrivão Generoso Pereira dos Anjos junior;
            juiz de órfãos Guilherme Ricken;
            procurador Manoel Fialho de Vargas.

            Localidades mencionadas:
            Lages;
            Vacaria;
            Rio Grande do Sul.

            Compõem o processo:
            termo de louvação;
            termo de juramento aos louvados;
            avaliação;
            edital;
            procuração.

            Requerimento de Vidal José de Oliveira Ramos
            BR SC TJSC TRRJ-10612957 · Processo · 1868
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Requerimento realizado na cidade de Lages, na época sob a comarca da capital, na província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            tenente coronel Vidal José de Oliveira Ramos (tutor);
            João José Ramos (falecido);
            José Maria Larocka (arrematante).

            Resumo:
            Trata-se de uma ação de requerimento para a arrematação de um escravizado, descrito como “cabra”, “pardo” e “crioulo”, de nome Manoel, realizada por Vidal José de Oliveira, tutor da órfã Maria, a quem o escravizado pertencia. Vidal explicou que o motivo para a arrematação do escravizado Manoel seria sua insubordinação, e que ele teria feito preparativos para fugir. O tutor pediu licença ao juízo para poder vender Manoel ao Estado, a fim de seguir para a guerra contra o Paraguai.

            Foram passados 9 pregões e 3 praças na tentativa de vender Manoel, porém não houveram lançadores. Vidal requereu novamente ao juízo que Manoel fosse vendido ao governo, visto que ninguém o arrematou. Porém, o juiz de direito Francelizio Adolpho Pereira Guimarães afirmou que os bens da órfã só poderiam ser vendidos em praça pública, conforme a lei do período.

            José Luiz Pereira e Claudiano de Oliveira Rosa foram louvados como avaliadores, para realizarem uma nova avaliação do escravizado Manoel. Os pegões e praças foram passados novamente, sob a nova avaliação do “valor” de Manoel. Na terceira praça Manoel foi arrematado por José Maria Larocka. O arrematante pagou a meia sisa, imposto de 5% sobre a compra/venda de escravizados. A arrematação foi julgada por sentença como concluída, tornando José o novo senhor de Manoel.

            No final do processo consta uma carta nominal das despesas do sustento na cadeia para com o escravizado Manoel, ele permaneceu preso por 87 dias.

            Atuaram no processo:
            escrivão Generoso Pereira dos Anjos;
            escrivão José Lins Pereira;
            juiz de órfãos primeiro suplente em exercício tenente coronel Henrique Ribeiro de Cordova;
            juiz de órfãos suplente em exercício capitão Ignacio Coelho de Avila;
            juiz de direito da comarca Francelizio Adolpho Pereira Guimarães;
            porteiro/pregoeiro Domingos Leite;
            signatário Constancio Carneiro Barbosa de Brito.

            Localidades mencionadas:
            Lages;
            Rua Nova.

            Compõem o processo:
            traslado de edital de praça;
            termo de juramento aos avaliadores;
            avaliação;
            meia sisa;
            carta nominal.

            Variação de nome:
            arrematante José Maria Larocca.