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            Inventário de Jose Jaques d’Alenquer
            BR SC TJSC TRRJ-22381 · Processo · 1852 - 1855
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de Desterro, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Jose Jaques d’Alenquer (falecido);
            Marcellino José da Silveira (inventariante e co-herdeiro).

            Herdeiros:
            Antonio Jaques de Alenquer;
            Esperança Roza;
            Fermiano Jaques d’Alenquer;
            José Jaques d’Alenquer (neto);
            Joanna Roza d’Jezus;
            Justiniano Antonio d’Souza (co-herdeiro);
            Manoel Jaques d’Alenquer (neto);
            Manoel Teixeira (co-herdeiro);
            Marcellino Alves da Silveira (co-herdeiro);
            Maria Francisca Roza;
            Rita Roza.

            Resumo:
            Marcellino José da Silveira abre um processo de inventário após o falecimento de seu sogro, Jose Jaques d’Alenquer. A viúva, Maria Garcez, foi descrita como impossibilitada de exercer o papel de inventariante por seu estado de “alienação mental” e, com isso, foi nomeado um curador para representá-la. Constam citações aos herdeiros ausentes, que residiam na Província do Sul.

            Em traslado de testamento anexado, duas pessoas escravizadas são citadas: Maria, designada como crioula, e Francisco, de nação Cabinda. No documento, é afirmado que eles seriam considerados libertos quando Jose falecesse; mais tarde, é revelado que Maria faleceu antes de se libertar. Os bens inventariados foram uma caixa, mobília, um carilho, um leito de carro, utensílios de cozinha, animais, engenhos de farinha e cana, casas e terrenos.

            Ao decorrer do processo, o inventariante requer que uma parte do engenho incluído no inventário tenha permissão para ser vendida em arrematação, por seu mau estado de conservação. Após avaliados, os bens passaram por um processo de partilha, com reposições em dinheiro para a nivelação das heranças. A ação foi julgada por sentença pelo juiz, em que se requereu o pagamento das custas pelas partes interessadas.

            Atuaram no processo:
            avaliador Albino José da Silva;
            avaliador Silvano da Costa Furtado;
            coletor Anselmo Gonçalves Ribeiro;
            curador geral Candido Gonçalves d’Oliveira;
            escrivão da fazenda provincial e tabelião João Antonio Lopes Gondim;
            escrivão de órfãos José Honorio de Souza Medeiros;
            escrivão Domingos José Leopoldo;
            juiz municipal Sergio Lopes Falcão;
            juiz municipal suplente comendador Agostinho Leitão de Almeida;
            partidor João Narcizo de Silveira;
            partidor Joaquim José Varella;
            procurador fiscal provincial advogado Eleutherio Francisco de Souza;
            signatário João Alberto Pinto;
            signatário Polidoro d’Amaral e Silva;
            signatário Porfirio Joze de Fraga.

            Localidades relevantes:
            cidade de Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Lagoa (atual bairro Lagoa da Conceição, Florianópolis);
            freguesia dos Baguais;
            primeira comarca;
            província do Sul (atual estado do Rio Grande do Sul).

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            citação;
            conta;
            notificações;
            petições;
            sentença;
            termo de avaliação;
            termo de louvação;
            termos de declaração;
            termos de juramento;
            traslado de testamento;
            traslado do conhecimento de pagamento da herança.

            Variação de nome:
            Maria Garcês.

            Inventário de José Domingues de Arruda
            BR SC TJSC TRRJ-10766767 · Processo · 1849-1863
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na Vila de Lages, na época sob a Comarca do Norte.

            Partes do processo:
            José Domingues de Arruda (inventariado);
            Maria de Souza Teixeira (inventariante).

            Herdeiros:
            Maria Joaquina;
            Anna Domingues de Arruda;
            Candida Domingues de Arruda;
            menor Felicia;
            menor Maria;
            menor João;
            menor Joze.

            Co-Herdeiros:
            Policarpo Luis Vieira;
            João Luis Vieira.

            Resumo: Inventário requerido pela esposa do falecido, Maria de Souza Teixeira, nele contendo animais, mobília, prataria, ouro, marfim, armadura, ferramentas, terras, casas, um moinho e dívidas. Além disso, foram descritas diversas pessoas escravizadas, de nomes: Paulo, Eleutério e Romana sem descrições específicas; com Joze, Francisco, Manoel, Joze, Marianno, Antonio, Lucinda, Isabel, Rita, Thomazia, Martim (menor), Leandro (menor), Angelo (menor), Marianno (menor), Estevão (menor), Sebastião (menor), Manoel (menor), Vicente (menor), Constância (menor), Maria Roza (menor), Ignez (menor), Joanna (menor) e Maria (menor) são descritos como crioulos (brasileiros); Luiz é descrito como vindo de nação Congo; Antonio é descrito como vindo de nação Angola
            Há o pedido para Policarpo Luiz Vieira e João Luis Vieira para co-herdeiros. É feito o envio de uma carta precatória de forma a comunicar uma das herdeiras, sendo enviado do Juízo de Órfãos do termo de Lages, para o Juízo de Órfãos do termo de Cassapava.

            Atuaram no processo:
            escrivão interino Manoel Antonio de Azevedo;
            escrivão Antonio Vicente dos Santos Cordeiro;
            escrivão Miguel José de Campos;
            escrivão de orfãos e tabelião e partidor Mathias Gomes da Silva;
            tabelião Generoso Pereira dos Anjos;
            tabelião João Rodrigues de Andrade;
            signatário Francisco Gomes da Silva Coelho;
            signatário Lourenzo Waltrich;
            curador geral Claudianno de Oliveira Roza;
            procurador José da Silva Furtado;
            louvador Manoel Joaquim Pinto;
            louvador Henrique Ribeiro de Cordova;
            avaliador Guilherme d'Oliveira Villas Boas;
            avaliador Bento de Almeida Leme;
            partidor Jorge Trueter;
            coletor de rendas Luiz Gonzaga de Almeida;
            juiz de orfãos Guilherme Ricken;
            juiz de orfãos substituto Lucio Jaime de Figueiredo;
            juiz corregedor Joaquim José Henriques.

            Localidades relevantes:
            Província de São Pedro do Rio Grande do Sul;
            Freguesia de Vacaria;
            Freguesia de Nossa Senhora da Oliveira;
            Porto Alegre;
            Costa de Santa Barbara;
            Fazenda da Boa Vista;
            Rio Lava Tudo.

            Compõe o processo:
            Avaliação de bens;
            Carta precatória;
            Traslado de escritura de compra e venda;
            Juramento a tutora;
            Recibos;
            Termo de avaliadores;
            Termo de juramento;
            Termo de louvação;
            Termo de remessa.

            Variação de nome:
            inventariado José Dominguis d'Arruda;
            escravizado Eleutherio;
            juiz de órfãos substituto Lucio Javier de Figueiredo.

            Inventário de João Francisco dos Santos
            BR SC TJSC TRRJ-24968 · Processo · 1850
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Partes:
            Anna Maria Joaquina (falecida);
            João Francisco dos Santos (inventariante).

            Desterro; topônimo: “fronteira de Bagé” na província do Rio Grande; Província de Rio Grande de São Pedro do Sul; Vila de Bagé; procuração bem preservada, parcialmente impressa, nas folhas digitais números 21 e 22; escravas como bens arrolados: Ana, Isadora e Joaquina; rua da cadeia – Desterro; casa fazendo frente à Rua dos Quartéis, de número 3; topônimo: “Ponta do Vinagre”.

            Alexandre José de Jesus;
            Amaro dos Santos;
            Amélia Francisca dos Santos;
            Ana Maria Joaquina;
            Ana, crioula;
            Candido Gonçalves d’Oliveira;
            Francisca de Paula Lace;
            Francisco José dos Santos;
            Francisco João Evangelista de Souza Lobo;
            Guiomar da Silva de Carvalho;
            João Antonio Lopes G.;
            João de Sousa Lobo;
            João Francisco dos Santos;
            João Maria Salazar, avaliador;
            João Narciso da Silveira;
            João Silveira de Sousa, doutor;
            Joaquim José Varella;
            José da Silva Paranhos;
            José de Jesus;
            José Dias Ouriques;
            José Francisco dos Santos;
            José Honório de Souza Medeiros, escrivão;
            José Silveira dos Santos;
            José Silveira de Souza, avaliador;
            Leopoldina Francisca dos Santos Lobo;
            Manoel Rodrigues;
            Maria de Jesus;
            Maria Josefa do Espírito Santo;
            Sérgio Lopes Falcão, doutor, juiz.

            Tribunal de Justiça de Santa Catarina
            Inventário de Joana Thomasia de Jesus
            BR SC TJSC TRRJ-8985 · Processo · 1841
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventario realizado na Vila de São Miguel, em época sob a Comarca do Norte na Província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Joana Thomasia de Jesus (inventariada);
            João da Costa (inventariante).

            Resumo:
            O inventário de Joana Thomasia de Jesus foi realizado por seu filho, João da Costa. Entre os bens deixados estavam móveis, terras, uma casa e uma capoeira de engenho, além de duas pessoas escravizadas: Domingos (crioulo) e Ferminiana (crioula).
            Após certo tempo, o inventariante solicita a destituição do curador Mathias Gomes da Silva, alegando falta de andamento no processo, e pede a nomeação de um novo curador.
            No decorrer do inventário, João da Costa requer ao juiz a citação dos herdeiros ausentes, residentes em outro município, por meio de carta precatória.
            O juiz determina que os herdeiros se habilitem como representantes dos ausentes, sob pena de levar os bens a leilão em praça pública para futura arrematação.
            Ao final do processo, Wenceslao Martins da Costa, neto da falecida, comparece ao juízo como procurador de seu tio, Ermenigildo José da Costa, para receber a parte da herança a que ele tem direito.

            Compõem o processo:
            Cartas Precatórias Citatórias do Juízo da Villa de São Miguel, comarca do Norte, da Província de Santa Catarina ao Juízo da Vila de São José, da comarca do Sul, província de Santa Catarina.
            Partilha de bens;
            Procuração;
            Termo de Avaliação de bens.

            Localidades mencionadas:
            Areias;
            Barreiros;
            Sertão das Areias;
            Cidade de Pelotas, província do Rio Grande de São Pedro do Sul, atual estado do Rio Grande do Sul;
            Praia Grande;
            São José;
            São Miguel, atual Biguaçu.

            Herdeiros:
            Ermenigildo José da Costa;
            Francisca Angélica d’Assis;
            Joaquina Luísa da Costa;
            João da Costa;
            José da Costa.

            Atuaram no processo:
            avaliador João Francisco de Andrade;
            avaliador José Antônio da Cunha;
            curador dos ausentes: Mathias Gomes da Silva;
            curador Antônio Carlos de Carvalho;
            curador dos ausentes João da Costa;
            escrivão de órfãos Amâncio Jose Ferreira
            escrivão José Manoel de Araújo Roslindo;
            juiz de órfãos José Joaquim Dias;
            Juiz Municipal e de Órfãos Tomé da Rocha Linhares;
            juiz de órfãos primeiro suplente Joaquim da Rocha Linhares;
            juiz de órfãos terceiro suplente Luís Coelho Machado;
            oficial de Justiça Joaquim Affonso Pessoa;
            partidor Alexandre José Varella;
            partidor Alexandre Gonçalves da Luz;
            procurador Ermenigildo José da Costa;

            Variações de nome:
            Francisca Angélica de Assis;

            Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
            Inventário de Guiomar Soares de Souza
            BR SC TJSC TRPOA-53830 · Processo · 1879-1881
            Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

            Inventário realizado na cidade de São José, da Comarca de São José.

            Partes do processo:
            Guiomar Soares de Souza (inventariada);
            José Manoel de Souza (inventariante).

            Herdeiros:
            Antonio José de Souza;
            José Manoel de Souza Junior;
            Antonio Augusto Vidal;
            Thomas José de Souza.

            Resumo: Inventário requerido pelo marido da falecida, José Manoel de Souza, no qual são avaliados os bens: equipamento de equitação, prata, cobre, mobilia, veiculos, ferramentas, engenho de mandioca, engenho de açúcar, engenho de farinha, casa de olaria, forno, roça de mandioca, animais, terras e casas. No decorrer do processo são enviadas duas cartas precatórias para a avaliação de bens em localidades diferentes, em Pelotas e em São Francisco de Paula, com a parte do inventário e os bens referentes a cidade de São José estando ausente. Além disso, há o registro de 26 pessoas escravizadas, de nomes: Marianna (descrita como crioua), Maria, Agostinho, Manoel, Jacintho, Anna Thereza, America (descrita como parda), Candido, André, Sebastião, Francisco, Benidito, Riqueza, Lourenço, Maria, Josefa, Lucia, Luis (descrito como Africano); além dos menores Feliciana, Damasia, Joanna, Rosalina, Virgina, Lidio e Mariana.

            As cartas precatórias foram enviadas do "Juízo de Órfãos da Cidade de São José da Província de Santa Catarina" para o "Juízo de Órfãos do Termo de São Francisco de Paula de Provincia de São Pedro do Rio Grande do Sul" e para o "Juízo de Órfãos da Cidade de Pelotas da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul"

            Atuaram no processo:
            escrivão Joaquim Xavier de Oliveira Camara;
            escrivão Maximiano José da Monte;
            escrivão José Rodrigues de Oliveira;
            tabelião Manoel Ferreira da Costa Seara;
            curador João Carlos de Medeiros;
            avaliador Antonio Maria da Silva;
            avaliador Urbano Soares da Silva;
            avaliador José Rodrigues Lopes;
            avaliador Constancio José da Silva Pessôa;
            procurador advogado Antonio Luiz Ferreira de Mello;
            procurador Francisco Tolentino Vieira de Souza;
            procurador Genuino Firmino Vidal Capistrano;
            coletor de rendas José Silveira de Souza Passos
            juiz de orfãos Umbelino de Souza Marinho;
            juiz municipal primeiro suplente Zeferino Vargas de Andrade;
            juiz de órfãos Joaquim Augusto de Assumpção.

            Localidades relevantes:
            villa de São José;
            Palhoça;
            província de São Pedro do Rio Grande do Sul;
            São Francisco de Paula de Cima da Serra;
            fazenda do Passavinte;
            cidade de Pelotas;
            freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Boqueirão;
            rio Camacuan.

            Compõem o processo:
            Declaração;
            Traslado de relação e avaliação de bens;
            Juramento aos avaliadores;
            Carta precatória;
            Relação de escravizados;
            Autos de carta precatória e diligência;
            Avaliação de bens;
            Requerimento de audiência;
            Recibos;
            Conclusão.

            Variação de nome:
            inventariada Geriomar Soares de Souza.

            BR SC TJSC TRRJ-24819 · Processo · 1850 - 1852
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de Desterro, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Francisco Caetano Soares (falecido);
            Custodea Francisca Soares (falecida);
            Francisco Caetano Soares (inventariante e herdeiro).

            Herdeiros:
            Antonio de Camara Soares;
            Felizarda Amalia Soares (ausente);
            Laurentino Caetano Soares;
            João Caetano Soares (ausente);
            João Pereira Cordio (co-herdeiro);
            Jose Custodio Soares;
            Samuel Esteves Soares (ausente).

            Resumo:
            Francisco Caetano Soares abre um processo de inventário após o falecimento de seus pais, Francisco Caetano Soares e Custodea Francisca Soares. Como o casal deixou filhos menores de idade, a ação contou com a nomeação de um curador.

            No início da ação, os filhos que não residiam em Desterro foram notificados para estarem presentes no inventário; dentre os locais de residência dos ausentes, é citado um local incerto em "uma província do norte". Os bens inventariados foram mobílias, caixas, uma moenda de cana, utensílios de cozinha, um ferro de engomar roupa, casas, terrenos e um engenho de fazer farinha. São citadas dívidas ativas e passivas deixadas pelos falecidos. Constam na ação duas pessoas escravizadas: Joanna, de nação Benguela, e Maria, de nação Angola.

            Após avaliados, os bens passaram por um processo de partilha, em que parte do patrimônio foi separada para pagamento das dívidas. Mais tarde, o herdeiro Antonio de Camara Soares abre uma petição requerendo revisão do pagamento de sua legítima parte, por desarranjos criados sobre um terreno que dividiu com João Caetano Soares e as suas divisas. Com isso, uma vistoria e uma demarcação das terras em questão foram realizadas, seguidas de um auto de emenda da partilha anterior.

            O juiz julga a ação por sentença, requerendo que os acréscimos da petição e demarcação fossem pagos pelas partes interessadas, além de pedir ao herdeiro João Caetano Soares que assinasse termo de tutoria para os bens dos filhos menores e ausentes.

            Atuaram no processo:
            avaliador Antonio José Feliciano;
            avaliador Benigno Bento;
            avaliador Francisco Pereira;
            avaliador Umbelino José Serpa;
            curador Candido Gonçalves d’Oliveira;
            demarcador Carlos Schlappal;
            escrivão José Honorio de Souza Medeiros;
            juiz municipal e de órfãos suplente e comendador Agostinho Leitão d’Almeida;
            juiz municipal e de órfãos Sergio Lopes Falcão;
            partidor João Narcizo da Silveira;
            partidor Joaquim José Varella;
            signatário Augusto da Silva Machado;
            signatário João Alberto Pinto;
            signatário Pedro Antonio de Paixão.

            Localidades relevantes:
            Caputera;
            cidade de Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            Estreito (atual bairro Estreito, de Florianópolis);
            Itacoroby (atual bairro Itacorubi, de Florianópolis);
            primeira comarca;
            província de São Paulo (atuais estados de São Paulo e Paraná);
            província do sul (atual estado do Rio Grande do Sul);
            rua da Praia de Fora.

            Compõem o processo:
            auto de emenda da partilha;
            auto de exame e vistoria;
            auto de partilha;
            contas;
            correição;
            petição;
            sentenças;
            termo de tutoria;
            termos de juramento;
            termos de louvação.

            Inventário de Florentino José Ferreira
            BR SC TJSC TRRJ-21081 · Processo · 1862
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de Desterro

            Partes:
            Florentino José Ferreira (inventariado);
            Maria Josefa dos Santos Ferreira (inventariante).

            Herdeiros:
            João dos Santos Ferreira;
            Florentino dos Santos Ferreira.

            Descrição:
            O inventário de Florentino José Ferreira foi conduzido por sua esposa, Maria Josefa dos Santos, sem testamento, e a partilha dos bens se deu de forma amigável. Entre os itens inventariados estão uma casa, engenhos de fazer farinha e de cana, terras, mobílias, objetos, transporte e um tacho de cobre. O processo também registra a presença de oito pessoas escravizadas: sete descritas como crioulas, de nomes Isabel Dionísia, Anna, José, Marcellino, Francisco (que faleceu durante a avaliação dos bens) e Joanna, que foi arrematada em praça pública por Carlos de Cerqueira Pinto; e uma descrita como africano, de nome Joaquim. Consta ainda no processo um auto de tomadas de contas e um traslado.

            Atuaram no processo:
            juiz de órfãos Raymundo Borges Leal Castello Branco;
            juiz municipal Joaquim da Silva Ramalho;
            juiz Antonio Augusto da Costa Barradas;
            juiz dos órfãos Estanislau Antonio da Conceição;
            juiz dos órfãos Antonio Francisco de Farias;
            juiz dos órfãos Affonso de Albuquerque e Mello;
            juiz dos órfãos e curador geral Joaquim Augusto do Livramento;
            juiz dos órfãos Patricio Marques Linhares;
            juiz de direito José Segundino Lopes Gomensora;
            escrivão Vidal Pedro Moraes;
            escrivão João Damasceno Vidal;
            escrivão José de Miranda Santos;
            escrivão João Luis do Livramento;
            tabelião Rodrigo Nunes Galvão;
            curador geral e advogado Eleuterio Francisco de Souza;
            curador geral e advogado Candido Gonçalves de Oliveira;
            procurador Francisco Firmo d’Oliveira;
            avaliador Antonio Augusto de Aguiar;
            avaliador Manoel Antonio Nunes Vieira;
            partidor João Narcizo da Silveira;
            partidor Luiz Carlos Saldanha e Souza;
            pregoeiro Lucas Marques de Jesus;
            tutor Miguel José Ferreira;
            contador Luis d’Araujo Figueiredo.

            Localidades relevantes:
            Rio Tavares;
            freguesia da Lagoa;
            Bagé;
            província do Rio Grande do Sul.

            Compõem o processo:
            Título de herdeiros;
            Juramento aos avaliadores;
            Auto de avaliação;
            Auto de partilha;
            Termo de arrematação;
            Termo de tutela;
            Auto de contas tomadas;
            Traslado.

            Variação de nome:
            São Pedro Rio Grande do Sul.

            Inventário de Eugenia Rosa de Jesus
            BR SC TJSC TRRJ-25170 · Processo · 1851
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de Desterro, sob a Primeira Comarca.

            Partes do processo:
            Eugenia Rosa de Jesus (inventariada);
            Joaquim Alexandre Dias (inventariante/herdeiro).

            Herdeiros:
            Faustina Rosa de Jesus;
            Antônio José Candido Dias;
            Thomas José Dias Corado.

            Resumo:
            O inventário de Eugenia Rosa de Jesus foi realizado por Joaquim Alexandre Dias, seu filho, sem deixar testamento e procedendo em uma partilha amigável. Entre os bens inventariados está somente uma casa, que foi alugada durante esse período. Contém os recibos dos pagamentos dos aluguéis que o inventariante recebeu durante o processo. Além disso é citado outro inventário durante a produção do processo.

            Localidades relevantes:
            Rua da Lapa;
            Rio de Janeiro;
            Porto Alegre;
            Província do Rio Grande (atual Rio Grande do Sul);
            Freguesia de São Francisco de Paula da cidade de Pelotas.

            Atuaram no processo:
            escrivão dos órfãos José Honório de Souza Medeiros;
            juiz municipal dos órfãos Sérgio Lopes Falcão;
            pregoeiro Lucas Rodrigues de Jesus;
            coletor José Manoel de Souza;
            tabelião Bento José de Farias;
            curador geral dos órfãos Cândido Gonçalves de Oliveira;
            avaliador Tristão José Moreira;
            avaliador João Maria Salazar;
            partidor João Narciso da Silveira;
            partidor Joaquim José Varella;
            signatário Apollinario Francisco Ferreira Gonçalves;
            procurador fiscal provincial Francisco de Paula Silveira.

            Variação de nome:
            Freguesia de São Francisco de Paula de Pelotas.

            Compõe o processo:
            Autos de inventário;
            Juramento ao inventariante;
            Procurações;
            Juramento aos partidores;
            Auto de partilha.

            Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
            Inventário de Constantino Luis Duarte
            BR SC TJSC TRRJ-30921 · Processo · 1851 - 1864
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Autos de inventário realizado na vila de Lages, na época sob a segunda comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Constantino Luis Duarte (falecido);
            Maria do Espirito Santo (inventariante e herdeira).

            Herdeiros:
            Amancio Nunes de Chaves (co-herdeiro);
            Anna;
            Candida;
            Florisbella;
            Francisco dos Santos (co-herdeiro);
            Imilia;
            João Baptista do Espirito Santo (co-herdeiro);
            Joaquina;
            Jose de Anhaia (co-herdeiro);
            Marcos;
            Maria;
            Mariana;
            Maurícia;
            Prudente.

            Resumo:
            Maria do Espirito Santo abre um processo de inventário após o falecimento de seu esposo, Constantino Luis Duarte. Como o falecido deixou herdeiros menores, a ação contou com a nomeação de um curador para os órfãos. Os bens inventariados foram ferramentas, objetos de prata, acessórios, utensílios de cozinha, mobília, canastras, uma arma de fogo, animais, campos e uma casa. Além disso, são citadas dívidas ativas e passivas deixadas pelo inventariado. Constam no processo 2 pessoas escravizadas: Manoel, designado como crioulo, e Joana.

            Ao decorrer do processo, os co-herdeiros verificam seus dotes transferidos pelo casamento com as herdeiras. Após avaliados, os bens passaram por um processo de partilha, em que parte do patrimônio foi separado para pagamento das pendências. O processo foi julgado por sentença, em que o juiz requer que um dos herdeiros assine um termo de tutoria para os órfãos e o pagamento das custas por parte da inventariante.

            Dentro da ação, é anexado um auto de justificação em que Maria do Espirito Santo é justificante. Nesse documento, a inventariante afirma que tem capacidade suficiente para ser tutora de seus filhos menores e administrar as legítimas partes. São citadas testemunhas que confirmam sua condição e, com isso, o juiz a nomeia como habilitada para ser tutora. Para tal função ser conquistada, a inventariante assina um termo de renúncia do Benefício Veleano, que impedia a tutela de mulheres viúvas aos seus filhos. Mais tarde, o processo é visto em correição, para requerer que os herdeiros apresentem recibos do pagamento da partilha e outras pendências.

            Atuaram no processo:
            avaliador Manoel Ribeiro da Silva;
            avaliador Valerio Ozorio de Santa Clara;
            coletor major Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
            curador Matheus José de Souza;
            escrivão da correição e partidor Generoso Pereira dos Anjos;
            escrivão Generoso Pereira dos Anjos Junior;
            juiz de direito Joaquim Jose Henriques;
            juiz de órfãos Guilherme Ricken;
            partidor Antonio Ricken do Amorim;
            procurador Antonio Filipe Pessoa;
            signatário Candido Luis Duarte;
            signatário Claudianno de Oliveira Rosa;
            signatário Furtunato Dias Baptista.

            Localidades relevantes:
            distrito de Butocarahy (atual vila de Botucaraí, Rio Grande do Sul);
            segunda comarca;
            vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            auto de justificação;
            auto de partilha;
            auto de tomada de contas;
            contas;
            cópia da fiança para tutoria;
            correições;
            sentenças;
            termo de renúncia de benefício veleano;
            termo de tutoria;
            termos de juramento;
            termos de louvação.

            Inventário de Bernardo Gomes de Campos
            TRRJ-30911 · Processo · 1853
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado em Lages à época parte da Segunda Comarca.

            Partes:
            Bernardo Gomes de Campos (inventariado);
            Maria Roza Ferreira (inventariante).

            Herdeiros:
            Lucas Gomes;
            Antonina Gomes;
            Eufrazio Gomes Ferreira;
            Antonio Gomes de Campos;
            Lucia Gomes de Campos.

            Descrição:
            O inventário de Bernardo Gomes de Campos foi conduzido por sua viúva, Maria Roza de Jesus, em 1853. Após a nomeação dos herdeiros e do procurador, o escrivão Generoso Pereira dos Anjos retirou-se no início do processo por se considerar inimigo do procurador nomeado, Francisco Pereira da Silva e Oliveira.
            O falecido deixou um testamento em que destinou a seu filho Antônio três escravizados, trinta vacas, uma tenda e alguns cavalos. Além disso, deixou a Raimundo Fagundes de Betancurt vários cavalos. À sua filha Lúcia, deixou uma escravizada chamada Joanna, um rincão de campos no lugar denominado Capoeiras do Amola Facas, animais, acessórios para cavalo, um par de canastras e vestuário. Segundo o testamento, ele também destinou algumas terras à sua mulher, as quais seriam posteriormente divididas entre seus filhos. À filha Antonina foi concedido um rincão nos Faxinais intitulado Fortaleza, e ao filho Eufrásio, terras. O falecido definiu a liberdade de quatro escravizados após sua morte: três descritas como crioulas, Dorothea, Thereza e Anna, e um menor, Joaquim, filho da escravizada Anna.
            Além dos escravizados presentes no testamento, são avaliados outros oito escravizados, incluindo Lourenço, dois menores nomeados Vitalina e Jerônimo, um escravizado descrito como “de nação” de nome Manoel, outro descrito como crioulo chamado Jozé e outros três menores também crioulos chamados Manoel, Serafim e Geraldo, este último com deficiência física.
            Os bens foram repartidos amigavelmente entre os herdeiros. Entre os bens inventariados havia uma fazenda, prataria, uma espada de prata, cargas de sal, ferramentas, terras, casas, arma de fogo e dívidas. No processo existe ainda uma carta de liberdade da escravizada Thereza, em que Bernardo Campos a reconhece como sua legítima sobrinha.
            Ao fim do inventário, passa-se a tutela dos menores órfãos de Maria Rosa para seu segundo marido, Jordão Paz de Farias. Eufrásio, um dos órfãos, tendo atingido a maioridade (mais de 14 anos) pede a remoção do tutor por não receber “a menor educação e meios de subsistência”. Eventualmente a tutela dos órfãos passa para João Ferreira Machado. Em 1868, informa-se que o herdeiro Eufrásio estava ausente do auto de tomada de contas por estar envolvido na Guerra do Paraguai, e o irmão Lucas Gomes de Campos pede para assumir a curadoria de seus bens. João Ferreira Machado pede que seja exonerado da tutela, alegando a morte de Eufrásio no acampamento do exército. O juizado pede que Lucas Gomes prove a maioridade de Eufrásio com a certidão de batismo, sendo que não foi provado o falecimento do mesmo, concedendo-o a curadoria.

            Atuaram no processo:
            juiz de órfãos Lourenço Dias Baptista;
            juiz de órfãos Guilherme Ricken;
            juiz de direito em correição Joaquim José Henriques;
            juiz de órfãos Jozé Nicolau Pereira dos Santos;
            juiz Laurentino José da Costa;
            juiz Henrique Ribeiro de Cordova;
            escrivão Generozo Pereira dos Anjos Junior;
            escrivão Antonio Jozé Candido;
            escrivão do juiz de paz Antonio Jozé Candido;
            escrivão da correição e signatário Generozo Pereira dos Anjos;
            escrivão interino Roberto Sanford;
            tabelião Miguel Gonçalves Franco;
            testamenteiro João Thomaz;
            avaliador Henrique Paz de Faria;
            avaliador Manoel Rodrigues de Souza;
            partidor Diogo Nunes Teixeira;
            partidor Jorge Trueter;
            agente das rendas provinciais e signatário Antonio Ricken de Amorim;
            curador dos órfãos; fiador Claudianno de Oliveira Roza;
            curador dos órfãos Alferes José Joaquim da Cunha Passos;
            curador geral dos órfãos e escrivão Roberto Sanford;
            tutor Jordão Paes de Farias;
            justificante Maria Roza Ferreira;
            procurador Francisco Pereira da Silva e Oliveira;
            procurador e coletor das rendas Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
            procurador; signatário;tutor João Ferreira Machado;
            signatário Antonio Rodrigues Lima;
            signatário Jozé Pires de Arruda Botelho;
            signatário Polidoro Luis Vieira.

            Localidades relevantes:
            Freguesia de Vacaria;
            Província de Rio Grande do Sul;
            Rua da Cadeia;
            Porto Alegre;
            Distrito de Campos Novos;
            Villa Nova;
            Laguna.

            Compõem o processo:
            Títulos de herdeiros;
            Termo de juramento ao curador;
            Testamento;
            Pagamentos;
            Avaliação de bens;
            Procuração;
            Juramento aos partidores;
            Auto de partilha;
            Pagamentos;
            Autos de justificação;
            Termo de tutoria;
            Autos de tomadas de contas;
            Termo de renúncia;
            Autos de remoção de tutor;
            Quitação.

            Variação de nome:
            Santo Antonio dos Anjos da Laguna;
            Província de São Pedro do Sul.

            Tribunal da Relação do Rio de Janeiro