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            945 resultados diretamente relacionados Excluir termos específicos
            Contas de testamento de Francisca Marianna de Jesus
            BR SC TJSC TRRJ-56886 · Processo · 1848
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Contas de testamento realizadas na Vila de São José, na época sob a Comarca do Sul.

            Partes do processo:
            Francisca Marianna de Jesus (falecida e testadora);
            Francisco Antonio de Freitas (testamenteiro e co-herdeiro);
            Bernarda Joaquina de Jesus (testamenteira e herdeira).

            Resumo: Francisco prestou contas de testamento de Francisca. De acordo com ele, foram cumpridas as disposições testamentárias. A falecida era credora de dívidas e havia nomeado como sua única herdeira sua sobrinha Bernarda, esposa de Francisco.

            Atuaram no processo:
            escrivão de órfãos, capelas e resíduos Francisco Xavier d´Oliveira Camara;
            vigário Francisco Gomes d’Oliveira e Paiva;
            coletor Antonio de Souza X. Caldeira;
            coletor das despesas Joaquim Lourenço de Souza Medeiros;
            juiz municipal e dos órfãos suplente João Francisco de Souza;
            juiz municipal suplente Domingos José da Costa Sobrinho;
            promotor de resíduos Manoel de Freitas Sampaio;
            tabelião Joaquim Francisco d’Assiz e Passos.

            Compõem o processo:
            Testamento;
            Recibo.

            Variações de nome:
            Vila de Sam José;
            tabelião Joaquim Francisco d’Assis e Passos;
            falecida e testadora Francisca Mariana de Jesus.

            Contas testamentárias de Bernardino da Cunha Brochado
            BR SC TJSC TRRJ-32469 · Processo · 1844 - 1852
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Contas testamentárias realizadas na vila de São José, na época sob a segunda comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Bernardo da Cunha Brochado (falecido);
            Bernardino da Cunha Brochado (terceiro testamenteiro, inventariante e herdeiro).

            Resumo:
            Este processo se inicia com o falecimento do reverendo vigário Bernardo da Cunha Brochado em 1844, sendo estipulado um prazo de 6 anos para os testamenteiros apresentarem a quitação das contas testamentárias, ou seja, até 1851.

            No começo do processo, o traslado de testamento do falecido é anexado, revelando que ele era natural da Freguesia de São Salvador da Travanca, Portugal. A primeira testamenteira, Caetana Rosa da Silva, é mãe do herdeiro Bernardino, e o finado deixou seus sítios e casas para ela. Além disso, o falecido afirma que a Igreja o deve pelos diversos serviços realizados, declarando que nenhum membro deverá procurar seus herdeiros para cobrá-los.

            Dentre as vontades escritas no testamento, destacam-se a alforria de duas pessoas escravizadas: Constancia, mulher descrita como parda, que seria declarada livre após o falecimento do vigário, e Sérgio, criança designada como crioula, com carta de liberdade já escrita; as condições para sua alforria seriam de acompanhar o vigário até seu último dia de vida e residir na casa dele até completar a maioridade. Os pais de Sérgio são Miguel, homem forro designado como preto, e Joaquina, mulher descrita como preta e já falecida.

            Além desse documento, é anexada uma carta de sentença cível formal de partilha do finado, dada em 1844, para o cumprimento das disposições testamentárias já citadas; nela, consta uma notificação de sequestro dos bens do falecido, pelo inventariante não comparecer à ação. Porém, um ano depois, o herdeiro se faz presente e dá início ao processo de inventário. Nele, constam dívidas passivas que não foram quitadas nesses 6 anos.

            As dívidas constantes e reveladas nos traslados são somadas e adicionadas ao processo. A ação é concluída com os recibos dessas pendências e comprovantes de quitação de alguns pedidos incluídos no testamento. Com isso, o juiz julga o processo por sentença e declara o testamenteiro exonerado das contas testamentárias.

            Atuaram no processo:
            avaliador Constancio Jose da Silva Passos;
            avaliador Florencio Jose de Castro Campos;
            avaliador Jacinto Jose da Luz;
            coletor Gaspar Xavier Nunes;
            escrivão Francisco Xavier de Oliveira Camara;
            escrivão João Antonio Lopes Gondim;
            juiz privativo dos feitos da fazenda nacional Severo Amorim do Valle;
            partidor Jose Rodrigues Pinheiro Cavalcante;
            partidor Laurentino Eloy de Medeiros;
            pregoeiro Manoel do Nassimento Gomes;
            procurador fiscal Felippe José dos Passos de Alencastre;
            procurador fiscal Manoel de Freitas Sampaio;
            tabelião interino David do Amaral Silva;
            tabelião Joaquim Francisco de Assis e Passos;
            tabelião Sérgio Lopes Falcão;
            signatário Joaquim de Almeida Coelho.

            Localidades relevantes:
            arcebispado de Braga;
            corte do Rio de Janeiro;
            freguesia de Franca;
            freguesia de São José da Terra Firme (atual município de São José, Santa Catarina);
            freguesia de São Salvador de Travanca;
            rua da Palma (atual rua Álvaro de Carvalho, Florianópolis);
            sítio do Passavinte.

            Compõem o processo:
            contas;
            petições;
            recibos;
            sentença;
            termo de aceite;
            traslado de carta de sentença cível formal de partilha;
            traslado de inventário;
            traslados de testamento.

            Crime de responsabilidade de Gaspar Xavier Neves
            BR SC TJSC TRRJ-53659 · Processo · 1860-1861
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Crime de responsabilidade autuado na cidade de Desterro, comarca da capital da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            João José Andrade Pinto (autor);
            Gaspar Xavier Neves (réu).

            Resumo:
            Neste documento, foi autuado um processo crime de responsabilidade contra o ex-coletor tenente–general Gaspar Xavier Neves.

            Sem capa e incompleto, o documento se inicia nos artigos de suspeição, onde o réu justifica a incompatibilidade do juiz com o julgamento da causa. A saber, Gaspar Xavier Neves busca recusar o juiz de direito João José de Andrade Pinto, declarando-o suspeito.

            Nos artigos em que se descrevem os motivos da suspeição, consta que o juiz foi amigo íntimo do recusante: suas famílias eram próximas, viajavam juntos para Lages, e “mutuamente se correspondiam na mais proverbial inteligência”. Porém, Gaspar era também amigo do juiz municipal e de órfãos Francisco José de Souza Lopes; e tendo Francisco chegado à cidade, João José tornou-se inimigo dele, e tentou (sem sucesso) minar a amizade entre Francisco e Gaspar.

            Depois disso, João José declarou-se inimigo de Gaspar, “protestando que lhe havia de fazer todo o mal que pudesse”. Francisco José convidou Gaspar e João José, por meio de um anúncio em jornal, para se reunirem em sua casa a fim de apaziguar as tensões. Contudo, segundo os artigos de suspeição, João José havia atacado a reputação de Gaspar, falando mal dele para amigos. Por isso, Gaspar não quis comparecer ao evento, pois não queria mais nutrir uma amizade com João José.

            Em razão desses motivos, o recusante procurou afastar o juiz de direito João José de Andrade Pinto do julgamento. Foi pedida a nomeação de um outro juiz em seu lugar.

            Depois dos artigos, constam 13 documentos, dentre eles várias cartas escritas por João José de Andrade Pinto a Gaspar Xavier Neves. Na primeira carta (documento 1), datada de 24 de agosto de 1855, o remetente comenta sobre uma vaca que havia emprestado de Gaspar, além de cobrar-lhe celeridade nos preparativos para uma obra na Casa da Câmara de Laguna; além disso, também demanda pressa na emissão de uma nota de preços de “madeiras”; lastimando que, por conta de não ter a nota, não conseguiu comprar duas embarcações (“vapores”) para o Rio de Janeiro.

            A partir da segunda carta (documento 2), o remetente reclama do meio de condução que recebeu do capitão José Marcelino, a fim de viajar para Lages para atender a uma convocação ao júri, marcado para o dia 15 de dezembro de 1856. João José Andrade Pinto lamenta que recebeu dele apenas “dois rapazinhos e dois animais”, insuficientes para lhe providenciar uma viagem rápida e confortável à Lages; ficaria dependente do ritmo mais lento dos tropeiros. Nesta carta, reclamou do transtorno e solicitou que Gaspar tomasse alguma providência.

            Nos documentos seguintes, o autor continua a efetuar pedidos de assistência e urgência no atendimento de suas solicitações. Em uma das cartas (documento 9), João José de Andrade Pinto menciona estar acompanhado de um homem escravizado, de nome Chico, designado como “crioulo”.

            Após os 13 documentos, constam páginas da edição nº 486 do jornal O Argos, de 22 de agosto de 1859 (páginas 58 a 59), em que há uma coluna com críticas ao juiz João José Andrade Pinto. O texto expõe que João José demonstrava atitude antipatriótica, nomeando o português João Climaco Zuzarte para o cargo de promotor. A coluna expõe Zuzarte como manchado pela infâmia de desertor, como que tendo fugido de um vapor de guerra; além de acusá-lo de ser um “adulador, e de baixa condição”. O texto continua, atacando a reputação de João José Andrade Pinto, dizendo que ele “[...] nunca habitou sua comarca, apresenta-se no júri de chapéu de pele de lontra, repreende quando lhe parece sem se merecer, e não trata os cidadãos como deve um juiz formado”. O texto, de teor altamente crítico e provocativo, pretendeu ainda dirigir um abaixo assinado popular para remover o juiz daquela comarca.

            Noutro texto do mesmo jornal, destacado, encontra-se um relato elogioso ao encontro idealizado por Francisco José de Souza Lopes, com o intuito de amenizar a tensão entre Gaspar Xavier Neves e João José de Andrade Pinto (páginas 61-62). O encontro teve diversos participantes ilustres da cidade: o tenente-coronel Luiz Ferreira do Nascimento e Mello; o cirurgião-mor e delegado de polícia Frederico Affonso de Barros; o capitão Francisco Antonio Caetano; o presidente da câmara Joaquim Lourenço de Souza Medeiros; o vigário Macario Cesar d’Alexandria e Souza; o escrivão David do Amaral e Silva; o escrivão Francisco Xavier d’Oliveira Camara; o juiz de paz Joaquim Xavier Neves Júnior; o advogado Manoel de Freitas Sampaio; o advogado “Nunes”; o tenente Frederico Xavier de Souza; o tenente Manoel Antonio de Mello; o cidadão Joaquim Francisco d’Assis e Passos; e o capitão Constancio José da Silva Pessôa; além dos próprios Francisco José de Souza Lopes e Gaspar Xavier Neves. João José de Andrade Pinto, porém, não estava presente.

            O jornal também contém um anúncio (página 60), onde pretende-se vender um homem escravizado, marinheiro, de 22 anos de idade, na rua da Paz (atual rua Jerônimo Coelho, em Florianópolis).

            Em seguida às páginas do jornal, e terminada a apresentação dos documentos, Gaspar Xavier Neves informa ao juiz da causa, ainda na pessoa de João José Andrade Pinto, que pelo fato de nenhum advogado aceitar representá-lo em seus artigos de suspeição, deseja receber licença para nomear um procurador por conta própria. O advogado Manoel de Freitas Sampaio recusou representá-lo por ser seu inimigo político; e o advogado João Francisco de Souza não explicitou seu motivo de recusa.

            O juiz João José Andrade Pinto escreveu, na sequência, uma longa resposta, onde recusou a suspeição por ter considerado os motivos completamente insuficientes (páginas 71 a 80). Além de as cartas não expressarem ódio ou inimizade, alegou que o recusante, Gaspar Xavier Neves, faltava com verdade quando dizia que era amigo íntimo do juiz.

            Para fundamentar seu argumento, o juiz evidencia uma contradição: em um dos documentos da suspeição, no jornal, foi dito que o juiz jamais habitou a comarca onde atuava. Logo, sua amizade com Gaspar Xavier Neves não seria possível, especialmente um vínculo íntimo. João José Andrade Pinto diz: “E como poderia haver essa amizade íntima com o recusante, e outros nas mesmas circunstâncias dele, e outros que me tenham merecido mais afeição e com quem tenho havido mais contato, se sou para todos inteiramente estranho e diferente em interesses, aspirações, hábitos e prevenções; se não tenho convivência de intimidade com pessoa alguma do lugar, e se todos me conhecem e tratam só como juiz?”.

            Além da contradição, o juiz aponta uma outra inconsistência: nas cartas, o tom é formal. O estilo da escrita não contém cumprimentos de estima ou amizade profundas, restringindo-se a saudações e cortesias sociais. Dessa forma, revela que não havia intimidade entre ambos. Outro fato coincidente é o de que, na data da primeira carta, 24 de agosto de 1855, o juiz João José Andrade Pinto havia chegado há pouco tempo na província de Santa Catarina, sem conhecer ninguém nela. Por isso, não tinha como ser amigo próximo ou de longa data do recusante.

            Por fim, o juiz assegura sua plena imparcialidade, tanto por não nutrir amizade ou inimizade com Gaspar Xavier Neves como, também, por não ter laços sociais ou de parentesco com as testemunhas do processo. Ele afirma que entende de onde pode ter surgido a indisposição de Gaspar, por conta da atitude esquiva do juiz de participar de eventos sociais ou comparecer em ocasiões em que o recusante estivesse presente — a fim de evitar aproximações alheias ao processo, causando parcialidade. Logo, os artigos de Gaspar foram considerados como insuficientes para indicar quaisquer suspeições, portanto de nulo efeito.

            Por fim, o processo termina com um comunicado do juiz municipal Luiz Ferreira do Nascimento e Mello. Nele, ele afirma que, enquanto não for convocado pelos meios competentes para proceder ao tribunal do júri, nada tinha a oficiar no processo (página 84). Ordenou, assim, que os autos retornassem ao cartório.

            Atuaram no processo:
            advogado João Francisco de Souza;
            advogado Manoel de Freitas Sampaio;
            coletor Moyses Lopes Gondim;
            escrivão Marcolino do Nascimento Ramos;
            escrivão interino Leonardo Jorge de Campos;
            juiz de direito João José de Andrade Pinto;
            juiz municipal primeiro suplente tenente-coronel Luiz Ferreira do Nascimento e Mello.

            Localidades relevantes:
            Bom Retiro;
            Colônia dos Bugres;
            Morro Chato;
            Praia de Fora;
            freguesia de Cubatão;
            cidade de Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            cidade de Laguna (atual município em Santa Catarina);
            cidade de São José (atual município em Santa Catarina);
            rio Trombudo;
            comarca da capital.

            Compõem o processo:
            artigos de suspeição;
            cartas;
            jornal O Argos;
            recibos;
            resposta do juiz;
            termo de responsabilidade.

            Crime José Joaquim Soares - translado
            BR SC TJSC TRRJ-24617 · Processo · 1825
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Parte:
            Anna Januária de Proença (autora);
            José Joaquim Soares (réu);
            Hipolito José de Meneses, alferes (vítima).

            Translado. Autora é esposa da vítima assassinada; Réu preso em cadeia na Côrte (Rio de Janeiro); Correição do Crime da Corte e Casa; Desterro; Juízo de Fora da Ilha de Santa Catharina; Topônimo: Passavinte, termo da Villa de Santa Catharina; Freguesia de São José.

            Antonio Lopes da Silva, escrivão;
            Antonio Lourenço;
            Antonio Silveira de Mattos;
            Antonio Pereira Barreto Pedrozo;
            Bernardino José;
            Cypriano de Tal;
            Dom João Sexto;
            Francisco Silveira de Mattos;
            Francisco José Rebello, advogado;
            Francisco das Chagas Silva do Amaral;
            Francisco, crioulo;
            Hipolito José de Meneses;
            Jacolina Nogueira;
            Joaquim Soares Coimbra, coronel, fazendeiro;
            Joaquim Alexandre de Campos;
            José Feliciano;
            João Vieira da Roza;
            José Antonio da Rosa;
            José Silveira;
            José Joaquim de Almeida, escrivão;
            Luis Pedreira do Couto Ferras, Professo na Ordem de Christo; Desembargador da Suplicação; Corregedor, Ministro;
            Manoel Bento da Silva Rodrigues Barreiros;
            Manoel Pereira;
            Miguel Borges de Castro Azevedo e Mello, doutor;
            Rafael Antonio.

            Tribunal de Justiça de Santa Catarina