São José

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            Inventário de Ângelo Sacarello
            BR SC TJSC TRRJ-77316 · Processo · 1847-1848
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na Vila de São Jose, na época sob a comarca do sul, na Província de Santa Catarina.

            Partes:
            Ângelo Sacarello (inventariado);
            Silvina Rosa de Jesus (inventariante).

            Herdeiro:
            João Baptista Sacarello;

            Resumo:
            Silvina Rosa de jesus realiza inventario de seu falecido marido Ângelo Sacarello, natural da Itália. É citado um auto de pobreza, pedindo dispensa de avaliação e partilha. Dentre os bens consta uma casa e terras localizadas na Serraria, outra casa situada em terrenos de marinha, como também animais, mobílias, ferramentas e dívidas.
            É mencionada adjudicação de alguns bens para pagamento de dívidas.

            Atuaram no processo:
            avaliador Bernardo José Pereira;
            avaliador Constâncio José da Silva Pessoa;
            avaliador Florencio Gomes de Castro Campos;
            avaliador Fructuoso Machado de São Tiago;
            escrivão Joaquim Francisco de Assis e Passos;
            juiz municipal suplente João Francisco de Souza;
            partidor Duarte Vieira da Cunha;
            partidor Joaquim Lourenço de Souza Medeiros;
            signatário José Pereira Sarmento.

            Localidades relevantes:
            Vila de São José (atual cidade de São José, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            Avaliação de bens;
            Partilha do bens.

            Inventário de Andreza Maria d'Amorim
            BR SC TJSC TRRJ-75964 · Processo · 1849
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de São José, na época sob a segunda comarca da província de Santa Catarina.

            Partes:
            Andreza Maria d’Amorim (inventariada);
            Antonio Pereira de Carvalho (inventariante e testamenteiro).

            Herdeiros:
            João Pereira de Carvalho (testamenteiro);
            Maximiano Pereira Carvalho (testamenteiro);
            Maria Pereira do Sacramento;
            Emerenciana.

            Resumo:
            Este processo compreende o inventário de Andreza Maria d’Amorim que foi conduzido por seu filho, Antonio Pereira Carvalho.

            A finada deixou um testamento, onde cita que deixou esmola para as seguintes entidades: Santíssimo Sacramento, São José e Senhor Bom Jesus. Além disso, deixou ao seu filho Maximiano um escravizado descrito como "pardo", de nome Thomé; e outro escravizado descrito como "crioulo" e menor de idade, chamado Rafael.

            Foram citados também 7 outras pessoas escravizadas; sendo um africano, de nação Mina, de nome Francisco, enquanto que os outros 6 escravizados foram descritos como "crioulos", de nomes: Felipe, Marcos, André, Vicente, Laurentino e Maria. Maria deu à luz uma criança de nome Euzébio, por sua vez também descrito como "crioulo".

            A finada deixou terras no lugar denominado "Quebra-Cabaços" para suas filhas Maria e Emerenciana. Os bens foram repartidos de forma amigável entre os herdeiros. Entre os bens inventariados está um forno de cobre, mobília, um tacho de cobre, objetos religiosos, animais, mais terras no lugar denominado "Serraria" e ao rio Quebra-Cabaços, casas, um engenho de fazer farinha, e um rancho de canoas.

            Consta no processo uma carta precatória, deprecada ao juiz de órfãos da vila de São Miguel, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina; além de embargos e um auto de segunda partilha que, ao final do processo, foi julgado pelo juiz como inválido e insubsistente.

            Atuaram no processo:
            avaliador Constancio José da Silva Pessoa;
            avaliador Florencio Gomes de Castro Campos;
            curador de órfãos Manoel de Freitas Sampaio;
            escrivão Francisco Xavier d’Oliveira Camara;
            escrivão José Joaquim Valente;
            juiz de órfãos Manoel Joaquim Teixeira;
            juiz municipal e de órfãos João Francisco de Souza;
            oficial de justiça Paulino Jozé de Mello;
            partidor Duarte Vieira da Cunha;
            partidor Joaquim Lourenço de Souza Medeiros;
            signatário Silvestre José dos Passos;
            tabelião e signatário Joaquim Francisco de Assis e Passos;
            testamenteiro Luis Corrêa de Vargas.

            Localidades relevantes:
            Serraria (atual bairro em São José, Santa Catarina);
            Três Riachos (localidade situada na vila de São Miguel);
            rio Quebra-Cabaço;
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina);
            vila de São José (atual município em Santa Catarina);
            primeira comarca da província de Santa Catarina;
            segunda comarca da província de Santa Catarina.

            Compõem o processo:
            avaliação dos bens;
            carta precatória;
            embargos;
            juramento ao curador;
            juramento aos avaliadores;
            juramento aos partidores;
            partilha de bens;
            segunda partilha de bens;
            sentença;
            termo de obrigação;
            título de herdeiros;
            traslado de testamento.

            Variação de nome:
            rio Cubra-Cabaços.

            Inventário de André Vieira de Aguiar
            BR SC TJSC TRRJ-45952 · Processo · 1848-1859
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Autos de inventário realizados na vila de São José, na época sob a comarca do sul da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            André Vieira de Aguiar (inventariado);
            Vicencia Rosa de Jesus (inventariante).

            Herdeiros:
            Bernardo (bisneto);
            Bertholina Rosa da Conceição (neta);
            Eufrazia (bisneta);
            Florinda (bisneta);
            João Vieira d’Aguiar;
            José;
            Luis Vieira d’Aguiar;
            Luis Vieira da Silva (co-herdeiro);
            Manoel Joaquim (neto);
            Maria;
            Maria (bisneta).

            Resumo:
            O inventário de André Vieira de Aguiar foi conduzido por sua esposa, Vicencia Rosa de Jesus. A ação se deu sem a existência de testamento, e foi seguida de uma partilha amigável entre o inventariante e os filhos, netos e bisnetos.

            Entre os bens inventariados, destacam-se um forno de cobre, utensílios de cozinha, objetos religiosos, ferramentas, mobília, um tear, um instrumento musical, um moinho de moer milho, um transporte, uma tarrafa, roças de mandioca e cana, animais, terras no lugar denominado “Morros de Garopaba”, uma casa, um engenho de fazer farinha e uma moenda. Constam dívidas passivas deixadas pelo finado. Além disso, são citadas 7 pessoas escravizadas no total: Matheus, de nação Ganguela; e João, Francisco, Thomé, Justino, Felisbina e uma criança chamada de Felicidade, descritos como crioulos.

            Ao decorrer do processo, a inventariante requer que uma parte das roças não seja incluída no inventário, porque ela serviria de sustento (com açúcar e farinha) à família. Após avaliados, os bens passaram por partilha entre os herdeiros e pelo pagamento das dívidas passivas. O processo foi julgado por sentença, em que o juiz requer notificação a um dos parentes mais próximos para assinar termo de tutoria dos filhos menores.

            Após isso, a inventariante abre petição para declarar sua capacidade de ser a própria tutora dos filhos e respectivos bens. Para tal função ser conquistada, Vicencia presta fiança e assina um termo de renúncia do Benefício Veleano, que impedia a tutela de mulheres viúvas aos seus filhos. Anos após a ação, a tutora é notificada para um auto de contas, em que presta atualizações sobre as vivências e bens dos herdeiros.

            Atuaram no processo:
            avaliador Antonio Claudino de Souza Medeiros;
            avaliador Joaquim de Souza Machado;
            curador dos órfãos José da Silva Ramos;
            escrivão Francisco Xavier d’Oliveira Camara;
            escrivão de paz Manoel Francisco de Souza;
            juiz de órfãos Domingos José da Costa Sobrinho;
            juiz dos órfãos Francisco Honorato Cidade;
            juiz dos órfãos Luis Ferreira do Nascimento Mello;
            juiz de órfãos Frederico Affonso de Barros;
            juiz de órfãos Manoel da Silva Mafra;
            juiz de órfãos suplente João Francisco de Souza;
            oficial de justiça Jozé da Costa Siára;
            partidor Joaquim Lourenço de Souza Medeiros;
            partidor Duarte Vieira da Cunha;
            procurador João José d’Araujo;
            procurador e signatário Manoel de Freitas Sampaio;
            procurador Sabino Antonio Ribeiro;
            signatário Constancio José da Silva Pessoa;
            tutor dos órfãos e signatário Luis Vieira d’Aguiar.

            Localidades relevantes:
            comarca do sul;
            freguesia de São Joaquim de Garopaba (atual município de Garopaba, Santa Catarina);
            freguesia de Nossa Senhora do Rosário da Enseada do Brito (atual bairro da Enseada do Brito, Palhoça);
            Gamboa;
            Macacu;
            Morrinhos;
            vila de São José (atual município de São José, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            auto de tomada de contas;
            conta;
            descrição e avaliação dos bens;
            petições;
            procuração;
            sentença;
            termo de substabelecimento;
            termo de renúncia do Benefício Veleano;
            termos de juramento.

            Variação de nome:
            Morro de Garopava;
            Garopava.

            Inventário de André Spengler e João Gesser
            BR SC TJSC TRRJ-52042 · Processo
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Partes
            André Spengler; João Gesser; Maria Münnich (esposa e inventariante); dois maridos inventariados; freguesia de São Pedro de Alcântara; São José; propriedade rural; curador Manoel da Silva Mafra; advogado João Francisco de Souza; escrivão João Francisco Cidade. Observar diferentes grafias no processo em face da sonoridade dos sobrenomes alemães: Guesser, Guessa, Kessa, Minis e Espingulas.

            Inventário de Americo Custodio da Silva
            BR SC TJSC TRRJ-76619 · Processo · 1853
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado em São José, na época sob a Segunda Comarca.

            Partes do processo:
            Américo Custodio da Silva (inventariado);
            Anna Eufrazia (inventariante).

            Herdeiros:
            Bernardino Custodio da Silva;
            Maria Eufrazia de Jesus;
            Florinda da Rosa do Amaral;
            Eufrazia Carolina da Conceição.

            Resumo:
            O inventário de Americo Custodio da Silva foi realizado por Anna Eufrazia, sua mulher. O falecido não deixou testamento, e o procedeu com uma partilha amigável. Entre os bens inventariados havia uma casa, animais, terras, um tacho de cobre e móveis. Consta um termo de tutor no qual é definido que Luis Vieira de Aguiar seria responsável pelos orfãos menores.

            Localidades Relevantes:
            Freguesia São Joaquim de Garopaba;
            Gamboa.

            Atuaram no processo:
            juiz de órfãos João Francisco de Souza;
            juiz de órfãos Francisco Honorato Cidade;
            juiz dos órfãos tenente coronel Luis Ferreira do Nascimento e Mello;
            escrivão dos órfãos Francisco Xavier de Oliveira Camara;
            advogado e curador dos órfãos Manoel do Nascimento Ramos;
            avaliador Miguel Francisco Pereira;
            avaliador João José d’Araújo;
            partidor Joaquim Lourenço de Souza Medeiros;
            partidor Duarte Vieira Cunha;
            tutor Luis Vieira de Aguiar;
            signatário Torquato Luis Martins;
            pregoeiro Joaquim Affonso Pereira.

            Variação de nome:
            Florinda Rosa do Amor Divino;
            Freguesia São Joaquim de Garopava.

            Compõe o processo:
            Auto de inventário;
            Juramento ao curador;
            Juramento aos avaliadores;
            Avaliação de bens;
            Juramento aos partidores;
            Auto de partilha;
            Termo de tutor;
            Conclusão.

            Inventário de Ambrozio Luis da Silva Duque
            BR SC TJSC TRRJ-75941 · Processo · 1859-1860
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na villa de São José, na época sob a Comarca de São José.

            Partes do processo:
            Ambrozio Luis da Silva Duque (inventariado);
            Maria Januaria de Jesus (inventariante).

            Herdeiros:
            Francisco Luis da Silva;
            João Luis da Silva;
            Maria Luiza da Silva;
            José Luiz da Silva;
            Clara Maria da Silva (menor).

            Resumo: Inventário realizado na vila de São José após o falecimento de Ambrozio Luis da Silva Duque, com a viuva do falecido atuando como sua inventariante. É feita a relação de bens do falecido, entre os quais são citados: mobília, canoa, sítios, rincão de terras. Além disso é também citado um escravizado de nome Manoel, descrito como crioulo (brasileiro).

            Atuaram no processo:
            escrivão dos órfãos Francisco Xavier d'Oliveira Camara;
            curador dos órfãos Manoel Pinto de Lemos;
            signatário e tutor Francisco Luis da Silva;
            avaliador Justino José Pereira;
            avaliador Fernando Luis da Rosa;
            oficial de justiça Domingos Jozé da Silva;
            juiz dos órfãos segundo suplente Frederico Affonço de Barros;
            juiz dos órfãos doutor Francisco José de Souza Lopes;
            juiz corregedor Leonardo Jorge de Campos.

            Localidades relevantes:
            Vila de São José;
            Barreiros;
            Rio Theresa Henrique;
            Ponta de Theresa Henrique.

            Compõem o processo:
            Petição inicial;
            Juramento a inventariante;
            Relação de herdeiros;
            Juramento de tutor;
            Relação de bens;
            Declarações;
            Autos de partilha;
            Tomada de Contas;
            Conclusão.

            BR SC TJSC TRRJ-75939 · Processo · 1848
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Autos de inventário realizados na vila de São José, na época sob a comarca do sul da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Alexandrina Rosa de Souza (falecida);
            Fortunata Rosa de Jesus (falecida);
            José Pereira dos Santos (inventariante).

            Herdeiros de Fortunata Rosa de Jesus:
            Catarina;
            Felisbina;
            José Luiz (co-herdeiro);
            José Ventura;
            Luiza;
            Manoel Luis (co-herdeiro);
            Maria.

            Herdeiros de Alexandrina Rosa de Jesus:
            Francisco José Ventura;
            Ignacio;
            Jacob;
            João;
            Manoel Ventura;
            Thomáz.

            Resumo:
            José Pereira dos Santos abriu o inventário para descrever e fazer partilha dos bens de sua primeira esposa, Fortunata Rosa de Jesus, e da segunda esposa, Alexandrina Rosa de Souza. Como a última havia deixado herdeiros menores, o processo passou pelo juízo de órfãos e contou com a presença de um curador.

            Os bens inventariados foram objetos de prata e cobre, móveis de armazenamento (caixas), mobília, um transporte descrito como carro, animais, terrenos, casas, e um engenho de fazer farinha. Além disso, as falecidas deixaram dívidas ativas e passivas. Constam no processo duas pessoas escravizadas: Manoel, africano descrito como sendo de nação Angola, e Antonia, africana descrita como sendo de nação Cassange.

            Após avaliados, os bens passaram por um processo de partilha aos herdeiros, e meação para o cabeça do casal. Parte do patrimônio foi separada para pagamento das dívidas pendentes. O processo foi julgado por sentença, em que foi requerido que o inventariante assinasse um termo de tutoria para seus filhos menores e para que pagasse as custas.

            Localidades relevantes:
            Biguaçu (atual município de Biguaçu, Santa Catarina);
            colônia de São Pedro de Alcântara (atual município de São Pedro de Alcântara, Santa Catarina);
            rio Imaruí;
            vila de São José (atual município de São José, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            conta;
            correição;
            exórdio de partilha;
            meação;
            monte mor;
            sentença;
            termo de declaração;
            termo de nomeação;
            termo de tutoria;
            termos de juramento.

            Atuaram no processo:
            avaliador Anastacio José da Cunha;
            avaliador e signatário Constancio José da Silva Pessoa;
            curador dos órfãos Manoel de Freitas Sampaio;
            escrivão Francisco Xavier d’Oliveira Camara;
            juiz de órfãos Domingos José da Costa Sobrinho;
            juiz municipal e de órfãos suplente João Francisco de Souza;
            partidor Duarte Vieira da Cunha;
            partidor Joaquim Lourenço de Souza Medeiros.

            Variação de nome:
            Biguasú;
            rio Maruhy.

            Inventário de Alexandre José de Campos
            BR SC TJSC TRRJ-77314 · Processo · 1847
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado em São José em época sob a Comarca do Sul

            Partes:
            Alexandre José de Campos (inventariado);
            Rosa Joaquina de Jesus (inventariante).

            Herdeiros:
            Custodio José de Campos;
            Anna Bernardina de Jesus;
            Camilla Rosa de Jesus;
            Maria Caetana de Campos.

            Descrição:
            O inventário de Alexandre José de Campos foi conduzido por sua mulher, Rosa Joaquina de Jesus. Sem deixar testamento, o processou seguiu com uma partilha amigável. Entre os bens inventariados, destacam-se: forno de cobre, caldeirão de ferro, transporte, ferramentas, mobílias, objetos, tear, canoas, animais, terras, casa, engenho de fazer farinha e dívidas. Consta no processo dois escravizados de nação Congo de nomes Domingos e Joaquim.

            Atuaram no processo:
            juiz municipal João Francisco de Souza;
            escrivão Joaquim Francisco d’Assis e Passos;
            avaliador Constancio José da Silva Pessoa;
            avaliador Florencio Gomes de Castro Campos;
            partidor Joaquim Lourenço de Souza Medeiros;
            partidor Duarte Vieira da Cunha;
            signatário Nicolao Pereira da Silva.

            Localidades relevantes:
            Ponta;
            Irizinha;
            Picadas.

            Compõem o processo:
            Título de herdeiros;
            Avaliação dos bens;
            Termo de Juramento;
            Auto de Partilha;
            Pagamentos.

            Variação de nome:
            Iririhu;