São Miguel

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            Inventário de Sebastião dos Santos Bittencourt
            BR SC TJSC TRRJ-8987 · Processo · 1850-1853
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de São Miguel, à época sob a Primeira Comarca.

            Partes do processo:
            Severino dos Santos Bittencourt (inventariado);
            Alminda Candida (inventariante).

            Herdeiros:
            Manoel dos Santos Bittencourt;
            João dos Santos Bittencourt;
            Alminda Rosa;
            Engracia Rosa (menor);
            Felisberta (menor);
            Marcos (menor);
            Jeronimo (menor);
            Tristão (menor);
            Antonio (menor).

            Resumo: Inventário requerido pela esposa do falecido, Alminda Roza, nele contendo cobre, mobília, utensílios, jóias, imagens religiosas, animais, terras, casas e dívidas. Além disso há o registro de 08 pessoas escravizadas, de nomes: Manoel, descrito como da nação Congo; Manoel; José de Moçambique; Agostinho, designado crioulo; Damazio; Adão, descrito como menor de idade; Rita, do Congo e Maria, crioula (brasileira).

            Atuaram no processo:
            escrivão Amancio José Ferreira;
            escrivão João Francisco Regis;
            escrivão Francisco Xavier d’Oliveira Camara;
            curador Luiz Antonio Gomes;
            avaliador João Marianno dos Prazeres;
            avaliador Ricardo Antonio dos Santos;
            partidor João Antonio Guimarães;
            partidor Antonio Gonçalves Franco;
            juiz Luiz Coelho Machado;
            juiz doutor Sergio Lopes Falcão;
            juiz de órfãos primeiro suplente Alexandre Eloy d'Azevedo Coutinho;
            juiz dos órfãos segundo suplente Joaquim da Silva Ramalho Mellado.

            Localidades relevantes:
            Tijucas;
            Rio das Tijucas Grandes.

            Compõe o processo:
            Petição inicial;
            Relação de herdeiros;
            Juramento ao curador;
            Louvação de avaliadores;
            Juramento aos avaliadores;
            Avaliação dos bens;
            Pagamento de custos;
            Louvação aos partidores;
            Juramento aos partidores;
            Partilha;
            Vistas;
            Juramento aos tutores;
            Autos de tomada de contas.

            Variação de nome:
            herdeiro Alexandre dos Santos Bittencourt;
            herdeira Eugracia Roza.

            Inventário de Sebastiana Rosa de Jesus
            BR SC TJSC TRRJ-17691 · Processo · 1858
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de São Miguel, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Sebastiana Rosa de Jesus (falecida);
            Manoel Narcizo Furtado (inventariante).

            Herdeiros:
            Custodia Sebastiana;
            João Manoel Narcizo;
            Joaquim Manoel Furtado;
            Laurindo Narcizo Furtado;
            Manoel Narcizo Furtado Junior;
            Maria Sebastiana;
            Rosa Sebastiana.

            Resumo:
            Manoel Narcizo Furtado abriu um processo de inventário pelos bens de sua finada esposa, Sebastiana Rosa de Jesus. Como a finada deixou filhos menores de idade, a ação passou pelo juízo de órfãos e um curador foi nomeado para representá-los.

            Entre os bens avaliados constaram um forno de cobre, utensílios de cozinha, mobília, caixas, canoas, um transporte descrito como “carro”, animais, plantações de mandioca e cana, casas, terras, um engenho de farinha e um engenho de fazer açúcar. Nesta ação, foram mencionadas pessoas escravizadas dos nomes Caetana e Pedro (de nove meses de idade), descritos como crioulos.

            Além disso, o inventariante declarou ser devedor de Antonio Lopes Cardoso por conta da compra de Caetana, assim como possuir outras dívidas passivas relacionadas ao patrimônio de sua esposa. Por fim, o credor foi intimado pelo juiz para apresentar o crédito referente à venda de Caetana.

            Os bens foram repartidos em igualdade entre os herdeiros, e parte do patrimônio foi separada para o pagamento das dívidas passivas. A ação foi julgada por sentença, em que o juiz requereu o pagamento das custas de maneira pro rata, assim como notificou o inventariante para prestar juramento para se tornar tutor de seus filhos menores de idade.

            Atuaram no processo:
            avaliador Antonio Ramalho da Silva Xavier;
            avaliador João Justino Regis;
            curador de órfãos Francisco Gonçalves da Luz;
            escrivão de órfãos João Francisco Regis;
            juiz de órfãos primeiro suplente Antonio Gonçalves Franco;
            partidor Antonio Francisco de Medeiros;
            partidor Jacintho Gonçalves da Luz;
            signatário Antonio Francisco de Medeiros;
            signatário Salvador Cavalheiro.

            Localidades relevantes:
            comarca da capital;
            fundos de Tijuquinhas (atual bairro de Tijuquinhas, Biguaçu);
            praia grande;
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            avaliação de bens;
            certidão de crédito;
            contas;
            sentença;
            termo de declaração;
            termos de juramento;
            termos de louvação.

            Inventário de Rosa Alexandrina do Nascimento
            BR SC TJSC TRRJ-10737 · Processo · 1855
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de São Miguel, na época sob a Primeira Comarca.

            Partes do processo:
            Rosa Alexandrina do Nascimento (inventariada);
            João Baptista d’Amorim (inventariante).

            Herdeiros:
            José Baptista d’Amorim;
            Joaquina Roza;
            Maria Roza;
            Jacintho Baptista d’Amorim;
            Joana Roza;
            Carolina Roza;
            Francisca Roza;
            Anna Roza de Jesus (falecida);
            Maria Roza;
            João José Dias (menor);
            Carlota Roza (menor);
            Domingos José Dias (menor);
            Antonio José Dias Filho (menor);
            Roza (menor);
            Maria (menor);
            Josefa (menor);
            José (menor).

            Co-Herdeiros:
            Francisco Ignacio Machado;
            Thomaz Samuel;
            Sabino José Vieira;
            José Francisco da Silveira;
            Antonio José Dias;
            Francisco Ferreira.

            Resumo:
            É feito o inventário da falecida Rosa Alexandrina por parte de seu esposo viúvo, João Baptista d’Amorim, com a falecida não deixando testamento. Entre os bens avaliados constam: novelhos, animal, casas, engenho de farinha e terras, além de uma pessoa escravizada de nome Pedro, descrito como de nação Cabinda.

            Atuaram no processo:
            escrivão interino João Francisco Regis;
            escrivão Amancio José Ferreira;
            curador e escrivão interino Salvador Cavalheiro;
            signatário Joaquim José Dias de Siqueira;
            avaliador João Francisco d’Azevedo;
            avaliador Francisco da Gama Lobo;
            partidor e signatário Luis Antonio Gomes;
            partidor José Luis do Livramento;
            partidor Francisco Gonçalves da Luz;
            oficial de justiça Antonio Silveira de Souza;
            juiz de órfãos primeiro suplente Alexandre Eloy d’Azevedo Coutinho;
            juiz municipal dos órfãos doutor Sergio Lopes Falcão;
            juiz de órfãos terceiro suplente Florindo José Dias;

            Localidades relevantes:
            Ilha do Pito;
            Portugal;
            Caeira.

            Compõe o processo:
            Petição inicial;
            Relação de herdeiros;
            Juramento ao curador;
            Louvação aos avaliadores;
            Juramento aos avaliadores;
            Avaliação dos bens;
            Louvação aos partidores;
            Juramento aos partidores;
            Requerimento;
            Partilha dos bens;
            Pagamento de custos.

            Inventário de Rita Dorothea de Souza
            BR SC TJSC TRRJ-8798 · Processo · 1846
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de São Miguel, Comarca do Norte.

            Partes do processo:
            Rita Dorothea de Souza (inventariada);
            Domingos de Souza Cardoso (inventariante);
            Manoel Coelho Jordao (inventariante).

            Resumo: Inventário requerido pelo marido e cunhado da falecida, nele contendo casas e terras, além de ter o registro de 10 pessoas escravizadas, de nomes como: Manoel, Luiz, Maximo, João, Silvestre, Damasio, Moyses, Augusto, Maria e Eugenia. Sendo eles crioulos (brasileiros) ou sinalizados como de nação (africanos).

            Atuaram no processo:
            escrivão José Manoel de Araújo Roslindo;
            juiz municipal Thome da Rocha Linhares;
            juiz municipal Claudio Pereira Xavier;
            juiz municipal Carvalho.

            Localidades relevantes:
            Biguaçu.

            Compõe o processo:
            Translado de testamento da falecida.

            Inventário de Micaella Ignacia
            BR SC TJSC TRRJ-8984 · Processo · 1824
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Processo de inventário realizado na Comarca da Capital, em época, Desterro.

            Partes do inventário : Micaella Ignacia (Inventariada); Jacinto da Cunha (Inventariante)

            Descrição : O inventário foi realizado pelo genro da falecida, sem deixar testamento, procedendo em uma partilha amigável, deixando herdeiros sendo deles um neto de nome João.

            Entre os bens inventariados há engenho de fazer farinha, objetos de cobre, utensílios, móveis, plantio de cana, animais, casas, terras e quantia em dinheiro.

            Há duas pessoas escravizadas de nomes Manoel de nação Congo e Manoel de nação Benguela.

            Localidades citadas no processo são : Cidade de Desterro; Freguesia de São Miguel; Comarca do Norte; Morro do rio de Biguaçu; Ilha de Santa Catarina.

            Atuam no processo: Juiz Floriano Eloi de Medeiros; Juiz Antônio Pereira Barreto Pedroso; Juiz João Amorim Pereira; Juiz José Fernandes Jorge; Juiz José Joaquim Dias; Curador Felix Antônio de Proença Quintanilha; Curador/Tutor Cypriano Coelho Rodrigues; Escrivão Manoel Antônio de Souza Medeiros; Escrivão Amâncio José Ferreira; Avaliador Vicente Francisco Pereira; Avaliador Maurício José D’Avila; Partidor José Joaquim Bernardes de Moraes; Partidor José Honório de Souza Medeiros; Signatário Ignácio José de Carvalho; Signatário José da Cunha; Signatário Jacintho José Pacheco;

            Variação de nome; Nicoláo Coelho Rodrigues;

            Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
            Inventário de Mariana Roza de Jesus
            BR SC TJSC TRRJ-18269 · Processo · 1843-1856
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de São Miguel, na época sob a comarca do norte, da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Mariana Roza de Jezus (falecida);
            Jozé Manoel de Araujo Roslindo (inventariante).

            Herdeiros:
            Anna;
            Gertrudes;
            José;
            Manoel;
            Maria.

            Resumo:
            José Manoel de Araujo Roslindo abriu um processo de inventário dos bens de sua cunhada, Mariana Roza de Jezus. A falecida deixou testamento anexado à ação, declarando que não possuía herdeiros forçados; os filhos do inventariante foram contemplados no inventário com partilha já estabelecida e, com isso, a ação passou pelo juízo de órfãos. José Manoel exerceu a função de curador para seus filhos, herdeiros instituídos.

            Durante o testamento, Mariana discutiu os detalhes de seu funeral, pedindo para ser sepultada na Igreja Matriz de São Miguel. Nesta ação, é revelado que a finada escravizava Izabel, mulher de nação Cabinda. Os bens inventariados foram casas e terras.

            O processo foi julgado por sentença, e o juiz requereu o pagamento das custas da ação pelo inventariante. Mais tarde, José Manoel precisou realizar o pagamento de uma “taxa de heranças e legados”, feita pela coletoria das rendas provinciais.

            Atuaram no processo:
            avaliador e escrivão José Joaquim da Costa;
            avaliador Manoel do Couto;
            coletor Antonio Carlos de Carvalho;
            coletor da fazenda pública Antonio Ignacio Pereira;
            curador José Manoel de Araujo Roslindo;
            escrivão Amancio José Ferreira;
            escrivão João Antonio Lopes Gondim;
            escrivão José Carlos do Sussamento;
            juiz de órfãos João da Silva Ramalho Pereira;
            juiz do direito Antonio Joaquim Siqueira;
            juiz municipal Joaquim de Almeida Coelho;

            Localidades relevantes:
            cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            comarca do norte;
            rio Tijuca Grande (atual município de Tijucas, Santa Catarina);
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            avaliação dos bens;
            contas;
            correição;
            petições;
            sentença;
            taxa de heranças e legados;
            termos de juramento;
            testamento.

            Variação de nome:
            José Manoel d’Araujo Roslindo.

            Inventário de Maria Souza de Jesus
            BR SC TJSC TRRJ-10597 · Processo · 1842
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de São Miguel, na época sob a Comarca do Norte da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Manoel Machado Santiago (inventariante);
            Maria Souza de Jesus (inventariada).

            Herdeiros:
            Manoel Machado Santiago;
            José Machado Santiago;
            Florentina Rosa;
            Maria Joaquina.

            Resumo:
            Manoel Machado Santiago realiza o inventário de sua falecida avó, Maria Souza de Jesus. Dentre os bens deixados por ela constam terras, um forno de cobre, dívidas e três pessoas escravizadas, de nomes Matheus, de nação quissamã (africano), Thereza, de nação Moçambique (africana) e Eufrásia, descrita como crioula (nascida no Brasil). Os bens foram partilhados entre seus filhos e netos. O processo foi visto em correição em 1853 pelo juiz corregedor Christiano Garção Stockler. A partir da página 47 consta um segundo processo, de "Autos de arrematação", no qual foram partes Manoel Machado Santiago e outros herdeiros da falecida. Neste segundo processo os herdeiros abrem edital para pregoar em praça pública Eufrásia, escravizada já partilhada, com o intuito de obter a quantia na qual ela foi avaliada. Consta a partir da página 59 um terceiro processo, intitulado "Autos de curadoria e sucessão provisória do ausente José Manoel Santiago", no qual novamente os herdeiros da falecida foram partes. Os herdeiros buscam justificar a ausência de José, afirmando que este se ausentou da província sem deixar notícias, sendo possível presumir sua morte.

            Atuaram no processo:
            juiz de orfãos João da Silva Ramalho Pereira;
            juiz de orfãos João da Costa;
            juiz de orfãos Luis Coelho Machado;
            juiz municipal e de orfãos Sérgio Lopes Falcão;
            juiz de orfãos Joaquim da Rocha Linhares;
            juiz de orfãos Alexandre Eloy de Azevedo Coutinho;
            escrivão Amâncio José Ferreira;
            escrivão João Francisco Régis;
            avaliador Vicente Francisco Pereira;
            avaliador Joaquim da Silva Ramalho;
            partidor Jacinto José Pacheco dos Santos;
            partidor Mathias Gomes da Silva;
            procurador Salvador Cavalheiro;
            curador Jacob Pereira dos Santos;
            curador Ignacio d'Assis Passos;
            pregoeiro Mario José da Silva.

            Localidade relevante:
            Vila de São Miguel (atual cidade de Biguaçu, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            descrição de bens;
            autos de partilha;
            autos de arrematação;
            auto de praça;
            autos de curadoria e sucessão provisória;
            termo de obrigação, hipoteca e fiança.

            Variação de nome:
            Nação Guiçamá.

            Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
            Inventário de Maria Silveira
            BR SC TJSC TRPOA-59149 · Processo · 1874
            Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

            Inventário realizado na vila de São Miguel, na época sob a comarca de São Sebastião da Foz do Tijucas.

            Partes do processo:
            Maria Silveira (inventariada);
            Manoel Silveira de Souza (inventariante).

            Herdeiros:
            Andre Francisco Ferreira;
            José Silveira de Souza;
            Honorato Francisco Ferreira;
            Manoel Silveira de Souza;
            Wencesláu Silveira de Avis;
            Anna;
            Custodio;
            Francisca;
            Leopoldina;
            Maria;
            Manoel (menor);
            Maria (menor);
            Matheus (menor).

            Resumo:
            Neste processo, foram inventariados os bens de Maria Silveira, a falecida esposa de Manoel Silveira de Souza, que atuou como inventariante.

            Após listados os herdeiros, os bens foram sumariamente descritos. Em seguida, foram nomeados avaliadores para conferir os valores aos bens do inventário, que passaram por uma segunda descrição mais detalhada.

            Foram listados mais bens: três casas, sendo duas de morada, cobertas de telhas e em mau estado; uma destas era de pau a pique. A outra casa era de um engenho de farinha, coberta de palha, e em péssimo estado; foi descrita como “estando a cair”. Havia também mais dois terrenos. As propriedades estavam situadas na colônia da Armação, na localidade de “Fagundes”, e um dos terrenos tinha fronteira com o travessão geral.

            Além disso, havia mobília, um forno e um tacho (ambos de cobre), e o “monte” do engenho de açúcar (o conjunto de equipamentos usados para a moagem da cana).

            Em seguida, os herdeiros manifestaram estar de acordo com os valores estipulados pelos avaliadores, e procedeu-se à partilha dos bens avaliados. Para a partilha, não foram nomeados partidores; ela foi conduzida pelo juiz, com apoio do escrivão.

            A divisão da partilha foi procedente, mas outro juiz apontou irregularidades: por conta do baixo valor (“insignificância”) da herança, o inventário deveria ter sido feito na forma de auto de pobreza; além disso, não foram nomeados tutores para os menores órfãos resultantes do falecimento da inventariada. Logo, o juiz ordenou que Honorato Francisco Ferreira fosse, “sem perda de tempo”, nomeado como tutor.

            Depois disso, em um informe escrito pelo escrivão, ele avisou ao juiz que o inventariante não pôde pagar o selo do inventário pois não tinha dinheiro; mas comprometeu-se a arranjar a quantia necessária para dois meses mais tarde. Porém, tendo também chegado a data, o inventariante ainda não tinha conseguido angariar o dinheiro necessário. Da mesma forma, Honorato afirmou não ser capacitado de tornar-se tutor de seus irmãos, pelo fato de que também não tinha dinheiro o suficiente para arcar com as despesas do registro hipotecário. O juiz, então, intimou o inventariante para concluir o processo dentro de 48 horas, sob pena de sequestro dos bens; e o tutor foi convocado a prestar o juramento de tutela, dispensando-se o registro hipotecário por conta do valor irrisório das heranças.

            Assim, na sentença, o juiz ordenou que a partilha fosse efetivada, e obrigou os interessados ao pagamento das custas do processo.

            Nas folhas finais do processo, Honorato Francisco Ferreira pediu exoneração de sua função de tutor, pois os menores a serem tutelados, seus irmãos, estavam no poder de seu outro irmão, José Francisco de Souza; e peticionou pela nomeação de outro tutor em seu lugar.

            Atuaram no processo:
            avaliador Francisco Pedro da Rosa;
            avaliador Manoel Antonio Rachadel;
            coletor de rendas Verissimo Bento Ferreira;
            contador Campos;
            escrivão fiscal João Theodoro Corrêa;
            escrivão de órfãos João Rodrigues Pereira;
            juiz Honorio Pereira Coimbra;
            juiz de órfãos major José Luiz Coelho Ramos;
            juiz de órfãos Amancio Concesso de Cantalice;
            juiz de órfãos primeiro suplente tenente-coronel José da Silva Ramalho Pereira;
            signatário Alexandre Jorge de Campos;
            signatário José Francisco Mafra;
            signatário Porfirio José do Amaral.

            Localidades relevantes:
            Armação da Piedade (atual Praia da Armação da Piedade, no município de Governador Celso Ramos, em Santa Catarina);
            Colônia da Armação;
            Fagundes;
            travessão geral;
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina);
            comarca de São Sebastião da Foz do Rio Tijucas (atual comarca de Tijucas).

            Compõem o processo:
            auto da partilha;
            contas;
            descrição de bens;
            descrição e avaliação dos bens;
            imposto de transmissão de propriedade;
            louvação para acrescimento do inventário;
            recibos;
            relação de bens avaliados;
            sentença;
            termo de juramento de avaliadores;
            termo de juramento e declaração de inventariante;
            termo de louvação de avaliadores;
            termo de ratificação e encerramento;
            termos de tutela;
            título de herdeiros.

            Tribunal de Justiça de Santa Catarina
            Inventário de Maria Josefa de Jesus
            BR SC TJSC TRRJ-9987 · Processo · 1866-1868
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventario na realizado na vila de São Miguel, à época sob a Comarca de São Miguel.

            Partes do processo:
            Maria Josefa de Jesus (inventariada);
            Manoel Nasario dos Santos (inventariante).

            Herdeiros:
            Anna Maria;
            João Manoel Nasario;
            José Manoel Nasaro;
            Francisco Manoel Nasario.

            Co-Herdeiro:
            Vicente Correia do Nascimento.

            Resumo: É feito o inventário e partilha amigável dos bens da falecida Maria Josefa de Jesus, com os bens sendo repartidos entre os herdeiros da falecida e seu esposo viúvo. Não foi deixado um testamento, sendo feita a avaliação e partilha dos bens, entre os quais são citados: terras, casa, engenho de farinha, animais, mobília, jóias, ouro, prata, carro, utensílios, além disso também são citados 5 pessoas escravizadas, de nomes Domingos, Joaquina (ambos descritos como crioulos), Jacintho (descrito como de nação Banguella), Felisberta e Joanna (ambas menores de idade). Posteriormente, um dos herdeiros, Francisco Manoel Nasário, entrou com um pedido formal de autos de justificação, dizendo que já tem quase 20 anos e está pronto para receber sua parte da herança. Ele apresentou três testemunhas que confirmam que ele tem capacidade e bom senso para administrar seus bens, além de comprovação de batizado.

            Domingos - Crioulo
            Jacintho - Banguella
            Joaquina - Crioula
            Felisberta - menor
            Joanna - menor

            Atuaram no processo:
            escrivão de órfãos João Rodrigues Pereira;
            escrivão João Luiz do Livramento;
            curador geral dos órfãos José Francisco Mafra;
            avaliador Jacintho Gonçalves da Luz;
            avaliador João Justino Regis;
            partidor Antonio Joaquim de Vargas;
            partidor Francisco Felis Cortes;
            oficial de justiça Antonio Faustino Dias;
            juiz de órfãos interino capitão Eduardo José do Amaral.

            Localidades relevantes:
            vila de São Miguel (atual cidade de Biguaçu, do estado de Santa Catarina);
            ""Inferninho"".

            Compõem o processo:
            Petição inicial;
            Relação de herdeiros;
            Termo de louvação de avaliadores e partidores;
            Avaliação de bens;
            Partilha de bens;
            Autos de justificação para suprimento de idade;
            Testemunhos;
            Contas;
            Conclusão.