São Miguel

Área de elementos

Taxonomia

Código

Nota(s) de âmbito

    Nota(s) de fonte(s)

      Nota(s) de exibição

        Termos equivalentes

        São Miguel

          Termos associados

          São Miguel

            130 Descrição arquivística resultados para São Miguel

            116 resultados diretamente relacionados Excluir termos específicos
            Inventário de Leonarda Francisca
            BR SC TJSC TRRJ-18292 · Processo · 1828
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na Comarca da Capital, à época de Nossa Senhora do Desterro

            Partes: Leonarda Francisca (inventariada); João Ignacio Gomes (inventariante);

            Resumo: Inventário que faz João Ignacio Gomes de sua falecida esposa Leonarda Francisca, moradora da padraria de São Miguel (atual Biguaçu), com quem teve seis filhos. Dentre os bens os bens que a falecida possuía estão citados: casas, terras, engenho de farinha, prata, joias, animais, quantia em dinheiro, dividas e uma canoa. Além destes, há 5 escravizados, que são Miguel (Congo), Salvador (Cabinda), Maria (Conga), Maria (crioula) de idade de seis anos, e Adrianno (pardo). Contém ainda a divisão dos bens entre herdeiros e pagamento de dívidas.

            Localidades:

            • Desterro; Ilha de Santa Catarina;
            • Freguesia de São Miguel da Terra Firme;
            • Rio das Tijucas Grandes;
            • Tijuquinhas;

            Atuaram no processo:

            • Escrivão Domingos Dias de Sousa Medeiros;
            • Escrivão Affonso Ferreira;
            • Avaliador Vicente Francisco Pereira;
            • Avaliador Jose Francisco da Silva Serpa;
            • Partidor Luis de Sousa Medeiros;
            • Partidor Joze de Sousa Freitas;
            • Juiz de Fora Joze Antonio da Luz;
            • Juiz de Fora Manoel Moreira de Souza Meirelles;
            • Juiz de Fora Anacleto Jose Pereira da Silva; Militar; Major;
            Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
            Inventário de Manoel de Souza Machado
            BR SC TJSC TRRJ-9055 · Processo · 1836
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de São Miguel, à época Comarca do Norte, província de Santa Catarina.

            Partes do Processo:
            Manoel de Souza Machado (inventariado);
            Perpétua Rosa de Jesus (inventariante).

            Herdeiros:
            Francisco Pereira Xavier;
            João pereira Xavier (falecido);
            José Francisco Avelino Xavier (menor);
            Maria Francisca (menor).

            Resumo:
            Perpétua Rosa de Jesus fez o inventário dos bens de seu falecido marido, Manoel de Souza Machado, que morava em Tijuquinhas, na vila de São Miguel. Ela dividiu os bens amigavelmente entre os herdeiros. Os bens incluem terras, casas, cortiços, móveis, utensílios de ferro, cobre, prata e dívidas. Contém juramento do tutor Francisco Pereira Xavier ao final do processo, bem como um auto de tomada de contas.

            Atuaram no processo:
            juiz dos orfãos José Fernandes Jorge;
            juiz dos orfãos/signatário José Joaquim Dias;
            juiz Joaquim da Rocha Linhares;
            juiz de orfãos Luis Coelho Machado;
            escrivão Amâncio José Ferreira;
            avaliador Vicente Francisco Pereira;
            avaliador Antônio José de Oliveira;
            partidor Celio Coelho de Simas;
            partidor Jacob Pereira dos Santos;
            curador José Ferreira dos Santos;
            curador Antônio Francisco Reges;
            curador João Antonio de Azevedo;
            signatário Mathias Gomes da Silva.

            Localidades relevantes:
            Tijuquinhas (atual bairro da cidade de Biguaçu, Santa Catarina);
            vila de São Miguel ( atual cidade de Biguaçu).

            Compõem o processo:
            Avaliação e descrição de bens;
            Auto de partilha;
            Juramento de curador;
            Juramento de tutor.

            Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
            Inventário de Manoel Francisco Branco
            BR SC TJSC TRRJ-18107 · Processo · 1852-1853
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de São Miguel, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Manoel Francisco Branco (falecido);
            Antonio Francisco Branco (inventariante e herdeiro);
            João Justino Regis (arrematante; suplicante);
            João (escravizado; arrematado).

            Herdeiros:
            Antonio Francisco Branco;
            Eugenia Rosa;
            Joaquina Rosa;
            Maria Rosa;
            Rosa Francisca (menor de idade).

            Resumo:
            Neste processo, o herdeiro e inventariante Antonio Francisco Branco compareceu em juízo para inventariar os bens de seu falecido pai, Manoel Francisco Branco. O falecido era morador de Tijuquinhas.

            Entre os bens descritos, constavam: um tacho de cobre; caixas; um carro e uma canoa; animais; uma casa coberta de telhas em péssimo estado, um engenho de farinha e terras. As propriedades imóveis eram situadas em Tijuquinhas, algumas fazendo fronteira com o Rio Grande das Tijuquinhas e contendo pântanos alagadiços. A casa e o sítio do engenho estavam situados em um dos terrenos.

            Foram também listados 3 homens escravizados: João, vulgo “João Congo”, africano, designado como “de nação Congo”; Francisco, idoso, africano, descrito como “de nação Carvalho”; e Joaquim, africano, descrito como “de nação Carvalho” e “aleijado de ambas as pernas”.

            Apesar de terminada a descrição e avaliação dos bens, o inventariante não assinou o termo de encerramento por conta de dívidas passivas pendentes. Porém, foi convocado a prestar o termo de encerramento com um prazo de 5 dias, e as dívidas foram declaradas. Antes de proceder à partilha, há uma petição do credor Francisco de Souza Machado, acerca de uma dívida que não foi contemplada pelo inventariante durante a descrição dos débitos. O credor então requereu que esta dívida fosse incluída na partilha.

            Aprovadas pelo curador e julgadas por sentença, as partilhas foram dadas como procedentes pelo juiz, que preservou o direito dos herdeiros de prestar reclamações em caso de discordância. Foi requerido dos interessados o pagamento dos selos e das custas do processo.

            Em seguida, o terceiro suplente do juiz de órfãos, Luis Coelho Machado, exigiu que fosse nomeado um tutor para a herdeira órfã Rosa Francisca. Foram notificados o seu irmão Antonio Francisco Branco (inventariante e herdeiro), e em seguida seu tio Albino José da Silva, mas ambos recusaram-se a assumir essa função. Por conta disso, o juiz pediu por orientações ao presidente da província sobre como proceder diante dessa situação. Foi, então, orientado a guiar-se pelo ofício de 9 de março de 1853, que determinava que recusas sem justificação enquadravam-se como desobediência. O juiz recebeu a mesma orientação do juiz de direito da comarca e chefe de polícia da província (cujo nome não foi mencionado). Logo, o juiz passou mandado para que, dentro de um prazo de 24 horas, Albino José da Silva prestasse juramento de tutela, sob pena de ser processado por desobediência, estando também sujeito à prisão em flagrante.

            Após isso, há um processo de arrematação em anexo, em que é arrematante João Justino Regis. O arrematante comprou a metade do valor do escravizado João, cuja outra metade pertence à herdeira Rosa; e por isso não ter sido mencionado durante os procedimentos do inventário, João Justino Regis requereu que o escravizado fosse arrematado em hasta pública, anunciando-se a licitação por meio de editais, a fim de extrair a sua metade do valor em dinheiro. Há uma escritura pública de compra e venda, que atesta as referidas compra e posse de João Justino Regis.

            O edital foi publicado, e o processo procedeu aos pregões para vender o escravizado João em hasta pública; entretanto, nenhum lançador apresentou lances em nenhuma das nove audiências do pregão. Logo foi requerida pelo juiz a publicação de um segundo edital, convocando um novo leilão. Finalmente, na terceira audiência do segundo pregão, o lançador João da Silva Ramalho Pereira apresentou uma oferta de 520.000 réis (520$000) pela compra de João. Por fim, o pregoeiro recolheu o escravizado da casa de João Justino Regis, a fim de entregá-lo ao novo adquirente.

            Atuaram no processo:
            avaliador Manoel d’Aviz;
            avaliador Vicente Francisco Pereira;
            carcereiro e pregoeiro dos auditórios Hilario Jose da Silva;
            coletor e curador Antonio Carlos de Carvalho;
            escrivão João José Vieira Nunes;
            escrivão interino João Francisco Regis;
            escrivão de órfãos Amancio José Ferreira;
            escrivão de paz Alexandre Gonçalves da Luz;
            juiz Sergio Lopes Falcão;
            juiz de direito da comarca e chefe de polícia da província XXX;
            juiz de órfãos primeiro suplente Joaquim da Rocha Linhares;
            juiz de órfãos terceiro suplente Luis Coelho Machado;
            oficial de justiça João dos Santos Mercês;
            oficial de justiça Paulino José de Mello;
            partidor Antonio Gonçalves Franco;
            partidor Luis Antonio Gomes;
            signatário Laurindo José Telles;
            signatário Policarpo José de Simas.

            Localidades relevantes:
            Rio Grande das Tijuquinhas;
            Tijuquinhas (atual município em Santa Catarina);
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina);
            primeira comarca.

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            auto de praça;
            autos de arrematação;
            contas;
            descrição e avaliação dos bens;
            escritura pública de compra e venda;
            mandados de intimação;
            pregão público;
            recibos;
            termo de apresentação;
            termo de juramento de inventariante;
            termo de juramento dos louvados;
            termo de juramento de partidores;
            termo de louvação de avaliadores;
            termos de juramento de curador;
            título de herdeiros;
            traslado de edital de praça.

            Variações de nome:
            Ilario Jose da Silva;
            João Congo.

            Inventário de Manoel Gonçalves Cassilha
            BR SC TJSC TRRJ-81623 · Processo · 1865
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de São Miguel

            Partes:
            Manoel Gonçalves Cassilha (inventariado);
            Anna Joaquina Sacramento (inventariante).

            Herdeiros:
            José Gonçalves Cassilhas;
            Antonio Gonçalves Cassilhas;
            João Gonçalves Cassilhas;
            Francisco Gonçalves Cassilhas;
            Manoel Gonçalves Cassilhas;
            Candido Gonçalves Cassilhas;
            Felisbina Roza;
            Maria do Sacramento;
            Joaquina Luiza;
            Luiza Christina;
            Anna Joaquina.

            Descrição:
            O inventário de Manoel Gonçalves Cassilha foi conduzido por sua esposa, Anna Joaquina Sacramento, sem testamento, procedendo-se à partilha dos bens de forma amigável. Entre os itens inventariados constam pratarias, mobílias, caldeira de cobre, alambique, engenho de fazer farinha, animais, engenho de fazer açúcar, casa, terras e roça de mandioca. O processo também registra a presença de oito pessoas escravizadas, sendo quatro descritas como pardas, de nomes Luiz, Bento, Laurianna e Maria, e quatro descritas como crioulas, de nomes Miguel, Paulo, Eva e Militana. Consta ainda no processo, à folha 54, um desenho da partilha das residências e das terras entre os herdeiros e a inventariante.

            Atuaram no processo:
            juiz dos órfãos José Maria do Valle Junior;
            juiz de órfãos Eduardo José do Amaral;
            juiz de órfãos Amancio Concesso de Cantaleci;
            juiz dos órfãos José Martins de Assis;
            juiz de órfãos e presidente da câmara Florindo José Dias;
            juiz de órfãos José Francisco Mafra;
            juiz de órfãos Francisco Ignacio Werneck;
            juiz de direito Manoel Vieira Costa;
            escrivão Salvador Cavalheiro;
            escrivão João Francisco Regis;
            escrivão João Rodrigues Ferreira;
            escrivão João Rodrigues Pereira;
            escrivão Antonio Francisco de Medeiros;
            avaliador Rafael Sardá
            avaliador e signatário José Elias da Roza;
            partidor Francisco Gonçalves da Luz;
            partidor Antonio Joaquim de Vargas;
            procurador Pedro Joaquim de Carvalho Junior;
            oficial de justiça Anastacio José Vieira;
            oficial de justiça Antonio Faustino Dias;
            oficial de justiça Antonio Silveira de Souza;
            coletor Antonio Carlos de Carvalho;
            curador geral Manoel de Azevedo Monteiro;
            curador geral dos órfãos João do Prado Faria;
            curador geral dos órfãos Antonio Carlos de Carvalho Junior;
            curador Alexandre Eloy de Azevedo Coutinho;
            signatário Antonio José Ferreira;
            signatário Salvador Cavalheiro;
            signatário Pedro Joaquim de Carvalho;
            signatário Pedro Joaquim de Carvalho Junior;
            signatário Jacintho Gonçalves da Luz;
            signatário Ignacio Machado d’Espindola.

            Localidades relevantes:
            Três Riacho;
            Rio Grande do Sul;
            Biguaçu.

            Compõem o processo:
            Título de herdeiros;
            Termo de descrição dos bens;
            Traslado;
            Jornal O Mercantil;
            Jornal O Despertador;
            Juramento ao curador;
            Termo de louvação de avaliadores e partidores;
            Avaliação dos bens;
            Juramento aos partidores;
            Auto de partilha;
            Auto de reforma de partilha;
            Auto de praça.

            Variação de nome:
            Rio Grande de São Pedro do Sul;
            Biguassú.

            Inventário de Manoel Leite da Silva
            BR SC TJSC TRRJ-81314 · Processo · 1849-1859
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de São Miguel, na época sob a Primeira Comarca, e concluído sob a Comarca de São José.

            Partes do processo:
            Manoel Leite da Silva (inventariante);
            Angelica Joaquina de Jesus (inventariante).

            Herdeiros:
            Angelica Joaquina de Jesus;
            Eugenia Candida de Assis;
            Francisco José da Silva;
            Marcelinia Candida de Assis;
            Alexandrina Rosa do Serafim;
            Anna Candida;
            Maria Jesuina do Espírito Santo (menor);
            Manoel Vicente Leite (menor);
            Angelica (menor);
            Ritta (menor).

            Co-Herdeiros:
            Domingos de Souza Cardozo;
            Francisco José Gomes;
            Anacleto Correia d'Azevedo;
            Manoel Joaquim Pereira;

            Resumo: Inventário requerido pela esposa do falecido, Manoel Leite da Silva, nele contendo ouro, prataria, cobre, joias, artigos religiosos, mobília, casa, terras, roça de mandioca, engenho de mandioca, animais, meios de transporte, carro, canoa e dívidas. Além disso, há o registro de 11 pessoas escravizadas, de nomes: Jacintho, Augusto, Jacob, Faustina, Candida, Henriqueta, Luis, Manoella, Thomáz, João e Maria. A maioria é descrita como crioulos (brasileiros), com Manoella sendo descrita como parda, João como de Nação Cassange, e Maria como de Nação Congo. Ademais, a inventariante também fez uma declaração de que Manoella, pessoa escravizada, havia sido tratada como liberta pela família e estava requerendo sua liberdade prometida pelo marido. O processo de avaliação é feito mais de uma vez por conta de ausência de alguns bens na avaliação original. Herdeiros ausentes são inclusos posteriormente no inventário, ocorrendo também casos de conflito em relação a herança. Visto em correição.

            Atuaram no processo:
            escrivão Amancio José Ferreira;
            escrivão interino João Francisco Regis
            curador Luis Antonio Gomes;
            curador Francisco José da Silva;
            procurador Eleutherio Francisco de Souza;
            signatário Antonio Francisco de Medeiros;
            signatário José Francisco Gomes;
            signatário João Antonio Guimarães;
            louvador Claudio Pereira Xavier;
            louvador Antonio Gonçalves Franco;
            louvador José Francisco de Faria;
            partidor Alexandre Gonçalves da Luz;
            partidor José Manoel de Souza Roslindo;
            juiz de órfãos Joaquim da Rocha Linhares;
            juiz dos órfãos segundo suplente Joaquim da Silva Ramalho Mellado;
            juiz de órfãos terceiro suplente Luiz Coelho Machado;
            juiz de direito doutor Jozé Christiano Garção Stockler.

            Localidades relevantes:
            vila de São Miguel (atualmente cidade de Biguaçu);
            villa de Parati;
            província do Rio de Janeiro;
            província de São Paulo;
            Praia Bento Francisco;
            Rio Biguassú.

            Compõe o processo:
            Petição inicial;
            Avaliação;
            Petições;
            Despesas;
            Recibos;
            Traslado de escritura;
            Auto de partilha;
            Arrecadação de bens;
            Procuração;
            Entrega e recebimento de bens;
            Traslado de pagamento de impostos;
            Traslado de escritura de pedido de liberdade;
            Carta de alforria.

            Inventário de Marcelino de Aviz
            BR SC TJSC TRRJ-17309 · Processo · 1864
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário autuado na comarca de São Miguel, na província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Florentina Roza de Jezus (inventariante);
            Marcelino de Aviz (inventariado).

            Resumo:
            Neste processo, deu-se o inventário de Marcelino de Aviz, inventariado pela sua viúva, Florentina Roza de Jesus. O documento está incompleto, carecendo das páginas iniciais.

            Dentre os bens avaliados e inventariados, constam imóveis como: terras; uma roça de mandioca; três roças cana (sendo duas de cana caiana, e uma de cana pequena); uma casa de pau a pique, coberta de palha; e uma casa de engenho. As propriedades imóveis eram distribuídas pelas localidades de Sítio do Inferninho e Capoeiras.

            Foram também listados um carro velho; animais de cria (um novilho, uma vaca e cinco porcos) e animais de trabalho e transporte (uma junta de bois e um cavalo); itens de montaria (um lombilho e uma sela); vestimentas; mobília; objetos para armazenamento (caixas e barricas); um forno de cobre e dois caldeirões de ferro; cargas de mercadoria (açúcar); e ferramentas de trabalho, além de uma arma de fogo (espingarda); entre outros bens.

            Por fim, havia também um homem escravizado, de nome Adão (descrito como “pardo”). Adão foi avaliado em 600.000 réis (600$000).

            Procedeu-se então ao cálculo da partilha, onde os bens passaram pela definição da meação (direito do cônjuge a 50% dos bens) e divisão entre os herdeiros; e foi também separada a décima (imposto de 10% sobre rendimentos de imóveis), destinada à Fazenda Provincial. A soma de todos os bens do inventário resultaram no montante de 2.082.633 réis (2:082$633).

            Em seguida, a inventariante moveu uma petição, onde manifestou seu interesse em pagar as custas devidas à Fazenda Provincial, a fim de poder adjudicar-se (transferir-se formalmente) todos os bens excedentes à meação.

            Por sentença, por não existirem órfãos provenientes do casal, o juiz deu a partilha e a adjudicação como procedentes, deferindo-as em favor da inventariante.

            Porém, em seguida, o procurador Alexandre Eloy d’Azevedo Coutinho, que representou a inventariante Florentina durante o processo, apresentou uma petição para embargar a sentença do inventário.

            O embargante, Alexandre Coutinho, afirmou que a sentença era fundada em falsa causa, pois que na verdade havia, sim, órfãos do casal. Além disso, apontou irregularidades, à medida que o inventário deveria ter procedido sob o juízo de órfãos ao invés do juízo municipal. Coutinho também disse que, depois de ter começado a autuação do inventário, faleceu Barnabé Ignacio de Aviz, irmão "germano" (legítimo, verdadeiro) do falecido Marcelino de Aviz. Barnabé deixou órfãos; logo, estes deveriam ter sido incluídos no rol de herdeiros e nas partilhas de bens. Dessa forma, Alexandre Coutinho peticionou pela anulação da sentença, bem como sugeriu a autuação de um novo inventário.

            A matéria dos embargos foi julgada como procedente, por conta da incompetência do juízo que autuou o inventário. Assim, o juiz ordenou a nulidade da sentença, e exigiu a devolução dos autos ao cartório do juízo de órfãos; donde seria autuado um novo inventário correspondente.

            Atuaram no processo:
            avaliador Manoel da Rocha Linhares;
            avaliador e escrivão de órfãos João Francisco Regis;
            coletor provincial Antonio Carlos de Carvalho;
            escrivão Antonio Francisco de Medeiros;
            escrivão Salvador Miguel de Souza;
            juiz municipal José Maria do Valle Júnior;
            juiz municipal suplente Joze da Silva Ramalho Pereira;
            juiz municipal 1º suplente Antonio Gonçalves Franco;
            partidor Bento de Mello Barretto;
            procurador Alexandre Eloy d’Azevedo Coutinho.

            Localidades relevantes:
            Capoeiras (atual bairro em São José, Santa Catarina);
            Sítio do Inferninho (situado na vila de São Miguel).

            Compõem o processo:
            cálculo da partilha;
            contas;
            embargos de sentença;
            recibo de taxa de heranças e legados;
            recibos;
            termo de avaliação;
            termo de juramento.

            Variações de nome:
            Marcelino de Avis;
            Marcellino de Avis;
            Marcellino de Aviz;
            partidor Bento de Mello Barreto.

            Inventário de Maria da Conceição
            BR SC TJSC TRRJ-18267 · Processo · 1842
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário ocorrido na vila de São Miguel, Comarca do Norte.

            Partes:
            Maria da Conceição (inventariada);
            Claudio Pereira Xavier (inventariante).

            Resumo:
            O capitão Claudio Pereira Xavier ficou responsável por fazer o inventário de sua cunhada, Maria da Conceição. Dentre os bens que a falecida possuía havia casas, terras, mobília, animais, quantia em dinheiro e dívidas.

            Atuaram no processo:
            juiz João da Costa;
            juiz Joaquim da Rocha Linhares;
            escrivão Amâncio José Ferreira;
            avaliador Antônio da Silva de Sousa;
            avaliador João machado de Espindola.

            Localidades:
            Comarca do Norte;
            Vila de São Miguel (atual cidade de Biguaçu, Santa Catarina);
            Rua da Cachoeira;
            Rua do Morro das Mentiras.

            Compõem o processo:
            Juramente aos avaliadores;
            Avaliação de bens;
            Termo de encerramento.

            Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
            Inventário de Maria Ignacia Linhares
            BR SC TJSC TRRJ-9646 · Processo · 1860-1867
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de São Miguel, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Maria Ignácia Linhares (inventariada);
            Francisco José de Simas (inventariante, testamenteiro e herdeiro).

            Herdeiros:
            Alexandre José de Bitencurt;
            Cypriana Maria de Simas;
            Francisco José Monteiro (neto ausente);
            Fortunata Maria de Jesus;
            Guilherme José Monteiro (neto);
            Henrique Caetano (co-herdeiro);
            Ignacia Maria de Jesus;
            Jacinto José Monteiro;
            Jacintha Maria de Simas (neta);
            Joaquina Rosa de Lima;
            José Jacintho Monteiro (co-herdeiro);
            Justino José Monteiro (neto menor);
            Manoel José de Simas;
            Nicacio José Monteiro (neto);
            Seraphim José Monteiro (neto);
            Thereza Maria de Jesus.

            Resumo:
            Francisco José de Simas abre um processo de inventário após o falecimento de sua mãe, Maria Ignacia Linhares. Como a finada deixou herdeiros menores de idade e ausentes, a ação contou com a nomeação de um curador.

            É realizado um traslado de testamento, contendo as últimas vontades e declarações da falecida, que faz menção ao imperador: “[…] termo da villa de São Miguel por Sua Majestade Imperial Senhor Dom Pedro Segundo a quem Deos Guarde […]”. No documento, a finada distribui quantias em dinheiro e permite que seus netos construam casas em seus terrenos.

            No transcorrer da ação há carta precatória elaborada para citação, então chamada de “Carta precatoria, citatória e rogatória de diligencia”. O documento foi escrito na vila de São Miguel e enviado para a vila de Porto Belo, com o objetivo de citar os herdeiros que residiam fora do local de andamento do processo.

            Os bens inventariados foram quantias de prata, fornos de cobre, utensílios de cozinha, mobília, animais, um oratório com imagens, casas, engenhos de farinha e terras. Constam na ação 9 pessoas escravizadas: Manoel, Pascoal, José, Maria e Helena, designados como crioulos; Pedro e Gonçalo, descritos como “de nação” (advindos de algum porto africano); Maria, não descrita no processo; e Roza, designada como parda.

            Após avaliados, os bens e as pessoas escravizadas passaram por um processo de partilha entre os herdeiros. O juiz julga a ação por sentença, em que requer o pagamento das custas pro rata e notifica José Jacintho Monteiro para assinar termo de obrigação, referente aos bens de seu filho ausente.

            Atuaram no processo:
            avaliador Jacintho Gonçalves da Luz;
            avaliador Manoel Joaquim da Costa Siqueira;
            curador Bento de Mello Barreto;
            curador dos órfãos e ausentes José Antonio Pereira Tinoco;
            juiz de órfãos primeiro suplente Antonio Gonçalves Franco;
            escrivão Antonio Ramos Martins;
            escrivão de órfãos João Francisco Regis;
            escrivão e tabelião Antonio Francisco de Medeiros;
            partidor Isidoro José Pereira;
            partidor José Francisco Mafra;

            Localidades relevantes:
            Canto dos Ganchos;
            freguesia de São João Baptista;
            Morretes;
            província do Rio Grande do Sul;
            vila de Porto Bello (atual município de Porto Belo, Santa Catarina);
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina);
            Zimbros.

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            carta precatória;
            contas;
            correições;
            petição;
            sentença;
            termo de obrigação;
            termos de juramento;
            termos de louvação;
            traslado de testamento.

            Variação de nome:
            Joze Jacinto Monteiro.