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            Arrecadação de bens de Appolinario Antonio de Miranda
            BR SC TJSC TRRJ-25176 · Processo · 1851-1853
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Arrecadação de bens realizada na Capital, na época conhecida como cidade de Desterro

            Partes do processo:
            Appolinario Antonio de Miranda (falecido);
            Anna Maria de Souza;
            Manoel Liocadio d’Oliveira.

            Resumo: Arrecadação de bens feita pela Fazenda Nacional após o falecimento de Appolinario Antonio d'Miranda, sendo feito este processo referente aos herdeiros do falecido estando ausentes e o mesmo não apresentar filhos. Posteriormente após a arrecadação, é feita uma procuração por Anna Maria de Souza, mãe do falecido, para que lhe sejam repassados seus bens. Em meio ao seu inventário consta: mobília, ouro, prata, uma coleção de livros, louça, peças de vestuário e jóias. Há o registro de duas pessoas escravizadas, de nomes: Victoria e Maria. Victoria é afirmada como de nação (africana) em uma parte do processo e em outra como crioula (brasileira); Maria é indicada ser da nação Monjolo.

            Atuaram no processo:
            escrivão de órfãos José Honorio de Souza Medeiros;
            juiz municipal de órfãos doutor Sergio Lopes Falcão;
            curador interino Candido Gonçalves d’Oliveira;
            procurador fiscal Polidoro d’Amaral e Silva;
            louvador Antonio Francisco de Faria;
            louvador Anastacio Silveira de Souza;
            avaliador Feliz Maria Noronha;
            avaliador João d'Souza Freitas;
            delegado fiscal Francisco José Pinheiro;
            procurador Jozé Maria da Lúz;
            procurador Luiz Carmelianno de Miranda;
            escrivão dos órfãos Simão José Henriques Deslandes;
            curador Tilastrio Nunes Pires;
            juiz de órfãos e ausentes José Francisco Barroso.

            Localidades relevantes:
            Antoninha;
            Província de São Paulo;
            Cidade de Nossa Senhora do Rozário de Paranaguá;
            Quinta Comarca.

            Compõe o processo:
            Petição inicial;
            Avaliação dos bens;
            Arrecadação;
            Pregão;
            Procuração;
            Justificação;
            Recolhimento dos bens;
            Partilha;
            Recibos.

            Carta Precatória de Innoccencia Cavalheiro do Amaral
            BR SC TJSC TRRJ-20370 · Processo · 1851
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Carta Precatória referente a Inventário realizado na Vila de Lages.

            Partes: Innoccencia Cavalheiro do Amaral (suplicante); Genoveva do Amaral Cavalheiro, Manoel Cavalheiro Leitão, Rita Lourença do Amaral, Manoel Francisco, Antonio, Antonio Munis de Moura e sua mulher Anna (suplicados).

            Resumo: Translado de Carta Precatória citatória feito do Juízo de Orfãos da Cidade Sorocaba para o Juízo de Orfãos da Vila de Lages, em razão de inventário de Matildes do Amaral Fontoura, mãe da suplicante que havia falecido recentemente. Havia bens citados como mobília, terras e menção a uma fortuna. Contém testamento.

            Localidades mencionadas:

            • Sorocaba;
            • Vila de Lages
            • São Paulo;
            • Vila de Itapetininga;
            • Vila de Capivari;
            • Morro Agudo;
            • Rio Grande do Sul;

            Atuaram no processo:

            • Escrivão Elias Manoel Freire; Escrivão Generoso Pereira dos Anjos Junior;
            • Procurador Serafim Antonio dos Santos;
            • Coletor de Rendas Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
            • Juiz Vicente Eufrásio da Silva Abreu; Juiz Guilherme Ricken;
            • Juiz Corregedor Joaquim José Henriques; Juiz Corregedor José Nicolau Pereira dos Santos.

            Variação de nome: Itaputininga.

            Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
            Carta precatória de Rosa Teixeira de Viterbo
            BR SC TJSC TRRJ-10603882 · Processo · 1831-1861
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Traslado de carta precatória realizado na vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lages, na época sob a Comarca da Ilha de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Jose Ferreira de Oliveira Boenno (falecido);
            José Ferreira (herdeiro e deprecado);
            Rosa Teixeira de Viterbo (inventariante, deprecante e herdeira).

            Resumo:
            Neste processo, é deprecante o juízo de órfãos da vila de Curitiba, que enviou uma carta precatória ao deprecado, o juízo de órfãos da vila de Lages, em favor da inventariante, Rosa Teixeira de Viterbo, a fim de citar o herdeiro José Ferreira.

            A inventariante alegou que o falecido, Jose Ferreira de Oliveira Boenno, deixou bens como campos e animais na vila de Lages; e para prosseguir com o inventário, era necessário que o herdeiro preparasse uma relação destes bens existentes, e a enviasse ao juízo da vila de Curitiba. O processo concluiu-se com a realização da avaliação dos bens e retorno à inventariante. Com o processo visto em correição, no ano de 1860, foi pedido pelo juiz corregedor que fossem pagos os selos do processo.

            Atuaram no processo:
            avaliador Anacleto Jose Gonçalves;
            avaliador Camillo Justiniano Ruas;
            coletor Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
            escrivão Manoel Antonio ferreira;
            escrivão de órfãos Generoso Pereira dos Anjos
            escrivão de órfãos Manoel Antonio Teixeira;
            juiz corregedor Joaquim Joze Henriques;
            juiz ordinário e de órfãos sargento-mor Ignacio Lustosa de Andrade;
            juiz de órfãos alferes João Tomas e Silva.

            Localidades relevantes:
            Campo do Tributo;
            Campo da Varginha;
            vila de Curitiba (atual município de Curitiba, Paraná);
            vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais (atualmente parte do município de Curitiba, Paraná);
            vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
            província de São Paulo (atual estado de São Paulo);
            comarca da Ilha de Santa Catarina.

            Compõem o processo:
            carta precatória de diligência;
            correição;
            cumpra-se;
            termo de avaliação;
            termo de juramento aos avaliadores;
            termo de juramento aos louvadores;

            Variação de nome:
            Campo do Estributo.

            Inventário de Maria Joaquina de Athaide
            BR SC TJSC TRRJ-19972 · Processo · 1849
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado em Lages, na época sob a Comarca do Norte

            Partes do processo:
            Maria Joaquina de Athaide (inventariada);
            Antônio Correia França (inventariante).

            Herdeiros:
            Marianna;
            Felicidade;
            Generosa;
            Maria;
            Joaquina;
            Francisco;
            Lucianno.

            Resumo: O inventário foi realizado por Antônio Correia França, viúvo do falecida, sem deixar testamento, procedendo em uma partilha amigável e deixando herdeiros. Entre os bens inventariados estão animais, prataria, móveis, rincão de terras, parte de terras na Vila de Castro e dívidas. Consta no processo um conflito entre dois inventariantes. Além disso, foram descritas no processo duas pessoas escravizadas, de nomes Manoel e Luis.

            Localidades relevantes:
            Vila de Castro;
            província de São Paulo.

            Atuaram no processo:
            escrivão Mathias Gomes da Silva;
            escrivão Antônio Vicente dos Santos Cordeiro;
            escrivão Manoel Antônio de Azevedo;
            juiz de órfãos Guilherme Ricken;
            avaliador capitão José Manoel leite;
            avaliador Mariano Cardoso Monteiro;
            signatário Lourenço Dias Baptista;
            coletor Antônio Saturnino de Souza e Oliveira.
            coletor tenente Luiz Gonzaga de Almeida;
            curador geral Claudianno de Oliveira Rosa;
            partidor Francisco Gomes da Silva Coelho;
            partidor Jorge Trueter;

            Compõem o processo:
            Auto de inventário;
            Sequestro de bens.

            Variação de nome:
            Maria Joaquina D’Athaides;
            Antônio Corrêa França.

            Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
            Inventário de Anacleta Maria da Conceição
            BR SC TJSC TRRJ-29372 · Processo · 1833
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Anacleta Maria da Conceição (falecida);
            Claro Rodrigues de Athaide (inventariante).

            Herdeiro:
            Manoel Bento;
            Manoel Joaquim.

            Resumo:
            Neste processo, Manoel Joaquim e Joaquim Rodrigues compareceram em cartório para denunciar que a falecida mãe de Manoel, dona Anacleta Maria da Conceição, havia falecido há mais de 30 dias, mas o seu inventário não foi feito. Assim, Claro Rodrigues de Ataide foi intimado para prestar o inventário da falecida. A inventariada foi descrita como uma “agregada” do inventariante.

            No título de herdeiros, é informado que Anacleta era casada, porém não era sabido o paradeiro de seu marido. As únicas informações conhecidas eram a de que ele residia em algum lugar na província de São Paulo, e tinha o nome de Manoel Bento.

            Dentre os bens descritos, constam mobília, utensílios domésticos, talheres, prataria, ouro, vestimentas, tecidos, itens religiosos, animais de criação e montaria, e dívidas. Em seguida, os bens foram partilhados entre os herdeiros, e as dívidas foram pagas após o inventário.

            Na sentença, o juiz deu por legítimo o processo, responsabilizando o inventariante pelas custas da autuação do inventário.

            Após o inventário, está anexa uma justificação cível, movida pelo filho e herdeiro Manoel José Bento. O justificante declarou estar perto de completar 21 anos e afirmou ser filho legítimo da falecida Anacleta Maria da Conceição e seu marido ausente, Manoel Bento. Por isso, ele pediu sua parte na herança.

            Na sentença da justificação, o juiz aprovou o conteúdo da justificação de Manoel José Bento, e deu o justificante por emancipado. Suas demandas foram concedidas e ele ficou obrigado a arcar com as custas desta autuação.

            Atuaram no processo:
            avaliador Joaquim do Carmo Ribeiro;
            avaliador Maximiano Antonio Pereira de Souza;
            escrivão de órfãos Generoso Pereira dos Anjos;
            escrivão Manoel Gomes de Souza;
            partidor Anacleto José Gonçalves;
            partidor Manoel Ignacio da Silveira;
            juiz de órfãos Bento Ribeiro de Cordova;
            juiz de órfãos alferes João Thomas e Silva;

            Localidades relevantes:
            vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
            província de São Paulo (atual estado de São Paulo);
            comarca do norte.

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            autos de justificação cível;
            auto de partilhas;
            contas;
            conta do enterro;
            descrição de bens;
            recibos;
            sentenças;
            termo de denúncia;
            termo de juramento ao inventariante;
            termo de juramento aos louvados;
            termo de juramento aos partidores;
            testemunhos;
            título de herdeiros.

            Variações de nome:
            Anacleta Cabral;
            Claro Rodrigues de Atahide;
            Claro Rodrigues de Ataide.

            Inventário de Balthazar Joaquim de Oliveira
            BR SC TJSC TRRJ-30898 · Processo · 1852
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado em Lages, na época sob a Segunda Comarca.

            Partes do processo:
            Balthazar Joaquim de Oliveira (inventariado);
            José Jacintho de Oliveira (inventariante/herdeiro).

            Herdeiros:
            Joaquim Balthazar de Oliveira;
            Antônio Cândido de Oliveira;
            Joaquim Rodrigues de Oliveira;
            Anna Jozefa do Amaral;
            Francisco Chagas de Oliveira;
            Generozo José de Oliveira;
            Florisbella.

            Resumo:
            O inventário de Balthazar Joaquim de Oliveira foi realizado por José Jacintho de Oliveira, seu filho, que o fez sem deixar testamento e procedeu com uma partilha amigável. Entre os bens inventariados, estavam uma casa, animais, terras, um moinho de mão e dívidas. Dentre os credores do inventariado, encontrava-se um escravizado de nome Antônio. Ao final do processo de inventário, foi lavrado um auto de tomada de contas ao tutor, que era o próprio inventariante, e, por meio desse auto, ele prestou fiança aos bens de sua tutelada, de nome Florisbella. Também consta um auto de arrendamento de duas parcelas de terra nas Costas do Caveiras. Os herdeiros se apresentaram ausentes e, estando em outra província, foi dado andamento ao inventário sem a revelia deles, dando procedência aos pregões e autos de praça.

            Localidades Relevantes:
            Segunda Comarca;
            Rio Grande de São Pedro do Sul (atual Rio Grande do Sul);
            Distrito de Alegrette;
            Vila da Cruz Alta;
            Província de São Paulo;
            Costa do Caveiras;
            Rio Pardo.

            Atuaram no processo:
            Escrivão de Órfãos Generozo Pereira dos Anjos Júnior;
            Escrivão de correição e Partidor Capitão Generozo Pereira dos Anjos;
            Juiz de municipal de Órfão Guilherme Ricken;
            Juiz de Órfãos segundo suplente Lourenço Dias Baptista;
            Juiz de direito em correição Joaquim José Henriques;
            Curador de Órfãos Matheus José de Souza;
            Signatário Anacleto Dias Baptista;
            Avaliador José Pereira de Jesus;
            Avaliador Manoel de Souza Machado Ferreira;
            Pregoeiro público Domingos Leite;
            Partidor Antônio Ricken de Amorim.

            Variação de nome:
            Província do Sul;
            José Jacinto de Oliveira;
            Francisco Xagas de Oliveira.

            Compõe o processo:
            Auto de inventário;
            Termo de juramento aos herdeiros;
            Partilha de bens;
            Termo de tutela;
            Autos de tomada de contas ao tutor;
            Autos de arrendamento de terras.

            Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
            Inventário de Bento Ribeiro de Cordova
            BR SC TJSC TRRJ-29031 · Processo · 1840 - 1864
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Bento Ribeiro de Cordova (inventariado);
            Henriques Ribeiro de Cordova (inventariante, testamenteiro e herdeiro).

            Herdeiros:
            Alexandrina;
            Anna (menor);
            Antonio da Roza Madruga (co-herdeiro);
            Candida dos Prazeres de Cordova;
            João Baptista de Sousa (co-herdeiro);
            Joaquim da Roza Madruga (co-herdeiro);
            Joaquina (descrita como bastarda);
            Jose Ribeiro de Cordova;
            Maria de Cordova;
            Vidal Ribeiro de Cordova.

            Resumo:
            O inventário de Bento Ribeiro de Cordova foi conduzido por seu filho e testamenteiro, Henriques Ribeiro de Cordova. No início do processo, é mencionado que a ação havia sido interrompida pela incidência de rebeldes que tomaram a vila de Lages, ocasionando a destruição dos autos originais. Considerando a data e local, é possível afirmar que os rebeldes mencionados são aqueles envolvidos na Guerra dos Farrapos.

            Na titulação de herdeiros, menciona-se a existência de uma herdeira bastarda, Joaquina, que o falecido teve “no estado de solteiro”. Responde-se que, para ser considerada herdeira legítima, ela precisaria realizar habilitação e provar que não seria uma “filha adulterina”. O finado deixou um testamento, em que cita o fato dos herdeiros e genro deverem uma quantia em dinheiro; além disso, é revelado que o falecido deixaria liberto Vitto, homem escravizado, com a condição de "servir" a sua filha Anna.

            Entre os bens inventariados, destacavam-se casas, uma fazenda no lugar denominado “Tres Morrinhos”, uma fazenda de criar no lugar denominado “Pelotinhas”, objetos de prata, mobília, peças de vestuário, um serigote, uma âncora, ferramentas, utensílios domésticos, um forno de cobre, animais e terras. Além do homem escravizado citado no testamento, constam no processo 6 pessoas escravizadas: Isabel, Adão, Matheus, Alexandrina, Claudianno e Sipriano — que, ao decorrer do processo, conquistou sua carta de liberdade.

            Há uma interrupção no processo de partilha, com um pedido para credores e devedores se apresentarem para reconhecer suas dívidas. Também pede-se que se faça a avaliação de pessoas escravizadas que não foram incluídas na primeira avaliação. Durante a ação, há um protesto entre co-herdeiros para que reconhecessem a herdeira “bastarda” Joaquina; pede-se que se siga a partilha, desconsiderando a “herdeira ausente”, por não ter feito a habilitação dentro do prazo estipulado.

            A meação é dividida em três partes, sendo as primeiras duas terças repassadas neste momento inicial, e em 1843 o inventariante requer a continuidade da partilha para o repasse da última terça. Ao final, é feita uma partilha amigável das terras da fazendo de Três Morrinhos entre “Vidal Ribeiro de Córdova e outros”, os herdeiros e co-herdeiros de Bento Ribeiro de Córdova, como suplicantes, e os demais ocupantes da fazenda como suplicados. O processo é julgado por sentença, em que o juiz requer a anexação dessa partilha amigável nos autos de inventário e demanda aos interessados o pagamento das custas.

            Atuaram no processo:
            avaliador Felipe Borges do Amaral e Castro;
            avaliador capitão Miguel Rodrigues de Araújo;
            coletor Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
            curador Adelitão Maximiano Antonio Pereira de Souza;
            curador geral e coletor sargento-mor Joaquim Fernandes da Fonceca;
            escrivão do juizo de paz Manoel Jose Pereira Cordeiro;
            escrivão Generoso Pereira dos Anjos;
            escrivão José Luis Pereira;
            juiz de órfãos João Thomas Silva;
            juiz de órfãos Jose Jacinto de Oliveira;
            juiz de órfãos suplente Henrique Ribeiro de Cordova;
            juiz municipal e de órfãos Antonio Caetano Machado;
            juiz municipal Ignacio Bernardes dos Santos;
            partidor José Joaquim da Cunha Passos;
            partidor Luis Gonzaga de Almeida;
            tabelião João Rodrigues de Andrade;
            tabelião Mathias Gomes da Silva.

            Localidades relevantes:
            Boa Vista;
            Capão da Tapera;
            Capão Grande;
            freguesia de Cotia (atual município de Cotia, São Paulo);
            Morrinhos;
            Morro Agudo;
            Pelotinhas;
            província de São Paulo (atuais estados de São Paulo e Paraná);
            rincão do Teobaldo;
            Três Morrinhos;
            vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
            vila de Santos (atual município de Santos, São Paulo).

            Compõem o processo:
            autos de partilha;
            avaliação de bens;
            correição;
            petições;
            sentença;
            termo de obrigação;
            termo de protesto;
            termo de tutoria;
            termos de juramento;
            traslado de testamento.

            Variação de nome:
            Candida Maria dos Prazeres;
            Cipriano;
            Isabel;
            juiz José Jacinto de Oliveira;
            Jose Lins de Cordova;
            Nito;
            vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lages.

            Inventário de Duarte Muniz Fogaça
            BR SC TJSC TRRJ-19967 · Processo · 1849-1867
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Autos de inventário e partilha realizados na vila de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Duarte Muniz Fogaça (falecido)
            Francisco Muniz de Moura (testamenteiro e inventariante)
            Rita Maria Amaral (inventariante e herdeira)

            Herdeiros:
            Antonio Felippe Pessoa (co-herdeiro);
            Anna do Amaral;
            Altanario Sutil de Oliveira (co-herdeiro);
            Gertrudes (menor de idade);
            Jose Pereira Machado (co-herdeiro);
            Maria do Rozario;
            Maria d’Amaral.

            Resumo:
            Neste processo, foi notificada Rita Maria Amaral, esposa do falecido Duarte Muniz Fogaça, para que no período de 48 horas comparecesse ao juízo da vila de Lages, a fim de assinar termo de inventário. No entanto, Rita, por ser uma pessoa com deficiência, não pôde assinar como inventariante. Durante o processo Rita é chamada de “paralítica”, “aleijada”, e descrita como “sem poder falar”. Em seguida, o irmão do falecido, Francisco Muniz de Moura, além de testamenteiro do casal, foi nomeado como inventariante.

            Ao decorrer do processo, o curador Manoel Cavalheiro Leitão foi impedido de prosseguir como atuante no inventário de Duarte, por ser cunhado do inventariado e irmão de Rita, esposa do falecido.

            No testamento, são citadas 8 pessoas escravizadas, inclusas como bens. 5 eram mulheres: Joanna, designada como de nação Benguela; Joaquina, Roza, Antonia e Anna, designadas como crioulas. 3 eram homens: Francisco, designado como de nação Moçambique; Francisco, designado como de nação Cabinda, e Bento, designado como crioulo. No entanto, dentre eles, Francisco (de nação Moçambique) foi dado como forro (alforriado).

            Os bens presentes no inventário do falecido foram casas, animais, roupas, utensílios, prataria, armas brancas, armas de fogo, ferramentas e meios de transporte, descritos como “carros”. Havia também dívidas ativas e passivas.

            Durante o processo, foram pagas aos credores as quantias em dinheiro requeridas. Na partilha, foi efetuado pagamento a um órfão de nome João e ao forro Francisco (de nação Moçambique). Além disso, foi efetuada a partilha dos bens entre os herdeiros.

            Ademais, é nomeado como tutor da herdeira Gertrudes o curador e tio da dita órfã, Manoel Cavalheiro Leitão, que posteriormente também tornou-se o responsável pelos bens de sua irmã, mãe de Gertrudes, Rita Maria do Amaral.

            Na sequência, o curador Manoel Leitão foi substituído por outro; e, em requerimento, pediu que o atual curador enviasse, através do escrivão, uma certidão em que constasse o que teria restado de saldo na conta corrente de Maria Rita do Amaral.

            Em uma petição feita por Francisco Franco Fogaça, alforriado da família do falecido Duarte, o peticionário pediu que sua esposa Joanna (de nação Benguela) recebesse sua carta de alforria, por conta de sua idade avançada e por ter prestado serviços em sua vida inteira ao dito casal. Foi expedido pelo suplicante um pedido ao curador, para que aceitasse o valor estipulado por Francisco, a fim de que sua esposa fosse liberta, bem como seus filhos e mais outros escravizados que ainda estão em posse da família do falecido.

            Porém, o curador, em sua carta, respondeu que não havia como entregar carta de alforria pelo valor estipulado pelo suplicante, e que também a liberdade de Joanna e seus filhos deveria constar no inventário do falecido. Por não constar, a alternativa que sobrou foi a de pagar a mais do valor que foi oferecido para que assim sejam libertos.

            Assim, foi pago pelo suplicante o valor referido e, de acordo com a resposta do curador, seria expedido no dia em que a carta de alforria de sua esposa Joanna fosse enviada.

            Atuaram no processo:
            avaliador Ricardo Alves da Silva;
            avaliador Francisco Gomes da Silva Coelho;
            curador e tutor Manoel Cavalheiro Leitão;
            curador geral Ignacio Nunes;
            curador major Amancio José Ferreira;
            curador José Machado;
            curador João Antunes Sobrinho;
            escrivão geral e de órfãos Mathias Gomes da Silva;
            escrivão Generoso Pereira dos Anjos;
            juiz de órfãos terceiro substituto capitão José Marcelino Alves de Sá;
            juiz de órfãos Guilherme Ricken;
            oficial de justiça Joze Antonio de Oliveira;
            procurador major Antonio Saturnino de Oliveira;
            partidor Jorge Trueter;
            partidor Francisco Gomes da Silva Coelho;
            procurador Vicente Eufrasio da Silva Abreu;
            signatário Antonio Vicente dos Santos;
            signatário João Luis de Andrade.

            Localidades relevantes:
            Sorocaba;
            vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
            província de São Paulo (atual estado de São Paulo);
            segunda comarca.

            Compõem o processo:
            auto de tomada de contas;
            conta;
            juramento ao tutor;
            partilha;
            quitação;
            recibos;
            recibos de compra de escravizados;
            termo de juramento de inventariantes nomeados;
            testamento;
            termo de juramento aos louvadores;
            termo de juramento aos procuradores;
            termo de juramento aos partidores;
            termos de juramento aos curadores.

            Variações de nome:
            Rita Cavalheira do Amaral;
            Rita do Amaral Cavalheiros.

            BR SC TJSC TRRJ-24819 · Processo · 1850 - 1852
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de Desterro, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Francisco Caetano Soares (falecido);
            Custodea Francisca Soares (falecida);
            Francisco Caetano Soares (inventariante e herdeiro).

            Herdeiros:
            Antonio de Camara Soares;
            Felizarda Amalia Soares (ausente);
            Laurentino Caetano Soares;
            João Caetano Soares (ausente);
            João Pereira Cordio (co-herdeiro);
            Jose Custodio Soares;
            Samuel Esteves Soares (ausente).

            Resumo:
            Francisco Caetano Soares abre um processo de inventário após o falecimento de seus pais, Francisco Caetano Soares e Custodea Francisca Soares. Como o casal deixou filhos menores de idade, a ação contou com a nomeação de um curador.

            No início da ação, os filhos que não residiam em Desterro foram notificados para estarem presentes no inventário; dentre os locais de residência dos ausentes, é citado um local incerto em "uma província do norte". Os bens inventariados foram mobílias, caixas, uma moenda de cana, utensílios de cozinha, um ferro de engomar roupa, casas, terrenos e um engenho de fazer farinha. São citadas dívidas ativas e passivas deixadas pelos falecidos. Constam na ação duas pessoas escravizadas: Joanna, de nação Benguela, e Maria, de nação Angola.

            Após avaliados, os bens passaram por um processo de partilha, em que parte do patrimônio foi separada para pagamento das dívidas. Mais tarde, o herdeiro Antonio de Camara Soares abre uma petição requerendo revisão do pagamento de sua legítima parte, por desarranjos criados sobre um terreno que dividiu com João Caetano Soares e as suas divisas. Com isso, uma vistoria e uma demarcação das terras em questão foram realizadas, seguidas de um auto de emenda da partilha anterior.

            O juiz julga a ação por sentença, requerendo que os acréscimos da petição e demarcação fossem pagos pelas partes interessadas, além de pedir ao herdeiro João Caetano Soares que assinasse termo de tutoria para os bens dos filhos menores e ausentes.

            Atuaram no processo:
            avaliador Antonio José Feliciano;
            avaliador Benigno Bento;
            avaliador Francisco Pereira;
            avaliador Umbelino José Serpa;
            curador Candido Gonçalves d’Oliveira;
            demarcador Carlos Schlappal;
            escrivão José Honorio de Souza Medeiros;
            juiz municipal e de órfãos suplente e comendador Agostinho Leitão d’Almeida;
            juiz municipal e de órfãos Sergio Lopes Falcão;
            partidor João Narcizo da Silveira;
            partidor Joaquim José Varella;
            signatário Augusto da Silva Machado;
            signatário João Alberto Pinto;
            signatário Pedro Antonio de Paixão.

            Localidades relevantes:
            Caputera;
            cidade de Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            Estreito (atual bairro Estreito, de Florianópolis);
            Itacoroby (atual bairro Itacorubi, de Florianópolis);
            primeira comarca;
            província de São Paulo (atuais estados de São Paulo e Paraná);
            província do sul (atual estado do Rio Grande do Sul);
            rua da Praia de Fora.

            Compõem o processo:
            auto de emenda da partilha;
            auto de exame e vistoria;
            auto de partilha;
            contas;
            correição;
            petição;
            sentenças;
            termo de tutoria;
            termos de juramento;
            termos de louvação.

            Inventário de José da Silva Furtado
            BR SC TJSC TRRJ-29027 · Processo · 1841
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na Vila de Lages

            Partes do processo:
            José da Silva Furtado (Inventariado);
            Joaquina Maria do Espirito Santo (inventariante).

            Herdeiros:
            Antonio;
            Catolico;
            Felisbina Maria da S.;
            João Florencio da Silva Camara;
            José Antunes Rebello;
            Lucianno Ferreira Porto;
            Manoel;
            Maria Antonia;
            Theodorio da Silva Furtado;

            Resumo:
            O inventário de José da Silva Furtado foi realizado por sua esposa, Joaquina Maria do Espírito Santo, sem testamento e com a realização de uma partilha amigável. Exemplo de alguns bens arrolados: grande volume de gado (equinos, bovinos e ovinos), vários escravos, utensílios de prata, um “ferro de engomar”, “campos e matos da cadeia e enxovia” e casas. Pelos bens o inventariante parece ter sido grande fazendeiro da região, com negócios com o litoral, com destaque para seis pessoas escravizadas, quatro de “nação”, trazidos da África, com os nomes Antonio, João, Joaquina e Gertrudes, e dois crioulos, chamados Francisco e Anna. Há indicação de que o inventariado era devoto de “Nossa Senhora Aparecida”, como indicado na folha digital n. 37.

            Localidades Relevantes :
            Província de São Paulo;
            Fazenda do Limoeiro.

            Atuaram no processo:
            escrivão de órfãos Generozo Pereira dos Anjos;
            juiz de órfãos capitão José Jacinto de Oliveira;
            juiz de órfãos alferes João Thomas e Silva;
            signatário Manoel Francisco de Azambuja Rangel;
            signatário José Antunes Rebello;
            signatário Joaquim Rodrigues e Costa;
            signatário Guilherme Ricken
            curador geral major Joaquim Fernandes da Fonseca;
            avaliador Ignácio Antonio de Lima;
            partidor José Joaquim da Cunha Passos;
            partidor alferes Luis Gonzaga de Almeida;
            coletor Joaquim Fernandes da Fonseca;
            fiador tenente Ignácio Antunes Lima.

            Compõe o processo:
            Auto de inventário;
            Título de herdeiros;
            Juramento aos avaliadores;
            Avaliação de bens;
            Termo de fiança;
            Termo de tutor.

            Tribunal da Relação do Rio de Janeiro