Testamento

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            Inventário de José Budal Arins
            BR SC TJSC TRRJ-82296 · Processo · 1861-1863
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de Nossa Senhora da Graça do Rio de São Francisco Xavier do Sul, na época sob a comarca de Nossa Senhora da Graça da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            José Budal Arins (falecido);
            Domingos José Prattes (inventariante e testamenteiro).

            Herdeiros instituídos:
            Antonio da Silva;
            Antonio João Vieira;
            Antonio Poncio de Souza;
            Bebianna;
            Carolina;
            Chrispim;
            Cordula Dias da Silveira;
            Domingos Alves Pereira;
            Felisbino José da Silva;
            Fortunata;
            Jacintho José de Souza;
            João;
            João;
            João Francisco Budal;
            Joaquim da Motta;
            Manoel Fernandes de Jesus;
            Miguel de Souza Lopes;
            Salvador de Oliveira.

            Resumo:
            O testamenteiro e inventariante Domingo José Prattes abriu um processo de inventário pelos bens do finado José Budal Arins, que havia falecido viúvo.

            Foi anexado à ação o testamento de José, que revelou não possuir filhos vivos — chamados de herdeiros forçados. Foi pedido que a divisão de seus bens se realizasse entre seus irmãos e sobrinhos, além da doação de uma quantia para a Irmandade do Santíssimo Sacramento.

            Neste documento, foram mencionadas doze pessoas escravizadas, dos nomes: Lourenço, Manoel e Thomaz, descritos como crioulos; Pedro, João, Joanna, Carolina, Bebianna, Ritta e Fortunata, designados como pardos e crioulos; e Catharina e Maria, descritas como pretas e crioulas. José requereu a alforria de todos os citados, deixando parte de suas terras somente para Lourenço, Manoel, Thomaz, Pedro, Catharina, Ritta, Joanna e Maria. Ainda no testamento, o falecido instituiu Carolina, Bebianna, Fortunata e João como seus herdeiros, após serem libertos.

            Os bens descritos na ação foram utensílios de cozinha, objetos de transporte (caixas), um batelão, mobílias, casas e uma casa de engenho, uma prensa de ferro, um forno de barro e sítios. Foram declaradas dívidas ativas e passivas. Apesar das alforrias requeridas no testamento, todas as pessoas escravizadas mencionadas foram adicionadas ao arrolamento; além disso, foram citados Gaspar e Firmina, bebês de um mês e meio de idade.

            Após a avaliação, o juiz reitera que a intenção do testador deve ser observada como lei se de acordo com a legislação vigente. Além disso, ele afirma considerar absurdo o fato de que Gaspar e Firmina continuassem escravizados, escrevendo: “não estamos nos tempos bárbaros de Roma, em que o pai era considerado senhor absoluto do filho” (p. virtual 33). A partir do pedido do juiz, foi nomeado um curador para representar os bebês e dar início aos seus processos de alforria. A liberdade das demais pessoas não foi tratada nesta ação, não sendo possível declarar se suas alforrias foram concluídas.

            Os bens foram repartidos em igualdade entre os legatários e parte do patrimônio foi utilizado para o pagamento das dívidas e taxas. A ação foi julgada por sentença, em o juiz requereu o pagamento das custas da ação de maneira pro rata pelo inventariante. Mais tarde, a coletoria das rendas provinciais, por meio de petição, solicitou o pagamento da “taxa de heranças e legados”; com isso, o processo é concluído com pregões e a arrematação de alguns bens.

            Atuaram no processo:
            avaliador Francisco Vellozo de Linhares;
            avaliador João Vicente Nobrega Dutra;
            coletor das rendas provinciais Francisco Mathias de Carvalho;
            curador major Francisco da Costa Pereira;
            escrivão e tabelião interino Valentim Antonio de Sousa;
            escrivão Leopoldo Justiniano Esteves;
            juiz municipal Tertuliano Teixeira de Freitas;
            juiz municipal quarto suplente capitão Antonio Vieira de Araujo;
            juiz municipal primeiro substituto major Joaquim José de Oliveira Cercal;
            partidor capitão José Luciano de Oliveira;
            partidor tenente coronel Bento Gordiano de Carvalho;
            procurador Salvador Antonio Alves Maia;
            signatário Antonio Pereira da Costa;
            tabelião e signatário João José Machado da Costa.

            Localidades relevantes:
            cidade Nossa Senhora da Graça do Rio de São Francisco Xavier do Sul (atual município de São Francisco do Sul, Santa Catarina);
            comarca de Nossa Senhora da Graça;
            distrito de Ribeira;
            Rio dos Morretes
            rua de São Bento.

            Compõem o processo:
            auto de arrematação;
            auto de partilha;
            avaliação e descrição dos bens;
            contas;
            editais de praça;
            petições;
            pregões;
            sentença;
            termo de louvação;
            termos de juramento;
            traslado de edital;
            traslado de testamento.

            Variação de nome:
            Bibiana;
            distrito de São Francisco;
            Domingo José Prates;
            Francisco Velloso de Linhares;
            São Francisco do Sul.

            Inventário de José Joaquim do Amaral
            BR SC TJSC TRRJ-22282 · Processo · 1864
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade do Desterro, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            José Joaquim do Amaral (falecido);
            Jose da Lapa de Souza Coentro (inventariante e primeiro testamenteiro).

            Herdeira:
            Maria Candida.

            Resumo:
            Este processo se trata do inventário de José Joaquim do Amaral, realizado por Jose da Lapa de Souza Coentro. Foi anexado o testamento do finado, em que ele escreveu suas últimas vontades.

            No documento, é revelado que o falecido era tenente do Exército em Portugal e serviu na Inglaterra, onde foi perseguido pelo governo de D. Miguel, vindo posteriormente para o Brasil. Chegou ao Rio de Janeiro acompanhado de Jacinta Cândida Araújo, já falecida, com quem teve três filhos: José, Maria e Jacintho, todos também falecidos. Nesse sentido, José Joaquim nomeou como herdeira universal e concedeu alforria à Maria Candida, denominada como preta.

            É revelado que a escolha pelos testamenteiros se deu por serem “compadres” de Maria Candida e apadrinharem seus filhos, demonstrando as chamadas estratégicas “relações de compadrio” entre pessoas escravizadas e aqueles que detinham mais direitos na cidade.

            Entre os bens declarados constam uma casa, utensílios de cozinha, castiçais, mobília, quadros e roupas de cama. Ainda no arrolamento, foi citada Maria, mulher escravizada descrita como africana.

            Em um termo de declaração, o inventariante afirma que Gregório Amaral, descrito como preto, seria liberto pelo pagamento dos anos excedentes — ele havia trabalhado 3 dos 10 anos acordados com o testador, mas o valor equivalente a esses 7 anos foi pago. Com isso, Gregório conquista sua alforria.

            Ao final do processo há o pagamento de dívidas e custas, assim como para o sepultamento do falecido. A ação é interrompida no juramento aos partidores, sem sentença ou auto de partilha.

            Atuaram no processo:
            avaliador Domingos Dias de Souza Medeiros;
            avaliador José Porfírio Maxado de Araujo;
            escrivão interino Leonardo Jorge de Campos;
            juiz municipal e de resíduos e procurador Estanislao Antonio da Conceição;
            juiz provedor Joaquim Augusto do Livramento;
            oficial de justiça Rodrigues de Jesus;
            partidor João Narcizo da Silveira;
            partidor Manoel José de Oliveira;
            procurador fiscal Sergio Lopes Falcão.

            Localidades relevantes:
            cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            cidade de Viseu;
            comarca da capital;
            reino de Portugal;
            Rio de Janeiro;
            rua bella do senado;
            vila de Santar.

            Compõem o processo:
            auto de descrição e avaliação;
            petições;
            recibos;
            termo de avaliação;
            termo de declaração;
            termos de juramento.

            Inventário de José Pedro Gularte
            BR SC TJSC TRRJ-19842 · Processo · 1866-1868
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade do Desterro, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            José Pedro Gularte (falecido);
            Anna Maria da Conceição (inventariante).

            Herdeiros:
            Anna Maria Gularte;
            Daniel Frederico Sevdek (co-herdeiro);
            José Bibiano Gularte;
            Julia Maria Gularte;
            Manoel Gularte (neto);
            Maria Gularte (neta);
            Maria Luisa da Conceição Gularte;
            Thomas Gularte (neto);
            Thomás José Gularte.

            Resumo:
            Anna Maria da Conceição abre um processo de inventário dos bens do finado José Pedro Gularte. O falecido deixou herdeiros menores de idade e, com isso, a ação passou pelo juízo de órfãos e pela nomeação de um curador. Além disso, foi anexado um translado de seu testamento, em que foi revelado que Anna e José Pedro estavam separados judicialmente. Nesta ação, foi mencionada uma pessoa escravizada de nome Maximiano, designado como crioulo; José o declarou liberto após seu falecimento.

            No decorrer da ação, a inventariante foi representada por um procurador. Os bens avaliados foram casas, um engenho de farinha, materiais para construção, animais e terras. Foi citado um homem escravizado de nome Paulo, designado como crioulo; mesmo sendo declarado liberto, Maximiano é inserido na avaliação. Por petições dos credores, foi revelado a existência de algumas dívidas deixadas pelo finado. Após avaliados, os bens e pessoas escravizadas foram divididos igualmente entre os herdeiros, e as dívidas foram pagas a partir da meação.

            Anna alega em petição que Maximiano (designado como “preto”, nesta ação) precisaria adicionar uma quantia de dinheiro para completar o valor da compra de sua alforria, que foi requerida pelo finado em seu testamento. Desta forma, foi pedido que fossem arrematados os serviços de Maximiano, para restituição da quantia determinada. O processo foi julgado por sentença, e o juiz requereu o pagamento das custas de maneira pro rata pelos interessados, assim como delimitou um prazo para reposição da quantia. Mais tarde, foi feito um termo de declaração em que Maximiano afirma ter sido entregue a quantia necessária.

            Atuaram no processo:
            avaliador Claudino José da Silva;
            avaliador João Theodoro Machado;
            curador geral dos órfãos Marcelino Antonio Dutra;
            curador interino dos órfãos Candido Gonçalves de Oliveira;
            escrivão de capelas e resíduos e tabelião de notas Leonardo Jorge de Campos;
            escrivão de órfãos Vidal Pedro Morais;
            escrivão e signatário Bernardino Pereira Pinto;
            juiz de órfãos Joaquim Augusto do Livramento;
            juiz de órfãos primeiro suplente major Affonso de Albuquerque e Mello;
            juiz de órfãos terceiro suplente Patricio Marques Linhares;
            partidor João da Silva Simas;
            partidor Luis Carlos Saldanha e Sousa;
            procurador Manoel José de Oliveira;
            procurador Thomas José Gularte;
            oficial de justiça e pregoeiro Lucas Rodrigues de Jesus;
            signatário André José Valente;
            signatário Antonio Bernardo de Almeida Lobato;
            signatário Delfino Joaquim de Azevedo;
            signatário Francisco José de Sousa;
            signatário João Baptista de Costa Oliveira;
            signatário Joaquim José de Sousa;
            tabelião interino Francisco Eugeniel Tavares.

            Localidades relevantes:
            cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            comarca da capital;
            distrito de Cacope (atual bairro de Cacupé, Santa Catarina);
            freguesia de Nossa Senhora das Necessidades;
            freguesia de Santo Antonio (atual bairro de Santo Antônio de Lisboa, Santa Catarina);
            Ribeirão;
            Rio de Janeiro;
            Rio do Conde;
            vila de Itajahy (atual município de Itajaí, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            carta precatória citatória;
            contas;
            petições;
            procurações;
            recibos;
            sentença;
            termo de audiência;
            termo de avaliação dos bens;
            termo de louvação;
            termos de declaração;
            termos de juramento;
            traslado de testamento.

            Variação de nome:
            Itajahi;
            signatário Dolfino Joaquim de Azevedo;
            Thomas Jose Goularte.

            Inventário de José Vieira d'Aguiar
            BR SC TJSC TRRJ-22781 · Processo · 1859
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na Capital, cidade de Desterro.

            Partes:
            José Vieira d’Aguiar (inventariado);
            Manoel Vieira d’Aguiar (inventariante/testamenteiro).

            Herdeiros:
            Maria Joaquina de Jesus;
            Francisca Roza de Jesus;
            Magdalena Roza de Jesus;
            Rosa Joaquina de Jesus.

            Descrição:
            O inventário de José Vieira d’Aguiar foi conduzido por seu filho e herdeiro, José Vieira d’Aguiar, com testamento, e a partilha dos bens ocorreu de forma amigável. Entre os itens inventariados, constam terras, casa, engenho de fazer açúcar, forno de cobre, engenho de fazer farinha, objetos, mobílias, paiol, utensílios, ferramentas, animais, transporte, roças de cana. O processo também registra a presença de cinco pessoas escravizadas: uma identificadas pelo nome de Felippe; um descritos como crioulo, chamado Manoel; e três descritos como africanos, com os nomes de Domingos, Catharina e Joaquim que foi arrematado em praça pública por Estanislao Antonio da Conceição.

            Atuaram no processo:
            juiz municipal Manoel da Silva Mafra;
            juiz municipal comendador Francisco Duarte e Silva;
            juiz Carlos Duarte Silva;
            escrivão José Honorio de Souza Medeiros;
            escrivão Vidal Pedro Moraes;
            escrivão José Rodrigues da Silva Junior;
            escrivão e tabelião João Antonio Lopes Gondim;
            escrivão e signatário Antonio Caetano Cavalheiro;
            escrivão João Luis do Livramento;
            tabelião João Antonio Lopes Gondim;
            testamenteiro Francisco Pereira da Silva;
            testamenteiro Manoel Dinis Vieira;
            avaliador João Antonio da Silva;
            avaliador Ignacio Gonçalves Lopes;
            partidor João Narcizo da Silveira;
            partidor Peregrino Servila de Santiago;
            curador dos órfãos Manoel Antonio Dutra;
            curador Marcellino Antonio Dutra;
            pregoeiro Lucas Rodrigues de Jesus;
            procurador José Manoel da Silveira;
            tesoureiro Laurentino Eloy de Medeiros;
            signatário Francisco Rodrigues Linhares;
            signatário Manoel José da Silva;
            signatário Ignácio Gonçalves Lopes;
            signatário e procurador Carlos Duarte Silva.

            Localidades relevantes:
            freguesia de Nossa Senhora da Lapa do Ribeirão;

            Compõem o processo:
            Procuração;
            Testamento;
            Juramento ao inventariante;
            Juramento ao curador;
            Juramento aos avaliadores;
            Avaliação dos bens;
            Juramento aos partidores;
            Auto de partilha;
            Juramento ao tutor;
            Auto de praça;
            Termo de arrematação.

            Inventário de Jozé Joaquim dos Santos
            BR SC TJSC TRRJ-87981 · Processo · 1850-1853
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de Nossa Senhora da Graça do Rio de São Francisco Xavier do Sul, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Jozé Joaquim dos Santos (falecido);
            Florencia Maria de Jesus (inventariante e testamenteira).

            Herdeiros:
            Anna Antonia de Miranda;
            Antonio;
            Joze Vieira de Miranda (co-herdeiro);
            Leonor.

            Resumo:
            Florencia Maria de Jesus abriu um processo de inventário após o falecimento de seu marido, Jozé Joaquim dos Santos. O finado deixou herdeiros menores de idade e, com isso, a ação passou pelo juízo de órfãos e pela nomeação de um curador.

            Além disso, foi anexado ao processo de inventário o traslado de testamento do finado, em que declarou seus herdeiros, bens e dívidas, assim como separou uma esmola para o Senhor Bom Jesus dos Passos e a Irmandade da Senhora da Graça. O finado requereu a alforria de Maria, mulher escravizada designada como parda, nas condições de que ela teria a obrigação de servir a inventariante até o momento em que ela passasse para “segundas núpcias” (se casasse novamente).

            Os bens avaliados durante o inventário foram utensílios de cozinha, forno de cobre, ferramentas, uma prensa, itens de montaria, casas, rancho, canoas, roças de mandioca, animais, móveis, garrafas, terras e sítios. A inventariante disse que possuía dívidas ativas. Foram mencionadas 18 pessoas escravizadas dos nomes: Candido, descrito como pardo; Antonia, Marta, Luiza, Maria e Lourença, não descritas na ação; Salvador, Francisco, Thereza, Maria, Antonio e Maria, designados como crioulos; Matheos, Pedro, Joaquim, Caetano, Joze, Luiz, descritos como “muleques”.

            No decorrer da avaliação, foram separados bens e pessoas escravizadas para o pagamento do dote ao co-herdeiro. As dívidas ativas foram pagas na partilha de bens, e o patrimônio foi repartido igualmente entre todos os herdeiros. A ação foi julgada por sentença, e o juiz requereu que a inventariante assinasse um termo de tutoria para seus filhos menores de idade.

            Atuaram no processo:
            avaliador Francisco Germano d’Asevedo;
            avaliador Manoel Gomes de Oliveira;
            curador geral dos órfãos Crispim Gomes de Oliveira;
            escrivão Manoel Joaquim Pinheiro;
            escrivão e tabelião João Jozé Machado da Costa;
            juiz municipal e órfãos João Nepomuceno Xavier de Mendonça;
            partidor Antonio Pinheiro Ribas;
            partidor José Nicolao Machado Junior;
            signatário major Joaquim Joze de Oliveira Cercal;
            signatário Marcellino Nunes Cordeiro.

            Localidades relevantes:
            cidade de Nossa Senhora da Graça do Rio de São Francisco Xavier do Sul (atual município de São Francisco do Sul, Santa Catarina);
            Figueira;
            primeira comarca;
            rua do Cotorello;
            rua do Saus;
            São José.

            Compõem o processo:
            auto de alimpação de partilha;
            avaliação e partilha de bens;
            correição;
            recibo;
            sentença;
            termo de declaração;
            termo de louvação;
            termos de juramento;
            termo de tutoria;
            traslado de testamento.

            Variação de nome:
            cidade de São Francisco;
            Rio de São Francisco;
            rua do Saus na praia.

            Inventário de Manoel Antônio da Silva Júnior
            BR SC TJSC TRPOA-83202 · Processo · 1890-06-07
            Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

            Inventariante Manoel Antônio da Silva (pai).
            Thomásia Rosa de Jesus, companheira de Manoel Antônio da Silva Júnior (não casada).

            Descaminho de herança. Nulidade de testamento. Casas, utensílios domésticos, ferramentas de trabalho, canoas, terras, plantações,

            Escrivão Tenente-coronel Francisco Xavier de Oliveira Câmara.
            Escrivão Fernando Gomes Caldeira de Andrada.
            Advogados Manoel José de Oliveira e seu filho Joaquim Antônio da Silva Pacheco.

            Aririú, Guarda do Cubatão, Palhoça, São José, Comarca de São José, Estado Federal de Santa Catarina.

            Tribunal de Justiça de Santa Catarina
            Inventário de Manoel Cavalheiro Leitão
            BR SC TJSC TRRJ-31508 · Processo · 1860
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Partes:
            Manoel Cavalheiro Leitão (falecido); Joaquim Cavalheiro do Amaral (inventariante)

            Propriedades rurais; animais; objetos de prata; Manoel, herdeiro e capataz; curador de órfãos Antonio Ricken de Amorim; escrivão Antonio Saturnino de Souza e Oliveira; escrivão interino Theodorico José Corrêa; cidade de Sorocaba, província de São Paulo; Manoel Cavalheiro Leitão era filho do capitão Manoel Cavalheiro Leitão e Mathilde do Amaral Fontoura, era solteiro, sem ter se casado, tinha 7 filhos; esmola aos órfãos; deixa escravos e animais para Maria Roza; para os demais herdeiros deixou centenas de animais, utensílios domésticos, vários escravos africanos e crioulos; Fazendo do Morro Agudo e Varginha; rincão de campos denominado Ilha; parte da Fazenda do Colégio; terras na Rocinha; casas; casa de olaria coberta de capim; casa coberta de capim e cozinha coberta de telha; casas cobertas de telhas na Praça da Matriz de Lages; casa na Rua Direita; juiz José Nicolau Pereira dos Santos; escrivão Generoso Pereira dos Anjos.

            Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
            Inventário de Manoel Domingues
            BR SC TJSC TRRJ-80628 · Processo · 1851
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de São Francisco do Sul, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Manoel Domingues (falecido);
            Rita Maria de Sá Brandão (inventariante).

            Resumo:
            A viúva Rita Maria de Sá Brandão abriu um processo de inventário após o falecimento de seu esposo, Manoel Domingues. O inventariado deixou testamento e não tinha herdeiros.

            Ao decorrer do processo, foi anexado um traslado de seu testamento. Nesse documento, ele destinou uma quantia em dinheiro para Claudina, filha de uma mulher escravizada chamada Serafina.

            Os bens inventariados foram mobílias, canoas, roupas, animais e casas. Também foram listadas dívidas passivas deixadas pelo falecido. Além disso, constam no inventário quatro escravizados: Joaquim (de Nação Benguela), Sebastião (designado como pardo), João (de Nação Congo) e Justina (descrita como crioula).

            Após serem avaliados, os bens passaram por um processo de meação para a viúva, em que uma parte foi separada para pagamento das dívidas pendentes. O juiz julgou o processo por partilha, requerendo que fosse cobrada a taxa dos quinhões hereditários e que um responsável pagasse as custas da ação pela inventariante.

            Localidades relevantes:
            cidade de Nossa Senhora da Graça do Rio de São Francisco Xavier do Sul (atual município de São Francisco do Sul, Santa Catarina;
            rua do Cotovello;
            primeira comarca.

            Compõem o processo:
            auto de alimpação da partilha;
            certidão;
            contas;
            correição;
            sentença;
            termo de declaração;
            termos de juramento;
            termo de louvação;
            traslado de testamento.

            Atuaram no processo:
            avaliador Francisco Germano d’Azevedo;
            avaliador José Antonio d’Oliveira;
            coletor das rendas provinciais Manoel José d’Oliveira;
            escrivão do juizo municipal e tabelião João José Machado da Costa;
            juiz municipal João Nepomuceno Xavier de Mendonça;
            juiz municipal primeiro substituto major Joaquim José d’Oliveira Cercal;
            partidor Antonio Pinheiro Ribas;
            partidor Salvador Antonio Alves Maia;
            signatário Antonio Joze Ribeiro;
            signatário Custódio José de Moura Borto;
            signatário Ignacio Manoel Soares;
            signatário Salvador José dos Anjos.

            Variação de nome:
            rua do Covello.

            Inventário de Manoel Francisco da Silva
            BR SC TJSC TRRJ-20424 · Processo · 1868
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade do Desterro, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Manoel Francisco da Silva (inventariado);
            Eufrasina Custódia da Cunha e Silva (inventariante e testamenteira).

            Herdeiros:
            Anna Francisca da Silva;
            Anna Luna da Silva;
            Claudina Francina;
            Claudina Luiza da Silvas;
            Francisco José Maria;
            Ignácia da Silva;
            João Francisco da Silva;
            João Manoel da Rosa;
            João Pereira da Silva;
            José Manoel da Rosa;
            Luis Manoel da Rosa;
            Luisa Francisca da Silva;
            Maria Ignácia da Silva;
            Maria L. da Silva;
            Marcelino Francisco da Silva;
            Pedro Antonio de Azevedo;
            Rosa L. da Silva;
            Silvana Ignácia da Silva.

            Resumo:
            O inventário de Manoel Francisco da Silva foi conduzido por Eufrasina Custódia da Cunha e Silva, sua esposa. O finado deixou testamento e, como de costume para a época, o documento faz uma série de alusões religiosas, como referência à sagrada família: “[...] Jesus, Maria, José [...]”, na página virtual de número 11.

            Os bens inventariados foram casas, engenhos, terrenos, um forno de cobre, utensílios de cozinha, jóias, um oratório com imagens, animais e mobília. São citadas no arrolamento 8 pessoas escravizadas: Domingos, descrito como “de nação” (advindo de algum porto africano); e Silverio, Severino, Jorge, Solidario, Elena, Rita e Elena, designados como crioulos — as pessoas foram avaliadas, uma a uma, em valores que entre 175$000 (cento e setenta e cinco mil réis) e 800$000 (oitocentos mil réis).

            Ao decorrer do processo, um dos herdeiros requer que Severino, menino escravizado de 8 anos de idade incluído no arrolamento, seja atribuído a ele no momento da partilha. A inventariante abre termo de declaração para citar as dívidas deixadas pelo casal, em que foram separados bens do arrolamento para sua quitação.

            Após avaliados, os bens e as pessoas escravizadas passaram por um processo de partilha entre os herdeiros. O processo foi julgado por sentença, em que o juiz requer o pagamento das custas de maneira pro rata, assim como a quitação dos impostos à Fazenda Provincial.

            Atuaram no processo:
            avaliador José Joaquim da Silva;
            avaliador Manoel da Rocha Pires;
            curador geral Marcellino Antonio Dutra;
            escrivão do juízo de órfãos Vidal Pedro Moraes;
            escrivão Leandro Jorge Campos;
            juiz de órfãos Joaquim Augusto de Livramento;
            juiz de órfãos primeiro suplente major Affonso de Albuquerque Mello;
            oficial de justiça Lucas Rodrigues de Jesus;
            partidor João Narciso da Silveira;
            partidor José Luis do Livramento;
            procurador e tutor Claudino Pedro Gularte;
            procurador fiscal Sergio Lopes Falcão.

            Localidades relevantes:
            cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            distrito de Ratones (atual bairro de Ratones, Florianópolis);
            freguesia de Santo Antonio de Lisboa (atual bairro de Santo Antônio de Lisboa, Florianópolis);
            Itajaí.

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            avaliação e descrição dos bens;
            contas;
            petições;
            procurações;
            recibo;
            sentença;
            termos de declaração;
            termos de juramento;
            traslado de testamento.

            Variação de nome:
            Itajahÿ.