Testamento

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            Petição de Maria José de Souza
            BR SC TJSC TRPOA-20453 · Processo · 1884
            Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

            Partes:

            Anna Bernardina da Silva Ponção (requerente);
            Constança Maria da Silva (requerente);
            Francisco José da Costa (requerente);
            Francisco Bernardino de Souza (requerente);
            Ignes Maria Paição Costa (requerente);
            João Evangelista da Silva (requerente);
            Justina Cândida da Costa (requerente);
            Maria José de Souza (requerente);
            Rita Luiza de Cássia da Silva Ponção (finada).
            Virgilio José de Souza (requerente).

            Desterro; herança de terrenos e de casa, esta na Rua do Brigadeiro Bitancurt; imposto sobre a décima parte; alguns dos herdeiros desistem da ação.

            Variação de nome da finada: “Rita de Cassia Luiza da Silva Prição”.

            Felisberto Montenegro, juiz;
            Jorge de Campos, escrivão;
            Joaquim Ignácio A. Furtado, curador geral;
            Joaquim Tavares da Costa Miranda, juiz;
            Leonardo Jorge de Campos
            Sérgio Nolasco de Oliveira, procurador fiscal.

            Tribunal da Relação de Porto Alegre
            Petição de tutela de Joaquim Fernandes Capella
            BR SC TJSC TRRJ-22603 · Processo · 1853-1854
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Petição para nomear tutor realizada na cidade do Desterro, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

            Partes:
            Joaquim Fernandes Capella (inventariante; testamenteiro; suplicante);
            Rita Joaquina de Jezus (inventariada; testadora; falecida);
            Fermina Maria Rita de Jezus (menor; tutelada).

            Resumo:
            Neste processo, Joaquim Fernandes Capella compareceu no juízo municipal de órfãos em virtude do falecimento de Ritta de Jezus, ex-escravizada liberta, descrita como “preta”. Rita faleceu no dia 24 de maio de 1853.

            Durante o leito de morte de Rita, a qual se encontrava em delicado estado de saúde, Joaquim realizava o seu testamento. Porém, devido à demora do escrivão em realizar os procedimentos, Rita faleceu antes da conclusão do testamento. Rita deixou dois filhos, de nomes Chrispim (escravizado por Joaquim) e Fermina, livre, tendo entre 7 e 8 anos de idade, descrita como “crioula”; estes foram designados por Ritta como seus legítimos herdeiros.

            No testamento de Rita, constava também uma escravizada de nome Simôa, descrita como “velha”; além de “[...] insignificantes trastes e roupas que de nada servem e de que ninguém se pode utilizar, por causa da moléstia que padecia e de que morreu [Ritta]” (página 3 da digitalização).

            Sobraram, também, dívidas pendentes no nome da falecida: Ritta devia 100.000 réis (1000$000) ao credor Pedro Kiefer, tinha pendências referentes ao aluguel da casa que habitava, e também devia a um “preto velho” que prestava tratamentos médicos à falecida. Rita vivia na Rua do Vigário, em uma casa locada por Estanisláo Antonio da Conceição. O suplicante, Joaquim, havia pago os valores referentes ao enterro de Rita, ao aluguel e aos honorários do “preto velho”; e fez um acordo com Kiefer, em que Joaquim pagaria a soma total ao longo de 6 meses. O caixão foi providenciado pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário.

            Por conta do falecimento de Rita, Joaquim veio requerer a nomeação de tutor para Fermina; e pediu autorização para alugar a escravizada Simôa. Simôa tinha uma dívida, e através de seus serviços a Joaquim, pagaria o montante.

            Em seguida, consta o testamento de Rita. Nele, ela diz ser africana, natural da Costa da África. Rita também declara professar a fé católica, e declara ser senhora da escravizada Simôa. Após o curto testamento, encontram-se diversos recibos referentes às despesas do velório e dos pagamentos que figuraram no testamento.

            Depois disso, procedeu-se à tutela, e o suplicante Joaquim Fernandes Capella foi nomeado para o cargo. Antes de poder executar a tutela, porém, Joaquim submeteu-se a uma nova avaliação da escravizada Simôa. Os dois avaliadores nomeados para levantar o preço de Simôa julgaram que seu valor configurava 300.000 réis (300$000).

            Adiante, Joaquim apresenta-se como inventariante de Rita; e a fim de realizar os procedimentos do inventário, compareceu em juízo no intuito de arrematar Simôa, a fim de quitar dívidas com o valor de sua arrematação.

            Na sequência, em um ofício datado de 3 de fevereiro de 1854, consta que faleceu Fermina, a única filha livre de Rita. Ela havia sido sepultada em 16 de outubro de 1853, no cemitério público da cidade de Desterro.

            Na sentença, por fim, o juiz sentenciou o suplicante a pagar um ônus referente à herança.

            Atuaram no processo:
            administrador de cemitério público João de Deos Castilho;
            avaliador Antonio Ferreira Cardoso Guimaraens;
            avaliador Jose Porfirio Machado de Araujo;
            curador geral de órfãos Candido Gonçalves d’Oliveira;
            escrivão de órfãos José Honorio de Souza Medeiros;
            escrivão eclesiástico João Antonio da Conceição;
            juiz municipal e de órfãos Sergio Lopes Falcão;
            signatário Antonio Schneider;
            signatário José Marcellino da Silva;

            Localidades relevantes:
            rua do Vigário (atual rua Fernando Machado, Florianópolis, Santa Catarina);
            cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            primeira comarca da província de Santa Catarina.

            Compõem o processo:
            certidão de óbito de Fermina Maria Rita de Jezus;
            petição;
            recibos;
            sentença;
            termo de avaliação;
            termo de louvação de avaliadores;
            termo de juramento de curador;
            termo de juramento de tutor;
            testamento.

            Variação de nome:
            Joaquim Francisco Capela (testamenteiro; suplicante);
            Ritta Joaquina de Jezus (testadora; falecida).

            BR SC TJSC TRRJ-47768 · Processo · 1853 - 1854
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Prestação de contas de testamento realizada na vila de Porto Belo, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Anna Maria de Jesus (testadora);
            Florentino Correia da Silva (testamenteiro).

            Resumo:
            Neste processo, Florentino Correia da Silva é notificado a prestar contas como testamenteiro de sua falecida mãe, Anna Maria de Jesus. Entre seus últimos desejos descritos no testamento, estava o pagamento de esmola por sua alma, realizado pelo notificado.

            Ao decorrer da ação, José Jaques do Nascimento abre petição para requerer que um dos pedidos da falecida seja efetivado: ele solicita que sejam passadas certidões verbo ad verbum respectivas à Claudina, mulher escravizada, pois ela foi doada por disposição testamentária à Luiza Constantina de Jesus, neta da inventariada e esposa de José. Além disso, foi anexada uma cópia do trecho do testamento que comprova essa doação. Claudina é designada tanto como mulata como quanto parda no processo.

            Durante o processo, o promotor informa ao juiz que a prestação de contas apresentada por Florentino não pode ser aprovada, pois ele não tinha cumprido todas as disposições testamentárias. Entre as pendências, é observado que não foram realizadas a celebração da missa de corpo presente, o pagamento da décima esmola à afilhada, a entrega das terras e casas aos herdeiros, a concessão de liberdade à mulher escravizada Silveria e a doação de terrenos ao neto José Vicente Ferreira.

            É solicitado que Florentino seja citado novamente para finalizar todas as determinações; com isso, as disposições são cumpridas e os respectivos comprovantes são apresentados. Não foi anexado auto de liberdade de Silveria, ficando inconclusivo se a ação foi realizada. O juiz julga o processo por sentença e determina que o testamenteiro arque com as custas do processo.

            Atuaram no processo:
            escrivão Cypriano Ramos Muniz;
            escrivão de órfãos tabelião interino Antonio Ramos Martins;
            escrivão e tabelião Bernardino Antonio de Sena Feltro;
            juiz corregedor Guilherme Ricken;
            juiz de direito Jose Christiano Garção Stockler;
            juiz municipal José da Silva Mafra;
            oficial de justiça José Ricardo de Sousa Medeiros;
            promotor interino Antônio José Pereira;
            signatário Florindo José Dias;
            signatário João Mattos da Fonseca;
            vigário frei João da Natividade Nobre.

            Localidades relevantes:
            primeira comarca;
            Perequê;
            Tijuquinhas;
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina);
            vila de Porto Bello (atual município de Porto Belo, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            certidão;
            contas;
            correição;
            recibos;
            sentença;
            termo de juramento;
            traslados de inventário;
            traslados de testamento.

            Variação de nome:
            Porto-Bello

            TRRJ-21640 · Processo · 1867-07-12
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Testamenteiro José da Lapa Souza Coentro.
            Antônio era sócio de um armazém com Antônio José da Silva. Parte de seus bens deveriam ser enviados para a cidade do Porto, onde o irmão de Antônio, Urbano Francisco Maia, morava na Freguesia de São Mamede de Coronado (Trofa), Portugal.

            Carta de liberdade a uma escrava crioula. Essa mesma escrava recebeu verba do seu falecido senhor.

            Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo da cidade de Santos.

            Escrivão Leonardo Jorge de Campos.

            Tribunal da Relação do Rio de Janeiro