Testamento

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            Inventário de Hilário Antonio
            BR SC TJSC TRRJ-80698 · Processo · 1864
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado em Nossa Senhora da Graça do Rio São Francisco Xavier do Sul, na época sob a Comarca de Nossa Senhora da Graça.

            Partes do processo:
            Hilário Antonio (inventariado);
            Barbosa Tavares de Miranda (inventariante).

            Resumo: Inventário requerido pelo coletor de rendas provincias, por conta do longo período que a esposa viúva levou para a realização do processo, estando sob ameaça de sequestro dos bens de seu falecido esposo. O inventário não apresenta herdeiros, apenas a inventariante e dívidas; são citados os bens: quantia de dinheiro, joias, prata, ouro, cobre, ferramentas, mobília, meios de transporte, engenho de farinha, roça de mandioca, animais, casas e terras. Além disso são registradas 14 pessoas escravizadas, de nomes: Mathias, Luiz, Miguel, Manoel, Martinho, José, Antonio, Fabricio, Joaquim, Joaquina, Ignacia, Dina, Andreza e Gertrudes, com todos sendo descritos como crioulos, por exceção de Luiz, que é descrito como originário da nação do Congo.

            Atuaram no processo:
            escrivão interino José Estevão de Miranda e Oliveira;
            tabelião João Jozé Machado da Costa;
            signatário João Chrisostomo Pinheiro Ribas;
            procurador e segundo testamenteiro João Gomes de Oliveira;
            terceiro testamenteiro Camillo Antonio Moreira;
            avaliador Bento Gordiano de Carvalho;
            avalidor Salvador Antonio Alves Maria;
            partidor Antonio de Oliveira;
            partidor Antonio Pinheiro Ribas;
            coletor de rendas Francisco Mathias de Carvalho;
            juiz municipal e provedor das capelas e resíduos Joaquim Antonio da Silva Barata.

            Localizações relevantes:
            Nossa Senhora da Graça Rio de São Francisco Xavier do Sul (atual cidade de São Francisco do Sul);
            freguesia do Paraty;
            rio do Paray;
            rua de São José;
            Pastinho.

            Compõem o processo:
            Petição inicial;
            Declaração;
            Traslado de testamento;
            Auto de inventário e juramento de inventariante;
            Juramento aos avaliadores;
            Avaliação dos bens;
            Requisição de liberdade;
            Juramento aos partidores;
            Partilha dos bens;
            Custas.

            Variação de nome:
            inventariante Barbara Tavares de Miranda.

            Inventário de José Budal Arins
            BR SC TJSC TRRJ-82296 · Processo · 1861-1863
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de Nossa Senhora da Graça do Rio de São Francisco Xavier do Sul, na época sob a comarca de Nossa Senhora da Graça da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            José Budal Arins (falecido);
            Domingos José Prattes (inventariante e testamenteiro).

            Herdeiros instituídos:
            Antonio da Silva;
            Antonio João Vieira;
            Antonio Poncio de Souza;
            Bebianna;
            Carolina;
            Chrispim;
            Cordula Dias da Silveira;
            Domingos Alves Pereira;
            Felisbino José da Silva;
            Fortunata;
            Jacintho José de Souza;
            João;
            João;
            João Francisco Budal;
            Joaquim da Motta;
            Manoel Fernandes de Jesus;
            Miguel de Souza Lopes;
            Salvador de Oliveira.

            Resumo:
            O testamenteiro e inventariante Domingo José Prattes abriu um processo de inventário pelos bens do finado José Budal Arins, que havia falecido viúvo.

            Foi anexado à ação o testamento de José, que revelou não possuir filhos vivos — chamados de herdeiros forçados. Foi pedido que a divisão de seus bens se realizasse entre seus irmãos e sobrinhos, além da doação de uma quantia para a Irmandade do Santíssimo Sacramento.

            Neste documento, foram mencionadas doze pessoas escravizadas, dos nomes: Lourenço, Manoel e Thomaz, descritos como crioulos; Pedro, João, Joanna, Carolina, Bebianna, Ritta e Fortunata, designados como pardos e crioulos; e Catharina e Maria, descritas como pretas e crioulas. José requereu a alforria de todos os citados, deixando parte de suas terras somente para Lourenço, Manoel, Thomaz, Pedro, Catharina, Ritta, Joanna e Maria. Ainda no testamento, o falecido instituiu Carolina, Bebianna, Fortunata e João como seus herdeiros, após serem libertos.

            Os bens descritos na ação foram utensílios de cozinha, objetos de transporte (caixas), um batelão, mobílias, casas e uma casa de engenho, uma prensa de ferro, um forno de barro e sítios. Foram declaradas dívidas ativas e passivas. Apesar das alforrias requeridas no testamento, todas as pessoas escravizadas mencionadas foram adicionadas ao arrolamento; além disso, foram citados Gaspar e Firmina, bebês de um mês e meio de idade.

            Após a avaliação, o juiz reitera que a intenção do testador deve ser observada como lei se de acordo com a legislação vigente. Além disso, ele afirma considerar absurdo o fato de que Gaspar e Firmina continuassem escravizados, escrevendo: “não estamos nos tempos bárbaros de Roma, em que o pai era considerado senhor absoluto do filho” (p. virtual 33). A partir do pedido do juiz, foi nomeado um curador para representar os bebês e dar início aos seus processos de alforria. A liberdade das demais pessoas não foi tratada nesta ação, não sendo possível declarar se suas alforrias foram concluídas.

            Os bens foram repartidos em igualdade entre os legatários e parte do patrimônio foi utilizado para o pagamento das dívidas e taxas. A ação foi julgada por sentença, em o juiz requereu o pagamento das custas da ação de maneira pro rata pelo inventariante. Mais tarde, a coletoria das rendas provinciais, por meio de petição, solicitou o pagamento da “taxa de heranças e legados”; com isso, o processo é concluído com pregões e a arrematação de alguns bens.

            Atuaram no processo:
            avaliador Francisco Vellozo de Linhares;
            avaliador João Vicente Nobrega Dutra;
            coletor das rendas provinciais Francisco Mathias de Carvalho;
            curador major Francisco da Costa Pereira;
            escrivão e tabelião interino Valentim Antonio de Sousa;
            escrivão Leopoldo Justiniano Esteves;
            juiz municipal Tertuliano Teixeira de Freitas;
            juiz municipal quarto suplente capitão Antonio Vieira de Araujo;
            juiz municipal primeiro substituto major Joaquim José de Oliveira Cercal;
            partidor capitão José Luciano de Oliveira;
            partidor tenente coronel Bento Gordiano de Carvalho;
            procurador Salvador Antonio Alves Maia;
            signatário Antonio Pereira da Costa;
            tabelião e signatário João José Machado da Costa.

            Localidades relevantes:
            cidade Nossa Senhora da Graça do Rio de São Francisco Xavier do Sul (atual município de São Francisco do Sul, Santa Catarina);
            comarca de Nossa Senhora da Graça;
            distrito de Ribeira;
            Rio dos Morretes
            rua de São Bento.

            Compõem o processo:
            auto de arrematação;
            auto de partilha;
            avaliação e descrição dos bens;
            contas;
            editais de praça;
            petições;
            pregões;
            sentença;
            termo de louvação;
            termos de juramento;
            traslado de edital;
            traslado de testamento.

            Variação de nome:
            Bibiana;
            distrito de São Francisco;
            Domingo José Prates;
            Francisco Velloso de Linhares;
            São Francisco do Sul.

            Testamento de Anna Rosa de Bitancourt
            BR SC TJSC TRRJ-10789585 · Processo · 1871
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Testamento realizado na vila de Itajaí, na época sob a comarca de Nossa Senhora da Graça da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Anna Rosa de Bitancourt (testadora);
            Sebastião Caetano Vieira (testamenteiro e herdeiro);
            José Caetano Vieira (testamenteiro e herdeiro);
            Manoel Caetano Vieira (testamenteiro e herdeiro).

            Herdeiros:
            Ciprianna;
            Joaquim Caetano Vieira;
            João Caetano Vieira;
            José Caetano Vieira;
            Manoel Caetano Vieira;
            Maria;
            Sebastião Caetano Vieira.

            Resumo:
            Neste processo, Anna Rosa de Bitancourt estabeleceu o seu testamento com suas últimas vontades.

            A testadora é filha de João de Deos de Sant’Anna e de Clara Maria de Bitancourt, e foi casada com Manoel Caetano Vieira. Deste matrimônio vieram nove filhos, dos quais dois já haviam falecido na data do testamento, de nomes Florinda e Jacinto Caetano Vieira. Os sete filhos restantes, já maiores de idade, foram incluídos como legítimos herdeiros, juntamente aos netos da testadora. A testadora nomeou três de seus filhos para serem seus testamenteiros, e cuidarem de sua terça (parte do testamento usada livremente pela testadora).

            Na disposição de suas vontades, a testadora encomendou seu enterro, funeral e missas, e designou a liberdade para seus escravizados. Ela possuía 2 mulheres escravizadas, de nomes Luisa e Graciana (descritas como mulatas). A testadora afirmou que possuía suas cartas de alforria, e que já tinham sido passadas em livro de notas.

            O processo termina com intimação para os testamenteiros nomeados prestarem suas funções, com conclusão e apresentação das contas do processo.

            Neste documento, é mencionada uma “comarca da cidade de São Francisco”; porém, na época, a freguesia de Nossa Senhora da Penha do Itapocorói estava situada sob a jurisdição da comarca de Nossa Senhora da Graça, estabelecida em 1864.

            Atuaram no processo:
            escrivão público de paz e signatário João da Costa Passos;
            escrivão Francisco Esequiel Tavares;
            juiz Balbino Cezar de Mello;
            juiz Vicente Cyrillo Marinho;
            oficial de justiça Vicente Antonio da Silva.

            Localidades relevantes:
            freguesia de Nossa Senhora da Penha do Itapocorói (atual município de Penha, Santa Catarina);
            vila de Itajaí (atual município de Itajaí, Santa Catarina);
            comarca de São Francisco (atual município de São Francisco do Sul, Santa Catarina);
            comarca de Nossa Senhora da Graça.

            Compõem o processo:
            contas;
            intimação;
            instrumento de aprovação;
            testamento.

            Variações de nome:
            escrivão Francisco Ezequiel Tavares;
            juiz Balbino César de Mello;
            juiz Vicente Cirilo Marinho;
            freguesia de Nossa Senhora da Penha do Itapocorohy;
            vila de Itajahy.