Testamento

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            Arrolamento de Maria Tavares de Miranda
            BR SC TJSC TJSC-AJ-DC-CIV-88264 · Processo · 1899
            Parte de III - Tribunal de Justiça de Santa Catarina

            Partes:
            Maria Tavares de Miranda (falecida); José Caetano da Silva (viúvo e inventariante)

            Testamento; Vila do Paraty; escrivão José Augusto Nobrega; tabelião José Lopes do Nascimento Júnior; utensílios domésticos; ferramentas de trabalho; engenho de farinha coberto de palha; propriedades rurais; rio Tetequera; localidade de Tetequera; processo incompleto.

            Tribunal de Justiça de Santa Catarina
            Inventário de Anna Jacinta da Oliveira
            BR SC TJSC TRRJ-82028 · Processo · 1850 - 1855
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de São Francisco do Sul, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Anna Jacinta de Oliveira (falecida);
            João Affonço Moreira (inventariante, testamenteiro e herdeiro).

            Herdeiros:
            Barbara (neta);
            Luiza (neta);
            João Correa de França (co-herdeiro);
            Maria Jacinta de Oliveira (descrita como “desavisada”).

            Resumo:
            Foi aberto um processo de inventário dos bens da falecida Anna Jacinta de Oliveira, por parte de seu filho, alferes João Affonço Moreira. A finada deixou testamento e uma herdeira menor de idade, sendo necessário então que o processo passasse pelo juízo de órfãos e pela nomeação de um curador. Uma herdeira é descrita como “desavisada” durante a ação; esse termo pode ser relacionado, à época, a alguém que possuía algum tipo de deficiência intelectual.

            Em testamento, é revelado que a finada havia doado Malaquias, homem escravizado, à Irmandade do Santíssimo Sacramento e Nossa Senhora da Graça. Além disso, ela declara que, após sua morte, os escravizados Antonio e Antonia estariam libertos, mas com a condição de continuar “servindo” ao seu filho João até o falecimento dele.

            Os bens inventariados foram utensílios de cozinha, uma balança de ferro, caixas, canoas, sítios, casas, engenhos e roças. Ao total, constam 14 pessoas escravizadas no inventário e no testamento, de nomes: Apolinario, Salvador, Malaquias, Marcellino, Domingos, Antonio, Maximo, Antonia, Narciza, Maria, Thereza, Lusia, Joanna e José — este último denominado como pardo, enquanto os restantes não foram descritos. É citado durante o processo que o inventariante possuía dívidas ativas e passivas, e parte do patrimônio foi separado para o pagamento dos credores. Após avaliados, os bens foram divididos com igualdade entre os herdeiros.

            Mais tarde, a Fazenda Provincial aplicou vistas ao processo, afirmando que muitas ilegalidades foram cometidas ao decorrer da ação. Entre outras questões, o pedido de doação de Malaquias à Irmandade é reavaliado, havendo o requerimento de citação a um coletor das Rendas Provinciais, avaliadores e a nomeação de um segundo juiz dos órfãos. A ação foi finalizada com uma nova avaliação de Malaquias, seguida de sentença; nela, o juiz requereu que o inventariante entrasse com o valor líquido da reavaliação para o cofre, e que pagasse as custas da ação.

            Atuaram no processo:
            avaliador Antonio Vieira de Araújo;
            avaliador Domingos Jozé de Oliveira;
            avaliador Higino Antonio de Miranda;
            avaliador Salvador Jozé dos Anjos;
            coletor das rendas provinciais Manoel José d’Oliveira;
            curador geral interino José Nicolão Machado Junior;
            curador Polycarpo José de Carvalho;
            escrivão e tabelião João José Machado da Costa;
            escrivão Manoel Joaquim Pinheiro;
            juiz municipal e órfãos João Nepomuceno Xavier de Mendonça;
            juiz municipal e órfãos major Joaquim José de Oliveira Cercal;
            signatário José Estevão de Miranda;
            signatário Manoel José de Oliveira;
            partidor Antonio Pinheiro Ribas;
            partidor Francisco da Costa Pereira.

            Localidades relevantes:
            Areias Grandes;
            Barra de Araquari (atual município de Araquari, Santa Catarina);
            cidade de São Francisco do Sul;
            primeira comarca;
            província do Rio Grande de São Pedro do Sul (atual estado do Rio Grande do Sul);
            rua de São Bento;
            sítio dos Pinheiros;
            vila de Porto Bello (atual município de Porto Belo, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            auto de alimpação de partilha;
            contas;
            correição;
            partilha;
            petição;
            sentença;
            termo de encerramento;
            termos de declaração;
            termos de juramento;
            termos de louvação;
            traslado de testamento.

            Variação de nome:
            cidade de Nossa Senhora da Graça do Rio de São Francisco Xavier do Sul;
            Egyno Antonio de Miranda;
            Rio dos Pinheiros.

            Inventário de Dioniso Custodio Martins Soares
            BR SC TJSC TRRJ-88266 · Processo · 1853
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado em São Francisco do Sul, na época sob a Primeira Comarca.

            Partes do processo:
            Dionisio Martins Soares (Inventariado);
            Salvador José dos Anjos (inventariante/testamenteiro).

            Resumo:
            O inventário de Dionísio Martins Soares foi realizado por Salvador José dos Anjos, que o fez deixando um testamento. Nele, foi mencionada a destinação de uma quantia em dinheiro para a cidade onde residia, para seus familiares e também para as seguintes instituições: São José, Senhor Bom Jesus dos Passos, Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora do Rosário, São Francisco das Chagas e Senhor Bom Jesus de Iguape.
            Entre os bens inventariados estavam onças de ouro, uma grande quantia de moedas de ouro, prata e cobre, móveis, transportes, casa, sítio, terras, engenho, roças de cana e dívidas.
            Além disso, foram citadas 11 pessoas escravizadas: um de nação Congo, de nome Manoel; dois de nação Benguela, de nomes Joaquim e Leonor; um de nação Moçambique, de nome José; e sete escravizados crioulos, de nomes Gracianna, Maria, Antônia, Marianno, João e dois menores, Salvador (3 anos) e Theodoro (1 mês). O testamento também menciona que alguns desses escravizados foram libertos na partilha dos bens.

            Localidades Relevantes:
            Nossa Senhora da Graça do Rio de São Francisco Xavier do Sul;
            Rua de São José;
            Rio do Monte de Trigo.

            Atuaram no processo:
            juiz municipal (primeiro substituto) major Joaquim José d’Oliveira Cercal;
            escrivão e tabelião João José Machado da Costa;
            coletor das rendas provinciais Francisco Mathias de Carvalho;
            signatário e avaliador Salvador Antônio Alves Maia;
            avaliador Francisco da Costa Pereira;
            partidor Leandro José da Costa Machado;
            partidor Antônio Pinheiro Ribas.

            Compõem o processo:
            Traslado do testamento;
            Testamento;
            Juramento ao inventariante;
            Juramento aos louvadores;
            partilha de bens.

            Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
            Inventário de Hilário Antonio
            BR SC TJSC TRRJ-80698 · Processo · 1864
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado em Nossa Senhora da Graça do Rio São Francisco Xavier do Sul, na época sob a Comarca de Nossa Senhora da Graça.

            Partes do processo:
            Hilário Antonio (inventariado);
            Barbosa Tavares de Miranda (inventariante).

            Resumo: Inventário requerido pelo coletor de rendas provincias, por conta do longo período que a esposa viúva levou para a realização do processo, estando sob ameaça de sequestro dos bens de seu falecido esposo. O inventário não apresenta herdeiros, apenas a inventariante e dívidas; são citados os bens: quantia de dinheiro, joias, prata, ouro, cobre, ferramentas, mobília, meios de transporte, engenho de farinha, roça de mandioca, animais, casas e terras. Além disso são registradas 14 pessoas escravizadas, de nomes: Mathias, Luiz, Miguel, Manoel, Martinho, José, Antonio, Fabricio, Joaquim, Joaquina, Ignacia, Dina, Andreza e Gertrudes, com todos sendo descritos como crioulos, por exceção de Luiz, que é descrito como originário da nação do Congo.

            Atuaram no processo:
            escrivão interino José Estevão de Miranda e Oliveira;
            tabelião João Jozé Machado da Costa;
            signatário João Chrisostomo Pinheiro Ribas;
            procurador e segundo testamenteiro João Gomes de Oliveira;
            terceiro testamenteiro Camillo Antonio Moreira;
            avaliador Bento Gordiano de Carvalho;
            avalidor Salvador Antonio Alves Maria;
            partidor Antonio de Oliveira;
            partidor Antonio Pinheiro Ribas;
            coletor de rendas Francisco Mathias de Carvalho;
            juiz municipal e provedor das capelas e resíduos Joaquim Antonio da Silva Barata.

            Localizações relevantes:
            Nossa Senhora da Graça Rio de São Francisco Xavier do Sul (atual cidade de São Francisco do Sul);
            freguesia do Paraty;
            rio do Paray;
            rua de São José;
            Pastinho.

            Compõem o processo:
            Petição inicial;
            Declaração;
            Traslado de testamento;
            Auto de inventário e juramento de inventariante;
            Juramento aos avaliadores;
            Avaliação dos bens;
            Requisição de liberdade;
            Juramento aos partidores;
            Partilha dos bens;
            Custas.

            Variação de nome:
            inventariante Barbara Tavares de Miranda.