Traslado de testamento realizado na cidade de São José, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.
Partes do processo:
Antonio José de Mattos (testador);
João Climaco Zuzarte (testamenteiro).
Herdeiros:
Anna (neta);
Antonio José de Farias (co-herdeiro);
Maria (neta);
Rosa.
Resumo:
Em um traslado de testamento, Antonio José de Mattos declarou suas últimas vontades antes de falecer. O testador disse ter filhos e netas, chamados de herdeiros legítimos, e desejava que seus bens fossem repartidos entre eles; no documento, a herdeira Roza é descrita como “louca”, tendo suas filhas Anna e Maria ido morar com o avô e testador há mais de 14 anos.
Quando mencionado os bens e as pessoas escravizadas, o testador requereu que Vitalina e Manoel — crianças designadas como pardas —, filhos da mulher escravizada Hilária, não fossem incluídos na repartição; já Hilária foi colocada como terça parte das netas de Antonio. João Marcos Pereira de Andrade foi chamado para atuar como o primeiro testamenteiro, e em sua falta João Climaco Zuzarte foi nomeado para tal função.
Atuaram no processo:
escrivão do juízo de paz José Pereira Cardoso;
escrivão interino Leandro Jorge de Campos;
juiz municipal segundo suplente Frederico Affonso de Barros;
juiz municipal sexto suplente Luis da Costa Fagundes.
Localidades relevantes:
cidade de São José;
comarca da capital;
freguesia de Santo Amaro (atual município de Santo Amaro da Imperatriz, Santa Catarina).
Compõem o processo:
traslado de testamento.
Variação de nome:
comarca de São José.