Alforria / Carta de Liberdade

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            Inventário de Joaquina Pereira
            BR SC TJSC TRRJ-8982 · Processo · 1838-1853
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de São Miguel (atual Biguaçu), à época sob a Comarca do Norte.

            Partes do processo:
            Joaquina Pereira (inventariada);
            José de Souza Machado (inventariante).

            Resumo: Joaquina, identificada como crioula forra, faleceu sem deixar testamento. O inventariante é seu credor, pois não foram localizados parentes da falecida. Dentre seus bens havia mobília, utensílios domésticos, prataria, ferramentas e uma casa, que foram apregoados.

            Atuaram no processo:
            avaliador Antonio Silveira de Souza;
            avaliador Vicente Francisco Pereira;
            curador Felisberto Ferreira Borges;
            curador Luiz Antonio Gomes;
            escrivão Amancio José Ferreira;
            juiz de órfãos José Joaquim Dias;
            juiz de órfãos e provedor de capelas e resíduos Claudio Pereira Xavier;
            pregoeiro dos auditórios Ilario José da Silva;
            procurador Jacintho José Pacheco dos Santos;
            procurador João José da Camara.

            Localidade relevante:
            Desterro.

            Compõem o processo:
            Auto de praça;
            Avaliação de bens;
            Juramento ao curador;
            Juramento ao curador da herança;
            Juramento aos avaliadores;
            Termo de declaração;
            Termo de recebimento;
            Carta precatória.

            Inventário de José Budal Arins
            BR SC TJSC TRRJ-82296 · Processo · 1861-1863
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de Nossa Senhora da Graça do Rio de São Francisco Xavier do Sul, na época sob a comarca de Nossa Senhora da Graça da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            José Budal Arins (falecido);
            Domingos José Prattes (inventariante e testamenteiro).

            Herdeiros instituídos:
            Antonio da Silva;
            Antonio João Vieira;
            Antonio Poncio de Souza;
            Bebianna;
            Carolina;
            Chrispim;
            Cordula Dias da Silveira;
            Domingos Alves Pereira;
            Felisbino José da Silva;
            Fortunata;
            Jacintho José de Souza;
            João;
            João;
            João Francisco Budal;
            Joaquim da Motta;
            Manoel Fernandes de Jesus;
            Miguel de Souza Lopes;
            Salvador de Oliveira.

            Resumo:
            O testamenteiro e inventariante Domingo José Prattes abriu um processo de inventário pelos bens do finado José Budal Arins, que havia falecido viúvo.

            Foi anexado à ação o testamento de José, que revelou não possuir filhos vivos — chamados de herdeiros forçados. Foi pedido que a divisão de seus bens se realizasse entre seus irmãos e sobrinhos, além da doação de uma quantia para a Irmandade do Santíssimo Sacramento.

            Neste documento, foram mencionadas doze pessoas escravizadas, dos nomes: Lourenço, Manoel e Thomaz, descritos como crioulos; Pedro, João, Joanna, Carolina, Bebianna, Ritta e Fortunata, designados como pardos e crioulos; e Catharina e Maria, descritas como pretas e crioulas. José requereu a alforria de todos os citados, deixando parte de suas terras somente para Lourenço, Manoel, Thomaz, Pedro, Catharina, Ritta, Joanna e Maria. Ainda no testamento, o falecido instituiu Carolina, Bebianna, Fortunata e João como seus herdeiros, após serem libertos.

            Os bens descritos na ação foram utensílios de cozinha, objetos de transporte (caixas), um batelão, mobílias, casas e uma casa de engenho, uma prensa de ferro, um forno de barro e sítios. Foram declaradas dívidas ativas e passivas. Apesar das alforrias requeridas no testamento, todas as pessoas escravizadas mencionadas foram adicionadas ao arrolamento; além disso, foram citados Gaspar e Firmina, bebês de um mês e meio de idade.

            Após a avaliação, o juiz reitera que a intenção do testador deve ser observada como lei se de acordo com a legislação vigente. Além disso, ele afirma considerar absurdo o fato de que Gaspar e Firmina continuassem escravizados, escrevendo: “não estamos nos tempos bárbaros de Roma, em que o pai era considerado senhor absoluto do filho” (p. virtual 33). A partir do pedido do juiz, foi nomeado um curador para representar os bebês e dar início aos seus processos de alforria. A liberdade das demais pessoas não foi tratada nesta ação, não sendo possível declarar se suas alforrias foram concluídas.

            Os bens foram repartidos em igualdade entre os legatários e parte do patrimônio foi utilizado para o pagamento das dívidas e taxas. A ação foi julgada por sentença, em o juiz requereu o pagamento das custas da ação de maneira pro rata pelo inventariante. Mais tarde, a coletoria das rendas provinciais, por meio de petição, solicitou o pagamento da “taxa de heranças e legados”; com isso, o processo é concluído com pregões e a arrematação de alguns bens.

            Atuaram no processo:
            avaliador Francisco Vellozo de Linhares;
            avaliador João Vicente Nobrega Dutra;
            coletor das rendas provinciais Francisco Mathias de Carvalho;
            curador major Francisco da Costa Pereira;
            escrivão e tabelião interino Valentim Antonio de Sousa;
            escrivão Leopoldo Justiniano Esteves;
            juiz municipal Tertuliano Teixeira de Freitas;
            juiz municipal quarto suplente capitão Antonio Vieira de Araujo;
            juiz municipal primeiro substituto major Joaquim José de Oliveira Cercal;
            partidor capitão José Luciano de Oliveira;
            partidor tenente coronel Bento Gordiano de Carvalho;
            procurador Salvador Antonio Alves Maia;
            signatário Antonio Pereira da Costa;
            tabelião e signatário João José Machado da Costa.

            Localidades relevantes:
            cidade Nossa Senhora da Graça do Rio de São Francisco Xavier do Sul (atual município de São Francisco do Sul, Santa Catarina);
            comarca de Nossa Senhora da Graça;
            distrito de Ribeira;
            Rio dos Morretes
            rua de São Bento.

            Compõem o processo:
            auto de arrematação;
            auto de partilha;
            avaliação e descrição dos bens;
            contas;
            editais de praça;
            petições;
            pregões;
            sentença;
            termo de louvação;
            termos de juramento;
            traslado de edital;
            traslado de testamento.

            Variação de nome:
            Bibiana;
            distrito de São Francisco;
            Domingo José Prates;
            Francisco Velloso de Linhares;
            São Francisco do Sul.

            Inventário de José Joaquim do Amaral
            BR SC TJSC TRRJ-22282 · Processo · 1864
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade do Desterro, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            José Joaquim do Amaral (falecido);
            Jose da Lapa de Souza Coentro (inventariante e primeiro testamenteiro).

            Herdeira:
            Maria Candida.

            Resumo:
            Este processo se trata do inventário de José Joaquim do Amaral, realizado por Jose da Lapa de Souza Coentro. Foi anexado o testamento do finado, em que ele escreveu suas últimas vontades.

            No documento, é revelado que o falecido era tenente do Exército em Portugal e serviu na Inglaterra, onde foi perseguido pelo governo de D. Miguel, vindo posteriormente para o Brasil. Chegou ao Rio de Janeiro acompanhado de Jacinta Cândida Araújo, já falecida, com quem teve três filhos: José, Maria e Jacintho, todos também falecidos. Nesse sentido, José Joaquim nomeou como herdeira universal e concedeu alforria à Maria Candida, denominada como preta.

            É revelado que a escolha pelos testamenteiros se deu por serem “compadres” de Maria Candida e apadrinharem seus filhos, demonstrando as chamadas estratégicas “relações de compadrio” entre pessoas escravizadas e aqueles que detinham mais direitos na cidade.

            Entre os bens declarados constam uma casa, utensílios de cozinha, castiçais, mobília, quadros e roupas de cama. Ainda no arrolamento, foi citada Maria, mulher escravizada descrita como africana.

            Em um termo de declaração, o inventariante afirma que Gregório Amaral, descrito como preto, seria liberto pelo pagamento dos anos excedentes — ele havia trabalhado 3 dos 10 anos acordados com o testador, mas o valor equivalente a esses 7 anos foi pago. Com isso, Gregório conquista sua alforria.

            Ao final do processo há o pagamento de dívidas e custas, assim como para o sepultamento do falecido. A ação é interrompida no juramento aos partidores, sem sentença ou auto de partilha.

            Atuaram no processo:
            avaliador Domingos Dias de Souza Medeiros;
            avaliador José Porfírio Maxado de Araujo;
            escrivão interino Leonardo Jorge de Campos;
            juiz municipal e de resíduos e procurador Estanislao Antonio da Conceição;
            juiz provedor Joaquim Augusto do Livramento;
            oficial de justiça Rodrigues de Jesus;
            partidor João Narcizo da Silveira;
            partidor Manoel José de Oliveira;
            procurador fiscal Sergio Lopes Falcão.

            Localidades relevantes:
            cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            cidade de Viseu;
            comarca da capital;
            reino de Portugal;
            Rio de Janeiro;
            rua bella do senado;
            vila de Santar.

            Compõem o processo:
            auto de descrição e avaliação;
            petições;
            recibos;
            termo de avaliação;
            termo de declaração;
            termos de juramento.

            Inventário de José Pedro Gularte
            BR SC TJSC TRRJ-19842 · Processo · 1866-1868
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade do Desterro, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            José Pedro Gularte (falecido);
            Anna Maria da Conceição (inventariante).

            Herdeiros:
            Anna Maria Gularte;
            Daniel Frederico Sevdek (co-herdeiro);
            José Bibiano Gularte;
            Julia Maria Gularte;
            Manoel Gularte (neto);
            Maria Gularte (neta);
            Maria Luisa da Conceição Gularte;
            Thomas Gularte (neto);
            Thomás José Gularte.

            Resumo:
            Anna Maria da Conceição abre um processo de inventário dos bens do finado José Pedro Gularte. O falecido deixou herdeiros menores de idade e, com isso, a ação passou pelo juízo de órfãos e pela nomeação de um curador. Além disso, foi anexado um translado de seu testamento, em que foi revelado que Anna e José Pedro estavam separados judicialmente. Nesta ação, foi mencionada uma pessoa escravizada de nome Maximiano, designado como crioulo; José o declarou liberto após seu falecimento.

            No decorrer da ação, a inventariante foi representada por um procurador. Os bens avaliados foram casas, um engenho de farinha, materiais para construção, animais e terras. Foi citado um homem escravizado de nome Paulo, designado como crioulo; mesmo sendo declarado liberto, Maximiano é inserido na avaliação. Por petições dos credores, foi revelado a existência de algumas dívidas deixadas pelo finado. Após avaliados, os bens e pessoas escravizadas foram divididos igualmente entre os herdeiros, e as dívidas foram pagas a partir da meação.

            Anna alega em petição que Maximiano (designado como “preto”, nesta ação) precisaria adicionar uma quantia de dinheiro para completar o valor da compra de sua alforria, que foi requerida pelo finado em seu testamento. Desta forma, foi pedido que fossem arrematados os serviços de Maximiano, para restituição da quantia determinada. O processo foi julgado por sentença, e o juiz requereu o pagamento das custas de maneira pro rata pelos interessados, assim como delimitou um prazo para reposição da quantia. Mais tarde, foi feito um termo de declaração em que Maximiano afirma ter sido entregue a quantia necessária.

            Atuaram no processo:
            avaliador Claudino José da Silva;
            avaliador João Theodoro Machado;
            curador geral dos órfãos Marcelino Antonio Dutra;
            curador interino dos órfãos Candido Gonçalves de Oliveira;
            escrivão de capelas e resíduos e tabelião de notas Leonardo Jorge de Campos;
            escrivão de órfãos Vidal Pedro Morais;
            escrivão e signatário Bernardino Pereira Pinto;
            juiz de órfãos Joaquim Augusto do Livramento;
            juiz de órfãos primeiro suplente major Affonso de Albuquerque e Mello;
            juiz de órfãos terceiro suplente Patricio Marques Linhares;
            partidor João da Silva Simas;
            partidor Luis Carlos Saldanha e Sousa;
            procurador Manoel José de Oliveira;
            procurador Thomas José Gularte;
            oficial de justiça e pregoeiro Lucas Rodrigues de Jesus;
            signatário André José Valente;
            signatário Antonio Bernardo de Almeida Lobato;
            signatário Delfino Joaquim de Azevedo;
            signatário Francisco José de Sousa;
            signatário João Baptista de Costa Oliveira;
            signatário Joaquim José de Sousa;
            tabelião interino Francisco Eugeniel Tavares.

            Localidades relevantes:
            cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            comarca da capital;
            distrito de Cacope (atual bairro de Cacupé, Santa Catarina);
            freguesia de Nossa Senhora das Necessidades;
            freguesia de Santo Antonio (atual bairro de Santo Antônio de Lisboa, Santa Catarina);
            Ribeirão;
            Rio de Janeiro;
            Rio do Conde;
            vila de Itajahy (atual município de Itajaí, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            carta precatória citatória;
            contas;
            petições;
            procurações;
            recibos;
            sentença;
            termo de audiência;
            termo de avaliação dos bens;
            termo de louvação;
            termos de declaração;
            termos de juramento;
            traslado de testamento.

            Variação de nome:
            Itajahi;
            signatário Dolfino Joaquim de Azevedo;
            Thomas Jose Goularte.

            Inventário de Ludovino Antonio Gonçalves
            BR SC TJSC TRRJ-21120 · Processo · 1871-1883
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de Desterro, comarca da Capital.

            Partes do processo:
            Ludovino Antonio Gonçalves (falecido);
            Flora (falecida);
            Antonio Augusto d’Aguiar (inventariante).

            Herdeiros:
            Adolpho Antonio Gonçalves (menor de idade);
            Clementina Flora (menor de idade).

            Resumo:
            Neste processo foi conduzido o inventário de Ludovino Antonio Gonçalves, ex-escravizado liberto descrito como “preto”. Ele era viúvo de Flora, por sua vez descrita como “crioula”. Por seu falecimento, Ludovino deixou dois filhos menores de idade, de nomes Adolpho Antonio Gonçalves e Clementina Flora. Os dois herdeiros moravam em Desterro: Adolfo residia no Rio Tavares, enquanto Clementina morava na Rua do Príncipe. O inventariante de Ludovino foi o capitão Antonio Augusto d’Aguiar.

            Em seguida, Manoel José Soares e José Alves Bezerra foram intimados para desempenhar papel de tutor dos herdeiros menores de idade, mas ambos recusaram. Assim, o inventariante Antonio Augusto d’Aguiar foi convocado para prestar o juramento da tutela.

            Nomeados os avaliadores, passou-se então à descrição e avaliação dos bens. Ludovino deixou uma propriedade de terras; um cordão de ouro, com uma imagem de Nossa Senhora da Conceição e uma cruz.

            Após a descrição, o juiz foi informado pelo escrivão que o inventariante e tutor dos herdeiros havia falecido; o escrivão disse, ainda, que um outro inventário havia sido feito há pouco tempo, tratando dos mesmos bens deste inventário.

            Na sequência, em outro informe ao juiz, o escrivão alegou que os cuidadores de Adolfo e Clementina, respectivamente José Anastacio e Manoel José Soares, recusaram-se a assinar a tutela, pois desconheciam o suposto inventário que já havia sido feito.

            O processo termina inconclusivo, sem sentença.

            Compõem o processo:
            arrolamento dos bens e sua avaliação;
            auto de inventário e juramento de inventariante;
            mandados de intimação;
            relação e avaliação dos bens;
            termo de audiência e louvação de avaliadores;
            termos de juramento de avaliadores;
            termos de tutela e juramento de tutor;
            título de herdeiros.

            Localidades relevantes:
            Rua do Príncipe (atual rua Conselheiro Mafra, Florianópolis);
            Travessão do capitão Antonio Augusto de Aguiar;
            Rio Tavares (atual bairro em Florianópolis, Santa Catarina);
            cidade de Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            comarca da Capital.

            Atuaram no processo:
            avaliador José Francisco Borges;
            avaliador Propicio Octaviano Seara;
            escrivão João de Miranda Santos;
            escrivão de órfãos Antonio Thome da Silva;
            escrivão de órfãos Vidal Pedro Morais;
            juiz Felisberto Elysio Bezerra Montenegro;
            juiz de órfãos Joaquim Augusto do Livramento;
            juiz de órfãos José Ferreira de Mello;
            juiz de órfãos segundo suplente coronel José Feliciano Alves de Brito.

            Variações de nome:
            Antonio Augusto de Aguiar (inventariante);
            Adolfo Antonio Gonçalves (herdeiro; menor de idade).

            Inventário de Manoel Francisco Caetano
            BR SC TJSC TRPOA-68611 · Processo · 1882
            Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

            Audiência no Teatro do Espírito Santo, por estar ocupada a casa da Câmara Municipal; juiz municipal José Virgolino Correia de Queiros; escrivão Antonio Francisco de Medeiros; distrito de Três Riachos; Carolina Rosa de Jesus (herdeira); Maria Vitalina Rosa de Jesus (herdeira); propriedade rural; escravo; mapa com descrição de escravo; Eduardo Francisco de Farias (comerciante e credor); carta de liberdade de escravizado; plantações; casa; juiz Manoel Januario Bezerra Montenegro.
            Processo sem capa; incompleto.

            Tribunal da Relação de Porto Alegre
            Inventário de Manoel Rodrigues de Souza
            BR SC TJSC TRRJ-29811 · Processo · 1868-1882
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Processo de inventário realizado na Comarca de Lages.

            Partes do processo:
            Manoel Rodrigues de Souza (inventariado);
            Policarpo José de Souza (inventariante);
            Joaquim José Henriques (testamenteiro).

            Herdeiros:
            Francisco Propicio de Souza;
            Clara Maria de Souza;
            Policarpo José de Souza;
            Joaquim José de Souza;
            Ignacio Rodrigues de Souza;
            José Rodrigues de Souza;
            Maria Ignacia de Souza;
            Manoel Rodrigues de Souza Matto;
            João Rodrigues de Souza;
            Manoel (menor);
            Anna (menor);
            Antero (menor);
            Bento (menor);
            Anna (menor);
            Julio (menor).

            Resumo:
            Policarpo José de Souza deu início ao processo de inventário de seu falecido pai, Manoel Rodrigues de Souza Lima. Entre os bens descritos havia utensílios, ferramentas, mobília, espingarda, joias, ouro, prataria, grande quantidade de animais, terras, casas e dívidas. Além disso, foram descritos 19 escravizados, de nomes Balduino (descrito como preto, recebeu alforria no testamento), Manoelzinho, Henriques, Manoel Luiz, Mandú, João Lopes, Candido, Marciano, Joaquina, Rita; Eva-moça, Eva-velha, Narciza, Carolina (descrita como mulata), José (menor, e descrito como mulato), Thereza (menor, e descrita como parda), Luiz, João Antonio (descrito como preto). Consta também uma contestação acerca da terça de pagamento feita aos filhos ditos ilegítimos do testador com Maria Joaquina da Maia, os outros herdeiros diziam que Manoel e Anna não eram herdeiros necessários, e descreveram os dois menores enquanto "filhos adulterinos". Essa situação gerou um auto da reforma da partilha, porém a sentença continuou sendo contestada. Também consta um pedido para libertar os escravizados José e Thereza, que eram menores de idade e ficaram por legado para os legatários Manoel e Anna. Contém o processo de testamento do falecido a partir da página 471.

            Atuaram no processo:
            avaliador Manoel Joaquim Pinto;
            avaliador Lionel Caetano da Silva Machado;
            agente de rendas provinciais João Augusto Xavier Nunes;
            contador João Augusto Xavier Neves;
            contador João José Cerqueira Lima;
            contador José Joaquim Rodrigues de Athayde;
            curador geral Roberto Sanford;
            curador geral Lourenço Dias Baptista;
            curador geral Estacio Borges da Silva Mattos;
            escrivão Generoso Pereira dos Anjos;
            juiz de orfãos Ignacio Coelho d'Avila;
            juiz de orfãos José de Oliveira e Costa;
            juiz de orfãos Theodoro Ferreira de Souza;
            juiz de orfãos Vicente José de Oliveira Costa;
            juiz de direito Antonio Ribeiro dos Santos;
            juiz provedor Henrique Ribeiro de Cordova;
            juiz Vidal José de Oliveira Ramos;
            juiz Franceliso Adolpho Pereira Guimarães;
            oficial de justiça José Balthazar de Oliveira;
            procurador Antônio Saturnino de Souza e Oliveira;
            procurador Manoel Saturnino de Souza e Oliveira;
            procurador Joaquim José Henriques;
            procurador João Luiz de Andrade;
            tabelião José Luiz Pereira;
            tutor Antônio Pereira da Cunha e Cruz;
            tutor Domingos Thomaz de Souza;
            vigário Antonio Luiz Esteves de Carvalho.

            Localidades relevantes:
            Cidade de Laguna;
            Terra dos Pessegueiros;
            Terra do Mato dos Índios;
            Terra das Rocinhas;
            Macacos;
            Campos do Bairro;
            Serra do Tubarão;
            Rua da Cadeia;
            Freguesia de Nossa Senhora do Patrocínio;
            Rio Pelotas;
            Fazenda do Bom Sucesso.

            Compõem o processo:
            Descrição de bens;
            Auto de partilha;
            Termo de tutela;
            Procuração;
            Auto da reforma da partilha;
            Termo de responsabilidade;
            Termo de apelação;
            Pedido para alforria;
            Certidão de Batismo;
            Testamento;
            Termo de abertura;
            Termo de aceite;
            Conclusão.

            Variação de nome:
            Escravizada Eva-mossa.

            Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
            Inventário de Maria Cardozo de Jesus
            BR SC TJSC TRRJ-58445 · Processo · 1847-1854
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de Santo Antonio dos Anjos da Laguna, na época sob a comarca do sul da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Maria Cardozo de Jesus (inventariada);
            Graciana Gomes da Rocha (inventariante e herdeira).

            Herdeiros:
            Antonia Maria de Jesus (neta);
            Antonio Gomes da Rocha (neto);
            Joze Antonio (neto);
            José Gomes da Rocha (neto);
            Manoel de Castro (co-herdeiro);
            Maria Ignacia de Jesus (neta).

            Resumo:
            Graciana Gomes da Rocha abre um processo de inventário após o falecimento de sua mãe, Maria Cardozo de Jesus. Em testamento anexado, suas últimas vontades e declarações foram escritas: é revelado que a finada fazia parte da Irmandade das Almas de Laguna, declarando também seus vínculos religiosos com a Igreja Católica, como na frase “Em nome da Santíssima Trindade, Padre, Filho e Espírito Santo, em quem eu firmemente creio, […] como boa e fiel cathólica […]”.

            Além disso, a falecida declara no documento que deixaria liberto o casal Manoel e Juliana, por meio de carta de alforria. Como a finada deixou herdeiros que residiam na vila de Santo Antonio da Patrulha, foi expedida uma carta precatória para citá-los, a fim de comparecerem no processo de avaliação e partilha do patrimônio.

            Os bens descritos foram uma canoa e terrenos no lugar denominado Ponta Rasa; ao decorrer da descrição, é citado que uma das terras fazia divisa com as casas de Maria e Manoel Gomes, pessoas libertas designadas como pretas. Além disso, foram inventariadas quatro pessoas escravizadas: Antonio, Zeferino, Maria e João, descritos como crioulos.

            Após avaliados, os bens passaram por um processo de partilha, em que parte do patrimônio foi separada para o pagamento do imposto chamado “terça”. O processo é julgado por sentença, e o juiz requer o pagamento das custas da ação por parte dos interessados.

            Atuaram no processo:
            avaliador João José Nunes,;
            avaliador Manoel Luiz da Silva;
            escrivão do juizo municipal Vicente José de Gois Rebello;
            escrivão João Mariano dos Prazeres;
            juiz Gaspar José Mendes Braga;
            juiz municipal Jeronimo Coelho Netto;
            juiz municipal suplente Albino José da Rosa;
            oficial de justiça Francisco Ignácio de Mendonça;
            partidor Albino Jose da Rosa;
            partidor Antonio Gonçalves Barreiro;;
            procurador Floriano Joze de Andrade;
            procurador João Thomas de Oliveira Junior;
            signatário Benedicto de Souza Martins;
            signatário Manoel Domingues;
            signatário Zeferino José Nogueira da Silva;
            tabelião José Barbosa Telles.

            Localidades relevantes:
            cidade de Santo Antônio da Patrulha;
            cidade de Santo Antonio dos Anjos da Laguna (atual município de Laguna, Santa Catarina);
            comarca do sul;
            distrito de Ponta Rasa;
            fazenda do Padre;
            freguesia de Imaruhi;
            freguesia de Santa Anna;
            província de Rio Grande de São Pedro do Sul (atual estado do Rio Grande do Sul);
            rio do Lino.

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            carta precatória citatória;
            colação de bens;
            contas;
            correição;
            descrição e avaliação dos bens;
            petições;
            procurações;
            sentença;
            termo de substabelecimento;
            termos de declaração;
            termos de responsabilidade;
            traslado de testamento.

            Variação de nome:
            Graciana Cardosa (inventariante e herdeira).

            Inventário de Maria Fernandes de Rosario
            BR SC TJSC TRRJ-49128 · Processo · 1851 - 1853
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de São Francisco do Sul, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Maria Fernandes do Rosario (falecida);
            Dionisio Martins Soares (inventariante, testamenteiro e herdeiro).

            Resumo:
            Dionisio Martins Soares requereu a abertura de um processo de inventário dos bens de sua falecida esposa, Maria Fernandes do Rosário, que deixou testamento e não tinha herdeiros forçados; com isso, seu marido foi o único a receber os bens. Por meio do testamento anexado, é revelado que a finada organizou os detalhes de seu funeral, com o pedido de ser sepultada na Igreja de Nossa Senhora da Graça, acompanhada da Irmandade do Santíssimo Sacramento, em que foi separada uma quantia de dinheiro para essa instituição.

            Integraram a ação 12 pessoas escravizadas: Francisca, Leonor, Joaquim e Antonio, de nação Benguela; José, de nação Moçambique; Manoel, de nação Congo; e Antonia, Maria, Gracianna, João, Marianno e Josepha, designados como crioulos. Durante o testamento, a falecida requereu que os escravizados Antonio, Francisca, Josepha, Guilhermina, Francisco e Florencio fossem libertos após sua morte, pertencendo a eles metade de sua terra –– contudo, na condição de que continuassem a serviço de seu marido.

            Os bens inventariados foram moedas de ouro, cem patacões (moedas de 960 réis), um conjunto de jóias, botões de prata, utensílios de cozinha, uma quantia em dinheiro, fornos de cobre, selas, caixas, material de pesca, uma mesa, canoas, alqueire de farinha de mandioca, um sítio, uma casa, um engenho de farinha e roças de mandioca. Além disso, constam dívidas ativas; durante a listagem das pendências, há citação de uma dívida deixada com Andre, homem liberto descrito como preto.

            Após avaliado, o patrimônio passou por um processo de partilha para o herdeiro, em que a repartição das terras e seis pessoas escravizadas foram destinados ao pagamento das pendências citadas. O processo foi julgado por sentença, e o juiz demandou o pagamento das custas da ação por parte do inventariante.

            Atuaram no processo:
            avaliador José Antônio Pereira Maia;
            avaliador Salvador Antonio Alves Maia;
            coletor das rendas provinciais Manoel José d’Oliveira;
            coletor interino Francisco Mathias de Carvalho;
            escrivão ajudante Bernardino Antonio de Sena Feltro Junior;
            escrivão e tabelião João José Machado da Costa;
            juiz municipal João Nepomoceno Xavier de Mendonça;
            juiz municipal primeiro substituto major Joaquim José d’Oliveira Cercal;
            partidor Francisco Germano de Arruda;
            partidor João Jose Gomes Leal;
            signatário Antonio Machado Pereira;
            signatário Salvador Jose dos Anjos.

            Localidades relevantes:
            cidade de São Francisco do Sul;
            primeira comarca;
            rio Monte de Trigo;
            rua de São José;
            vila de Porto Bello (atual município de Porto Belo, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            auto de alimpação da partilha;
            contas;
            correição;
            petição;
            sentença;
            termo de louvação;
            termo de partilha;
            termo de remessa;
            termos de encerramento;
            termos de declaração;
            termos de juramento;
            traslado de testamento.

            Variação de nome:
            Maria Fernandes de Rosario;
            Nossa Senhora da Graça do Rio de São Francisco Xavier do Sul;
            Rio de São Francisco;
            São Francisco.