Arma de Fogo

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              Corpo de Delito de Alfredo de Paula Freitas
              BR SC TJSC TJSC-AJ-21731 · Processo · 1893
              Parte de III - Tribunal de Justiça de Santa Catarina

              Partes:
              Alfredo de Paula Freitas; Manoel Berlink da Silva; Antônio da Cruz Cordeiro Júnior; João da Fonseca Póvoas; José Gomes dos Santos.

              Ataque a mão armada ao palácio do governo do estado; armas de fogo; homicídio

              Escrivão Fernando Gomes Caldeira de Andrade; perito Alfredo Botelho Benjamim; perito Duarte Paranhos Schutel; perito José Amado Coutinho Barata; promotor público Manoel de Freitas Paranhos; juiz Firmino Duarte Sila

              Variação de nomes Antônio Paula de Freitas

              14 folhas; digitalizado;
              Exposição; Revolução Federalista.

              Tribunal de Justiça de Santa Catarina
              Corpo de Delito de Alfredo de Paula Freitas

              Partes:
              Alfredo de Paula Freitas (examinado); Manoel Berlink da Silva (examinado); Antônio da Cruz Cordeiro Júnior (falecido); João da Fonseca Póvoas (falecido); José Gomes dos Santos (falecido).

              Ataque à mão armada ao palácio do governo do estado; armas de fogo; tiroteio; homicídio.

              Escrivão Fernando Gomes Caldeira de Andrada; perito Alfredo Botelho Benjamim; perito Duarte Paranho Schutel; perito José Amado Coutinho Barata; promotor público Manoel de Freitas Paranhos; juiz Firmino Duarte Silva.

              Variação de nomes: Antônio Paula de Freitas.

              14 folhas; exposição Revolução Federalista.

              Tribunal de Justiça de Santa Catarina
              Corpo de Delito de Gabriel Gonçalves dos Santos
              BR SC TJSC TRRJ-10729099 · Processo · 1873
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Corpo de delito realizado na Freguesia de São João de Campos Novos, na época sob a comarca da capital, província de Santa Catarina.

              Partes:
              A justiça;
              Gabriel Gonçalves dos Santos (vítima);
              Bento Alves Fagundes (dono da propriedade onde os corpos foram achados);
              escravizado Floriano (pessoa que encontrou os corpos).

              Resumo:
              Floriano, descrito como “preto”, escravizado por Bento Alves Fagundes, encontrou os cadáveres de dois homens submergidos em água na localidade “Passo do Lagoão”, propriedade do mesmo Bento Alves Fagundes. O subdelegado Antônio Ricken de Amorim solicitou a realização de um corpo de delito nos cadáveres.

              No auto de corpo de delito, os peritos descobriram que ambos os homens foram assassinados por arma de fogo, um foi baleado no ouvido direito e na testa, e o outro foi baleado no canto da boca. O subdelegado julgou o corpo de delito por sentença e intimou as testemunhas para serem inquiridas. Conforme as testemunhas expuseram, os dois cadáveres faziam parte de uma comitiva. Gabriel Gonçalves dos Santos liderava essa comitiva, que era composta por 05 pessoas. Uma das testemunhas mencionou que, possivelmente, Gabriel havia sido assassinado por ter dívidas pendentes, enquanto outra testemunha especulou que os dois homens foram assassinados pelos outros 03 membros da comitiva, que foram avistados deixando o local com pressa. Apesar de um dos cadáveres ter sido identificado como Gabriel Gonçalves dos Santos, seu companheiro não foi identificado, apenas descrito como “velho”.

              Atuaram no processo:
              juiz de órfãos Herculano Maynarte Franco;
              escrivão José Luis Pereira;
              escrivão Generoso do Espírito Santo;
              perito tenente Matheos José de Souza e Oliveira;
              perito Pocidonio Gonçalves de Brito;
              promotor público da comarca José Joaquim da Cunha Passos.

              Localidades relevantes:
              Freguesia de São João de Campos Novos (atual município de Campos Novos, Santa Catarina);
              vila de Curitibanos;
              cidade de Lages;
              Passo do Lagoão;
              Província do Rio Grande do Sul (atual estado do Rio Grande do Sul);
              cidade da Lapa (atual cidade da Lapa, Paraná);
              rio do bariguy;
              Curitiba, (atual capital do Paraná);
              Botucaraí (região no estado do Rio Grande do Sul);
              Passo Fundo (Município no Rio Grande do Sul);
              rio Maromba;
              Tindiquera (atualmente Araucária, município no Paraná, e, historicamente, foi/é uma região conectada a história de povos indígenas);
              Restinga da Laranjeira.

              Compõem o processo:
              auto de corpo de delito;
              testemunhos.

              Variação de nome:
              escravizado Florianno.

              Sumário de Culpa de Francisco
              BR SC TJSC TRRJ-86773 · Processo · 1868
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Sumário de culpa realizado na vila de São Miguel, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

              Partes do processo:
              escravizado Francisco (réu);
              A Justiça (autora);
              escravizada Felicia (vítima).

              Resumo:
              Neste processo, o promotor público João da Costa Mello Junior acusa Francisco de homicídio contra Felicia, uma menina de dois anos de idade. Tanto o réu quanto a vítima eram pessoas escravizadas designadas como crioulas, sendo escravizadas por Candido Machado Severino.

              A partir das perguntas realizadas para os peritos no auto de corpo de delito, foi revelado que o falecimento da vítima foi causado por uma arma de fogo disparada em sua cabeça. Além disso, Candido foi intimado a comparecer no inquérito das testemunhas como curador de Francisco, para representá-lo ao decorrer da ação; entre os depoentes, foram chamados Luis e Laurentino, designados como crioulos, atuando como “informantes” porque estavam presentes no momento do crime.

              O inspetor Joze Antonio da Costa, ao descrever o crime, disse que Francisco teria disparado uma bala de espingarda acidentalmente em Felicia, após a arma ter falhado enquanto mirava em um coqueiro; a vítima estava observando o réu através da porta da cozinha quando foi baleada.

              Como mencionado em depoimento, o crime ocorreu no sítio de “Biguassú”, pertencente ao curador, sendo mencionado o sepultamento de Felicia no cemitério da Igreja Matriz da vila de São Miguel. Durante esta ação, as testemunhas concordaram que o disparo tinha sido realizado de maneira acidental — citado, também, que a vítima era sobrinha do réu —, e não houve nenhuma contestação por parte do curador.

              O subdelegado julgou a ação como procedente, estando o réu sujeito à prisão, e Candido à condenação ao pagamento das custas. Entretanto, não foi possível concluir se o réu era culpado do crime pelo tempo determinado por lei, já que houve demora de uma testemunha para comparecer ao depoimento.

              Após a sentença, foi dado início a uma ação de libelo. O réu foi pronunciado pela justiça, nesta ação representada pelo promotor público João da Costa Mello Junior. Foi afirmado que Francisco teria “pouco cuidado” no manuseio da arma, em um ambiente na qual a estava portando, já que muitas pessoas, adultas e de menoridade, estavam presentes no sítio. Até o julgamento do Tribunal do Júri, a ação deveria ter continuidade com o réu em prisão por cinco a quinze dias, requerido pelo juiz.

              Em seguida, foram chamadas testemunhas para compor o julgamento, assim como o depoimento do réu. Por fim, através da decisão do júri, o réu foi absolvido da acusação, requerendo o alvará de soltura e o pagamento das custas da ação por parte de Candido.

              Atuaram no processo:
              escrivão do juízo municipal Antonio Francisco de Medeiros;
              escrivão Lucio Hypolito de Camargo;
              inspetor Joze Antonio da Costa;
              juiz de direito interino Joaquim Augusto do Livramento;
              juiz de direito Manoel Vieira Tosta;
              juiz municipal interino capitão Eduardo José d’Amaral;
              oficial de justiça Antonio Faustino Dias;
              oficial de justiça Antonio Silveira de Sousa;
              perito Alexandre Eloy d’Asevedo Coitinho;
              perito Salvador Cavalheiro;
              promotor público João da Costa Mello Junior;
              promotor público Joze Francisco Mafra;
              signatário Antonio Carlos de Carvalho;
              subdelegado de polícia primeiro suplente tenente Francisco Gonçalves de Luz.

              Localidades relevantes:
              Alto Biguassú;
              comarca da capital;
              sítio de Biguassú;
              vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina).

              Compõem o processo:
              auto de acusação;
              auto de corpo de delito;
              contas;
              cópia do edital;
              libelo;
              sentenças;
              termo de apresentação;
              termo de juramento;
              termos de comparecimento.

              Variação de nome:
              comarca de São Miguel;
              fazenda de Biguassú.