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            Inventário de João Ignacio de Amorim
            BR SC TJSC TRRJ-21827 · Processo · 1863-1864
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade do Desterro, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            João Ignacio de Amorim (falecido);
            João Pinto da Luz (inventariante e testamenteiro).

            Herdeiros:
            Flaubianno Ignacio de Amorim;
            Polucenia Antonia de Amorim;
            Josefa Antonia de Amorim;
            Rita Custodia de Amorim;
            Joanna Amelia de Amorim;
            José Ignacio de Amorim (neto);
            João Ignacio de Amorim (neto);
            Faustino Antonio de Amorim (neto);
            Manoel Silveira de Lacerda (co-herdeiro);
            Maria Antonia de Amorim (neta);
            Joaquim Machado (co-herdeiro);
            Marianno Alexandrino (neto);
            Maria José de Souza (neta);
            Jose Ignacio de Amorim (co-herdeiro);
            Delminda Candida (neta);
            Rita de Cacia (neta);
            Emilia Candida (neta):
            Candida Custodia (neta);
            Domingos José de Souza (neto);
            José Custodio (neto);
            Marianna Ignacia de Amorim (neta ausente).

            Resumo:
            O comendador João Pinto da Luz abriu um processo de inventário após o falecimento de João Ignacio de Amorim. A ação passou pelo juízo de órfãos e pela nomeação de um curador, já que o finado havia deixado netos menores de idade. Foi anexado ao processo o seu testamento, em que foram revelados os desejos para o funeral, citando a vontade de ser enterrado no cemitério de Nossa Senhora das Necessidades.

            Durante o processo, é revelado que uma das herdeiras não pôde comparecer na ação, mas que aceitava os termos propostos pela avaliação dos bens. Além disso, o avaliador nomeado pela família, Joaquim Soares da Silva, não foi louvado no processo, sendo então João Damasceno Vidal um dos responsáveis pela avaliação dos bens.

            Os bens inventariados foram casas, terras, uma mesa, canoas, camas, caixas, um banco, utensílios de cozinha e ferramentas. Foi mencionada uma pessoa escravizada de nome Luis, de nação Rebelo. O patrimônio foi repartido em igualdade entre os herdeiros e, após isso, o processo foi julgado por sentença, em que o juíz requereu o pagamento das custas do processo de maneira pro rata.

            Atuaram no processo:
            avaliador Francisco Pereira da Silva;
            avaliador João Damasceno Vidal;
            avaliador Joaquim Soares da Silva;
            curador geral dos órfãos Marcellino Antonio Dutra;
            escrivão de órfãos e interino da provedoria Vidal Pedro Morais;
            escrivão do público, da subdelegacia e juízo de lar Bernardino Pereira Pinto;
            juiz provedor e órfãos Raymundo Borges Leal Castello Branco;
            juiz de órfãos suplente Antonio Francisco de Farias;
            juiz de órfãos suplente Estanislau Antonio da Conceição;
            partidor Carlos Duarte da Silva;
            partidor Candido Gonçalves de Oliveira.

            Localidades relevantes:
            cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            distrito Saco de Itacoroby (atual bairro do Itacorubi, Florianópolis);
            freguesia da Trindade (atual bairro da Trindade, Florianópolis);
            freguesia de Nossa Senhora das Necessidades (atual bairro de Santo Antônio de Lisboa, Florianópolis);
            primeira comarca.

            Compõem o processo:
            auto de avaliação;
            auto de partilha;
            petições;
            sentença;
            termo de louvação;
            termos de declaração;
            termos de juramento;
            traslado de testamento.

            Variação de nome:
            Candido Gonçalves d’Oliveira;
            Carlos Duarte e Silva;
            Itacurubi;
            nação Rebolo.

            Inventário de João José da Silva
            BR SC TJSC TRRJ-24817 · Processo · 1850
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de Desterro, província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            João José da Silva (inventariado);
            Joaquina Maria da Conceição e Silva (inventariante).

            Herdeiros órfãos:
            João;
            Joaquina;
            Maria.

            Resumo:
            O processo foi conduzido por Joaquina Maria da Conceição e Silva, que inventariou os bens de seu falecido marido, João José da Silva. Entre os bens inventariados, destacam-se móveis, utensílios, objetos religiosos e uma casa. Consta no processo 3 pessoas escravizadas, de nomes: Carlota, descrita como crioula, Miguel, descrito como pardo e menor de idade, e sua mãe, não nomeada. Além disso, o falecido deixou dívidas pendentes. Ao final do processo há um juramento feito pelo tutor Daniel Antonio da Silva Simas em relação à tutoria dos órfãos menores filhos do casal, bem como um auto de tomada de contas referente a sua tutoria.

            Atuaram no processo:
            juiz municipal de órfãos Sérgio Lopes Falcão;
            juiz municipal de órfãos suplente comendador Agostinho Leitão de Almeida;
            escrivão José Honorio de Souza Medeiros;
            escrivão João Gonçalves da Silva Peixoto;
            tabelião João Antonio Lopes Gondim;
            avaliador Domingos Vellozo d’Oliveira;
            avaliador Floriano José Villela;
            partidor João Narciso da Silveira;
            partidor Manoel Joaquim da Costa Cardoso;
            curador geral Candido Gonçalves d’Oliveira;
            tutor dos órfãos Daniel Antonio da Silva Simas;
            fiador Antonio Joaquim da Silva;
            tesoureiro João Francisco Cidade;
            signatário Mario Antonio Caminha;
            signatário Antonio Francisco Moreira;
            advogado e curador Caetano de Araujo Figueredo Mendonça Furtado.

            Localidades relevantes:
            Rua da Paz;
            Rua do Príncipe;
            Cidade de Desterro.

            Compõem o processo:
            descrição e avaliação de bens;
            auto de partilha;
            juramento ao curador;
            juramento ao tutor;
            auto de contas tomadas;
            traslado de escritura.

            Variação de nome:
            inventariado João Jozé da Silva.

            Inventário de João Machado d’Espíndola
            BR SC TJSC TRRJ-11036 · Processo · 1865-1867
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de São Miguel, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            João Machado d’Espíndola (inventariado);
            Maria Caetana de Jesus (inventariante).

            Herdeiros e co-herdeiros:
            Antônio Francisco Régis;
            Christovão Bousfield;
            Eugênia Maria de Jesus;
            Floriana Maria de Jesus;
            Francisco Pereira de Souza;
            Ignácio Machado de Espíndola;
            Jeremias Machado de Espíndola;
            João;
            Joaquina Maria de Jesus;
            Jorge;
            José;
            José Machado de Espíndola;
            José Maria das Chagas;
            Luiza Maria de Jesus;
            Maria Machado de Espíndola;
            Maria Christova;
            Maria de Jesus;
            Thomazia;
            Vicente Fernando de Aquino.

            Resumo:
            O inventário de João Machado Espíndola foi conduzido por Maria Caetana de Jesus, sua esposa. Como o falecido deixou filhos menores de idade, a ação passou pelo juízo dos órfãos. Além disso, o herdeiro Jeremias é descrito no processo como “demente”, sendo nomeado um curador para representá-lo.

            O testamento do finado foi anexado. Como de costume, há fortes laços religiosos no texto. Em determinado momento, para dar legitimidade ao documento, é falado “em nome da Santíssima Trindade, Padre, Filho e Espírito Santo [...]” (página virtual de número 16). É revelado no documento que o falecido havia deixado de esmola para seus herdeiros Anastacia, bebê de 14 meses escravizada.

            Os bens inventariados foram mobília, um oratório com imagens, caixas, utensílios de cozinha, couro, prata, ferramentas, animais, uma espingarda, tábuas, carros, equipamentos de montaria, casas, engenhos, roças e terrenos. Além disso, o falecido deixou dívidas ativas e passivas, assim como devedores.

            Foram citadas no arrolamento 20 pessoas escravizadas: Felizarda, Bazilia, Claudina, Luciana, Christina, Generozo, Norberta, Estevão, Andre, Anastacia, Pascoal, Jacintho e Mariana, descritos como crioulos; Maria, descrita como parda; Romana e Athanazio, não descritos na ação; e Manoel, João, Antonio e Angelo, designados como “de nação” (africanos).

            Os herdeiros compareceram à audiência para a partilha de bens ser procedida. O processo foi julgado por sentença, em que o juiz requereu o pagamento das custas de maneira pro rata.

            Atuaram no processo:
            avaliador Florindo José Dias;
            avaliador Manoel Joaquim da Costa Siqueira;
            coletor da fazenda Antônio Carlos de Carvalho;
            curador Salvador Cavalheiro;
            escrivão Antônio Francisco de Medeiros;
            escrivão João Francisco Régis;
            juiz José Maria do Valle Júnior;
            partidor Antônio Marques da Silva;
            partidor José Martins de Avis;
            partidor Lucio Hÿpolito de Carvalho;
            procurador geral Jacintho Gonçalves da Luz;
            procurador José Machado de Espíndola.

            Localidades relevantes:
            comarca da capital;
            Laguna;
            Porto Alegre;
            rua do Príncipe (atual rua Conselheiro Mafra, Florianópolis);
            Tijuquinhas;
            vila da Aldeia;
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            auto de avaliação dos bens;
            auto de partilha;
            carta precatória;
            contas;
            correição;
            petições;
            procurações;
            sentença;
            termo de descrição dos bens;
            termos de juramento;
            traslado de testamento.

            Inventário de João Pereira de Carvalho
            BR SC TJSC TRRJ-10900 · Processo · 1869
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de São Miguel, na época sob a comarca de São José.

            Partes:
            João Pereira de Carvalho (inventariado);
            Francisca Ignacia (inventariante).

            Herdeiros:
            João;
            Roldão;
            Maria
            Bento;
            Geraldo;
            Antonia.

            Resumo:
            O inventário de João Pereira de Carvalho foi conduzido por sua esposa e tutora dos órfãos, Francisca Ignacia, sem testamento, e a partilha dos bens se deu de forma amigável. Entre os itens inventariados está um engenho de farinha, transporte, engenho de cana, terras, casa, objetos de cobre, alambique, animais, prataria, utensílios, peças de vestuário, mobília, roça de cana e uma roça de mandioca. O processo também registra a presença de sete pessoas escravizadas: dois de nomes Francisco e Domenico; três descritas como crioulas, de nomes Isaac, Antonio e José; e duas descritas como pardas, de nome Margarida e Maria. Consta ainda no processo um auto de contas tomadas.

            Atuaram no processo:
            juiz Manoel da Rocha Linhares;
            juiz dos órfãos José Luis Coelho Ramos;
            escrivão João Rodrigues Pereira;
            tabelião Antonio Francisco de Medeiros;
            avaliador Miguel Marcellino de Andrada;
            avaliador José Caetano de Souza Silveira;
            partidor Francisco Gonçalves da Luz;
            partidor Alexandre Jorge de Campos;
            procurador e signatário Antonio Gonçalves Franco;
            curador geral José Francisco Mafra;
            signatário João da Costa Cezar;
            signatário Jacintho Gonçalves da Luz;
            signatário José de Cupertino Coelho de Medeiros.

            Localidades relevantes:
            Três Riachos;
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina);
            comarca de São José.

            Compõem o processo:
            auto de contas tomadas;
            avaliação dos bens;
            descrição dos bens;
            juramento aos avaliadores;
            partilha dos bens;
            procuração;
            termo de renúncia;
            termo de tutela;
            título dos herdeiros.

            Variações de nome:
            Francisca Ignacia de Amorim;
            Biguassú.

            Inventário de João Pinto de Mello
            BR SC TJSC TRPOA-85866 · Processo · 1875
            Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

            Partes:
            João Pinto de Mello (falecido);
            Eufrázia Cândida de Mello (inventariante);
            Zeferino Pinto de Mello (inventariante);
            José Pinto de Mello (inventariante);
            Joaquim Pinto de Mello (inventariante);
            Manoel Arcênio de Oliveira.

            Obs.: Embarcações; partilha amigável; lancha baleeira; canoas; terras.

            Tribunal da Relação de Porto Alegre
            Inventário de João Policarpo Régis
            BR SC TJSC TRPOA-65835 · Processo · 1882
            Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

            Partes:
            João Policarpo Régis (falecido);
            Antônio Carlos de Carvalho (inventariante).

            Obs:
            Intimação para inventário; mercadorias; açúcar; farinha; tábuas de madeira de canela e cedro; mobília; oratório com imagens religiosas; louça; prataria; ouro; casas; paiol; terras; engenho de açúcar; propriedades rurais; propriedades costeiras; Morro do Cham; Morro Grande; Tijuquinhas; Paróquia de São Miguel; escravidão; 4 escravizados; Francisco; José; Pedro; Pulchéria; Serviços do escravizado Pedro.

            escrivão Eduardo Augusto de Noronha;
            escrivão Francisco José dos Prazeres;
            escrivão Jacintho Jorge de Campos;
            escrivão Veríssimo Bento Ferreira;
            oficial de Justiça Cândido G. da Luz;
            curador geral Sntôni Luiz B;
            curador geral Cláudio Francisco de Campos;
            juiz José Virgulino Correia de Queiroz;
            juiz Manoel Januário Bezerra Montenegro.

            Variação de nomes:
            vila de São Miguel;
            João Polycarpo Régis;
            Jacinto Jorge de Campos;
            Pulquéria.

            Tribunal da Relação de Porto Alegre
            BR SC TJSC TRPOA-44197 · Processo · 1888-03-07
            Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

            Inventariante Manoel Amâncio Rodrigues (filho).

            Forno de cobre, alambique, engenho de fabricar cana, engenho de fabricar farinha, mobiliário, escravos, terras e casas.

            Relação de escravos.

            Escrivão Joaquim Xavier de Oliveira Câmara.
            Juiz Barcinio Paes Barreto.

            Palhoça, São José, Comarca de São José.

            Tribunal de Justiça de Santa Catarina
            Inventário de João Vicente dos Santos
            BR SC TJSC TRRJ-29685 · Processo · 1854 - 1868
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de Lages, na época sob a segunda comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            João Vicente dos Santos (inventariado);
            Firmina Maria da Silva (inventariante).

            Herdeiro:
            Francisco (menor).

            Resumo:
            Firmina Maria da Silva abriu um inventário dos bens de seu falecido marido, João Vicente dos Santos. Ele deixou um herdeiro e faleceu sem testamento.

            Dentre os bens avaliados, constam terras, campos, animais e mobília. A viúva declarou as dívidas deixadas pelo falecido. Ainda na avaliação, foram citadas 3 pessoas escravizadas: Mariana (de 2 anos) e Benedito (de 2 meses), descritos como crioulos; e Rosa, que não teve sua etnia especificada. Após isso, foi aberto um processo de partilha entre a viúva e seu filho.

            Como o herdeiro Francisco era menor de idade, a viúva Firmina requereu o direito de atuar na tutoria de seu filho, sem a necessidade de nomear um representante externo. Para isso, foram citadas testemunhas que afirmaram que ela era uma mulher honesta e capaz de cuidar do filho. O juiz aceitou os depoimentos e concedeu a ela o direito de tutelar o menor, por meio de sentença.

            Cinco anos após a primeira sentença, um auto de tomada de contas é aberto. No documento, é revelado que a inventariante havia se casado novamente, sendo João Antonio de Souza o padrasto do filho menor de idade. Com isso, é determinado que ele seja nomeado como novo tutor do herdeiro. Diante disso, o juiz ordenou que ele fizesse o juramento e, em seguida, prestasse contas dos bens do menor.

            Mais tarde, Francisco José dos Santos, já adulto, entrou com um pedido para ser reconhecido como maior de idade e poder administrar seus próprios bens. Testemunhas confirmaram que ele já era maior e tinha capacidade para cuidar de seus bens. O juiz então reconheceu sua maioridade e lhe deu esse direito.

            Atuaram no processo:
            avaliador Francisco Propicio de Souza;
            avaliador Matheus José de Souza e Oliveira;
            curador major Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
            escrivão de órfãos vitalício Generoso Pereira dos Anjos Junior;
            escrivão José Luiz Pereira;
            juiz de órfãos Guilherme Ricken;
            juiz Henrique Ribeiro de Cordova;
            juiz Joaquim José Henriques;
            partidor e escrivão da correição Generoso Pereira dos Anjos;
            partidor Antonio Ricken de Amorim.

            Localidades relevantes:
            distrito dos Campos;
            freguesia de São João dos Campos (atual município de Campos Novos, Santa Catarina);
            segunda comarca;
            vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            auto de justificação;
            auto de partilha;
            auto de tomada de contas;
            autos de justificação de maior idade;
            contas;
            correições;
            petições;
            sentenças;
            termos de juramento;
            termos de louvação.