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            Libelo Cível de Moizes Antônio Pereira d’Almeida
            BR SC TJSC TRRJ-7158 · Processo · 1834-1861
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Libelo Cível realizado em Nossa Senhora dos Prazeres de Lages, província de Santa Catarina.

            Nome das Partes:
            Moizes Antônio Pereira d’Almeida (autor, suplicante);
            Joaquina Gomes Maciel (autora);
            José Antônio da Silva Monteiro (falecido);
            Felicidade Perpetua Olinta (ré, viúva);
            Ignocencio Jose de Sousa (réu, coerdeiro);
            Antônio Saturnino de Souza Oliveira (curador de Órfãos).

            Resumo:
            Libelo Cível proposto por Moizes Antônio Pereira d’Almeida, morador na fazenda das Bananeiras, em face da esposa e dos herdeiros do falecido José Antônio da Silva Monteiro, por suposto roubo de gado e carneações ilícitas ocorridas em sua propriedade. O autor solicita indenização por suas perdas, bem como a restituição dos animais subtraídos.
            Em contrapartida os réus, por meio de procuração, alegam que o Libelo proposto é de cunho calunioso. Que no passado os réus tinham sido absolvidos de outra ação, pelo Conselho de Jurados contra o autor, e este sentenciado a pagar às custas de tal processo.
            Argumentam, ainda, que o autor, juntamente com sua mãe, Joaquina Gomes Maciel, e seu falecido pai, Jose Ignacio Quintanilha, teria entregue aos réus uma porção de gado identificada com sua marca, razão pela qual consideram infundadas as acusações que lhes são atribuídas.
            São mencionadas cartas de inquirição de testemunhas, para aferição dos fatos.
            O Juízo Municipal da Vila de Lages, por meio de carta precatória, solicita o comparecimento de testemunhas residentes fora da província para comparecer em juízo e prestar depoimento relacionados à demanda. Tal carta é direcionada ao Juízo da Província de Rio Grande de São Pedro do Sul.
            Em dado momento, o juiz declara incoerentes as alegações do autor e registra o descumprimento do prazo legal para o oferecimento da contestação. Diante disso, absolve os réus e condena o autor ao pagamento das custas processuais.
            Ao final do processo, o autor interpõe recurso de apelação contra a decisão judicial, contudo, vem a desistir posteriormente.

            Atuaram no processo:
            administrador e comandante da vila de Lages sargento mor Liandro da Costa;
            administrador Lauriano José de Ramos;
            capitão e comandante Manoel Cavalheiro Leitão;
            curador dos órfãos tenente Antônio Saturnino de Souza Oliveira;
            escrivão de órfãos Generoso Pereira dos Anjos;
            inspetor Alexandre ... Leite;
            juiz alferes Antônio Pereira Borges;
            juiz Bernardino José Lopes;
            juiz de direito Antônio Joaquim de Siqueira;
            juiz de paz Americo de Oliveira Ribas;
            juiz de paz João Pires Cerveira;
            juiz municipal Capitão José Caetano de Carvalho e Souza;
            juiz municipal João Baptista de Barros;
            juiz municipal Jose Jacinto de Oliveira;
            oficial de justiça Joaquim Pedro de Oliveira;
            procurador Alexandre Jose Varella;
            procurador Alferes Antônio Francisco de Medeiros;
            procurador Antônio Jose Coelho Lousada;
            procurador Bernardo Gomes de Campos;
            procurador e curador Antônio Saturnino de Souza e Oliveira;
            procurador Guilherme Ricken;
            procurador Joaquim Luís Soares Braga;
            procurador Joaquim Maxado de Souza;
            procurador João Manoel Coelho;
            procurador João Rodrigues de Andrade;
            procurador Manoel de Souza Fonceca;
            procurador Polidoro do Amaral e Silva;
            procurador Capitão Joaquim Livramento;
            sargento mor e comandante do registro e de Santa Vitória Quintiliano José de Moura;
            secretário da câmara municipal Manoel Gomes de Souza;
            tabelião Camillo Justiniano Ruas;
            tabelião e escrivão Manoel Pessoa da Silva.

            Localidades relevantes:
            Quarteirão de Pelotinha;
            Fazenda das Bananeiras;
            Estância das Bananeiras;
            Vila de São Miguel;
            Comarca de São Miguel;
            Corte do Rio de Janeiro;
            Rio Grande de São Pedro do Sul (atual estado do Rio Grande do Sul);
            Distrito de São Xavier;
            Distrito de cima da Serra de São Xavier;
            Vila de Cruz Alta;
            Comarca de São Borja;
            Vila do Espírito da Cruz Alta (atual cidade de Cruz Alta);
            Comarca de Missões;
            Trombudo;
            Freguesia de Santa Anna;
            Comarca de Porto Alegre;
            Comarca do Norte;
            Guarda de Santa Vitória;
            Santa Vitoria (atual Santa Vitória do Palmar);
            Freguesia de Vacaria.

            Compõem o processo:
            Traslado de conciliação;
            Traslado de procuração;
            Procurações;
            Traslado de sentença;
            Termo de juramento;
            Auto de testemunhas;
            Carta Precatória inquisitória;
            Carta de inquirição e requerimento;
            Mandado de intimação;
            Cartas de recomendação relacionadas a José Antônio da Silva Monteiro;
            Petição de suspeição;
            Sentença;
            Termo de Apelação;
            Termo de desistência.

            Variação de nome:
            Ignocencio Jose de Sousa;
            Inocêncio José de Souza;
            Inocêncio de Souza Quintanilha;
            Joaquim Machado de Souza;
            João Baptista de Bairros;
            João Pires Cerveira;
            Moises Antônio Pereira de Almeida;
            Quintiliano José de Moura.

            Libelo Cível de Manoel Antônio do Amaral
            BR SC TJSC TRRJ-79777 · Processo · 1837-1863
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Libelo Civil realizado na Vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lages, provincia de Santa Catarina.

            Nome das partes:
            Manoel Antônio do Amaral (autor);
            Joanna Antonia de Jesuz (Autora);
            Bento Ribeiro de Cordova (réu).

            Resumo:
            Libelo cível de nulidade de venda, em que são autores Manoel Antônio do Amaral e Joanna Antônia de Jesus contra o réu e cunhado Bento Ribeiro de Córdova, reivindicando um pedaço de terras que foram recebidas por herança materna, situadas na fazenda dos Pelotinhas. Eles alegam que o suplicado desmereceu, por muito tempo, o valor destas terras, convencendo o suplicante Manoel a vendê-la por um preço muito baixo, sem a autorização de sua esposa.
            Após tomar ciência de que o preço real da propriedade correspondia a quase o triplo do acordado, requereu a nulidade do contrato, alegando lesão grave em razão do engano causado.
            É mencionado o envio de cartas, pelo autor, ao seu irmão, o alferes Antônio Lim de Córdova, no período de 1825 a 1834. Nas cartas, o autor solicitava para que seu irmão o representasse em juízo, visto que este atuava como inventariante e curador no inventário da falecida mãe de ambos.
            Por sua vez, o réu alega que a ação de libelo possui caráter calunioso, fundamentando-se em informações falsas. Requer, ainda, a revisão dos autos do inventário e da partilha de Maria de Sam Boa Ventura, a fim de comprovar a descrição e o valor das terras mencionadas.
            Ademais, foi anexada certidão de compra e venda das referidas terras, identificadas como sesmarias e outras propriedades vizinhas, com o intuito de demonstrar o valor estimado dessas propriedades à época dos fatos.
            É solicitado auto de inquirição de testemunhas para confirmação das informações e avaliação das terras e edificações situadas na propriedade.
            Ao final do processo, é descrita a ausência de informações quanto à localidade do autor, bem como a menção ao falecimento de um dos procuradores e do réu, o que impossibilitou o cumprimento do despacho solicitado pelo juiz municipal.

            Atuaram no processo:
            advogado Andre Antonio Avelhino d’Aguiar;
            curador alferes Antônio Lim de Cordova;
            escrivão Camillo Justiniano Ruas;
            escrivão Francisco José de Santa Anna;
            escrivão Generoso Pereira dos Anjos;
            escrivão Joaquim José Henriques;
            escrivão João Rodrigues de Andrade;
            escrivão José Gomes Pinheiro;
            escrivão judicial Jose Manoel de Araujo Roslindo;
            escrivão Manoel Francisco Silva;
            escrivão Manoel Gomes de Souza;
            inspetor de Pelotinhas Theodosio da Silva Furtado;
            juiz de paz Antônio Pereira Borges;
            juiz de órfãos capitão Manoel Cavalheiro Leitão;
            juiz doutor Antonio Joaquim de Siqueira;
            juiz municipal Claudianno de Oliveira Rosa;
            juiz municipal Jose Nicolau Pereira dos Santos;
            juiz municipal Marcelino de Castro Lima;
            ministro juiz municipal interino Joaquim Rodrigues de Oliveira e Costa;
            pregoeiro público José Christino de Arruda;
            procurador alferes Antônio Lim de Cordova;
            procurador Jose da Silva Furtado;
            procurador Rafael Mendes de Carvalho;
            procurador sargento mor Joaquim Fernandes da Fonseca;
            signatário alferes Antônio Rios Guerreiro de Aboim Amorim.

            Localidades relevantes:
            Vila do Espírito Santo da Cruz Alta, (atual cidade de Cruz Alta, Rio Grande do Sul);
            Vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lages (atual cidade de Lages);
            Comarca de Missões;
            São Pedro do Sul;
            Fazenda dos Pelotinhas;
            Capela da Cruz Alta;
            Três morrinhos;
            Fazenda dos indios mortos;
            Rio Pelotinhas;
            Capão dos índios mortos;
            Chapada Bonita;
            Rio Lavatudo;
            Vila de Laguna;
            Comarca do Norte.

            Compõem o processo:
            Procuração;
            Termo de substabelecimento;
            Termo de testemunhas;
            Cartas;
            Termo de protesto;
            Traslado de Inventário;
            Traslado de Justificação;
            Traslado de Certidão de compra e venda;
            Termo de audiências.

            Variação de nome:
            Joana Antônia de Jesus;
            Maria de São Boa Ventura;
            Manoel Cavalheiro Leitam;
            Claudiano de Oliveira Rosa.

            Justificação de Joaquim Antonio de Oliveira
            BR SC TJSC TRRJ-28995 · Processo · 1844-1862
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Traslado de autos de justificação realizado na vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Joaquim Antonio de Oliveira (justificante);
            Nicoláo de Sam Paulino (réu).

            Resumo:
            Neste processo, o justificante Joaquim Antonio de Oliveira, em seu depoimento, relata uma invasão feita em Lages no ano de 1840; os invasores são descritos como “rebeldes”. Joaquim identifica que estes invasores estavam sob comando de um certo capitão Nicoláo de Sam Paulino, que roubou seus animais do Campo dos Índios. Os depoimentos das testemunhas concordam que o roubo foi feito por Nicoláo.

            Em sua petição, Joaquim requereu que o acusado pagasse o valor atribuído aos animais roubados; e que tal cobrança deveria ser feita em seu domicílio, localizado na Província do Sul. Conclui-se o processo com a validação do juízo da vila de Lages para o justificante receber a quantia estipulada. Além disso, pediu-se que fossem pagos os selos e a dízima da chancelaria do processo, e que o justificante deixasse o processo original no cartório e levasse consigo somente o traslado.

            No ano de 1860 o processo foi visto em correição, onde foi requerido que o processo fosse apresentado à Coletoria de Rendas Nacionais de Lages para arrecadamento do selo. Além disso, o juiz coletor Antonio Saturnino de Souza e Oliveira multou o escrivão Mathias Gomes da Silva, pelo fato de este ter extraído o traslado de modo indevido.

            Atuaram no processo:
            coletor Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
            escrivão Mathias Gomes da Silva;
            juiz corregedor Joaquim Joze Henriques;
            juiz municipal e de órfãos Antonio Caetano Machado;
            procurador da câmara municipal Joze Pereira de Jesus;
            signatário Generoso Pereira dos Anjos
            signatário Joze Antonio Pinheiro;
            signatário Inocencio Joze de Sousa.

            Localidades relevantes:
            Campos dos Índios;
            vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
            província do Sul (atual estado do Rio Grande do Sul);
            comarca do norte.

            Compõem o processo:
            correição;
            sentença;
            testemunhos.

            Inventário e partilha de Anna Joaquina Boenavides
            BR SC TJSC TRRJ-19969 · Processo · 1847-1848
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Autos de inventário e partilha realizados na vila de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Anna Joaquina Boenavides (falecida);
            Generoso Pereira dos Anjos (inventariante e testamenteiro);
            Felisberto Joaquim do Amarante (inventariante e herdeiro).

            Herdeiros:
            Anna Maria de Boenavides;
            Antonio do Amarante Bicudo;
            Diogo Bicudo do Amarante;
            Felisberto Joaquim do Amarante;
            Francisco Bicudo do Amarante;
            Generosa;
            Henrique Pais de Farias (co-herdeiro);
            Joaquim Bicudo do Amarante;
            Maria;
            Vasco Bicudo do Amarante.

            Resumo:
            Neste processo, o inventariante e testamenteiro Generoso Pereira dos Anjos peticionou que, para que pudesse dar seguimento às disposições testamentárias da falecida Anna Joaquina Boenavides, fossem citados os herdeiros ausentes. Generoso tinha conhecimento de apenas dois herdeiros que estavam em Lages na época; outros herdeiros haviam se ausentado na província do Sul (Rio Grande do Sul) e na província de São Paulo. Além disso, Generoso não tinha conhecimento de todos os bens.

            O herdeiro Felisberto Joaquim do Amarante foi notificado para ser inventariante do inventário da falecida Anna. Desse modo, a atuação de a Generoso é limitada ao papel de testamenteiro no processo, não mais atuando como inventariante e escrivão.

            O testamenteiro pediu, em requerimento, que o escrivão de resíduos passe a certidão do testamento da falecida. No testamento da falecida Anna, são deixados 3 escravizados de nomes Eufrasio, Fidellis (menor de idade), e Lucidoro. Eles são destinados para seus dois filhos, Joaquim e Francisco, e para sua neta Generosa. Foi também deixada uma quantia em dinheiro para as obras da igreja matriz da vila de Lages, bem como para seus netos.

            Em requerimento, o herdeiro Felisberto disse que não poderia ser o inventariante do inventário de sua mãe, pois morava longe da vila de Lages e estava em uma viagem de negócios. Desse modo, o testamenteiro Generoso foi nomeado como inventariante.

            O tabelião Mathias Gomes da Silva decidiu afastar-se de suas funções no processo por conta de contestações feitas pelos herdeiros. Ele foi substituído pelo escrivão de paz José Antonio Botelho.

            Durante o processo é feita arrematação em praça pública dos escravizados de nome Bento, Benevides e Jeremias, e são pagos os autos de praça pelo inventariante Generoso. Além disso, também são pagas aos credores as somas em dinheiro reivindicadas por eles.

            No final, foi realizada a partilha dos bens entre os herdeiros e efetuado o pagamento aos legatários. Por sentença, o juiz aprovou a partilha.

            Atuaram no processo:
            avaliador Jose Candido Coimbra Mayer;
            coletor Luiz Gonzaga de Almeida;
            curador major Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
            escrivão Joaquim Anacleto da Fonseca;
            escrivão geral, tabelião e signatário Mathias Gomes da Silva;
            escrivão de Paz José Antonio Botelho.
            juiz de paz capitão Generoso Pereira dos Anjos;
            juiz municipal, de órfãos e de ausentes Guilherme Ricken;
            partidor Antonio Ricken de Amorim;
            procurador Claudiano de Oliveira Roza;
            procurador Generoso Pereira dos Anjos Júnior;
            procurador tenente-coronel Manoel Rodrigues de Souza;
            reverendo vigário Camillo de Lelis Nogueira;
            signatário Antonio Rodrigues Lima;
            signatário e partidor Jorge Trueter;
            tabelião Joaquim Ribeiro e Silva.

            Localidades relevantes:
            Botucaraí;
            freguesia de Ponta Grossa (atual município de Ponta Grossa, Paraná);
            vila de Lages (atual município de Lages);
            vila da Senhora Sant’Anna de Castro (atual município de Castro);
            cidade de São Paulo;
            igreja matriz da vila de Lages;
            província de São Paulo;
            província do Rio Grande do Sul;
            comarca de Paranaguá e Curitiba;
            comarca do norte.

            Compõem o processo:
            auto de colação;
            carta precatória de 60 dias;
            contas;
            contas de testamento;
            extrato de conta corrente;
            juramento aos bastidores;
            partilhas;
            petições;
            recibos;
            relação da conta;
            sentença;
            termos de aceite;
            termos de declaração;
            termo de juramento ao curador;
            termo de juramento aos louvados;
            termo de louvação;
            termo de substabelecimento;
            título de herdeiros.

            Variações de nome:
            Anna Eufrasia Boenavides;
            Francisco Bicudo d’Assunção
            Joaquim Bicudo;
            Joaquim José do Amarante;
            Vasco Bicudo;
            Vasco Joaquim do Amarante;
            Botucarahy;
            vila de Castro;
            província do Sul.

            BR SC TJSC TRRJ-29009 · Processo · 1844 - 1864
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Autos de inventário e corpo de delito realizados na vila de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Francisco Fernandes Lemos (falecido);
            Anna Maria do Amaral (inventariante).

            Herdeiro:
            João.

            Resumo:
            Anna Maria do Amaral abre um processo de inventário após o falecimento de seu marido, Francisco Lemos Fernandes. Como o falecido deixou um filho menor de idade, a ação contou com a nomeação de um curador. Os bens inventariados foram animais e ferramentas. Além disso, são citadas dívidas ativas e passivas deixadas pelo finado. Consta no processo uma menina escravizada de nome Anna, designada como crioula, em que é requerida escritura de compra e venda de sua pessoa por parte da Fazenda Provincial.

            Após avaliados, os bens passaram por um processo de partilha, e parte do patrimônio foi separada para pagamento das pendências. O juiz julga a ação por sentença e notifica Duarte Munis Fogaça, o avô do herdeiro menor, para assinar termo de tutoria. Ao decorrer da ação, é anexado um inventário provisório com data anterior ao inventário principal; nele, constam bens como créditos em dinheiro, receita da compra de uma fazenda, instrumentos de equitação, prataria, vestimentas e outros animais.

            Além do inventário, foi anexado um corpo de delito direto para o finado. É revelado que Francisco foi enlaçado nas pernas e no pescoço no momento de seu falecimento, além de ter sido encontrado com assaduras no corpo. O processo contou com testemunhas, que afirmam seu desaparecimento durante uma comitiva e seu falecimento causado por um acidente, caindo de seu cavalo e sendo arrastado por ele enquanto era atado por seu próprio laço.

            Mais tarde, o tutor do herdeiro menor falece e é substituído por Antonio Munis de Moura. A ação foi julgada por sentença, em que o juiz liquida as contas do ex-tutor e as passa para o novo representante. O processo é concluído com uma nova nomeação para tutoria em Athanazio Subtil de Oliveira.

            Atuaram no processo:
            avaliador e procurador alferes Antonio Felipe Pessoa;
            avaliador Ricardo Alves da Silva;
            coletor tenente Luiz Gonzaga de Almeida;
            curador geral padre João Vicente Fernandes;
            depositário perito e signatário Domingos Rodrigues Nunes;
            escrivão da correição e de órfãos Generoso Pereira dos Anjos;
            escrivão do juízo de paz José Prestes Guimarães;
            escrivão do juízo João Chrysostomo de Oliveira;
            escrivão Mathias Gomes da Silva;
            juiz de direito em correição Joaquim Jose Henriques;
            juiz de órfãos e ausentes Antonio Rodrigues Pereira;
            juiz de órfãos Guilherme Ricken;
            juiz de paz Bernardo Castanho da Rocha;
            juiz de paz e signatário Bernardo Castanho da Rocha;
            juiz municipal e de órfãos Antonio Caetano Machado;
            juiz municipal e de órfãos primeiro suplente alferes João Thomas e Silva;
            partidor Generoso Pereira dos Anjos Junior;
            partidor Lionel Caetano Machado;
            perito Bento José Labre;
            procurador major Antonio Saturnino de Sousa e Oliveira;
            signatário Domingos Leite.

            Localidades relevantes:
            comarca de missões;
            comarca do norte;
            distrito de Cruz Alta (atual município de Cruz Alta, Rio Grande do Sul);
            província do Rio Grande de São Pedro do Sul (atual estado de Rio Grande do Sul);
            vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
            vila do Espirito Santo.

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            autos de contas;
            autos de inventário provisório;
            autos de tomada de contas do tutor;
            contas;
            correições;
            declaração;
            escritura de compra e venda;
            termo de inventário provisório;
            termo de louvação;
            termos de juramento;
            termos de tutoria.

            Variação de nome:
            Francisco Lemos Fernandes;
            juiz municipal e de órfãos Antonio Caetano Maxado;
            partidor Lionel Caetano Maxado.

            Inventário de Victoria Maria de Jesus
            BR SC TJSC TRRJ-13352 · Processo · 1848-1857
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de São José, na época sob a comarca do sul da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Victoria Maria de Jesus (falecida, inventariada);
            Francisco Lourenço de Medeiros (inventariante e herdeiro).

            Herdeiros:
            Francisco Antonio da Cunha;
            Joaquina Rosa de Medeiros;
            Joaquim Marques;
            José Antonio de Medeiros;
            Lauriana Rosa de Jesus;
            Felizarda;
            Maria;
            Silvana;
            Eleutherio Jose de Andrade e Passos (co-herdeiro);
            Florencio Gomes de Castro Campos (co-herdeiro);
            Francisco Pereira d’Avila (co-herdeiro);
            Joaquim de Quadros (co-herdeiro);
            João de Souza Freitas (co-herdeiro);
            José Lopes do Nascimento (co-herdeiro);
            Mathias Silveira de Matos (co-herdeiro);
            Theodoro de Quadros (co-herdeiro);
            Lourenço Duarte de Medeiros (ausente);
            Angelica Maria (falecida);
            Marcio Antonio de Medeiros (falecido).

            Herdeiros (netos da inventariada):
            Manoel (filha de Lourenço Duarte de Medeiros);
            Clara (filha de Lourenço Duarte de Medeiros);
            Delfina (filha de Lourenço Duarte de Medeiros);
            Domingos (menor de idade, filho de Lourenço Duarte de Medeiros);
            Elizia (menor de idade, filha de Lourenço Duarte de Medeiros);
            Maria (filha de Lourenço Duarte de Medeiros);
            Jezuina (filha de Lourenço Duarte de Medeiros);
            Laurindo Antonio de Medeiros (filho de Lourenço Duarte de Medeiros);
            Bernardina (filha de Angelica Maria);
            Francisco Antonio da Cunha (filho de Angelica Maria);
            Luisa (filha de Angelica Maria);
            Bernardina (filha de Marcio Antonio de Medeiros);
            Luisa (filha de Marcio Antonio de Medeiros);
            Luiz (menor de idade, filho de Lourenço Duarte de Medeiros);
            Maria (filha de Marcio Antonio de Medeiros).

            Resumo:
            Neste inventário, foram inventariados os bens da falecida Victoria Maria de Jesus por seu filho, o inventariante Francisco Lourenço de Medeiros. Victoria faleceu sem deixar testamento, e seus bens estavam dispersos.

            Entre os herdeiros, foram incluídos os netos dos herdeiros de nomes Angelica Maria, Marcio Antonio de Medeiros, Lourenço Duarte de Medeiros, que eram já falecidos quando da autuação deste inventário.

            A primeira descrição de bens do inventário (páginas 11 a 19 da digitalização) é constituída de talheres de prata; um forno, ferramentas e utensílios domésticos de cobre; mobília, dentre as quais foram também incluídos um oratório com imagens religiosas, um tear e um carro; uma plantação, descrita como uma “roça” de mandioca; dois animais (um boi de serviço e um porco); e, por fim, dívidas ativas e passivas. Há também 9 escravizados, homens e mulheres, listados entre os bens: Antonio, Januario, João, José, Inocencio (que possui um ferimento na virilha e na região genital), Laurindo, Paulina, Vicencia, e Thereza. Em segunda avaliação de bens, todos os escravizados são descritos como “crioulos” (páginas 73 a 75). Por fim, são listadas uma casa, uma propriedade de terras e um engenho de farinha, todos situados nas localidades de Cubatão e nas proximidades do rio Cubatão.

            Depois desta primeira avaliação, a herdeira Joaquina Rosa de Medeiros, irmã do inventariante, afirmou que o inventariante esqueceu de incluir uma propriedade de terras para a descrição e avaliação dos bens, e requereu (páginas 23 a 24) que este bem fosse incluído no inventário. A propriedade fazia frentes na rua da Esperança, situada na vila de São José, e foi logo descrita e avaliada.

            Em seguida, o curador de órfãos Manoel de Freitas Sampaio pediu vista da avaliação de bens (páginas 30 a 32 da digitalização), dizendo que o avaliador João Marcos Pereira de Andrade era compadre e amigo próximo do inventariante; logo, a sua avaliação teria sido tendenciosa, e tal avaliador deveria ser considerado suspeito por parcialidade. Como exemplo, ele acusou o avaliador de ter diminuído indevidamente o valor de um boi de serviço, cotando-o em apenas 24.000 réis (24$000), sendo que ele deveria valer talvez o dobro daquele preço. O curador também afirmou que os escravizados tiveram seus valores subestimados na avaliação (exceto por Antonio e Inocencio).

            Após isso, o inventariante Francisco Lourenço de Medeiros apresentou um requerimento (páginas 38 a 40) onde contrapôs estas demandas de sua irmã e do curador de órfãos. Respondendo à irmã, Francisco afirmou que ela sequer poderia requisitar a inclusão de seu bem no inventário, pois já estava em posse dele há dez anos. O inventariante foi além, dizendo que a herdeira nem mesmo poderia constar dentro do rol de herdeiros, pois previamente já possuía participação nos bens inventariados, comprovado mediante uma escritura de quitação e pagamento (“escritura de quita e paga”). Alegou, ainda, que a sua adesão ao título de herdeiros poderia configurar fraude e prejuízo aos outros irmãos herdeiros.

            Na sequência, Joaquina respondeu ao seu irmão inventariante (páginas 51 a 53), onde afirmou que não desistiria de seu direito à posição de herdeira. Ela alegou que a escritura era inválida e de efeitos nulos; isso porque as terras possuíam, na escritura, 23 braças de frente — mas, atualmente, Joaquina desfrutava apenas de 21,5 braças, pois uma estrada foi aberta pelo então fiscal da comarca da vila de São José, alterando as dimensões da propriedade.

            Outros herdeiros foram convocados (páginas 53 a 66) para se manifestar sobre a situação, e dividiram-se entre os que apoiaram e os que se opuseram ao direito de Joaquina participar do inventário. Depois disso, o curador de órfãos se manifestou, dizendo que a autuação do inventário não era o lugar adequado para resolver esta disputa, que deveria ser encaminhada à via ordinária. Desse modo, ele decidiu por manter a herdeira no rol dos herdeiros e deu seguimento ao inventário. Foram então nomeados novos avaliadores pelo curador de órfãos, para dar seguimento à nova avaliação (páginas 67 a 77). A avaliação descreveu os mesmos bens anteriormente listados, atribuindo-lhes novos valores.

            Após a segunda avaliação, o inventariante atesta que o herdeiro Lourenço Duarte de Medeiros estava ausente há muitos anos, em lugar incógnito. Assim, requereu a nomeação de um curador para representá-lo; o juiz decidiu nomear o curador de órfãos Manoel de Freitas Sampaio para ser incumbido dessa função.

            As despesas do tratamento da inventariada, enferma durante seu leito de morte e cuidada pelo seu genro Mathias Silveira de Matos, foram incluídas no inventário. O curador, aprovando a segunda avaliação, anulou sua impugnação do processo (páginas 91 a 92).

            Os bens procederam, então, ao auto de partilha (páginas 101 a 161), onde foram distribuídos os quinhões dos herdeiros. Sem oposição de parte alguma, o juiz passou a sentença (páginas 165 a 166), em que aprovou a partilha e cobrou do inventariante o pagamento das custas do processo. O juiz também reservou aos herdeiros o direito de questionar a partilha em caso de discrepâncias.

            O processo contém um juramento de tutela (página 170), em que o inventariante Francisco Lourenço de Medeiros jurou bem e fielmente exercer o cargo. A tutela tem o intuito de prover para os herdeiros menores de idade.

            Em seguida, Luiza Antonia dos Santos, viúva de Antonio Lourenço Duarte de Medeiros, veio a juizo para tratar da tutela de seus filhos menores Elizia e Luiz. Por ser muito pobre, ela peticionou para prestar contas de suas despesas com a subsistência de seus filhos e de um escravo que possuía (páginas 173 a 178).

            Ao final, com o inventário visto em correições (páginas 180 e 189), nas quais o juiz corregedor apontou algumas irregularidades referentes à colação dos bens durante as partilhas, mas sem prejuízo aos efeitos do processo.

            Atuaram no processo:
            avaliador Antero Silveira de Souza;
            avaliador Antonio José Martins;
            avaliador Florentino José d’Espindola;
            avaliador João Marcos Pereira de Andrade;
            avaliador José Antonio de Pinho;
            avaliador José da Silva Ramos;
            avaliador José Pereira de Medeiros;
            avaliador e signatário Constancio José da Silva Pessoa;
            curador de órfãos Manoel de Freitas Sampaio;
            escrivão de órfãos Francisco Xavier d’Oliveira Camara;
            juiz Patricio Marques Linhares;
            juiz corregedor João José de Andrade Bento;
            juiz municipal de órfãos suplente João Francisco de Souza;
            juiz de órfãos suplente Domingos José da Costa Sobrinho;
            juiz de órfãos Francisco Honorato Cidade;
            partidor Duarte Vieira da Cunha;
            partidor Joaquim Lourenço de Souza Medeiros;
            tabelião público do judicial e de notas João Antonio Lopes Gondim;
            vigário Joaquim Gomes de Oliveira Paiva.

            Localidades relevantes:
            rua da Esperança (situada na vila de São José);
            Cubatão (atual bairro da Guarda do Cubatão, Palhoça, Santa Catarina);
            Forquilhas (atual bairro em São José, Santa Catarina);
            Sertão do Maruim (atual localidade no município de São José, Santa Catarina);
            Várzea do Braço de São João;
            freguesia nova do Triunfo (atual município de Triunfo, Rio Grande do Sul);
            freguesia de São José (atual município de São José, Rio Grande do Sul);
            vila de São José (atual município de São José, Rio Grande do Sul);
            cidade de Laguna (atual município de Laguna, Santa Catarina);
            província de São Pedro do Sul (atual estado do Rio Grande do Sul);
            continente do Rio Grande do Sul (atual estado do Rio Grande do Sul);
            comarca do sul.

            Compõem o processo:
            auto de contas tomadas;
            auto de partilha;
            certidão de batismo;
            conta;
            correições;
            descrição e avaliação dos bens;
            petições;
            recibos;
            requerimentos;
            segunda avaliação dos bens;
            sentença;
            termo de desistência;
            termo de juramento de curador de órfãos;
            termo de juramento de partidores;
            termo de juramento de tutor;
            termo de obrigação;
            termos de avaliação;
            termos de declaração;
            termos de juramento de avaliadores;
            título de herdeiros;
            traslado de escritura pública de quitação e pagamento de herança.

            Variações de nome:
            Francisco Antonio de Medeiros (inventariante);
            Vitoria Maria de Jesus (falecida);
            avaliador João Marcos Pereira d’Andrade;
            Cubatam;
            Sertão de Maruhy;
            Varzia do Braço de Sam João;
            vila de Sam José;
            provincia de Sam Pedro do Sul."

            Inventário de Miguel Marques Linhares
            BR SC TJSC TRRJ-30923 · Processo · 1851 - 1867
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Autos de inventário e arrecadação realizados na vila de Lages, na época sob a segunda comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Miguel Marques Linhares (falecido);
            Joze Candido Vellozo (inventariante e herdeiro habilitado).

            Resumo:
            Este processo se inicia com o homicídio de Miguel Marques Linhares. Como sua esposa, Anna Ribeiro de França, encontrava-se ausente no início da ação e o finado não havia deixado nenhum filho, foi ordenado que seus bens sejam arrolados e depositados, nomeando o irmão do finado, Joze Candido Vellozo, como inventariante.

            Os bens inventariados foram campos, casas, objetos de armazenamento (caixa e barris), mobília, utensílios de cozinha, ferramentas, medidas de bebida, uma cangalha, animais e fumo. Mais tarde, a esposa do falecido torna-se presente na ação e informa algumas dívidas deixadas pelo finado. Um auto de habilitação foi anexado ao processo, em que através de testemunhas e procuradores, o inventariante comprovou ser o único parente do falecido a entrar na herança.
            Ao decorrer da ação, é citada uma mulher escravizada de nome Ritta, incluída no termo de declaração feito pelo inventariante. Após avaliados, os bens passaram por um processo de partilha entre a viúva e o herdeiro habilitado. O juiz julga a ação por sentença e requer pagamento das custas aos dois interessados em que, mais tarde, notifica o inventariante para averiguar a quitação da décima parte de sua herança.

            Atuaram no processo:
            agente da coletoria João de Castro Nunes;
            avaliador Antonio Luiz de Oliveira;
            avaliador e signatário alferes Serafim Luiz de Siqueira;
            coletor Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
            coletor tenente Luiz Gonzaga de Almeida;
            escrivão de órfãos e tabelião Generoso Pereira dos Anjos;
            juiz corregedor Joaquim Jose Henriques;
            juiz de órfãos e ausentes Guilherme Ricken;
            juiz de órfãos primeiro suplente capitão Henrique Ribeiro de Cordova;
            juiz de órfãos quarto suplente tenente coronel Manoel Rodrigues de Souza;
            juiz municipal segundo suplente Laurentino José da Costa;
            partidor Antonio Ricken do Amorim;
            partidor e procurador alferes Mathias Gomes da Silva;
            procurador capitão Jose Manoel Leite;
            primeiro oficial da fazenda provincial Manoel José Fernandes Guimarães Junior;
            procurador e signatário Generoso Pereira dos Anjos Junior;
            procurador Lourenço Dias Baptista;
            signatário Egidio Alvez da Silva Roza.

            Localidades relevantes:
            Pedras Brancas;
            província do sul (atual estado do Rio Grande do Sul);
            quarteirão dos Coritibanos (atual município de Curitibanos, Santa Catarina);
            segunda comarca;
            vila de Coritiba (atual município de Curitiba, Paraná);
            vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            auto da partilha;
            auto de alimpação da partilha;
            autos de habilitação;
            certidões;
            contas;
            correições;
            petições;
            procurações;
            sentença;
            termos de juramento;
            termos de responsabilidade;
            testemunhas.

            Variação de nome:
            Jose Candido Linhares;
            Joze Candido Veloso;
            Joze Candido Velozo.

            Inventário de Maria Leonarda Alves
            BR SC TJSC TRRJ-25199 · Processo · 1852 - 1853
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade do Desterro, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Maria Leonarda Alves (falecida);
            Manoel Alves Ribeiro (inventariante e herdeiro).

            Herdeiros:
            Adolfo José Alves (co-herdeiro);
            Alexandre de Campos (neto);
            Anna Maria de Campos (neta);
            Antonio Alves Ribeiro;
            Aureliano Jozé de Campos (neto);
            Claudino de Campos (neto);
            Estevão Henrique da Cunha (neto);
            Fermentino Alves;
            Francisca de Campos (neta);
            Francisco Martinho de Campos;
            Ignacia Maria;
            Jacintho de Campos (neto);
            Jacintho Jorge (co-herdeiro);
            Joaquim Antonio Pestana (co-herdeiro);
            José Henrique da Cunha (co-herdeiro);
            Leonardo de Campos (neto);
            Leopoldina de Campos (neta);
            Luis de Campos (neto);
            Manoel Bernardes (co-herdeiro);
            Manoel de Campos (neto);
            Manoel Filippe (co-herdeiro);
            Marcellino de Campos (neto);
            Maria Bernardina (neta);
            Maria de Campos (neta);
            Policarpo de Campos (neto);
            Sebastiana Bernardina (neta).

            Resumo:
            Manoel Alvares Ribeiro abre um processo de inventário após o falecimento de sua mãe, Maria Leonarda. Alguns filhos e netos encontravam-se ausentes (muitos deles exercendo funções militares), em locais como “uma província do norte do império”, confederação de Buenos Aires, província do Sul e província de São Paulo, sendo notificados por carta. Como a finada deixou herdeiros menores de idade e residentes fora da província, a ação contou com a nomeação de um curador.

            Os bens inventariados foram um oratório, uma caixa, louças, brincos de prata, utensílios de cozinha, casas e terrenos, sendo adicionado mais tarde um valor em dinheiro, recebido dos Cofres da Tesouraria. São citadas dívidas passivas deixadas pela finada. Constam no processo cinco pessoas escravizadas: Furtuozo e Belizario, descritos como crioulos; e Maria, Roberta e Infancia, designadas como pardas. Ao decorrer do processo, o inventariante abre petição requerendo que Furtuozo seja vendido para uma pessoa de sua escolha, por motivos de “gratidão” pelos serviços prestados à falecida, o que é aceito.

            Outra petição é anexada e, dessa vez, o inventariante requer que a escravizada Maria seja vendida e que o produto da ação seja repartido entre os herdeiros. Além disso, ele pede que seu comprador seja de fora da província, porque os filhos e netos ainda teriam “bastante amor” por Maria. Após avaliados, os bens passaram por um processo de partilha, em que alguns herdeiros receberam um valor de reposição, para manter a igualdade de suas legítimas partes. O processo é julgado por sentença, em que o juiz requer o pagamento das custas de maneira pro rata e notificação de um parente idôneo para servir de curador dos órfãos.

            Atuaram no processo:
            avaliador Manoel Antonio Ramos;
            avaliador Polucenio José dos Santos;
            coletor das rendas provinciais Jose Antonio de Lima Rodrigues;
            curador geral Candido Gonçalves de Oliveira;
            escrivão Anselmo Gonçalves Ribeiro;
            escrivão de órfãos José Honorio de Souza Medeiros;
            juiz municipal e de órfãos Sergio Lopes Falcão;
            partidor João Narcizo da Silveira;
            partidor Joaquim José Varella;
            signatário Caetano do Amaral Figueiredo Mendonça Fernandes;
            signatário Francisco Emilio do Livramento;
            signatário Jacinto Jorge de Campoz;
            signatário José Monteiro Guimarães;
            signatário Manoel Francisco da Silva;

            Localidades relevantes:
            Canasvieiras;
            cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            confederação de Buenos Aires (atual parte da República Argentina);
            freguesia do Rio Vermelho (atual bairro de Rio Vermelho, Florianópolis);
            distrito de Santo Antonio (atual bairro de Santo Antônio de Lisboa, Florianópolis);
            morro do Pontal;
            Ponta Grossa;
            primeira comarca;
            província de São Paulo (atuais estados de São Paulo e Paraná);
            província do Sul (atual estado do Rio Grande do Sul).

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            contas;
            descrição e avaliação dos bens;
            petições;
            sentença;
            termo de declaração;
            termos de juramento;
            termos de louvação;
            traslados de conhecimento do pagamento da meia siza;

            Variação de nome:
            Antonio Alvares Ribeiro;
            Fermentino Alvares;
            Frutuozo;
            Manoel Alvares Ribeiro;
            Maria Leonarda Alvares.

            Inventário de Maria Cardozo de Jesus
            BR SC TJSC TRRJ-58445 · Processo · 1847-1854
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de Santo Antonio dos Anjos da Laguna, na época sob a comarca do sul da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Maria Cardozo de Jesus (inventariada);
            Graciana Gomes da Rocha (inventariante e herdeira).

            Herdeiros:
            Antonia Maria de Jesus (neta);
            Antonio Gomes da Rocha (neto);
            Joze Antonio (neto);
            José Gomes da Rocha (neto);
            Manoel de Castro (co-herdeiro);
            Maria Ignacia de Jesus (neta).

            Resumo:
            Graciana Gomes da Rocha abre um processo de inventário após o falecimento de sua mãe, Maria Cardozo de Jesus. Em testamento anexado, suas últimas vontades e declarações foram escritas: é revelado que a finada fazia parte da Irmandade das Almas de Laguna, declarando também seus vínculos religiosos com a Igreja Católica, como na frase “Em nome da Santíssima Trindade, Padre, Filho e Espírito Santo, em quem eu firmemente creio, […] como boa e fiel cathólica […]”.

            Além disso, a falecida declara no documento que deixaria liberto o casal Manoel e Juliana, por meio de carta de alforria. Como a finada deixou herdeiros que residiam na vila de Santo Antonio da Patrulha, foi expedida uma carta precatória para citá-los, a fim de comparecerem no processo de avaliação e partilha do patrimônio.

            Os bens descritos foram uma canoa e terrenos no lugar denominado Ponta Rasa; ao decorrer da descrição, é citado que uma das terras fazia divisa com as casas de Maria e Manoel Gomes, pessoas libertas designadas como pretas. Além disso, foram inventariadas quatro pessoas escravizadas: Antonio, Zeferino, Maria e João, descritos como crioulos.

            Após avaliados, os bens passaram por um processo de partilha, em que parte do patrimônio foi separada para o pagamento do imposto chamado “terça”. O processo é julgado por sentença, e o juiz requer o pagamento das custas da ação por parte dos interessados.

            Atuaram no processo:
            avaliador João José Nunes,;
            avaliador Manoel Luiz da Silva;
            escrivão do juizo municipal Vicente José de Gois Rebello;
            escrivão João Mariano dos Prazeres;
            juiz Gaspar José Mendes Braga;
            juiz municipal Jeronimo Coelho Netto;
            juiz municipal suplente Albino José da Rosa;
            oficial de justiça Francisco Ignácio de Mendonça;
            partidor Albino Jose da Rosa;
            partidor Antonio Gonçalves Barreiro;;
            procurador Floriano Joze de Andrade;
            procurador João Thomas de Oliveira Junior;
            signatário Benedicto de Souza Martins;
            signatário Manoel Domingues;
            signatário Zeferino José Nogueira da Silva;
            tabelião José Barbosa Telles.

            Localidades relevantes:
            cidade de Santo Antônio da Patrulha;
            cidade de Santo Antonio dos Anjos da Laguna (atual município de Laguna, Santa Catarina);
            comarca do sul;
            distrito de Ponta Rasa;
            fazenda do Padre;
            freguesia de Imaruhi;
            freguesia de Santa Anna;
            província de Rio Grande de São Pedro do Sul (atual estado do Rio Grande do Sul);
            rio do Lino.

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            carta precatória citatória;
            colação de bens;
            contas;
            correição;
            descrição e avaliação dos bens;
            petições;
            procurações;
            sentença;
            termo de substabelecimento;
            termos de declaração;
            termos de responsabilidade;
            traslado de testamento.

            Variação de nome:
            Graciana Cardosa (inventariante e herdeira).

            Inventário de Jose Jaques d’Alenquer
            BR SC TJSC TRRJ-22381 · Processo · 1852 - 1855
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de Desterro, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Jose Jaques d’Alenquer (falecido);
            Marcellino José da Silveira (inventariante e co-herdeiro).

            Herdeiros:
            Antonio Jaques de Alenquer;
            Esperança Roza;
            Fermiano Jaques d’Alenquer;
            José Jaques d’Alenquer (neto);
            Joanna Roza d’Jezus;
            Justiniano Antonio d’Souza (co-herdeiro);
            Manoel Jaques d’Alenquer (neto);
            Manoel Teixeira (co-herdeiro);
            Marcellino Alves da Silveira (co-herdeiro);
            Maria Francisca Roza;
            Rita Roza.

            Resumo:
            Marcellino José da Silveira abre um processo de inventário após o falecimento de seu sogro, Jose Jaques d’Alenquer. A viúva, Maria Garcez, foi descrita como impossibilitada de exercer o papel de inventariante por seu estado de “alienação mental” e, com isso, foi nomeado um curador para representá-la. Constam citações aos herdeiros ausentes, que residiam na Província do Sul.

            Em traslado de testamento anexado, duas pessoas escravizadas são citadas: Maria, designada como crioula, e Francisco, de nação Cabinda. No documento, é afirmado que eles seriam considerados libertos quando Jose falecesse; mais tarde, é revelado que Maria faleceu antes de se libertar. Os bens inventariados foram uma caixa, mobília, um carilho, um leito de carro, utensílios de cozinha, animais, engenhos de farinha e cana, casas e terrenos.

            Ao decorrer do processo, o inventariante requer que uma parte do engenho incluído no inventário tenha permissão para ser vendida em arrematação, por seu mau estado de conservação. Após avaliados, os bens passaram por um processo de partilha, com reposições em dinheiro para a nivelação das heranças. A ação foi julgada por sentença pelo juiz, em que se requereu o pagamento das custas pelas partes interessadas.

            Atuaram no processo:
            avaliador Albino José da Silva;
            avaliador Silvano da Costa Furtado;
            coletor Anselmo Gonçalves Ribeiro;
            curador geral Candido Gonçalves d’Oliveira;
            escrivão da fazenda provincial e tabelião João Antonio Lopes Gondim;
            escrivão de órfãos José Honorio de Souza Medeiros;
            escrivão Domingos José Leopoldo;
            juiz municipal Sergio Lopes Falcão;
            juiz municipal suplente comendador Agostinho Leitão de Almeida;
            partidor João Narcizo de Silveira;
            partidor Joaquim José Varella;
            procurador fiscal provincial advogado Eleutherio Francisco de Souza;
            signatário João Alberto Pinto;
            signatário Polidoro d’Amaral e Silva;
            signatário Porfirio Joze de Fraga.

            Localidades relevantes:
            cidade de Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Lagoa (atual bairro Lagoa da Conceição, Florianópolis);
            freguesia dos Baguais;
            primeira comarca;
            província do Sul (atual estado do Rio Grande do Sul).

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            citação;
            conta;
            notificações;
            petições;
            sentença;
            termo de avaliação;
            termo de louvação;
            termos de declaração;
            termos de juramento;
            traslado de testamento;
            traslado do conhecimento de pagamento da herança.

            Variação de nome:
            Maria Garcês.