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            Infração de posturas de Aleixo Antonio de Faria
            BR SC TJSC TRRJ-8981 · Processo · 1868
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Infração de posturas autuada na comarca de São Miguel.

            Partes do processo:
            Aleixo Antonio de Faria (denunciante; réu);
            Francisco (denunciado);
            Joanna (denunciada).

            Resumo:
            Este documento é uma cópia de um auto de perguntas, referente a um processo de infração de posturas. O autor da denúncia (e também réu) é Aleixo Antonio de Faria, e os denunciados são Francisco e Joanna (ambos africanos, descritos como “pretos” e de nação Cabinda).

            Nas perguntas feitas a Aleixo, este informou que havia contratado os serviços médicos de Francisco, a fim de curar sua esposa, pagando a ele uma certa quantia em dinheiro. Porém, segundo o denunciante, Francisco não curou a sua esposa.

            Francisco, por sua vez, narrou que Aleixo de fato compareceu à sua residência para lhe pedir remédios e tratamento à sua esposa; porém, ele diz ter recusado, por não saber tratar a enfermidade. Oito dias após essa recusa, o cunhado de Aleixo, Mariano Pinto, foi à casa de Francisco para pedir novamente pelos seus serviços de cura; e, novamente, Francisco recusou por não saber como proceder para curar a mulher de Aleixo.

            Em outra noite, Aleixo compareceu mais uma vez à casa de Francisco, e pediu que indicasse ou arranjasse outro “preto curador”. Francisco afirmou não conhecer nenhum outro curandeiro. Entretanto, outro homem designado como preto, de nome Manoel, estava na casa de Francisco; e ouvindo a conversa, ofereceu-se para prestar cuidados à esposa enferma de Aleixo. Manoel, africano de nação Monjolo, era escravizado pelo tenente-coronel Luiz Ferreira, na vila de São José. Assim, Aleixo concordou em pagar 28.000 réis (28$000) ao escravizado Manoel por seus serviços de cura, com um adiantamento de 8.000 réis (8$000). Assim, Francisco informou que Manoel atendeu a esposa de Aleixo em duas sessões, concluindo seu tratamento.

            Além disso, quando perguntado se havia prestado serviços de feitiçaria a Aleixo, Francisco respondeu que Aleixo foi até ele em um momento anterior à enfermidade de sua esposa, pedindo por um feitiço para matar João José Rosa, por conta de uma dívida. Aleixo mencionou, também, que uma briga aconteceu entre sua esposa e a esposa de Fortunato de tal. Todavia, Francisco novamente disse não saber fazer feitiços, negando o pedido. Aleixo insistiu, e Francisco reagiu, dando-lhe um tapa.

            Francisco foi perguntado se outras pessoas haviam lhe requisitado feitiços. Respondendo, contou que José Francisco da Silva Mafra pediu para enfeitiçar um devedor seu; e que Antonio Gonçalves Franco pediu para amaldiçoar um juiz que lhe havia causado a perda do emprego.

            Na mesma sessão de perguntas, Joanna, esposa de Francisco, foi inquirida se alguém havia pedido a ela por feitiços. Ela disse, em resposta, que apenas sabia que seu marido foi convocado para esse fim, mas que quem efetivamente deu ervas medicinais a Aleixo foi o escravizado Manoel.

            Depois, foram nomeadas outras testemunhas para prestar depoimentos. Os depoentes não foram unânimes; alguns disseram que apenas ouviram falar que Francisco foi chamado, mas que foi Manoel quem tratou a esposa de Aleixo. O réu contestou esta versão, insistindo que foi Francisco quem atendeu sua esposa. Outra testemunha alegou que Francisco deu remédios para a mulher enferma, que ia a sua casa coletá-los.

            Por fim, o juiz julgou por sentença que os testemunhos comprovavam que houve prática de curandeirismo e medicina ilegal. Em sua declaração, reiterou que esse crime deveria ter suas penas aplicadas tanto aos curandeiros quanto aos que se beneficiaram da cura. Aleixo foi sentenciado a pagar uma multa; mas não ficou explicitado se Francisco ou Manoel foram obrigados a arcar com penas.

            Compõem o processo:
            audiência;
            auto de qualificação;
            autos de perguntas;
            contas;
            mandados de intimação;
            multa sobre infração de código de posturas;
            sentença;
            termo de juramento de depoentes;
            termo de interrogatório ao réu.

            Localidades relevantes:
            Pedra Branca (localidade no município de São José, Santa Catarina);
            vila de São José (atual município em Santa Catarina);
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina);
            comarca de São Miguel.

            Atuaram no processo:
            delegado de polícia 6º suplente capitão Eduardo José do Amaral;
            escrivão Antonio Francisco de Medeiros;
            escrivão fiscal Lucio Hypolito de Camargo;
            juiz Cavalheiro;
            oficial de justiça Antonio Silveira de Souza;
            oficial de justiça e signatário Antonio Faustino Dias;
            subdelegado de polícia 1º suplente tenente Francisco Gonçalves da Luz.

            Variações de nome:
            Francisco Cabinda;
            Joana Cabinda.

            BR SC TJSC TRRJ-18261 · Processo · 1831
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Execução de Sentença do Major Policarpo José de Campos na Comarca da Ilha de Santa Catarina, em Desterro.

            Partes do processo:
            Major Policarpo José de Campos (exequente);
            A herança jacente do falecido Capitão Anacleto Luis Ignacio da Costa e sua mulher Dona Eugenia Rosa de Jesus (executados);

            Resumo: Execução de Sentença pedida pelo Major Policarpo José de Campos, contra a herança jacente do Capitão Anacleto Luis Ignacio, sendo citados os herdeiros e o curador do inventário. Esta execução se deu pelo motivo do inventário do falecido Anacleto não ter incluído o pagamento de uma dívida, sendo feita para o pagamento a penhora dos seguintes bens: moradias e terras em Biguaçu e Garopaba.

            Atuam no processo:
            juiz de Fora Manoel Moreira de Souza Meirelles;
            juiz de fora Antonio Joaquim de Siqueira;
            porteiro Manoel José de Liana;
            procurador João José da Camara;
            curador Antonio Pinheiro Guedes;
            porteiro Epifanio dos Santos Ferreiro;
            escrivão João de Souza;
            juiz Jacinto Antonio;
            escrivão Manoel Antonio de Souza Medeiros;
            avaliador Alferes José Francisco da Silva Serpa;
            avaliador Vicente Francisco Pereira;
            porteiro José Francisco d’Almeida;
            porteiro Manoel Antonio de Sousa Medeiros;
            juiz de fora Capitão José da Costa Pereira;
            procurador Manoel da Silva e Sousa;
            escrivão José Joaquim da Costa;
            coletor Antonio Ignacio Pereira;

            Localidades relevantes:
            Desterro;
            Freguesia de São Miguel;
            Biguaçu;
            Rio de Biguaçu;
            Rio da Tijuca Grande

            Compõem o processo:
            Traslado de inventário;
            Auto de penhora;
            Mandados;
            Requerimentos;
            Autos de praça;
            Sisas;

            Tribunal da Relação de Porto Alegre
            Execução de sentença de Francisca d’Oliveira Soares
            BR SC TJSC TRRJ-17683 · Processo · 1841
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Processo realizado na Vila de São Miguel, na época sob a Comarca do Norte na província de Santa Catarina.

            Nome das partes:
            João da Silva Ramalho Pereira (exequente);
            Francisca d’Oliveira Soares (executada);
            Manoel Jorge Chaves do Nascimento (falecido).

            Herdeiros (netos):
            Ricardo José Soares;
            Maria Luiza do Espírito Santo (coerdeira);
            Caetana Bernardina de Jesus;
            João Soares da Costa;
            Antônio da Silva Barros (coerdeiro);
            Vicência Rosa (herdeira);
            Manoel da Costa Soares.

            Resumo:
            Execução de sentença referente à partilha da herança deixada por Manoel Jorge Chaves do Nascimento. A inventariante Francisca d’Oliveira foi condenada a entregar os bens ao exequente, João da Silva Ramalho Pereira, que adquiriu os direitos, passando a ter plenos poderes sobre a posse e o domínio dos referidos bens. A transação foi formalizada pelos netos e herdeiros do também falecido Alexandre José Soares, os quais cederam integralmente os direitos hereditários que lhes cabiam, conferindo ao exequente total legitimidade sobre a herança.

            Foi solicitada a adjudicação dos bens, sendo mencionadas duas pessoas escravizadas: João e Rosa (descritos como crioulos). Contudo, consta nos autos que a escravizada Rosa se encontrava ausente, tendo se deslocado para Desterro em companhia da executada Francisca d’Oliveira Soares, o que impossibilitou sua apreensão.

            É mencionado a autuação de uma carta precatória, remetida do Juízo de órfãos da Vila de São Miguel ao juízo de órfãos da cidade de Desterro. É solicitado um mandado de busca da dita escravizada e o encaminhamento desta à cadeia do Juízo de Desterro, para posterior execução de penhora.

            O oficial de justiça seguindo o mandado solicitado, compareceu na casa de Anastácio Ramos Cardoso e sua esposa, a herdeira Inocência Rosa. Neste local estaria situada a mulher escravizada, e relatou que o acesso ao local e a apreensão da escravizada teriam sido impedidos por aqueles que ali se encontravam.
            Mais tarde é citado outro mandado de busca e apreensão, sendo executada a captura da mulher escravizada e a condução desta até a Vila de São Miguel.
            No final do processo o juiz passa mandado de levantamento dos bens e condena a executada a pagar às custas do processo.

            Atuaram no processo:
            carcereiro Jeronimo Lopes e Carvalho;
            curador de órfãos Jacintho José Pacheco dos Santos;
            curador Jacinto José Pacheco dos Santos;
            depositário de escravizados Thomé da Rocha Linhares;
            escrivão Amâncio José Ferreira;
            escrivão de órfãos José Honório de Souza Medeiros;
            escrivão João de Araújo Boeno;
            juiz de órfãos José Joaquim Dias;
            juiz de órfãos major Estevão Brocardo de Mattos;
            juiz de paz suplente João Lopes Falcão;
            meirinho Francisco Antônio Pacheco;
            oficial de justiça Antônio Silveira de Souza;
            oficial de justiça Antônio José Pacheco;
            partidor Mathias Gomes da Silva;
            partidor Anacleto dos Reis Coutinho;
            pregoeiro das auditorias Mario José da Silva;
            signatário Jacinto José dos Prazeres;
            tabelião José Manoel d’Araujo Roslindo.

            Localidades relevantes:
            Vila de São Miguel (atual cidade de Biguaçu);
            Ganchos;
            Desterro (atual cidade de Florianópolis);
            Comarca do Norte;
            Rua do Mato Grosso.

            Compõem o processo:
            Procurações;
            Carta de Sentença Cível;
            Traslado do processo;
            Partilha;
            Termo de testemunhas;
            Carta de sentença Cível;
            Pagamento de selos;
            Carta precatória de diligência;
            Auto de apreensão;
            Sentença;
            Contas do Processo;
            Termo de Remessa e Recebimento relacionados à apreensão da escravizada;
            Termo de deposito;
            Recibos.

            Variação de nome:
            Vicência Bernardina de Jesus;
            Ricardo José Soares da Costa;
            Francisca de Olliveira;
            Inocência de Tal;
            Inocência Rosa.

            BR SC TJSC TRRJ-16719 · Processo · 1829-1852
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Execução de sentença realizada na cidade do Desterro, na época sob a comarca da Ilha de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Anacleto José Pereira da Silva (exequente);
            Eugenia Rosa de Jesus (executada);
            Alexandre Jose Varella (curador representante da executada).

            Resumo:
            Este processo se trata de uma execução de sentença referente a um libelo cível anterior — datado em 1826 —, anexado em forma de traslado. Na ação original, dona Eugenia Rosa de Jesus é nomeada como viúva devedora, em referência ao falecimento de Anacleto Luis Ignacio da Costa e as dívidas deixadas por ele. Essas pendências se originaram no momento em que o chamado Costa se estabeleceu em terras do autor, Anacleto José Pereira da Silva, e atrasou parcelas dos impostos sobre o bem de raiz e as pessoas escravizadas.

            Com isso, o objeto de disputa no libelo era o valor de 911$062 (novecentos e onze mil, sessenta e dois réis), quantia essa que já havia sido resultado de ajustes por conta do falecimento de Costa. Ao decorrer do processo, dona Eugenia é descrita como “demente”, “louca” e “desavisada”, tendo um curador para representá-la. As contas correntes do autor e do falecido foram anexadas como prova da dívida; com isso, o juiz requereu o pagamento integral da pendência e das contas do libelo, por parte da viúva.

            Apesar do país já ser independente de Portugal, a época existia certa divisão administrativa entre a Justiça da Terra e a de Fora, como evidenciado na página virtual de número 42: “[...] o author, lançado demais prova, tanto da terra quanto de fora, a inquirição aberta e pública [...]”.

            Já no processo de execução da sentença, em 1829, um auto de penhora nos bens do casal devedor é iniciado, visando o pagamento da quantia requerida e das custas do processo anterior. Os bens avaliados, que constavam na lista de herança do falecido, foram moradas de casas, oratórios de madeira com imagens religiosas, jóias, mobília, caixas e covados (antiga unidade de medida) de tecidos coloridos. Constam duas pessoas escravizadas no arrolamento: Rita, mulher descrita como preta de nação Cabinda, e seu filho Damião, designado como crioulo.

            Durante o processo, algumas alterações de nomenclatura acontecem: a freguesia de São Miguel da Terra Firme é elevada à categoria de “vila de São Miguel”, e a comarca da llha de Santa Catarina passa a se chamar de “Comarca do Norte”. Outros credores do falecido abrem petição para requererem seus respectivos pagamentos.

            Após avaliada, parte da herança foi arrematada em hasta pública. O processo é concluído com o reconhecimento dos pagamentos advindos da arrematação, a partir de recibos e traslados de conhecimento de siza. A ação é julgada por sentença, em que foi requerido pelo juiz o rateio do valor entre os credores.

            Atuaram no processo:
            advogado José Joaquim Bernardes de Moraes;
            avaliador alferes José Francisco da Silva Serpa, alferes;
            avaliador Vicente Francisco Pereira;
            coletor Antonio Ignacio Pereira;
            curador da herança Alexandre Gonçalves da Luz;
            curador da herança e procurador Jose Joaquim da Costa;
            credor major José Pereira da Silva;
            credora Maria Rosa dos Serafins;
            escrivão de órfãos Amancio José Ferreira;
            escrivão José Manoel de Araújo Roslindo;
            escrivão Manoel Antonio de Souza Medeiros;
            juiz de fora major Floriano Eloy de Medeiros;
            juiz de fora major Francisco Antônio Cardoso;
            juiz de fora Manoel Moreira de Souza Meirelles;
            juiz de órfãos Jose Fernandes Jorge;
            juiz Henrique de Azevedo Leão Coutinho;
            juiz João de Amorim Pereira;
            juiz municipal José Joaquim Jorge Gonçalves;
            meirinho Antonio Silveira de Souza;
            porteiro dos auditórios e pregoeiro Epifanio Ferreira dos Santos;
            porteiro dos auditórios e pregoeiro João Ignácio da Silva;
            procurador Antonio Pinheiro Guedes;
            procurador Jose Joaquim Dias;
            procurador Luiz Antônio de Souza;
            procurador Luiz da Silva;
            tabelião Polidoro d’Amaral e Silva.

            Localidades relevantes:
            cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            cidade do Rio de Janeiro;
            comarca da Ilha de Santa Catarina;
            freguesia de São Miguel da Terra Firme (atual município de Biguaçu, Santa Catarina);
            rio Bÿguaçú (rio Biguaçu, Santa Catarina);
            rua da praia.

            Compõem o processo:
            auto de penhora;
            autos de praça;
            carta precatória;
            contas;
            correição;
            petições;
            procurações;
            recibos;
            sentenças;
            termo de declaração;
            termo de obrigação;
            termo de substabelecimento;
            termos de avaliação;
            termos de juramento;
            traslado de libelo cível;
            traslados de conhecimento da siza.

            Variação de nome:
            comarca do norte;
            vila de São Miguel.

            BR SC TJSC TRPOA-10909 · Processo · 1874
            Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

            Partes: Antonio Carlos de Carvalho e Margarida Adellaide de Mello (exequentes); Marcellino de Souza Sarmento e Custódia Santa do Sacramento (executados).

            Vila de São Miguel; Comarca de São Sebastião; advogado Amancio José Ferreira; penhora de bens; dívida; oficial de justiça José Victorino Coelho; escrivão Antonio Francisco de Medeiros; juiz municipal Amancio Concesso de Cantalice (natural de Pernambuco, veio a falecer em 1882. No seu leito de morte, aproveitou a presença do padre José Fortunato Pereira Maia e casou-se com Maria José de Cantalice. Assistiram ao ato o juiz municipal Dr. José Virgolino Correia de Queiroz, o delegado de polícia o capitão Francisco Gonçalves da Luz); pequena propriedade em Três Riachos; oficial de justiça João da Costa Cesar; João Martins Barboza, presidente interino da Câmara Municipal em exercício e juiz municipal substituto; penhora de pequena propriedade rural pertencente aos réus; localidade de Congonhas; fiel depositário o "Alemão" Henrique Viese; advogado dos réus Alexandre Eloy de Azevedo Coutinho (em 1873 havia sido nomeado para delegado de polícia de São Miguel); avaliadores José Antonio da Costa e Francisco Antonio de Fraga; pequena propriedade na cabeceira do rio Alto Biguaçu, apelidado de Congonhas, medindo 550 metros de frente e 2.200 metros de fundos; "Alemão" José Barne (Berne?); desacordo quanto ao tamanho da propriedade; juiz municipal José Luis Coelho Ramos.

            Tribunal da Relação de Porto Alegre