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            Arrolamento de Cândido Marques Sobrinho
            BR SC TJSC TJSC-AJ-DC-CIV-5739 · Processo · 1913
            Parte de III - Tribunal de Justiça de Santa Catarina

            Partes:
            Candido Marques Sobrinho (falecido);
            Maria Candida Soares (inventariante).

            Processo foi autuado em Biguassú. O processo citou a localidade de “Ganchos”.

            Participaram ou foram citados no processo:
            Anastácio Candido Soares;
            Anna Candida de Souza;
            Antonio Camaxo Alves;
            Antonio Lourenço Alves;
            Candido Marques Sobrinho;
            Etelvina Candida Soares;
            Francelino Julio Alves;
            Georgia Candida Soares;
            Joaquina Candida Soares;
            Manoel Antonio da Silva;
            Manoel Luiz Martins;
            Manoel Martins;
            Maria Candida Soares;
            Pedro Vicente dos Santos;
            Romão Dias Gonçalves;
            Thomaz Celestino de Souza, escrivão.

            Tribunal de Justiça de Santa Catarina
            Auto de habilitação em inventário de Francisco Rebello
            BR SC TJSC TRRJ-86775 · Processo · 1837
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Partes:
            Manoel Coelho Jordão, alferes, justificante;
            Liandro Ribeiro, justificante;
            Anna Maria Rosa e outros, justificantes;
            Francisco Rebello, justificado;
            Celço Coelho de Lemos, curador, justificado;

            Descrição:
            Processo autuado na vila de São Miguel. Trata-se de auto de habilitação do credor Manoel Coelho Jordão ao inventário de Francisco Rebello pelo crédito de 25$600 réis (vinte e cinco mil réis). Há época alguns atos judiciais eram realizados na sala de audiências da câmara municipal;

            Localidades:
            Biguaçu;
            Vila de São Miguel;
            Comarca do Norte.

            Atuaram no processo:
            Alexandre José Varella, cidadão, juiz de paz;
            Amancio José Pereira, escrivão;
            Antonio Francisco de Souza, alferes;
            Antonio Silveira de Souza, signatário;
            José Joaquim da Costa, escrivão.

            Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
            Auto de inventário de Claudino Antônio de Faria
            BR SC TJSC TRRJ-9509 · Processo · 1864-1866
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de São Miguel, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Claudino Antônio de Faria (falecido);
            Maria Ignácia (inventariante).

            Herdeiros:
            Anna Maria;
            Elias Claudino de Farias;
            Firmina (filha de Thomazia e Porfírio);
            José (filho de Thomazia e Porfírio);
            José Claudino de Faria;
            Libania Maria;
            Luiz Martins d’Ávila (co-herdeiro);
            Manoel Claudino Vieira;
            Maria (filha de Thomazia e Porfírio);
            Miguel Claudino de Faria;
            Porfírio José do Amaral (co-herdeiro);
            Thomazia Maria do Amaral.

            Resumo:
            Maria Ignácia abre um processo de inventário para os bens de Claudino Antônio de Faria, seu falecido marido. Como o finado deixou netos menores de idade, a ação passou pelo juízo dos órfãos e contou com a nomeação de um curador.

            Os bens inventariados foram terrenos, casas, uma roça, engenhos, uma máquina de fabricar farinha, um rancho, animais, mobília, canoas e alambiques. Ainda no arrolamento, foram citadas 21 pessoas escravizadas: Germano, Joaquim, Sabino, Antonio, Gaspar, Ancelmo, Adão, Henrique, José, Ventura, Fermentino, Eufrazia, Fortunata, Adriana, Victoria, Eva, Maria, Antonia, Roza, Florinda e Cypriana; todos foram descritos na ação como “crioulos” e “mulatos".

            Após avaliados, os bens e as pessoas escravizadas passaram por um processo de partilha entre os herdeiros. A ação é julgada por sentença, em que o juiz requer que o co-herdeiro Porfírio seja citado para exercer a função de tutor dos herdeiros netos, seus filhos; além disso, é determinado que o pagamento das custas seria feito de maneira pro rata.

            Atuaram no processo:
            avaliador José de Souza Silveira;
            avaliador Francisco Silveira Dutra;
            credor Claudino Antônio de Faria;
            credor Luiz Antônio de Amorim;
            curador geral Jacintho Gonçalves da Luz;
            escrivão Antônio Francisco de Medeiros;
            escrivão de órfãos João Francisco Régis;
            juiz de órfãos quinto suplente José da Silva Ramalho Pereira;
            juiz José Francisco Mafra;
            juiz major Francisco Silveira Dutra;
            partidor João Martins Barbosa;
            partidor Joaquim Libanio Pereira.

            Localidades relevantes:
            colônia dos Três Riachos;
            comarca da capital;
            Fazenda;
            Fundos;
            Serraria;
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            correição;
            custas;
            petição;
            procuração;
            sentença;
            termo de administração;
            termos de descrição;
            termos de juramento;
            termos de louvação.

            Variação de nome:
            comarca de São Miguel.

            Auto de Inventário de Felício José de Fraga
            BR SC TJSC TRRJ-18425 · Processo · 1853-1863
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na villa de São Miguel, na época chamada da Comarca do Norte da Província de Santa Catarina, e no decorrer do processo se chama a Primeira Comarca da Província de Santa Catarina.

            Partes:
            Felicio José de Fraga (inventariado);
            Joaquim da Silva Ramalho Mellado (inventariante).

            Herdeiros:
            Maria Joaquina de Jesus;
            Eufrazia Rosa de Jesus;
            Anna Constantina, herdeira;
            Joaquina (menor);
            Isidora Constantina de Jesus (menor);
            Felicia (menor);
            Perpetua (menor).

            Co-Herdeiros:
            Victorino Antonio;
            Eufrazino da Silva.

            Resumo: Após o falecimento de Felício José de Fragam se é iniciado o auto de inventário, com avaliação e partilha dos bens do mesmo. A esposa do finado já havia falecido anteriormente, com o inventário ficando a cargo de seus testamenteiros; O inventário conta com herdeiros maiores e menores. Entre os bens avaliados constam: utensílios, mobília, ferramentas, ferro, cobre, prata, ouro, "carros", canoas, engenhos de mandioca; engenhos de cana; engenhos de farinha; animais, arma de fogo, roças, terras, sítio, dividas ativas e passivas, além de múltiplas pessoas escravizadas.

            São citadas 17 pessoas escravizadas, de nomes: Cressencia, descrita como parda; Adão, Anna, Antonio, Candido, Custódia, Eva, Francisca, Gracianna, Joaquina, Jozé, Justina, Luiza, Maria, Rufino e Theodoro, todos descritos como "crioulos"; e João, descrito como originário de nação Monjollo.

            O processo segue com a realização da avaliação e partilha dos bens, havendo o pagamento e cobrança de dívidas e aos agentes da justiça. Posteriormente são anexados diferentes processos, entre os quais incluem um "Alvará de licença para casamento"; "Autos de apreensão e arrecadação" dos bens do falecido; "Autos de suspeição" instituído ao juiz por conflitos referentes a herança, sendo este seguido por um abitramento; Sendo ao fim seguido por um "Auto de justificação" requerido pelo procurador Joaquim José Dias de Siqueira, alegando irregularidades referentes ao processo de inventário dos bens do falecido Felício. Todos os autos são dados como conclusos, com as custas sendo devidamente pagas.

            Atuaram no processo:
            escrivão Amancio José Ferreira;
            escrivão João José Vieira N.;
            escrivão interino João Francisco Regis;
            escrivão interino Luiz Antonio Gomes;
            escrivão eclesiástico João Luiz do Livramento;
            tabelião Antonio Francisco de Medeiros;
            tabelião José Manoel de Araújo Roslindo;
            signatário Francisco Gonçalves da Luz;
            signatário Joaquim Silvanio Pereira;
            signatário Domingos Dias da Silveira;
            primeiro testamenteiro Joaquim da Silva Ramalho Mellado;
            segundo testamenteiro Alexandre José Varella;
            terceiro testamenteiro Vicente Rodrigues Pereira;
            tutor Albano Luiz de Souza;
            curador João Antonio Guimarães;
            curador doutor José Maria do Valle Junior;
            avaliador João de Deos da Silva;
            avaliador Jacintho Gonçalves da Luz;
            partidor Manoel Joaquim da Costa Junior;
            partidor Jacintho José Pacheco dos Santos;
            vigário Joaquim Serrano;
            oficial de justiça Paulino Jozé de Mello;
            procurador Joaquim José Dias de Siqueira;
            procurador Jozé Severiano da Silva;
            procurador Luiz Antonio Gomes;
            procurador Salvador Cavalheiro;
            procurador advogado Manoel do Nascimento Ramos;
            coletor de rendas Antonio Carlos de Carvalho;
            juiz Joaquim da Rocha Linhares;
            juiz doutor Sergio Lopes Falcão;
            juiz de órfãos primeiro suplente Alexandre Eloy d'Azevedo Coutinho;
            juiz de órfãos primeiro suplente Antonio Gonçalves Franco;
            juiz de órfãos terceiro suplente Luiz Coelho Machado;
            juiz arbitro Candido Machado Severino;
            juiz corregedor Jozé Christiano Garção Stockler.

            Localidades mencionadas:
            São Miguel (atualmente parte da cidade de Biguaçu);
            Desterro;
            Tijuca Grande;
            Tijuquinhas;
            Praia Grande;
            Porto Bello;
            freguesia de Penha;
            "fazenda do Jordão".

            Compõem o processo:
            Traslado de testamento;
            Relação de herdeiros;
            Juramento ao curador;
            Termo de responsabilidade;
            Termo de louvação dos avaliadores;
            Juramento aos avaliadores;
            Custas, despesas e dívidas;
            Recibos;
            Declarações;
            Juramento;
            Auto de partilha;
            Exordia de partilha;
            Pagamentos;
            Tutela;
            Alvará de licença para casamento;
            Autos de apreensão e arrecadação;
            Autos de "suspeição";
            Arbitramento;
            Termo de desistencia;
            Procuração;
            Autos de justificação.
            Testemunhos.

            Variação de nome:
            escravizada Faustina (crioula);
            escravizado Rofino (crioulo);
            localidade Tyjucas Grandes;
            localidade Tyjuquinhas:
            localidade "Retiro do Jordão";

            Auto de Justificação de João Antonio de Azevedo
            BR SC TJSC TRRJ-11029 · Processo · 1833
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Auto de Justificação realizado na Vila de São Miguel

            Partes: João Antonio de Azevedo (justificante); Roza (justificada)

            Resumo: Autos iniciados pelo justificante, por razão de falecimento de Thomaz Pereira e Izabel Francisca, pais e curadores da justificada, a qual se encontra em estado de "demência" (não há descrição aprofundada sobre sua condição). Com base nisso, o justificante se posiciona como tio da justificada, se propondo como tutor e responsável pela curadoria dos bens de inventário dos falecidos.

            Localidades mencionadas:
            Vila de São Miguel;
            Biguaçu;

            Atuaram no processo:
            Escrivão Amancio Jozé Ferreira Nunes;
            Juiz João de Amorim Pereira;

            Variação de nome: Biguassú;

            Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
            Auto de Pobreza de Domingos José de Souza
            BR SC TJSC TRRJ-22591 · Processo · 1853
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Auto de pobreza realizado na cidade do Desterro, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

            Parte do processo:
            Domingos José de Souza (falecido);
            Francisco Maria da Silva (inventariante e co-herdeiro).

            Herdeiros:
            Antonio José de Souza;
            Bernarda Rosa;
            Felizarda Rosa;
            Felizardo José de Souza;
            Ignacio Rebello (co-herdeiro);
            Jesuína Rosa de Jesus;
            Vicência Rosa;
            Vicente José de Souza.

            Resumo:
            Este processo se inicia com o falecimento de Domingos José de Souza, que encontrava-se em condições de pobreza. Além disso, sua esposa, Mariana Rosa de Jesus, é descrita como em “estado de demente”, necessitando de um curador para representá-la. O genro do finado, Francisco Maria da Silva, se responsabilizou por meio de juramento para dar seguimento ao processo.

            O finado deixou os seguintes bens: terras, uma casa e um rancho. Ao decorrer do processo, é revelado que o herdeiro Manoel Pereira de Souza havia falecido na Costa da África, deixando viúva e filhos moradores no Cacupé. Além disso, é requerido por meio de petição que um novo tutor para a órfã Felizarda seja nomeado, pois seu pai não cumpriu esse papel. O processo é concluído pelo juiz, que afirma a possibilidade dos suplicantes utilizarem-se dos meios que lhes pertencerem para sanar dúvidas suscitadas.

            Atuaram no processo:
            curador Francisco Maria da Silva;
            escrivão José Honório de Souza Medeiros;
            juiz municipal e de órfãos Sérgio Lopes Falcão;
            signatário Caetano de Araújo Figueiredo Mendonça Furtado;
            signatário Francisco Luis da Lus.

            Localidades relevantes:
            Cacupé;
            Camboriú;
            cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            costa da África;
            freguesia de Santo Antonio (atual bairro de Santo Antônio de Lisboa, Florianópolis);
            freguesia do Ribeirão (parte do bairro de Ribeirão da Ilha, Florianópolis);
            primeira comarca;
            São Pedro do Sul;
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            avaliação dos bens;
            petições;
            relação de bens;
            termos de juramento.

            Variações de nome:
            distrito de Santo Antonio;
            Domingos Antonio de Souza;
            Domingos Vieira de Souza.

            Autos de inventário de Anna Joaquina da Conceição
            BR SC TJSC TRRJ-18250 · Processo · 1844-1845
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Autos de inventário realizados na vila de São Miguel, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Anna Joaquina da Conceição (falecida);
            Manoel Jose do Nascimento (inventariante, herdeiro instituído e testamenteiro).

            Resumo:
            Foi aberto um processo de inventário dos bens da finada Anna Joaquina da Conceição, pelo seu irmão e testamenteiro Manoel Jose do Nascimento. Foi anexada à ação um traslado de testamento, constando que a finada não possuía nenhum herdeiro forçado, sendo Manoel o único destinatário; durante o documento, foram separados bens para contemplar os familiares da finada, assim como foi separada uma esmola para o Santíssimo Sacramento da Igreja Matriz — capela onde ela requereu ser sepultada.

            Além disso, a testadora deixa bens à Dionízia, afilhada da falecida e descrita como crioula, e à Felícia, menina escravizada designada como “crioulinha”. Na conclusão deste pedido, foi nomeado o curador Manoel do Couto para representar Felicia durante a ação.

            Os bens inventariados foram casas, jóias, utensílios de cozinha, móveis, caixas e um casco de baú. Mesmo sendo destinatária de alguns bens, Felicia ainda é incluída na avaliação. Foram mencionadas dívidas passivas deixadas pela falecida. Após avaliados, os bens passaram pelo processo de partilha em igualdade, em que o juiz requereu o pagamento da taxa de herança com a adjudicação de parte do patrimônio. O processo foi julgado por sentença, e foi determinado pelo juiz o pagamento das custas da ação pelo inventariante.

            Atuaram no processo:
            avaliador capitão Francisco Pereira da Costa;
            avaliador tenente Joaquim da Silva Ramalho Mellado;
            coletor da fazenda pública Antonio Ignacio Pereira;
            curador Manoel do Couto;
            escrivão Amancio Jose Ferreira;
            escrivão e partidor Antonio Carlos de Carvalho;
            escrivão José Joaquim da Costa;
            escrivão e tabelião José Manoel de Araujo Roslindo;
            juiz municipal e de órfãos Thome da Rocha Linhares;
            partidor José Joaquim Dias.

            Localidades relevantes:
            comarca do norte;
            rua da praia;
            rua de cima;
            vila de São José (atual município de São José, Santa Catarina);
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            contas;
            petições;
            recibos;
            sentença;
            termo de louvação;
            termos de juramento;
            traslado de testamento.

            Variação de nome:
            Biguassu;
            José Manoel de Araujo Roslindo;
            Manoel do Coito;
            Manoel Jozé do Nascimento.

            Autos de inventário de Antonio Jose de Oliveira
            BR SC TJSC TRRJ-85860 · Processo · 1842
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Autos de inventário e partilha amigável realizados na vila de São Miguel, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Antonio Jose de Oliveira (falecido);
            Anna Joaquina (inventariante).

            Herdeiros:
            Anna Joaquina;
            Antonio Jozé de Oliveira;
            Constantino Jozé de Oliveira;
            Faustino de Andrade;
            Jozé Francisco da Silva;
            Leonôr Ignácia de Jesus;
            Marcelino Jozé de Oliveira (neto);
            Marianno Vieira;
            Severina Roza.

            Resumo:
            Neste processo, a viúva Anna Joaquina fez o inventário de seu falecido marido, Antonio Jose de Oliveira.

            Primeiramente, os herdeiros e a viúva produzem um requerimento para incluir o neto Marcelino Jozé de Oliveira na partilha de bens, pois seu nome não havia sido colocado no testamento do inventariado. Após os testemunhos dos filhos e a análise do traslado de testamento, Marcelino foi incluído para receber parte da herança.

            Dentre os bens inventariados, constam braços de terras, fornos e tachos de cobre, animais, engenho de fabricar farinha, oratório, caixas, uma casa e uma roça de mandioca, além de dívidas ativas e passivas. Ademais, constam quatro pessoas escravizadas, de nomes Domingos (de nação Congo), Francisca (designada como crioula), José (de nação Moçambique), e Silvério (designado como crioulo). Os bens foram avaliados e as dívidas foram pagas através da entrega do escravizado Domingos e de objetos separados no inventário.

            Ao final do processo foi realizada uma partilha amigável entre a viúva e os herdeiros, e foi definido por sentença que a inventariante pagasse as contas.

            Localidades relevantes:
            Fundos de Biguassú;
            freguesia de Santo Antonio (atual bairro Santo Antônio de Lisboa, Florianópolis, Santa Catarina);
            vila de São Miguel (atual cidade de Biguaçu, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            autos e inventário e partilha amigável;
            petição;
            requerimento;
            traslado de testamento;
            descrição e avaliação dos bens;
            partilha amigável;
            sentença;
            contas.

            Atuaram no processo:
            escrivão Amancio José Ferreira;
            escrivão de paz e signatário José Joaquim da Costa;
            escrivão e tabelião Jose Manoel de Araujo Roslindo;
            juiz municipal Alexandre José Varella;
            juiz municipal João da Silva Ramalho Pereira;
            signatário Claudério Telles Cortes;
            signatário Jacob Pereira dos Santos;
            signatário Rafael Siberio do Valle;
            signatário Silvestre Moreira.

            Variação de nome:
            Anna Joaquina de Jesus.

            Autos de inventário de João Gularte da Silva
            BR SC TJSC TRRJ-10901 · Processo · 1870-1885
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Autos de inventário realizados na vila de São Miguel, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Domingas Rosa de Jesus (inventariante);
            João Gularte da Silva (falecido).

            Herdeiros:
            Alexandre Jorge de Campos;
            Anna;
            Claudino Gularte da Silva (neto);
            Cypriano Gonçalves Pereira;
            Firmino Gularte da Silva (neto);
            Francisco de Faria Teixeira;
            Francisco Gularte da Silva;
            Gabriel Gonçalves Pereira;
            Jeremias Cardoso da Silva (co-herdeiro);
            Joaquim Gularte da Silva;
            João de Faria Teixeira;
            João Gonçalves Pereira (neto);
            João Gularte da Silva (neto);
            João Vicente de Farias;
            Jose de Faria (neto);
            Jose Luciano da Silva (co-herdeiro);
            Laurentina (neta);
            Maria;
            Maria Rosa;
            Manoel de Faria Teixeira;
            Pedro Gonçalves Pereira;
            Polucenio Machado (co-herdeiro);
            Silveria (neta);
            Vicente Gonçalves Pereira;
            Zeferino Cardoso da Silva (co-herdeiro).

            Resumo:
            Domingas Rosa de Jesus abre um inventário após o falecimento de seu marido, João Gularte da Silva. Os bens inventariados foram casas, ranchos, engenhos, terrenos, um forno de cobre, um alambique, animais, canoas, um carro e mobília. Além disso, são declaradas algumas dívidas deixadas pelo finado.

            São mencionadas no processo 10 pessoas escravizadas: Vicente, Marcelino, Antonio, Francisca, Justa, Custodia, Felizarda, Anna (menina de seis anos) e Maria, descritos como crioulos; e Victorino, de três anos, descrito como pardo.

            Ao decorrer do processo, foi anexado o testamento do falecido em forma de traslado. No documento, é revelado que Victorino seria considerado liberto após o falecimento de João Gularte. Mais tarde, um embargo foi autuado para contestar a avaliação dos bens; com isso, uma nova louvação de avaliadores foi realizada.

            Após avaliados, os bens e pessoas escravizadas passaram por um processo de partilha entre os herdeiros. Parte do patrimônio foi separada para o pagamento das dívidas; as pendências impugnadas foram repassadas para o foro ordinário. Marcelino abre petição para requerer seu direito à liberdade, por meio do pagamento da quantia em que foi avaliado.

            Há movimentação processual anulada, na folha virtual de número 196. O processo foi julgado por sentença, em que o juiz requereu o pagamento das custas pro rata e o alvará para a carta de liberdade a Marcelino. Foram nomeados tutores para representarem os herdeiros menores de idade, nas pessoas de Manoel de Faria Teixeira e Gabriel Gonçalves Pereira.

            Atuaram no processo:
            avaliador Alexandre Eloy de Azevedo Coutinho;
            avaliador Candido Machado Severino;
            avaliador Manoel Claudino de Farias;
            coletor de rendas Amancio José Pereira;
            curador geral João Francisco Mafra;
            depositário João José Rosa;
            escrivão do juizo municipal Antonio Francisco de Medeiros;
            escrivão João Rodrigues Pereira;
            juiz Antonio Carlos de Carvalho;
            juiz José da Silva Ramalho Pereira;
            partidor Alexandre Jorge de Campos;
            partidor Francisco Gonçalves da Luz;
            procurador Claudio Francisco de Campos;
            procurador Jacintho Gonçalves da Luz;

            Localidades relevantes:
            comarca da capital;
            rio Quebra Cabeça;
            Três Riachos;
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            autos de avaliação dos bens;
            contas;
            correição;
            embargo;
            emenda da partilha;
            petições;
            procurações;
            termo de administração;
            termo de depósito;
            termo de descrição de bens;
            termos de juramento;
            termos de louvação;
            traslado de testamento.

            Autos de inventário de Manoel Antonio Machado
            BR SC TJSC TRRJ-10902 · Processo · 1870-1885
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Autos de inventário realizados na vila de São Miguel, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Manoel Antonio Machado (inventariado);
            Maria Thereza da Cunha (inventariante).

            Herdeiros:
            Agostinho;
            Candida;
            Candido.

            Resumo:
            O inventário de Manoel Antonio Machado foi conduzido por sua esposa, Maria Thereza da Cunha. O finado deixou herdeiros menores de idade e, com isso, a ação passou pela nomeação de um curador.

            Os bens inventariados foram terrenos, engenhos, um forno de cobre e uma casa. Consta no arrolamento um homem escravizado de nome Luis, descrito como pardo. Após avaliação, deu-se início a um processo de partilha entre os herdeiros e a viúva.

            A ação foi julgada por sentença, em que o juiz requereu o pagamento das custas de maneira pro rata e notificou a inventariante para assinar termo de tutoria. Para ser nomeada tutora, Maria Thereza renuncia ao chamado “Benefício Veleiano”, que impedia a tutela dos herdeiros menores por parte de mulheres viúvas.

            Atuaram no processo:
            avaliador Manoel Claudino Vieira;
            avaliador Manoel Coelho da Cunha;
            curador geral José Francisco Mafra;
            escrivão João Rodrigues Pereira;
            juiz de órfãos primeiro suplente Antonio Carlos de Carvalho;
            partidor Alexandre Jorge de Campos;
            partidor Francisco Gonçalves da Luz;
            procurador João José Rosa.

            Localidades relevantes:
            comarca da capital;
            morro dos viveiros;
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            contas;
            correição;
            descrição e avaliação dos bens;
            petições;
            procuração;
            sentença;
            termo de tutoria;
            termos de louvação.