Inventário realizado na vila de São Sebastião do Tijucas, na época sob a comarca de Nossa Senhora da Graça da província de Santa Catarina.
Partes do processo:
José de Souza da Silva (inventariado);
Anna Rosa da Conceição (inventariante).
Herdeiros:
Domingos Coelho Gomes (co-herdeiro);
Maria.
Resumo:
Anna Rosa da Conceição fez o inventário amigável de seu falecido marido, José de Souza da Silva. O falecido deixou uma herdeira maior de idade e não escreveu testamento. Como não havia filhos menores de idade, todas as partes da ação entraram em acordo sobre a partilha do patrimônio arrolado.
Entre os bens inventariados, constam terras, casas, animais, engenhos de farinha e cana, mobília, utensílios de cozinha, animais e ferramentas. A viúva declara os créditos e as dívidas deixadas pelo falecido. Ainda no arrolamento, constam 12 pessoas escravizadas: Manoel, Antonio, Martinho, Vicente, Chavin, Ignacio, Thereza, Eva, Rita, Caetana, Maria e Miguel.
A partilha entre os herdeiros e a inventariante foi realizada, assim como as dívidas foram quitadas a partir de alguns bens avaliados. O juiz julgou o processo por sentença, em que requereu o pagamento das custas de maneira pro rata.
Atuaram no processo:
avaliador Ricardo Quinteiro Pereira;
avaliador Joaquim Quinteiro Pereira;
escrivão Guilherme Augusto Varella;
juiz Henrique Carlos Boiteux;
partidor Antônio José da Porciuncula.
Localidades relevantes:
cidade de São Francisco;
comarca de Nossa Senhora da Graça;
distrito de Terra Nova (localidade rural no município de Tijucas);
rio do Palmital;
vila de São Sebastião de Tijucas (atual município de Tijucas, Santa Catarina).
Compõem o processo:
auto de partilha amigável;
contas;
sentença;
termo de avaliação;
termos de louvação.
Variação de nome:
Anna Rosa da Assunção.